"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

31 dezembro 2010

Que venha o futuro


Que venha o futuro.

Determinação. Não para vencer ou para ocupar topos de listas, mas para concluir tarefas e planos. Livros inacabados, deveres a cumprir e pendências pessoais não são saudáveis.

Aproveitar, respeitar e zelar pelos relacionamentos e pelas amizades, sabendo não se apoiar nelas. Porque quando o fim chega (e ele é recorrente), vem a onda de choque inicial.

Depois disso, é preciso manter-se íntegro, completo, único. Pedaços que ficam pelo caminho perdem o formato e nunca se encaixam outra vez.

Moldar-se aos trejeitos alheios é deformar-se para a eternidade.

Felicidade depende de amizade, de satisfação, de família e de amor. Entretanto, somar estes atributos não gera uma equação que se iguala à felicidade.

Há, antes de tudo, a essência.

Alguns a chamam de amor próprio, eu digo que é instinto de sobrevivência. […]

(Pedro V.)

(http://cartoespostaisdaitalia.blogspot.com)

30 dezembro 2010

One voice - Barry Manilow

video

Apenas uma voz cantando na escuridão
Tudo que se precisa é uma voz
Cantando eles podem ouvir o que se passa na sua mente
E quando você olhar a sua volta você irá achar
Há mais que uma voz cantando na escuridão
Juntando-se com uma única voz
Cada nota e uma outra oitava
Mãos estão unidas e medos destrancados

Se ao menos uma voz começar sozinha
Nós precisamos apenas de uma voz enfrentando o desconhecido
Então aquela única voz nunca estaria sozinha
Precisa-se daquela única voz

Precisa-se daquela única voz

Apenas uma voz cantando na escuridão
Tudo que se precisa é de uma voz
Grite-a e deixe-a ressoar
Apenas uma voz
Precisa-se daquela única voz
E todos irão cantar.

(Tradução da música “One voice” - Barry Manilow)

26 dezembro 2010

Em 2011


“Senhor,
dai-me forças para mudar o que for possível,
coragem para enfrentar o que eu não posso mudar
e sabedoria para distinguir as duas coisas.”

08 dezembro 2010

O que te faz feliz?


O que te faz feliz? Um bom livro acompanhado de um copo de chocolate, aquele filme que você esperava estrear e realmente era tudo que você esperava, uma vitória de virada sobre o maior rival com um a menos aos 48 do segundo tempo, um beijo apaixonado debaixo de chuva, uma comida quando a fome aperta?

O que realmente te faz feliz? Tocar aquela música no rádio e lembrar que era justamente o que você precisava ouvir, ou uma mensagem de amor chegando no seu celular quando você já está deitado e não consegue dormir? Um muito obrigado sincero de um amigo? O sorriso de alguém por você, pra você e com você?


O que poderia te fazer feliz? Um cesta no último segundo dando o título pra aquele time? O olhar de um cachorrinho? Um show da sua banda preferida? Rir com amigos, rir dos amigos, rir para os amigos? Chorar de felicidade e depois sorrir? Chorar de amor e ela ou ele te beijar? Chorar de saudade e alguém te ligar? Chorar de dor e depois anestesiar? Escrever um poema e ser elogiado?

O que te faz feliz? Beber uma cerveja bem gelada? Acertar aquela tacada que parecia impossível? Conseguir aquele straight flush no river? Ganhar um jogo perdido no Ps3? Comer pipoca no escuro do cinema? Descobrir alguém que torce pro mesmo time que você, que gosta da mesma banda, que tem a mesma mania? Receber um bilhete entregue pelo garçom? Receber um sorriso de alguém de volta?


O que certamente te faz feliz? Acordar ao meio-dia e ter mil coisas legais pra fazer? Viajar pra conhecer e re-conhecer um milhão de lugares? O cheiro do mar e os pés na areia? O cheiro da chuva quando você pode sair? O poder de dirigir em alta velocidade? Ouvir sua mãe dizer que se orgulha de você? Ouvir alguém dizer que você está certo? Receber flores inesperadas ou surpreender com flores?

O que te faz feliz? Sacanear com os amigos? Contar todos os casos amorosos reais e imaginários? Sentir que alguém precisa de ti e você pode ajudar? Tirar 10 quando todos tiraram no máximo 9? Tirar 2 e não ligar?


O que te faz feliz? Michael Schumacher? Kobe Bryant? The Who? Foo Fighters? Pearl Jam? Roger Federer? Michael Phelps? Isinbayeva? Usain Bolt? Johnny Depp? Xuxa? Jim Carrey? Jennifer Connelly? Blake Lively? Kirsten Stewart? Shimbalaiê? E todo mundo que sabe o que faz e faz tão bem?

O que te faz feliz? Muitas coisas, coisa nenhuma…

Basta querer...


Compreendi que para ser feliz basta querer…
Aprendi que o tempo cura,
Que a mágoa passa,
Que a decepção não mata,
Que o hoje é reflexo de ontem…


Compreendi que podemos chorar sem derramar lágrimas,
Que os verdadeiros amigos permanecem,
Que a dor fortalece,
Que vencer engrandece…


Aprendi que sonhar não é fantasiar,
Que a beleza não está no que vemos e sim no que sentimos,
Que o valor está na conquista…


Compreendi que as palavras têm força,
Que fazer é melhor do que falar,
Que o olhar não mente,
Que viver é aprender com os erros…
Aprendi que tudo depende da vontade…
Que o melhor é ser nós mesmos…
Que o segredo da vida é VIVER!!!

(desconheço a autoria)

04 dezembro 2010

Grandes nomes que deram seu testemunho a favor da reencarnação


Benjamim Franklin , norte americano escreveu: “Quando vejo que nada é aniquilado nos trabalhos de Deus, e nem uma gota d’água é desperdiçada, não posso supor que haja o aniquilamento das almas ... Assim, vendo que existo no mundo, acredito que, sob uma forma ou outra, sempre existirei. E, com todos os inconvenientes que a vida humana tende a oferecer, não farei objeções a uma nova edição da minha, esperando, contudo, que a errata da última seja corrigida...”

Johann Wolfgang Von Goethe , poeta, dramaturgo e filósofo alemão, respondeu a alguém, por ocasião do funeral do poeta Wieland: “Estou certo de que estive aqui, como estou agora, mil vezes antes e espero retornar mil vezes ...”

Henri Ford , industrial norte americano, disse numa entrevista: “Adotei a Teoria da Reencarnação quando tinha vinte e seis anos...Quando descobri a reencarnação foi como se tivesse encontrado um plano universal... A descoberta da reencarnação tranqüilizou a minha mente. Se vai registrar essa conversa, escreve-a de forma a tranqüilizar a mente dos homens. Eu gostaria de comunicar a outros a calma que a visão de uma longa vida nos dá”.

Mahatma Gandhi , líder nacionalista hindu, afirmou: “Não posso pensar em inimizade permanente entre homem e homem, e, acreditando, como acredito, na teoria do renascimento, vivo na esperança de que, se não nesta existência, mas em alguma outra, poderei abrir os braços a toda a Humanidade, num amplexo amigo.”

Victor Hugo , poeta e romancista francês que viveu no Século XIX, falou da vida e da morte dizendo: "A cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais Brilhante. Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou. Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou. Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte. O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente".

Honoré de Balzac , romancista francês afirmou: "As virtudes que adquirimos, e que se desenvolvem em nós lentamente, são elos invisíveis que ligam cada uma das nossas existências às outras. Existências das quais apenas o espírito tem lembranças, porque a matéria não guarda memória de coisas espirituais. Somente o pensamento guarda as tradições de uma vida passada". “ Temos de viver novas existências, até chegar ao caminho onde a luz brilha. A morte é a estação desta viagem” (“Seraphitis-Seraphita”).

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão dizia: "Quando morremos, lançamos fora a nossa individualidade como roupagem usada, e nos regozijamos porque estamos para receber outra, nova e melhor".

Léon Tólstoi , romancista russo, poeta e reformador social, também falou da reencarnação com as seguintes palavras: "Já que vivemos através de milhares de sonhos em nossa vida presente, assim nossa vida presente é apenas uma das muitas milhares de vidas pelas quais passamos, vindos de outra vida, mais real, para a qual retornamos após a morte".

Pitágoras , filósofo e matemático grego, assim como Sócrates, Platão e outros tantos filósofos da Antigüidade (4000AC - 476DC), tinham a convicção plena da reencarnação dos espíritos.

Santo Agostinho : “Não teria eu vivido em outro corpo ou em outra parte qualquer,antes de entrar no ventre da minha mãe?” (“Confissões“, I, cap. VI).

Voltaire: “É tão surpreendente nascer duas vezes como uma; tudo é ressurreição na natureza” (“La Princesse de Babylone“).

Thomas Huxley: para ele a reencarnação servia como um "meio de construir uma justificação plausível das leis do cosmos para o homem".

George S. Patton: o general norte-americano acreditava na reencarnação. Ele considerava que fora o general cartaginês Aníbal Barca em uma de suas vidas anteriores.

Napoleão Bonaparte: outro militar que aceitava a reencarnação. Certa vez, ele disse a seus generais que acreditava ter sido o imperador Carlos Magno.

Jack London: escritor norte-americano afirmou: "Não comecei quando nasci nem quando fui concebido. Tenho crescido e me desenvolvido através de incalculáveis miríades de milênios. Todos os meus eus anteriores têm suas vozes, ecos, lembranças em mim."

Carl Jung: psicólogo suíço, teve a sensação de que era "um excerto a respeito do qual o texto que o antecedia e o que o sucedia estavam faltando", e declarou: "Eu também podia imaginar que poderia ter vivido em séculos anteriores e encontrado questões que não estava capacitado a responder; que havia nascido novamente porque não havia completado a tarefa que me fora dada."

(Fonte: www.terra.com.br/revistaplaneta )

02 dezembro 2010

Contratempos e a Espiritualidade


Quem é que nunca viveu contratempos? A coisa mais comum da vida da gente é o contratempo.

Existem contratempos de diversas índoles. Há contratempos tipicamente materiais, do cotidiano.

De repente, na hora de sair de casa, estoura um cano d'água, arrebenta um cano na cozinha, no banheiro e não se pode sair. Há que cancelar as coisas, tem -se que cuidar daquilo.

Toda a família dentro do carro, ligamos a ignição e o carro não pega. Contratempos.

Temos que chamar mecânico, temos que adiar a viagem ou temos que retardá-la. São os contratempos do cotidiano.

Às vezes, a dona de casa, na pressa de terminar o almoço, de atender as crianças, o marido ou a visita, esquece da panela que queima e lá se foi o almoço, lá se foi o jantar.

São pequenos contratempos diários capazes de irritar a pessoa, de angustiar as criaturas.

Preparamos na nossa casa uma festa, no quintal, no parque, na praia e desaba um temporal inesperado. Ninguém contava que fosse chover. Arrumamos tudo e temos que improvisar de maneira diferente.

De repente, pensávamos em fazer uma viagem, em sair no fim de semana e chega a família para passar o fim de semana conosco, chega a família para ficar alguns dias conosco. Chegam e vão-se. Os contratempos.

Mas, existem contratempos mais sérios. Estamos bem, de repente, descobrimos um aneurisma.

De repente, às vésperas da festa, do casamento, da viagem, uma gripe forte, com febre, nos atira na cama, a dengue ou uma doença virótica qualquer. Preparados para uma apresentação, um desarranjo intestinal. Contratempos.

Quantas outras vezes esses contratempos nos arrastam para situações mais complexas. Chegamos à estação rodoviária e o nosso ônibus, do qual tínhamos a passagem, acabou de sair. Nosso táxi atrasou, saímos mais tarde de casa... Contratempos.

Não sabemos a que horas vai haver outro ou vai haver outro bem mais tarde e, certamente, vou perder meu compromisso onde eu havia concertado.

Muitas vezes, chegamos no aeroporto e o avião já se foi ou não tem mais lugar, está lotado. A pessoa entra em pânico.

Entra em pânico porque tinha compromissos a tal hora, em tal lugar. Dependia daquele voo. Já se foi o compromisso.

Vamos aprendendo a conviver com contratempos. A coisa que não foi feita, a obra que não terminou, a visita que vai chegar, a condução que se estropiou, a dor física, o desarranjo, o molestamento de qualquer ordem...

Nós ficamos num estado de excitação, aquilo nos perturba, nos irritamos, por vezes, e não conseguimos ver o que é que está por trás desses contratempos.

Vivemos num mundo onde os contratempos fazem parte da rotina. É um mundo no qual dependemos de pessoas, que não fazem como a gente gosta, que não fazem como a gente quer. Contratempos.

Quando imaginamos que o nosso documento estará pronto, ainda está na mesa do diretor, ainda não foi assinado, o funcionário saiu de férias e nós ficamos em pânico.

Há tantos contratempos. Mas este é um mundo de provações e foi Jesus Cristo que disse: No mundo só tereis aflições.

Temos aflições de todos os níveis, desde a aflição da condução que não chega e está na hora de ir para o trabalho, de atender ao compromisso à aflição da condução que chega, mas está abarrotada, está lotada, não podemos ir.

A aflição do filho que não chega no horário que devia ter chegado da escola, do marido que não chegou e sabemos que ele chega sempre naquele horário, da esposa que não veio, que não chegou do trabalho, quando sabemos que...

Os contratempos.

É necessário ter a devida tranquilidade interior para que saibamos o que fazer quando nos advêm esses contratempos.

* * *

Perante todos os contratempos se faz necessária a nossa tranquilidade tanto quanto nos seja possível.

Vai ser através dessa tranquilidade que poderemos pensar na solução para resolver o problema. Depois do leite derramado, como se diz popularmente, não adianta lamentar.

Depois de estourado o cano d'água, depois de enguiçado o carro, temos que parar para consertá-los. Não há outra saída.

Depois de perdida a condução, temos que esperar a próxima. Não adianta nos atirar em desespero, temos que esperar a próxima.

Mas, no bojo de vários desses contratempos, temos encontrado a mão da Misericórdia Divina.

Nesses acidentes, desastres rodoviários, aéreos, os casos que chegam depois, da pessoa que perdeu o voo porque dormiu além da hora, porque o táxi atrasou, porque estava esperando por alguém e, depois, descobre que houve um acidente com esse veículo.

É natural pensar também que não será toda vez que nos atrasemos, que o atraso se deva ao acidente que vai acontecer.

Não. Muitas vezes é porque, de fato, a nossa preguicinha nos deixou na cama um pouco mais tempo, ficamos um pouco mais de tempo entretidos na conversa, na novela, no filme, no futebol.

Isso tudo nós podemos corrigir. São contratempos decorrentes de nossa falta de cuidado, de nosso excesso de lazer.

Mas há a mão da Providência impedindo que nos comprometamos de forma mais grave em determinadas situações, nas quais a gente não chega, para as quais a gente não contribui.

Temos que aprender a retirar dos contratempos a bênção Divina.

Aquela enfermidade que nos acometeu na última hora e não nos permitiu ir à festa, não sabemos o que poderia acontecer lá.

Como Deus jamais erra, Suas Leis não se equivocam, temos que admitir uma razão sempre plausível para que as coisas aconteçam.

Estamos cumprindo a nossa parte, compramos o bilhete, arrumamos a mala, as coisas, no caso das viagens e, na última hora, houve qualquer impedimento independente da nossa vontade. Confiemos na ação de Deus, algo nos deteve onde estamos.

Se estamos trabalhando, produzindo, buscando os caminhos do bem e algo nos ocorre inesperadamente e nos detém, nos segura, nos retém, vamos confiar na Providência Divina. Algo estava por trás e a gente não conseguia ver. O nosso olhar humano é ainda muito pobre para penetrar os desígnios do Senhor.

Os contratempos sempre advirão, sempre os teremos. Alguns provocados por nossa falta de cuidado, como o disse, mas haverá outros para os quais a gente não contribuiu, a gente terá feito tudo devidamente para cumprir e não conseguimos.

Em casos assim, tenhamos essa consciência de que a mão do Alto, a mão de Deus, através dos bons Espíritos, estavam por trás, guiando-nos para que pudéssemos ser retirados de situações complicadas, não servir de testemunhas em casos terríveis, não testemunharmos absurdos e nem sofrermos indevidamente.

É muitíssimo importante o exercício da paciência em todas as ocorrências da nossa vida, principalmente quando estamos diante das coisas inesperadas.

Todo e qualquer contratempo faz parte desse inesperado, coisas que a gente não esperava que acontecessem e aconteceram.

Pessoas da nossa família que estavam bem e, de repente, recebemos a notícia de que enfartaram, de que sofreram um AVC, de que foram acidentadas, de que desencarnaram.

Mas, até ontem eu falei com Fulano. Até ontem estive com Beltrano. As ocorrências inesperadas fazem parte da nossa trajetória humana.

O exercício da paz interior para não nos exasperarmos. Bastará que nos perguntemos: Se eu perder a paz, se eu me desarmonizar, resolverei? Se eu gritar, se eu deblaterar, resolverei?

A resposta certamente será não. Se essas atitudes extremadas não nos ajudarão a resolver os contratempos, melhor será sofrê-los com decência, confiando que todas as coisas que ocorram em nossa trajetória, que não foram motivadas por nossa incúria, por nossas mãos, é porque tinham um sentido na pauta de nossa vida.

Agradeçamos a Deus, seja qual for o problema, nos entreguemos em Suas mãos e esperemos que o tempo nos mostre a razão de todos os nossos contratempos.
(Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 173, apresentado por Raul Teixeira)