"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

29 maio 2012

O menino e as estrelas-do-mar



Um escritor morava numa praia tranqüila.

Era o seu refúgio para buscar inspiração e para trabalhar longe da agitação da cidade.

Certo dia, viu um vulto que parecia dançar à beira d'água.

Ao chegar perto, reparou que o tal vulto era, na verdade, um menino que jogava estrelas-do-mar de volta para a água.

Intrigado, perguntou ao menino o que ele estava fazendo.
-Você não vê!? ... disse o garoto. E completou: 
-Com este calor, as estrelas-do-mar irão morrer na areia.

O escritor ficou espantado e disse:
-Mas há muitos quilômetros de praia por todo o mundo e milhares de estrelas-do-mar por suas areias espalhadas
Que diferença vai fazer devolver umas dez ou vinte se tantas outras irão morrer?
Isto parece não ter sentido.

Aí o menino olhou para o homem, pegou mais uma estrela-do-mar e jogou de volta para a água. E disse:
-Para esta eu fiz a diferença...

O escritor sentiu como se algo o tivesse atingido lá no fundo da alma.

Saiu dali pensativo. Não conseguiu dormir naquela noite.

Pela manhã, lá estava o vulto dançando novamente na praia.

Vagarosamente o homem foi chegando; timidamente juntou uma estrela-do-mar e jogou para a água...

E em poucos minutos dois vultos dançavam nas areias de uma praia tranqüila.


(Autor desconhecido)


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