"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

30 julho 2010

Ser Grande




Para ser grande, sê inteiro:
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,
Porque alta vive.
(Fernando Pessoa)

Sim



Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.
(Ricardo Reis)

Navegar



Vê como o verão
subitamente
se faz água no teu peito,

e a noite se faz barco,

e minha mão marinheiro.
(Eugénio de Andrade)

Viver não é necessário; o que é necessário é criar



Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "Navegar é preciso; viver não é preciso." (*)

Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
(Fernando Pessoa)

(*) "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu.

24 julho 2010

Resiliencia



"Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados."

23 julho 2010

O mais difícil


"Na busca de quem sou, para onde vou, percorri vários caminhos. Alguns me alegraram, outros me revoltaram, muitos me entristeceram e um quase me aniquilou. Tentei então o mais difícil: regressei..."

22 julho 2010

Fazendo a nossa parte


"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos mas esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta."

21 julho 2010

Video muito interessante sobre uso de cinto de segurança e espiritualidade

video

Não aguento o colo vazio


“Ando com medo de gastar as mãos na tua pele.
Desfazer os meus lábios na tua boca.
Trocar a cor dos meus olhos pela a dos teus.
Perder-me em esperas ao fundo da tua rua.

Ando assim em meio amor,
a dividir por metades o que posso ter,
a desenhar-te nas paredes dos quartos,
a adivinhar-te nas sombras deslumbradas.

Tenho um desejo intrépido que me carrega pelos braços,
que me leva aos lugares onde já estivemos
para trazer de lá o que ainda resta de ti,
porque já não aguento o colo vazio.”

Tango


"O tango é um sentimento que se dança"
(Anibal Troilo)

Amei-te e por te amar...


Amei-te e por te amar
Só a ti eu não via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
Só quando te perdi
É que eu te conheci...

Quando te tinha diante
Do meu olhar submerso
Não eras minha amante...
Eras o Universo...
Agora que te não tenho,
És só do teu tamanho.

Estavas-me longe na alma,
Por isso eu não te via...
Presença em mim tão calma,
Que eu a não sentia.
Só quando meu ser te perdeu
Vi que não eras eu.

Não sei o que eras. Creio
Que o meu modo de olhar,
Meu sentir meu anseio
Meu jeito de pensar...
Eras minha alma, fora
Do Lugar e da Hora...

Hoje eu busco-te e choro
Por te poder achar
Não sequer te memoro
Como te tive a amar...
Nem foste um sonho meu...
Porque te choro eu?

Não sei... Perdi-te, e és hoje
Real no [...] real...
Como a hora que foge,
Foges e tudo é igual
A si-próprio e é tão triste
O que vejo que existe.

Em que és [...] fictício,
Em que tempo parado
Foste o (...) cilício
Que quando em fé fechado
Não sentia e hoje sinto
Que acordo e não me minto...

[...] tuas mãos, contudo,
Sinto nas minhas mãos,
Nosso olhar fixo e mudo
Quantos momentos vãos
Pra além de nós viveu
Nem nosso, teu ou meu...[...]
(Fernando Pessoa)

20 julho 2010

Sorrindo


“O prazer dos banquetes não está nos pratos, mas nos amigos que nos acompanham à mesa.”
(autor desconhecido)

Eu sou nós


Meu Pai!
Agora eu não quero pedir nada, apenas existir, no aqui e no agora!
Cansei de pedir, cansei de reclamar, cansei de emoções perturbadas. Por isso, agora, sintonizo-me com o Seu coração, na tentativa de me purificar de antigos hábitos densos.
Ilumino-me quando tolero, perdoo, aceito e amo. Mesmo assim, não tenho conseguido agir sempre assim. Por isso, entrego-me, agora, ao pulsar do Seu coração.
Quero agora ser uno Contigo! Cansei de me separar da Sua Luz! Cansei de aprender pela dor.
Não aguento mais a minha vaidade, intolerância e cegueira. Quero enxergar através dos Seus Olhos, quero amar através do Seu coração e respirar pelos Seus pulmões.
Essa separação me cansa, essa ilusão me trai, essa ganância me adoece… Chega! Não quero mais nada além de viver baseado na Sua vontade. Sua Luz está em mim e neste momento permito-me senti-la em todo Seu esplendor. Seu Amor está em mim!
Permito-me agora expressá-lo e usá-lo como antídoto para todo meu sofrimento…
Pai… Me ensina a ser melhor…
Pai… Toma as rédeas da minha vida e me ensina a ser conduzido, a aceitar Sua tutela…
Pai… Rompe minha arrogância, aniquila meu controle e abre meu coração…
Não quero mais viver separado, não quero mais que minha vontade seja diferente da Sua…
Quero, hoje, agora e sempre, viver a consciência clarificada, pela ação do Seu Amor.
Eu agora Sou Nós…
Eu Sou Nós…
Eu Sou Nós…
Porque Nós Somos a Luz que o mundo precisa. Porque Nós Somos a Consciência que o mundo carece. Porque sempre que sofro é porque sou o Eu e não sou o Nós…
Nós Somos abundantes e ilimitados. O Eu é limitado e sofredor!
Nós Somos o Universo em expansão amorosa!
O Eu sozinho é decadente e cego.
Eu só sou completo e iluminado quando Sou Nós.
Somos um Só.
Eu sou Nós! Eu sou Nós! Eu sou Nós!
(Bruno J. Gimenez.)

Resiliência


"Hoje a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: amoxicilina e paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado. Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida...

Hoje problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e depois perdem-se, difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados."

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro."

Saudade


...Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...
(Pablo Neruda)

Dicas de filmes com tema espiritualista



1-Minha Vida na Outra Vida (Yesterday's Children) - conta a história de Jenny, uma mulher do interior dos Estados Unidos, que tem visões, sonhos e lembranças de sua última encarnação, como Mary, uma mulher irlandesa que faleceu na década de 1930. Intrigada, Jenny sai em busca de seus filhos da vida passada. Tem início uma jornada emocionante. Jenny é interpretada pela atriz Jane Seymour, de "Em Algum Lugar do Passado".

2- Manika (Manika) - com Julian Sands e Stephane Audran - reencarnação e imortalidade da alma, lembranças de vidas passadas.

3- A Visão (The Sight) - com Andrew McCarthy - mediunidade, clarividência, premonição - este filme é muito bom. Tem cenas bem legais de telecinesia, clarividência, efeitos físicos, etc.

4- Falando com os Mortos (Talking to Heaven) - com Ted Danson - mediunidade, vida após a morte, desencarne. Filme excelente, muito realista e baseado em fatos reais, contando como o sensitivo americano James van Praagh descobriu sua mediunidade.

5- O Mistério da Libélula (Dragonfly) - com Kevin Costner - experiência de quase morte (EQM), mediunidade, projeção astral. Após tornar-se viúvo, um médico passa a crer que sua falecida esposa está tentando contactá-lo do mundo dos mortos.

6- O Pequeno Buda (Little Buddha) - com Keanu Reeves e Bridget Fonda - reencarnação, filosofia budista. História de garoto americano que, segundo monges budistas, seria a reencarnação de Buda.

7- O Campo dos Sonhos (Field of Dreams) - com Kevin Costner - vida após a morte, mediunidade. Americano constrói campo de beisebol ao lado de casa e passa a receber a visita de jogadores famosos desencarnados.

8- Linha Mortal (Flatliners) - com Julia Roberts e Kiefer Sutherland - projeção astral, vida após a morte, EQM. Cinco estudantes de Medicina resolvem fazer uma ousada experiência: atravessar a fronteira da morte e retornar para contar ao mundo o que acontece depois que uma pessoa morre.

9- Contato (Contact) - com Jodie Foster - projeção astral, vida após a morte e vida em outros planetas. Cientista começa a receber mensagem codificada vinda do espaço, que ensina como construir uma máquina misteriosa, decodifica os sinais e recebe ajuda para tentar uma viagem diferente.

10- Espíritos (The Frighteners) - com Michael J. Fox - mediunidade, obsessão, efeitos físicos, projeção astral. Um homem que possui poderes paranormais os utiliza para assombrar pessoas comuns e, posteriormente, ganhar dinheiro afastando os maus espíritos que cria.

11- Minhas Vidas (Out on a Limb) - com Shirley McLaine - reencarnação. Documentário sobre as lembranças de vidas passadas de Shirley McLaine.

12-Ghost, do Outro Lado da Vida (Ghost) - com Patrick Swayze e Demi Moore - desencarne, vida após a morte, mediunidade. Após ser assassinado, um jovem bancário busca ajudar sua esposa ainda viva, contando com o auxílio de uma médium charlatã para fazer a comunicação entre eles.

13- A Casa dos Espíritos (House of the Spirits) - com Jeremy Irons, Meryl Streep e Winona Ryder - imortalidade da alma, clarividência, premonição. Saga de uma família, cuja mãe tem dons parapsíquicos.

14- O Sexto Sentido (The Sixth Sense) - com Bruce Willis - vida após a morte e mediunidade infantil. Psiquiatra tenta ajudar garoto que vê espíritos, até ter uma bela surpresa.

15- Além da Eternidade (Always) - com Richard Dreyfuss e Holy Hunter - imortalidade da alma, mentores espirituais. Após morrer em acidente aéreo, o espírito de um bombeiro florestal retorna para ajudar sua namorada a viver sem ele.

16- Os Outros (The Others) - com Nicole Kidman - vida após a morte, perturbação espiritual, mediunidade, desobsessão. Em plena 2ª Guerra Mundial, uma mulher parte com seus dois filhos para uma casa em uma ilha isolada, onde segue religiosamente certas regras que não podem ser quebradas. Até descobrir sua real condição.

17- À Espera de um Milagre (The Green Mile) - com Tom Hanks - imortalidade da alma e mediunidade de cura, premonição. Homem paranormal é preso e aguarda a execução na penitenciária.

18-Amor Além da Vida (What Dreams May Come) - com Robin Williams - imortalidade da alma, perturbação pós-morte, reencontro com entes queridos, umbral, vale dos suicidas.

19- Morrendo e Aprendendo (Heart and Souls) - com Robert Downey Jr. - Harrison, Penny, Julia e Milo morrem prematuramente devido a um acidente com o ônibus no qual trafegavam. Deixando diversos problemas pendentes em suas vidas, os quatro ficam presos na Terra até que consigam deixar tudo em ordem.

20- Sete Anos no Tibet (Seven Years in Tibet) - com Brad Pitt - filosofia oriental. Após decidir escalar um dos picos mais altos do Himalaia, um alpinista austríaco corajoso e egoísta é preso pelos ingleses, que estão em meio à 2ª Guerra Mundial. Ele consegue escapar de seu cativeiro e retoma sua jornada até encontrar o jovem Dalai Lama, que o auxilia a recobrar sua espiritualidade.

21- Os Fantasmas se Divertem (Bettlejuice) - com Winona Rider, Gena Davis, Michael Keaton e Alec Baldwin - apesar do enfoque meio pastelão, o filme é bem realista, com efeitos bem legais, tratando de temas como a vida após a morte, clarividência e telecinesia.

22- Joelma, 23º Andar - com Beth Goulart - premonição, vida após a morte, mediunidade.

23- Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello Sole, Sorella Luna) - com Graham Faulkner - O diretor Franco Zeffirelli (Romeu e Julieta) leva às telas a história de São Francisco de Assis. Recebeu uma indicação ao Oscar.

24-Voltar a morrer (Dead Again, EUA - 1991)- Mike Church (Kenneth Branagh) é um detetive especializado em encontrar pessoas desaparecidas, e é contratado para descobrir a identidade de uma moça sem memória (Emma Thompson).A moça é submetida a sessões de regressão de memória, onde lembra de sua última reencarnação e de fatos trágicos que aconteceram, e que vão levar a um desenrolar surpreendente.

25-Ilusões Perigosas(Haunted, Inglaterra – 1995) - David Ash (Aidan Quinn), é um professor de parapsicologia que se dedica a desmascarar charlatães que realizam sessões “espíritas”. Devido à sua fama, ele é chamado para investigar fantasmas que assombram a mansão Edbrook, no interior da Inglaterra. O filme mostra materializações, vidência, audiência e o mais importante, que os sentimentos de afeição não desaparecem com a morte física.

26-Na Companhia do Medo (Gothika, EUA – 2003) - O filme aborda, embora de forma superficial e fantasiosa, algumas dos mais ricos temas do Espiritismo que são a obsessão, os distúrbios mentais, a mediunidade e a obsessão. Vemos no filme exemplos de vidência, audiência e subjugação, além de levar o espectador a uma reflexão sobre a visão da medicina em relação aos distúrbios mentais.

27-Quando os Anjos Falam (A Rumor of Angels, EUA – 2002) - o encontro entre Maddy (Vanessa Redgrave), uma senhora que mora só e cujo filho morreu na guerra, e James, um garoto que não consegue superar a morte da mãe. Através da mediunidade de Maddy, que recebe mensagens de seu filho, James vai adquirindo a certeza que a morte não existe.

28-Reencarnação (Birth, EUA – 2000) - Após 10 ano do falecimento de seu marido, Ana (Nikole Kidman) aceita casar outra vez. Na noite do anúncio do seu casamento com Joseph (Danny Huston), aparece um garoto de 10 anos de nome Sean, que é o mesmo nome de seu falecido marido, e diz ser a reencarnação do mesmo.

29-Vozes do Além (White Noises, EUA – 2005) – Sobre o fenômeno de EVP (Eletronic Voice Phenomena), Fenômeno da Voz Eletrônica, conhecido no Brasil sob a denominação de Transcomunicação Instrumental. A partir da exploração desse tema nasce a história do filme. Infelizmente o roteiro é muito superficial e fraco, tenta abordar vários assuntos, mas no fim acaba não conseguindo se aprofundar adequadamente em nenhum deles.

30-Luzes do Além (White Noises 2: The Lights, EUA/Canadá – 2007) - Neste filme a temática central é a "EQM" ou experiência de quase morte , onde pessoas que passaram por morte clínica retornam e contam o que encontraram do outro lado da vida.

31-Alta Frequência (Frequency, EUA – 2000) - A temática volta a buscar refletir sobre a importância do momento presente , pois o passado não volta e é subproduto da memória , e o futuro ainda não aconteceu ou é produzido por fantasias.Saber vivenciar com atenção o momento presente , pode ser a chave para um destino menos complicado.

32-O Orfanato (El Orfanato, México – 2007) - Laura (Belén Rueda) passou os anos mais felizes de sua vida em um orfanato, onde recebeu os cuidados de uma equipe e de outros companheiros órfãos, a quem considerava como se fossem seus irmãos e irmãs verdadeiros. Agora, 30 anos depois, ela retornou ao local com seu marido Carlos (Fernando Cayo) e seu filho Simón (Roger Príncep), de 7 anos. Ela deseja restaurar e reabrir o orfanato, que está abandonado há vários anos. O local logo desperta a imaginação de Simón, que passa a criar contos fantásticos. Entretanto à medida que os contos ficam mais estranhos Laura começa a desconfiar que há algo à espreita na casa.

33-Um olhar do paraíso (The Lovely Bones, Nova Zelândia,Reino Unido,EUA – 2009) - Susie é assassinada. Os pais de Susie, Jack (Mark Wahlberg) e Abigail (Rachel Weisz), inicialmente se recusam a acreditar na morte da filha. Toda esta situação é observada por Susie, que agora está em um local entre o paraíso e o inferno. Lá ela precisa lidar com o sentimento de vingança e a vontade de ajudar sua família a superar o trauma de sua morte.

Sonhar


Matar o sonho é matarmo-nos.
É mutilar a nossa alma.
O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.

( Fernando Pessoa )

Gentileza


A Felicidade te mantém gentil.
Os obstáculos te mantém forte.
As mágoas te mantêm humano.
Os choques te mantêm humilde.
Por isso tu és tão especial...

19 julho 2010

Almas gêmeas, almas afins...


As histórias de amor não têm lugar para acontecer. Existem apesar do tempo, apesar do espaço, até mesmo apesar das pessoas. E é por isso que o amor sobrevive ao longo dos séculos, pois não há força mais poderosa e mais frágil do que esta. As histórias de amor precisam existir para plantar outras histórias de amor, para que o coração daqueles que buscam não desista. Se não fosse assim, nenhum encontro seria possível e de nada valeria viver.

(trecho do livro "Alma Gêmea: uma História Real", de Alan e Deborah Dubner)

Só o amor é real


Para cada um de nós, existe alguma pessoa especial...
Muitas vezes, existem duas, três ou mesmo quatro. Todas vêm de gerações diferentes.
Atravessam oceanos de tempos e profundidades celestiais para estarem conosco novamente. Vêm do outro lado do céu.
Podem parecer diferentes, mas o nosso coração reconhece-as. Nosso coração abrigou-as nos braços em tempos antigos.
Marchamos juntos nos exércitos de generais guerreiros que a História esqueceu, e vivemos com elas nas cavernas cobertas de areia dos Homens Antigos.
Há entre eles e nós um laço eterno, que nunca nos deixa sós.
A nossa mente pode interferir. "Eu não te conheço". Mas o coração sabe.
Ela toma a nossa mão pela "primeira" vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz disparar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ser.
Ela olha nos nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos.
Há uma estranha sensação no nosso estômago. A nossa pele arrepia-se. Tudo o que existe fora desse momento perde a importância.
Ela pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos reencontrado, embora a conheçamos. Sentimos a ligação. Vemos o potencial, o futuro.
Mas ela não o vê. Temores, racionalizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu. Ela não permite que afastemos o véu.
Choramos e sofremos, mas ela vai-se . A "natureza" tem os seus caprichos.
Quando os dois se reconhecem, nenhum vulcão é capaz de explodir com força igual.
O reconhecimento do espírito pode ser imediato.
Uma súbita sensação de familiaridade, de conhecer aquela pessoa em níveis mais profundos do que a mente consciente poderia alcançar. Em níveis geralmente reservados aos mais íntimos membros da família.
Ou ainda mais profundos.
Sabemos intuitivamente o que dizer, como ele vai reagir. Um sentimento de segurança e uma confiança muito maior do que se poderia atingir em apenas um dia, uma semana ou um mês.
O reconhecimento da alma pode ser sutil e lento. Um despertar da consciência à medida em que o véu se vai aos poucos levantando. Nem todos estão prontos para ver imediatamente. Há um ritmo nisto tudo, e a paciência pode ser necessária àquele que percebe primeiro.
Um olhar, um sonho, uma lembrança, uma sensação podem fazer com que despertemos para a presença do espírito.
O toque de suas mãos ou o beijo de seus lábios pode nos despertar e projetar-nos subitamente de volta à vida.
O toque que nos desperta pode ser de um filho, de um pai, de uma mãe, de um irmão ou de um amigo leal.
Ou pode ser da pessoa a quem amamos, que atravessa os séculos para nos beijar mais uma vez e lembrar-nos de que estamos juntos sempre, até o fim dos tempos.

(trecho do livro "Só O Amor É Real", de Brian Weiss)

Tesouros...



"Eu já tenho todos os tesouros da terra: meus dois filhos - restam-me agora, as estrelas do céu!"

O poder do olhar...




Oração do amor efêmero



“Quero ir embora...
e quero um amor que me carregue para longe daqui...
que me leve,
me leve,
me leve,
me ame com força e desespero,
me surpreenda com um beijo na boca porque queria muito,
que tatue meu nome no braço mesmo sabendo que talvez não seja para sempre...
Vamos fugir,
vamos sumir,
ser estranhos longe de todo mundo...
que me puxe com força e não me dê opção senão me deixar levar,
eu quero ir,
eu quero ir,
eu quero ir embora daqui...
Eu quero um amor que me perca,
me ache,
me deixe tonta e confusa,
eu quero,
eu quero alguem que me leve,
que me perca,
me ache,
que me ganhe de cara.
Que me guie,
me guarde,
me governe,
me ilumine,
me incendeie,
que não me cause insônia,raiva,ciúme,lágrimas ou febre
mas que me faça rir...que me deixe leve...
Eu quero um amor que me canse,
se canse,
não canse nunca e me canse e se canse...
Eu quero um amor de verdade,
puro, limpo, imaculado, sagrado,
que vá até o fundo,
até onde ninguém foi...
que me olhe nos olhos,
não tenha medo de se jogar no abismo,
de se jogar em mim,
disposto a arriscar por nós...
Que esteja aqui e lá...
não importando para onde eu queira ir...
Eu quero um amor de café da manhã,almoço e jantar,
que não me prometa nada,
que não me dê nada além do que for verdadeiro...
que me faça adolescente de novo,me deixe rouca, suada,alegremente cansada...
que devolva a paz ao meu coração.
que me leve até o fim...”

O amor nunca morre por morte natural


O amor nunca morre por morte natural...
morre pelo não cultivo,
morre pelo relaxamento,
morre pelo descaso,
morre pelo abandono.

O amor nunca morre por morte natural...
morre pela indiferença,
morre pela falta de sensibilidade,
morre pela negligência,
morre pelo egoísmo.

O amor nunca morre por morte natural...
morre pela não valorização,
morre pela falta de criatividade,
morre por não ser nutrido,
morre por escolhas não assumidas.

O amor nunca morre por morte natural...
morre por se preferir a culpa ao arrependimento,
morre por se preferir acusação à humildade,
morre por se preferir a disputa ao diálogo,
morre por se optar em ser metade em vez de ser inteiro.

O amor nunca morre por morte natural...
morre por não se respeitar o momento do outro,
morre por não se favorecer espaços comuns,
morre por não se reinventar a arte de viver,
morre por não se apostar na liberdade.

O amor nunca morre por causa natural...
morre com o medo de amar,
morre com a omissão de crescer,
morre com a pequenez de se fechar,
morre com a incapacidade de tolerar.

O amor nunca morre por morte natural...
morre com a dominação,
morre com o orgulho,
morre com a covardia,
morre no medo de se doar.

O amor nunca morre por morte natural...
morre quando se perde a essência da gratuidade,
morre quando não se encara a vida como um presente e uma missão,
morre quando se perde a grandeza do perdoar,
morre quando existe apenas uma proximidade física e corações distantes.
(Canísio Mayer)

Súplica



Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga

Fantasias...







Anjos & Demonios









18 julho 2010

Imperfeita...



Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo.
Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei.
E há tanto tempo
Entendo que sou terra.
Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu.
Pastor e nauta
Olha-me de novo.
Com menos altivez.
E mais atento.

(Hilda Hilst)

O amor que não tive...



[...]Que saudade é essa
Do amor que eu não tive
Por que é que te sinto se nunca te vi
Será que são lembranças
De um tempo esquecido
Ou serão previsões
De te ver por aqui... então vem!
Me desvenda esse amor
Que me faz renascer.
Faz do sonho algo lindo
Que me faça viver.
Diz se fiz com os céus algum trato
Esclarece esse fato
E me faz compreender.
Esse beijo, esse abraço na imaginação
E descobre o que guardo pra ti
No meu coração
Mas deixa eu sonhar, deixa eu te ver.
Vem e me diz: quem é você ..."

Amando um poeta...




“Amar um poeta nem sempre é fácil,
devemos saber separar o que é nosso
do que é para nós...
Devemos lembrar que seu coração é dividido,
entre o amor por nós e o seu sonho de amor.
Devemos aceitar seu olhar para a lua,
seus desejos pelo impossível,
suas lembranças de algo que nunca viveu...
Para amar um poeta,
é preciso que estejamos atentos
aos seus devaneios e às suas viagens imaginárias...
O poeta sente dor que não dói,
ama o que não conhece,
sente saudade do que nunca teve,
inventa sentimentos,
comete loucuras!
Se quer amar um poeta,
seja poeta também,
entre no seu mundo; ajude-o criar ilusões!
Se deseja entender um poeta,
esqueça do real,
viva na eternidade dos sonhos dele...”

Meu templo...



“Minha casa é o meu corpo e onde ando me carrego perto, como a uma mochila arrumada por dentro.
E se a casa faltar, há a alma, há o pensamento, que é o templo anterior à casa, o andar subterrâneo, o lar antigo e primeiro.
Porque quando regresso,a casa sempre outra e eu estrangeira em mim, ainda que confortável com meus pés pequenos e meus cabelos revoltos.
A leveza que persegui, como o inquisidor à feiticeira medieval, vem chegando em vento morno, espalhando-se em meu rosto,no momento em que deixei de procura-la.
E esse rosto é o resultado de eras, de luas, de rituais, de véus, de massa de modelar e de giz de cera em papel branco.
Eu me escrevi. Me colori de azuis, amarelos e lilazes, e já não me consome o desajuste.
O cru e o lapidado me habitam e soam como musica aos meus ouvidos e chiado aos ouvidos alheios. Jamais estive tão amparada quando hoje.
Aceitei a doçura da vertigem e aprendi a caminhar quando o equilíbrio se vai. O equilíbrio não é o que parece.
Desvesti a loucura e a solidão como roupas que deixam de servir no corpo que cresceu. Abandonei certezas profundas que me amarravam a um vazio.
Ando nua pelos corredores das minhas casas. E me encontro luz.”

O inevitável...



"Senhor, tu sabes que estou envelhecendo.
Ajuda-me a pensar que não sou uma peça imprestável, no movimento da vida.
Reconheço que não tenho mais as mesmas capacidades físicas, 
que me animaram a juventude, nem os mesmos reflexos e disposição. 
Contudo, auxilia-me a não desanimar, e muito menos pedir 
aposentadoria indevida das lides do mundo.
Não me deixes emurchecer, como flor queimada pelo sol.
Não permitas que eu tenha a idéia fixa de falar de mim o tempo todo.
Impede-me de repetir detalhes infindáveis. 
Dá-me rapidez para que eu seja objetivo. 
Fecha a minha boca quando eu estiver propenso 
a falar de minhas dores e de meus sofrimentos. 
Eles estão aumentando com o passar dos anos,
e meu desejo de falar deles aumenta a cada dia.
Ensina-me a dialogar, sem me fazer  excessivamente falador,
a fim de não causar  indisposição nos demais.
Não me permitas conceber limitações desnecessárias.
Coloca as minhas mãos no trabalho a fim de que eu elabore 
ainda criações no campo da música,
da pintura, da jardinagem, da  cerâmica.
Ensina-me a melhor ocupação para o tempo que disponho.
Um tempo que, desde os dias da  juventude, reclamava não ter.
Permita que eu me levante a cada dia disposto a aprender alguma coisa mais. 
Pode ser uma  forma diferente de usar o pincel, uma breve poesia, 
um ensinamento, uma receita surpreendente.
Desejo ser jovial sem parecer tolo e imprudente. 
Torna-me solícito mas não abelhudo. Prestativo, mas não dominador.
Desejo ser um avô que possa contribuir  com a educação dos meus netos
e não os deseducar, com a única finalidade de que apreciem sair comigo, 
nas tardes de primavera.
Ensina-me, ainda, a gloriosa lição de que, às vezes, posso estar errado. 
Aprendi muito, guardo experiências preciosas, 
mas não tenho o direito de desprezar os avanços da modernidade e da ciência.
Depois de ter adquirido uma enorme bagagem de sabedoria e experiência, 
parece uma pena eu não poder usá-la  totalmente,
sem criar embaraços aos demais.
Não me permitas secar a fonte das lágrimas. Precisarei delas, com certeza,
nas horas de tristeza, para desafogar o coração cansado. 
Entretanto, não me deixes tornar um ser melancólico e chorão.
Permite-me gozar do calor do sol e da bênção da chuva, 
com o mesmo entusiasmo de sempre.

Senhor, o meu desejo final é ter sempre alguns amigos.
Esses seres abençoados que, no mar imenso da vida, 
qual jangada preciosa, remaram firmemente ao meu lado. 
Muitos deles poderão partir antes de mim, mas permite que alguns permaneçam
a fim de que nunca desapareça de vista a expectativa das suas presenças. 
Enfim Senhor, torna-me um ancião nobre, 
que demonstre a sabedoria do envelhecimento digno. 
Se a dependência física se tornar necessária, 
ajuda-me, a ter paciência comigo mesmo, 
suportando o corpo que tanto me serviu até aqui.
Com ele eu dancei, cantei,  viajei, vivi doçuras, momentos bons e maus. 
Auxilia-me a continuar a amá-lo."

Oração a mim mesmo




Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos. Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e
comigo morrem por eu não os saber sonhos. Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis e os impossíveis; aqueles que morrem e ressuscitam a
cada novo fruto, a cada nova flor, a cada novo calor, a cada nova geada, a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar, sonhar o amar, sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas, dos movimentos, do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela,
alma, ouve e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma, vislumbrar as curvas, desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me
parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:
- Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência,
sábio dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso, ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria com que os simples
traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só...

Oswaldo Antônio Begiato

Vocação verdadeira...



"O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto.
O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura.
Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vai-vens da vida".

Bezerra de Menezes