"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

29 setembro 2011

Beethoven e a Espiritualidade


A Terra já recebeu em seu seio almas generosas, espíritos superiores, que trazem valiosas contribuições para o seu progresso.

Alguns desses espíritos vêm com o objetivo de alavancar o progresso e fazer evoluir a humanidade.

Suas vidas deixam marcas luminosas, que desafiam os tempos.

Ludwig Van Beethoven foi uma dessas criaturas.

Nasceu em Bonn, na Alemanha, no ano de 1770 e morreu em Viena, na Áustria, em 1827.

Seu viver foi uma vertente constante da música que sublima e enleva os sentimentos.

Foi o autêntico médium da arte refinada de compor. Para ele, a música "era uma revelação divina, uma revelação mais sublime que toda a ciência e toda a filosofia."

Seu viver foi um calvário pontilhado por muitos sofrimentos físicos, destacando-se a surdez que o isolou do mundo.

Ele nos deixou nove sinfonias, 12 sonatas, concertos, quartetos e uma única ópera, Fidelio. Tudo de imensa beleza.

Seu psiquismo refinado lhe permitia constante permuta com os espíritos superiores.

Diante dos muitos padecimentos que o acometiam, afirmava, sereno e confiante: "Deus nunca me abandonou."

Perguntado, certa vez, se desejava receber determinado título honorífico, apontou para o alto e respondeu: "Meu reino não é deste mundo. Meu império está no ar."

A seguir, concluiu: "Não conheço outro título de superioridade, senão o da bondade."

Bondade da qual ele deu mostras, mais de uma vez.

Em certa oportunidade, um amigo estava em grandes dificuldades. Beethoven o presenteou com uma das suas criações, para que fosse vendida e o dinheiro usado na solução do problema que o afligia.

Era nos bosques que ele mantinha contato com as nobres entidades ligadas à música e à harmonia.

Ali ele fazia suas orações e refazia suas energias. Quando voltava desses encontros, com a fisionomia alterada, respondia a quem lhe perguntava: "o meu anjo bom me visitou."

Em um desses momentos, transformou uma de suas orações, em uma peça musical de grande elevação e apurada sensibilidade: "hino à alegria."

É, ao mesmo tempo, uma exaltação à fé em Deus. Seus versos podem ser traduzidos da seguinte maneira:


"Escuta irmão a canção da alegria o canto alegre do que espera um novo dia.

Vem, canta, sonha cantando / vive sonhando um novo sol Em que os homens voltarão a ser irmãos.

Se em teu caminho só existe a tristeza o pranto amargo da solidão completa Se é que não encontras alegria nesta terra Busca-a, irmão, mais-além das estrelas."


Sempre enaltecia a paternidade divina, afirmando: "Deus, acima de tudo."

O lema que norteou seus passos, entre nós foi: "Fazer o bem que possa. Amar, sobretudo, a liberdade. E, mesmo que seja por um trono, jamais renegar a verdade."