"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

19 julho 2010

O amor nunca morre por morte natural


O amor nunca morre por morte natural...
morre pelo não cultivo,
morre pelo relaxamento,
morre pelo descaso,
morre pelo abandono.

O amor nunca morre por morte natural...
morre pela indiferença,
morre pela falta de sensibilidade,
morre pela negligência,
morre pelo egoísmo.

O amor nunca morre por morte natural...
morre pela não valorização,
morre pela falta de criatividade,
morre por não ser nutrido,
morre por escolhas não assumidas.

O amor nunca morre por morte natural...
morre por se preferir a culpa ao arrependimento,
morre por se preferir acusação à humildade,
morre por se preferir a disputa ao diálogo,
morre por se optar em ser metade em vez de ser inteiro.

O amor nunca morre por morte natural...
morre por não se respeitar o momento do outro,
morre por não se favorecer espaços comuns,
morre por não se reinventar a arte de viver,
morre por não se apostar na liberdade.

O amor nunca morre por causa natural...
morre com o medo de amar,
morre com a omissão de crescer,
morre com a pequenez de se fechar,
morre com a incapacidade de tolerar.

O amor nunca morre por morte natural...
morre com a dominação,
morre com o orgulho,
morre com a covardia,
morre no medo de se doar.

O amor nunca morre por morte natural...
morre quando se perde a essência da gratuidade,
morre quando não se encara a vida como um presente e uma missão,
morre quando se perde a grandeza do perdoar,
morre quando existe apenas uma proximidade física e corações distantes.
(Canísio Mayer)