"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

23 novembro 2011

O Direito de Ser Feliz


Devia constar da constituição dos homens,
Vir entranhado na carne,
Peça imprescindível na anatomia da vida,
Ou da constituição das leis,
Artigo presente na existência
De mendigos e reis.

O que fiz eu,
Para merecer tão pouco!
O que fiz eu,
Para merecer tanto da sua atenção,
Meu Deus!

Tenho convicção
E é das poucas que tenho,
Não fui eu a legislar
Tamanho disparate!

(Frederico Rego Jr.)








Cada Homem habita em todos os outros 
e em troca alberga-os em si.

(Cormac McCarthy; in "Meridiano de Sangue", 1985 )



O que o amor exige reciprocamente é força plástica.
Por isso há no amor, como na arte, tantos esboços gorados,
sem a força suficiente para a execução.

(Hugo von Hofmannsthal, Livro dos Amigos, 1922)




19 novembro 2011

Os Guardiões Espirituais do Planeta




As nações estão divorciadas de seus aspectos místicos. Mas cada nação, cada povo, tem um Espírito Guia Principal, com a sua própria mística.

É um Guardião Espiritual Principal de uma nação, que tem o propósito de levar todos os seres que evoluem, sob a proteção de uma nação, a uma Liberdade Plena, com muito equilíbrio e harmonia, para que a paz, o amor, a sabedoria e a fraternidade reinem entre todos com muita felicidade.

Esse Guardião não pertence a nenhuma instituição mística, religião ou seita. Geralmente é um ser da linha evolutiva Angélica que, encarnando altos Princípios, protege a nação e o povo.

Se os governantes das nações da Terra tivessem consciência e soubessem entrar em contato com estes altos Guardiões, ouvir seus conselhos e suas informações, tudo estaria diferente na superfície da Terra.

A Hierarquia Oculta, quando precisa interferir numa nação, previamente consulta o Guardião Espiritual da mesma. Muitas vezes é o próprio Guardião que pede a interferência da Hierarquia.

Ele atua como um vigilante silencioso da Grande Hierarquia Oculta Planetária, para que o Grande Plano (ou a Grande Obra) seja cumprido.

Existe um plano de desenvolvimento global que deve ser seguido e aplicado, porque a evolução não se movimenta ao sabor do vento; ao contrário, tem objetivos a serem atingidos, metas a serem alcançadas.

A desordem, a anarquia e a indisciplina só existem no ser humano. Na natureza e no universo tudo é ordem e disciplina.

Parece, por vezes, que a natureza e o universo são desordenados: é tudo aparente, porque aquilo que o ser humano possa chamar de desordem, pode ser para as Leis Naturais a ordem, visto que nem sempre os critérios e valores do homem correspondem às realidades e às verdades universais.

A natureza e o universo têm suas próprias leis, seus próprios valores e seus próprios critérios.

Geralmente, os seres humanos desconhecem estes processos, ainda ocultos e incompreensíveis para a mente humana.

Grande parte do caos e da desordem – que hoje pairam no mundo humano –, provém do desconhecimento das Leis Ocultas que regem a evolução geral.

A Grande Hierarquia Oculta Planetária é regida por Almas Iluminadas e perfeitas em relação à Terra, que têm como função aplicar e fazer cumprir as Leis Ocultas Universais, para que a
evolução geral planetária possa se desenvolver com equilíbrio, harmonia e com plena liberdade, para que todos os seres em evolução no planeta Terra possam atingir seus mais altos índices de expressão e manifestação, para que a evolução universal possa seguir os rumos estabelecidos pelos Seres Cósmicos.

A falta de conhecimento das ciências esotéricas ou ocultas está também na base dos problemas que têm afligido a humanidade.


O sincretismo religioso, usando de processos dogmáticos e muito ortodoxos – assim como a cegueira mental –, para exercer o poder temporal em beneficio de alguns, tem impedido que as idéias liberais (e principalmente as esotéricas e espirituais) proliferem e derrubem tabus e idéias antigas e falsas, para colocar a alma de cada um no comando das operações humanas, “rasgando os véus” que encobrem a verdade, ainda oculta, das coisas visíveis e invisíveis.

Isto trará ao conhecimento de todos uma Grande Fraternidade de seres que, envoltos pelos mais belos princípios de amor universal, de justiça, de paz e da Luz Maior, seguindo as Leis Ocultas Universais, uniram-se para ajudar voluntariamente a evolução humana.

É ilusório pensar que uma alma, na sua passagem pela Terra, tendo atingido um grande estado de perfeição humana, um alto grau de sabedoria e espiritualidade, depois da sua morte física jogue tudo fora e fique num paraíso imaginário, deixando outras almas que ama entregues ainda à sua própria sorte, sofrendo e tateando na escuridão de seus sentidos humanos.

Voltar as costas e subir para paraísos particulares é um ato de falta de amor e sabedoria, o que contraria a evolução que essas almas iluminadas atingiram.

O fato de desconhecerdes para onde vão essas almas e o que fazem, não vos dá o direito de afirmar que elas não trabalham ativamente depois da sua morte física, ou que não existam mais.

É precisamente a união das consciências maiores destas almas (unindo todas as suas energias e todas as suas sabedorias), que forma o corpo de manifestação daquilo a que chamamos de Grande Hierarquia Oculta, Grande Fraternidade Branca, ou ainda, o Governo Oculto do Mundo.

Existem vários nomes para designar este grande grupo de almas que olha pela evolução geral da Terra, por grande amor à humanidade.

Não vamos dar nomes (apesar de muitos já serem do conhecimento de uma parte dos seres humanos), porque nomes são rótulos, por isso, secundários.

Na Grande Hierarquia Oculta existem múltiplos departamentos, se assim os podemos chamar, e na administração deles estão as almas mais adequadas e com mais experiência para cada Era, para cada Ciclo, para cada trabalho.

Não existe disputa por cargos. O ocupante de cada cargo tem consciência de que seu posto é temporário e de que está ali para servir.

Quando surge uma alma com mais experiência em determinada função, ela é designada para ocupar o cargo de uma outra que está terminando as missões para as quais foi incumbida, e isto pode durar
centenas ou milhares de anos.


A nova alma designada espera que a outra alma termine seu trabalho, começando a trabalhar e a ajudar a que ainda está no cargo, e sob as suas diretrizes, até que esta conclua suas missões.

Os processos utilizados pelo ocupante de cada cargo, para administrar seus departamentos, pouco tem a ver com os métodos usados pelos seres humanos. Tudo está baseado no amor universal e no respeito às Leis Ocultas Universais.

Todos agem em função da coletividade, do beneficio e do aceleramento da evolução individual e coletiva da humanidade e do planeta.

Podeis perceber que o corpo de almas que serve na Grande Hierarquia Oculta do Planeta é composto por aquelas almas que conseguiram atingir a expressão máxima de suas evoluções, quando passaram por encarnações na Terra.

Os nomes não importam, porque todas as funções e departamentos são importantes. A função de cada uma é importante para o bom desempenho da função da outra e todas trabalham numa União Perfeita, numa grande unidade amorosa.


(extraído do livro "O Governo Oculto do Mundo - O Trabalho da Hierarquia Oculta" - Henrique Rosa)





A carne é o alimento de certos animais. Todavia, nem todos, pois os cavalos, os bois e os elefantes se alimentam de ervas. Só os que têm índole bravia e feroz, os tigres, os leões etc. podem saciar-se em sangue.
Que horror é engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos.

(Pitágoras)



Não te sintas só


Estás acompanhado das mais belas bênçãos, do mais puro amor, da eterna proteção Daquele que te acompanha dia-a-dia.

Estás acompanhado do sentir, do amar, do ser, do existir.

Para cada passo que dás, um novo mundo surge a tua frente.

Para cada coisa que aprendes e compreendes, uma nova forma de ver a vida é despertada dentro de ti.

O Universo acompanha tua vontade, pois assim quis Aquele que te criou para que nunca te sentisses sozinho.

És tão perfeito quanto o nascer do sol sobre os campos floridos, tão precioso quanto o ar que espiras, quanto a quietude, a paz de Deus.

Participa de tudo aquilo que o Criador deixou para ti.

Isto é tudo que te é pedido.

Não creias que Ele te deixou a escuridão, tampouco a dor de estar só.

O que te move perante esta vida é a vontade do Criador em ver-te pleno, descobrindo tua imensa beleza, teus quintais frutíferos, tuas luas azuladas,teu amor interior, tua mansidão.

Tudo está disponível para a tua evolução.

Cria olhos para veres, cria silêncio para sentires.

Cria simplicidade para compreenderes o ritmo de cada coisa.

Sê alegria para sorrires, sê paciência para floresceres.



(Lourival Silveira - De Passagem Semeando Amor)





18 novembro 2011

Triste Berrante - Solange Maria e Adauto Santos

Antes do Amanhecer


O início de um novo percurso muitas vezes pode te parecer obscuro.

Pode não iluminar tua fronte, 

nem trazer águas frescas para as tuas flores.

Pode deixar-te sentindo vazios, sentimentos entrelaçados...

Mas vê, não é o momento antes do amanhecer o período mais escuro?

E não é o céu carregado de nuvens que alivia a terra com suas chuvas, limpando a poeira do dia a dia?

Tem paciência com o novo.

A dificuldade inicial é necessária, para que o ovo se quebre, para que dele saia a ave e esta voe para o céu, para a sua liberdade.

Tem confiança para com o movimento da vida que te cerca de bênçãos.

Se souberes usufruir, aprenderás que não há folha que caia de uma árvore sem a permissão do Criador.

Tem humildade para com teu crescer.

Não é a semente do carvalho a menor de todas as sementes? E não é desta mesma semente que nasce a grande árvore para que
tu descanses em sua sombra?

Tem alegria para com o que te é dado.

O grande sábio é aquele que vive com o mínimo, assim fortalece o seu desapego para com as coisas que não são realmente necessárias para que sua luz brilhe e se estenda a outros que dela necessitam.

Tem gratidão para com o que és.

Acima de toda a separação que tu fizeste entre ti e o Criador, acima de toda dor e solidão, de toda miséria e pequenez, teu ser ilumina e
é perfeito, isento de erros e culpas.

Tem amor para contigo e para com os teus.

Dessa forma fortaleces a ti mesmo e ensina aos teus que o único caminho para crescer aos olhos de Deus é compartilhar aquilo que, em ti, atende pelo nome de amor.

(Lourival Silveira -
De Passagem Semeando Amor)



14 novembro 2011

Dica de livro: “O Fotógrafo dos Espíritos” - Nedyr Mendes da Rocha


Resultado de intensa pesquisa sobre os fenômenos de efeitos físicos, notadamente os de materializações, apresenta a visão de autores renomados e relatos de diversas experiências com médiuns como Otília Diogo, Antônio Feitosa, Waldo Vieira e Chico Xavier, fartamente ilustrados com fotografias autênticas.

Recomendo!



Dos animais aos meninos


Meu pequeno amigo:

Ouça.

Não nos faça mal, nem nos suponha seus adversários.

Somos imensa classe de servidores da Natureza e criaturas igualmente de Deus.

Cuidamos da sementeira para que lhe não falte o pão, ainda que muitos de nossa família, por ignorância, ataquem os brotos tenros da verdura e das árvores, devorando germes e flores. Somos nós, porém, que, na maioria das vezes, garantimos o adubo às plantações e defendemo-las contra os companheiros daninhos.

Se você perseguir-nos, sem comiseração por nossas fraquezas, quem lhe suprirá o lar de leite e ovos?

Não temos paz em nossas furnas e ninhos, obrigados que estamos a socorrer as necessidades dos homens.

Você já notou o pastor, orientando-nos cuidadosamente? Julgávamo-lo, noutro tempo, um protetor incondicional que nos salvava do perigo por amor e lambiamos-lhe as mãos, reconhecidamente. 

Descobrimos, afinal, que sempre nos guiava, ao fim de algum tempo, até ao matadouro, entregando-nos a impiedosos carrascos. Às vezes, conseguíamos escapar por momentos, tornando até ele, suplicando ajuda, e víamos, desiludidos, que ele mesmo auxiliava o verdugo a enterrar-nos o cutelo pela garganta adentro.

A princípio, revoltamo-nos. Compreendemos, depois, que os homens exigiam nossa carne e resignamo-nos, esperando no Supremo Criador que tudo vê.

As donas-de-casa que comumente nos chamam, gentis, através de currais, pocilgas e galinheiros, conquistam-nos a amizade e a confiança, para, em seguida, nos decretarem a morte, arrastando-nos espantados e semi-vivos à água fervente..

Não nos rebelamos. Sabemos que há um Pai bondoso e justo, observando-nos, decerto, os padecimentos e humilhações, apreciando-nos os sacrifícios.

De qualquer modo, todavia, estamos inseguros em toda parte. Ignoramos se hoje mesmo seremos compelidos a abandonar nossos filhinhos em lágrimas ou a separar-nos dos pais queridos, a fim de atendermos à refeição de alguém.

Por que motivo, então, se lembrará você de apedrejar-nos sem piedade?

Não nos maltrate, bom amigo.

Ajude-nos a produzir para o bem.

Você ainda é pequeno e, por isto mesmo, ainda não pode haver adquirido o gosto de matar. Não é justo, assim, colocar-nos de mãos postas, ante o seu olhar bondoso, esperando de seu coração aquele amor sublime que Jesus nos ensinou?

(De “Alvorada Cristã”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Neio Lúcio)




Você é o que deseja ser


João era um importante empresário. 

Morava em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.

Ao sair pela manhã, deu um longo beijo em sua amada, fez sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.

Tomou café com a esposa e os filhos e os deixou no colégio. Dirigiu-se a uma das suas empresas.

Cumprimentou todos os funcionários com um sorriso. Ele tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos, contatos com fornecedores e clientes.

Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretária, foi: Calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress.

Ao chegar a hora do almoço, foi curtir a família. À tarde, soube que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar a todos os funcionários uma gratificação salarial, no mês seguinte.

Conseguiu resolver tudo, apesar da agenda cheia. Graças a sua calma, seu otimismo.

Como era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar.

Depois, foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação.

Enquanto isso, Mário, em um bairro pobre de outra capital, como fazia todas as sextas-feiras, foi ao bar jogar e beber.

Estava desempregado e, naquele dia, recusara uma vaga como auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho.

Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira partira, cansada de ser espancada e viver com um inútil.

Ele morava de favor, num quarto muito sujo, em um porão. Naquele dia, bebeu, criou confusão, foi expulso do bar e o mecânico que lhe havia oferecido a vaga em sua oficina, o encontrou estirado na calçada.

Levou-o para casa e depois de passado o efeito da bebedeira, lhe perguntou por que ele era assim: Sou um desgraçado, falou. Meu pai era assim. Bebia, batia em minha mãe. Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, saiu de casa depois que nossa mãe morreu. Ele se chamava João. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

Na outra capital, João terminou a palestra e foi entrevistado por um dos alunos: Por favor, diga-nos, o que fez com que o senhor se tornasse um grande empresário e um grande ser humano?

Emocionado, João respondeu: Devo tudo à minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego algum. Quando minha mãe morreu, saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, Mário, que também saiu de casa no mesmo dia. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.

* * *

O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro e, sim, a maneira como você vai reagir a tudo que lhe aconteceu.

Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu presente e o seu futuro.

Aprenda com seus erros e com os erros dos outros.

O que aconteceu é o que menos importa. Já passou.

O que realmente importa é o que você vai fazer com o que vai acontecer.

E esta é uma decisão somente sua. Você decide o seu dia de amanhã. De tristeza ou de felicidade. De coisas positivas ou de amargura, sem esperança.

Pense nisso! Mas pense agora!

(Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada.)







 

As dez coisas que os seres das sombras mais gostam que você faça


1. - Que você minta, que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e que jamais cumpra com a sua palavra.

2. - Que você tenha muita dúvida, que sinta-se inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.

3. - Que você não estabeleça uma conexão com a Fonte Divina ou Deus. Que você acredite que só se vive uma vida. 
Em especial que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo, principalmente, que você não dê atenção à evolução do amor e da consciência. 
Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada os seres das sombras e mais você facilita o trabalho deles.

4. - Que você não se preocupe jamais com os outros. Que não pense em caridade, em bem-estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna e elevada. 
Quanto mais você pensa unicamente nos seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho das sombras.

5. - Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal. Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. 
O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos seres das sombras, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.

6. - Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais. Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. 
Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho das sombras. Quanto mais alienado e cético você for, melhor!

7. - Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado. Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá para as estratégias dos seres das sombras.

8. - Que você elimine da sua vida a oração, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual. De preferência que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. 
Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os seres das sombras até você.

9. - Que a sua disciplina seja muito ruim e que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.

10. - Que jamais acredite na sua intuição e que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. 
Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. 
De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidamente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.

* * *

Não quer alimentar atitudes que atraiam obsessores ou seres das sombras para a sua vida? 

Quer construir um estilo de vida que lhe faça feliz? Quer estar em sintonia com as Fontes Divinas?

Então, faça um exame de consciência e elimine da sua vida esses comportamentos citados anteriormente. 

Eliminando esses erros comuns você certamente dará um importante passo na conquista de uma vida cheia de bênçãos e bem aventurança!

(Bruno J. Gimenes -sintonia@luzdaserra.com.br)






12 novembro 2011

Documentário: "Santo Forte" - de Eduardo Coutinho


Trecho do documentário de Eduardo Coutinho. 

Entre uma missa campal celebrada pelo Papa no Aterro do Flamengo e, meses depois, a comemoração do Natal, o documentário penetra na intimidade dos católicos, umbandistas e evangélicos de uma favela carioca. Cada um a seu modo, eles crêem na comunicação direta com o sobrenatural através da intervenção de santos, orixás, guias ou do Espírito Santo.


Muito interessante!

09 novembro 2011

De volta pra casa



A vida é um eterno recomeço...

Dia 11/11/11 - Atenção!


O que fazer em um minuto?

Posso silenciar minhas queixas.

Posso perceber que minha vida não é única.

Posso me tocar que meus problemas não são como seus e nem por isso é melhor ou pior...

Posso pensar: "Meu Deus! Que mundo é esse?"

Posso refletir:"O que eu posso fazer de especial na vida de alguém? Seja aqui ou em qualquer parte do mundo!

Em um minuto de silêncio, muitas coisas podem ser ditas com a alma daqueles que já entendem o seu papel como humano.

Em um minuto de silêncio, podemos gritar a indignação desse mundo de valores tão estranhos.

Em um minuto de silêncio, podemos, simplesmente, olhar para o céu e desejar no fundo da alma que nosso mundo seja bem diferente.

Em um minuto de silêncio, podemos lembrar que nossa vida nem de perto é uma vida de miséria e que há muitos mais que gostariam de poder ter 1% do que temos...

Em um minuto de silêncio, podemos orar e desejar que todos possam ter uma vida digna e sem fome!

Tantas coisas podemos fazer em um minuto!

Por isso, participe! Divulgue!






02 novembro 2011

Sou perfeito de novo


Olá.

Minha chegada por aqui foi como um tranqüilo despertar. Foi como acordar de uma sono profundo e reparador.

Tudo que me lembro dos meus últimos momentos no corpo físico foi que senti muito sono, e, por mais que me esforçasse,meus olhos teimavam em fechar.

Fui apagando, e as vozes dos que me rodeavam foram sumindo até desaparecer.

Ao abrir os olhos já tinha meu corpo perfeito de volta. Estava me sentindo mais jovem, bem disposto e sem dor. Sentia-me leve e feliz, como há muito tempo, muito tempo.

Minha cabeça não mais doía e minha memória estava viva como nunca.

Lembro-me claramente de todas as passagens da minha vida na Terra, mesmo da infância, e posso reconhecer em vocês que ficaram por aí e em muitos que reencontrei por aqui velhos companheiros de jornada.

Ana! Estou bem! Não te esqueci e não te esquecerei jamais. Penso em você todos os dias.

Não sou mais um velho inútil. Tenha fé. Estaremos reunidos novamente quanto Deus determinar.

Estarei esperando e preparando um lugar para nós deste lado, para que possamos continuar juntos.
Não se preocupe com nossos filhos. Eles já estão crescidos e são donos de si.

Aproveite seus momentos por aí. Viva feliz. Viva intensamente.

Até breve.

Ismael.



(Carta psicografada por Cleber P. Campos, cuja autoria é do Espírito Ismael e destinada a Ana)





O Socorro


Estou aqui,estou lá,estou acolá.

Estou alhures,estou aqui a prescrutar....os corações alheios que podem me escutar...

Posso até sentir o tic-tac do coração,e posso ainda sentir o ritmo de antemão.

Daqueles que se encontram cansados,daqueles desesperados,daqueles enfeitiçados e também dos injustiçados.

A todos estendo a mão. A todos que a quiserem,sem solicitação.

Jamais abandono um filho,que vá lá um coração!

E são tantos corações...! Num tic-tac incessante,buscando a cada instante por orientação.

Não sabem se buscam o Norte,o Sul,o Leste, o Oeste...ás vezes só na sorte é que se orientam e se confortam,após buscas infrutíferas,caminhos desvalidos,relações duvidosas....

Ah! Se eu pudesse! Os colocaria todos no colo,do Pai Supremo e Adorado,que jamais os deixa sem norte,jogados à própria sorte..


(Por um espírito socorrista)



Carta de um morto


Eis o texto em sua feição pura e simples :

* * *

Meu caro, você não pode imaginar o que seja entregar à terra a carcaça hirta no dia dois de Novembro.

Verdadeira tragédia para o morto inexperiente.

Lembrar-se-á você de que o enterro de meu velho corpo, corroído pela doença, realizou-se ao crepúsculo, quando a necrópole enfeitada parecia uma casa em festa.

Achava-me tristemente instalado no coche fúnebre, montando guarda aos meus restos, refletindo na miserabilidade da vida humana...

Contemplando de longe minha mulher e meus filhos, que choravam discretamente num largo automóvel de aluguei, meditava naquele antigo apontamento de Salomão – «vaidade das vaidades, tudo é vaidade» –, quando, à entrada do cemitério, fui desalojado de improviso.

Na multidão irrequieta dos vivos na carne, vinha a massa enorme dos vivos de outra natureza.

Eram desencarnados às centenas, que me apalpavam curiosos, entre o sarcasmo e a comiseração.

Alguns me dirigiam indagações indiscretas, enquanto outros me deploravam a sorte.

Com muita dificuldade, segui o ataúde que me transportava o esqueleto imóvel e, em vão, tentei conchegar-me à esposa em lágrimas.

Mal pude ouvir a prece que alguns amigos me consagravam, porque, de repente, a onda tumultuária me arrebatou ao circulo mais íntimo.

Debalde procurei regressar à quadra humilde em que me situaram a sombra do que eu fora no mundo...

Os visitantes terrestres daquela mansão, pertencente aos supostos finados, traziam consigo imensa turba de almas sofredoras e revoltadas, perfeitamente jungidas a eles mesmos.

Muitos desses Espíritos, agrilhoados aos nossos companheiros humanos, gritavam ao pé das tumbas, contando os crimes ocultos que os haviam arremessado à vala escura da morte, outros traziam nas mãos documentos acusadores, clamando contra a insânia de parentes ou contra a venalidade de tribunais que lhes haviam alterado as disposições e desejos.

Pais bradavam contra os filhos. Filhos protestavam contra os pais.

Muitas almas, principalmente aquelas cujos despojos se localizam nos túmulos de alto preço, penetravam a intimidade do sepulcro e, de lá, desferiam gemidos e soluços aterradores, buscando inutilmente levantar os próprios ossos, no intuito de proclamar aos entes queridos verdades que o tímpano humano detesta ouvir".

Muita gente desencarnada falava acerca de títulos e depósitos financeiros perdidos nos bancos, de terras desaproveitadas, de casas esquecidas, de objetos de valor e obras de arte que lhes haviam escapado às mãos, agora vazias e sequiosas de posse material.

Mulheres desgrenhadas clamavam vingança contra homens cruéis, e homens carrancudos e inquietos vociferavam contra mulheres insensatas e delinqüentes.

Talvez porque ainda trouxesse comigo o cheiro do corpo físico, muitos me tinham por vivo ainda na Terra, capaz de auxiliá-los na solução dos problemas que lhes escaldavam a mente, e despejavam sobre mim alegações e queixas, libelos e testemunhos.

Observei que os médicos, os padres e os juízes são as pessoas mais discutidas e criticadas aqui, em razão dos votos e promessas, socorros e testamentos, nos quais nem sempre corresponderam à expectativa dos trespassados.

Em muitas ocasiões, ouvi de amigos espíritas a afirmação de que há sempre muitos mortos obsidiando os vivos, mas, registrando biografias e narrações, escutando choro e praga, tanto quanto vendo o retrato real de muitos, creio hoje que há mais vivos flagelando os mortos, algemando-os aos desvarios e paixões da carne, pelo menosprezo com que lhes tratam a memória e pela hipocrisia com que lhes visitam as sepulturas.

Tamanhos foram meus obstáculos, que não mais consegui rever os familiares naquelas horas solenes para a minha incerteza de recém-vindo, e, somente quando os homens e as mulheres, quase todos protocolares e indiferentes, se retiraram, é que as almas terrivelmente atormentadas e infelizes esvaziaram o recinto, deixando na retaguarda tão somente nós outros, os libertos em dificuldade pacífica, e fazendo-me perceber que o tumulto no lar dos mortos era uma simples conseqüência da perturbação reinante no lar dos vivos.

Apaziguado o ambiente, o cemitério pareceu-me um ninho claro e acolhedor, em que não me faltaram braços amigos, respondendo-me às súplicas, e a cidade, em torno, figurou-se-me, então, vasta necrópole, povoada de mausoléus e de cruzes, nos quais os espíritos encarnados e desencarnados vivem o angustioso drama da morte moral, em pavorosos compromissos da sombra.

Como vê, enquanto a Humanidade não se habilitar para o respeito à vida eterna, é muito desagradável embarcar da Terra para o Além, no dia dedicado por ela ao culto dos mortos que lhe são simpáticos e antipáticos.

Peça a Jesus, desse modo, para que você não venha para cá, num dia dois de Novembro.

Qualquer outra data pode ser útil e valiosa, desde que se desagarre daí, naturalmente, sem qualquer insulto à Lei.

Rogue também ao Senhor que, se possível, possa você viajar ao nosso encontro, num dia nublado e chuvoso, porque, em se tratando de sua paz, quanto mais reduzido o séqüito no enterro será melhor.

(Livro Cartas e Crônicas - Espírito Irmão X - Psicografia Francisco C. Xavier)



Finados na visão Espírita


O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas.

Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo.

Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "visitam" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar.

Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito.

Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério.

Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito.

Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu.

Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos "que ele partiu", haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus.

Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.

Como podemos ajudar os que partiram antes de nós?

Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento.

Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda.

Podemos chorar? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. 

Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta.

O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus.

Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitarem ou se nós os visitarmos (durante o sono) nosso desequilíbrio os perturbará. 

Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.

Então os espíritas não visitam o cemitério? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias.

Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto às homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "mortos" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, desde que sinceras e não apenas convencionais.

Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos.

E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. 

Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem.

Há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais.

Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM.

E se eles vivem, nós também viveremos.

E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana.

Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.

(Compilação de Rudymara)









Eles Vivem


Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração. Eles não morreram. Estão vivos.

Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.

Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.

Eles sabem igualmente quanto dói a separação.

Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiram responder as interpelações que articulastes no auge da amargura.

Não admitas que estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.

Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrima quando tateias a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porque.

Pensa neles com a saudade convertida em oração.

As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas na vida.

Quanto puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-los-á contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.

Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.

Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material...

Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar.

(Emmanuel)