"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

25 agosto 2011

O Amor, o Ódio e a Reencarnação




As almas em processo de reencarnação são em geral, atraídas para o mesmo ambiente e convívio das pessoas às quais já estiveram ligadas por laços afetivos ou situações de ódio.

A reencarnação na primeira hipótese, é um premio as criaturas unidas por sentimentos de amor. Na segunda hipótese, é um recurso para eliminação de antagonismos (incompatibilidades) que existiram em encarnações anteriores.

Durante o planejamento reencarnatório no astral, pais, filhos, familiares, amigos, tiveram conhecimentos das dificuldades que iriam enfrentar na vida material, e aceitaram as provas futuras.

Por isso, é necessário, para que não se perca o período de uma encarnação, tratar bem os familiares e os amigos, com todo amor possível, e esquecer as divergências, os ódios.

Da mesma forma que nós sabemos que iremos morrer um dia, o Espírito sabe que irar reencarnar.

Sabe ele que isso é uma necessidade, assim como morrer é uma necessidade da matéria.

Dependendo do grau de evolução dos espíritos, a reencarnação pode ser uma benção ou uma punição. Alguns Espíritos apressam a reencarnação enquanto outros querem retardá-la por medo das provas que terão que enfrentar, Espíritos também são covardes e inseguros.

Porém por mais que retardem a volta, um dia terão que retornar, pois a reencarnação é a melhor forma de progredir.

O Espírito pode, dependendo da sua evolução, escolher a prova, ou seja, o seu destino na Terra.

A este Espírito pode ser dada à escolha do corpo que irá ter na Terra e também as imperfeições que certamente lhe auxiliarão no seu progresso, e vencer os obstáculos faz parte de sua evolução.

Essa escolha nem sempre lhe é dada, tudo depende do grau evolutivo dos Espíritos, pois às vezes ele não está apto para escolher o melhor caminho. O corpo que o Espírito recebe tem que estar coerente com as provas que este terá que enfrentar.

Às vezes mais de um Espírito desejam encarnar em um mesmo corpo, mas será escolhido o que for mais capaz de cumprir a missão que se destina essa criança, ou seja, o que se encaixe dentro desta proposta de vida.

(O Espírito é designado bem antes do momento de unir-se a criança)

No momento de encarnar o Espírito sofre grande perturbação, maior e mais longa do que as do desencarne.

Essa agonia se deve à incerteza se conseguirá suportar as provas a ele destinadas. Pela morte o Espírito sai da escravidão, pelo nascimento entra para ela.

Podemos comparar a encarnação a um viajante que embarca para uma travessia perigosa e sabe a que perigo se lança, porém não sabe se naufragará.

Dependendo do grau de evolução do espírito, alguns amigos espirituais o acompanham até o momento do nascimento e às vezes o seguem durante sua vida. Dizem que alguns espíritos de rostos desconhecidos que vemos em sonhos são por vezes esses amigos de outras jornadas.

A união da alma com o corpo começa na concepção, mas só se completa por ocasião do nascimento.

Desde o momento da concepção o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais vai se apertando até ao instante que a criança vê a luz. O grito que a criança emite, anuncia que ela se encontra no mundo dos vivos.

Esta união com o corpo no momento da concepção é definitiva, porém como os laços que o prendem ainda são muito fracos, facilmente se rompem, às vezes por vontade do Espírito, se este recua diante da prova que escolheu. Nesse caso a criança não vinga e morre.

Fora a vontade do espírito candidato, pode ocorrer motivos diversos que acabam impedindo que a criança nasça e neste caso o espírito escolherá outro corpo que melhor se adapte ao carma escolhido por ele.

Por vezes um bebê nasce e em poucos dias ou meses morre, na maioria dos casos é um aprendizado mais para os pais do que para o Espírito, pois este ainda não tem consciência plena de sua existência. 

Quando ocorre uma falha qualquer na encarnação de um Espírito, nem sempre esta encarnação é substituída de imediato por outra, é dado aos Espíritos um tempo para que se faça outra escolha.

Quando um Espírito se arrepende da escolha que fez, por não suportar o peso de seu carma, tornam-se melancólicos, queixosos, infelizes e acabam tentando contra sua própria vida, utilizando drogas lícitas ou até ilícitas.

Temos que pensar que a encarnação é uma oportunidade dada para nossa evolução, devemos encarar com seriedade essa chance e não desperdiçá-la com lamentações. Alguns acabam achando tão ruim a escolha feita que terminam com sua própria vida. (suicídio)

A união da alma com o novo corpo físico começa com a concepção, mas só se completa com o nascimento com vida. O espírito reencarnante somente se liga ao feto através de um conduto, um fio fluídico extremamente tênue, que se fortalece no instante do nascimento.

Antes de reencarnar o espírito está sempre próximo do embrião que irá constituir o seu futuro corpo físico.

É a razão por que os médiuns videntes vêem uma criança, perto das senhoras grávidas.

No astral, após ter sido estabelecida a próxima reencarnação, antes mesmo da concepção, o perispírito do reencarnante inicia um processo de redução da sua estrutura orgânica para se adaptar ao futuro corpo.

Aos três meses as estruturas anatômicas do feto e do perispírito se tornam exatamente iguais, e evoluem paralelamente até o dia do nascimento.

Durante o processo de redução do perispírito, a lembrança dos acontecimentos das vidas anteriores fica inteiramente encerrada nos arcanos da alma, no inconsciente profundo, e só começa a ressurgir, gradativamente, durante a infância.


(Dinkel Dias da Cunha)