"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

26 setembro 2012

Somos todos especiais...



Somos o que realizamos.

Imprudentes, muitas vezes não damos valor ao que recebemos de graça para progredirmos espiritualmente.

Depois que o indivíduo mergulha num estado de perturbação profunda, não há como ele se reajustar, refazer por si próprio.

Um escravo não consegue libertar outro escravo. Só um liberto consegue libertar um escravo. Portanto, só um equilibrado pode ajudar um desequilibrado. É assim que Deus socorre Seus filhos, por meio de Seus próprios filhos.

Essa é a necessidade que temos de ajudar uns aos outros, pois nós próprios ainda não encontramos harmonia total de viver. 

Ao ajudar os mais necessitados, estamos esquecendo de nós mesmos, exercitando a unidade do ser humano e nos predispondo a receber o auxílio daqueles que estão melhores que nós.

Portanto, ajudar não é caridade e nem abnegação, é uma necessidade de bem viver.

Lembrei agora de um exemplo bem simples: Uma senhora, tendo uma casa no litoral, ficando tempo sem ir, sem usá-la, deixou-a em desordem e na sujeira. Querendo usufruí-la, arrumou três faxineiras para ajudar a torná-la habitável. Ela e as três senhoras trabalharam o dia todo limpando, arrumando-a e, no final do dia, a proprietária exclamou: "Está em ordem!"

Pelo uso indevido ou por falta de uso, por descaso e por muita imprudência, deixamos nosso espírito em desordem, desequilibrado, e teremos um dia de colocá-lo novamente em harmonia.

É um trabalho intenso de organização, de recuperação, em que sempre temos que contar com a ajuda alheia.

"Que faxina! Que grande faxina!" - Disse-nos nossa amiga, Deise, que tem no filho, Fábio, sua grande experiência. "É trabalho para uma vida toda!"

Sim, é verdade, Deise sabe disso, porque sua luta não é só para recuperar seu filho, mas outros tantos deficientes também. Ela nos ajudou emprestando livros e com pesquisas, colaborando conosco na realização deste livro.

E lhe somos muito gratos.

Não temendo o trabalho, Deise poderá dizer como muitos outros pais. Feito! Conseguimos! Como essa realização faz bem!

Todos esses fatos mencionados não haveria necessidade de acontecerem.

Vivemos hoje os resultados das nossas ações do ontem. Portanto, o homem é quem decide, por meio de suas atitudes de hoje, como será sua vida no futuro.

Se pararmos um pouco e olharmos com carinho e atenção para esta realidade, vamos excluir das nossas existências oitenta por cento de dores, angústias e conflitos, que são resultado da vida egoísta e maldosa que hoje estamos vivendo.

Deus não tem por princípio castigar seus filhos, pelo contrário

Ele tudo nos concede para que Sua manifestação no homem e fora dele, seja uma apoteose de plenitude.


(Espírito Antônio Carlos)


(Extraído do livro “Deficiente Mental - Por que fui um ?” - Espíritos Diversos / Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho / Cooperação do Espírito de Antônio Carlos. Editora PETIT. )


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