"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

17 janeiro 2013

Você acredita na sua oração?



Muitas são as vezes em que nos deitamos para dormir, e de tão cansados, pegamos no sono sem orar, portanto sem ligar-nos aos planos espirituais de energias renovadoras.

Quando deixamos isto acontecer, não preparando nosso campo vibratório por meio da oração, nosso Espírito pode ir ao encontro (atrair-se) do mesmo campo vibratório que adquirimos durante o dia.

Sensações e sentimentos como  o cansaço, o estresse, a irritação, a fadiga, estão diretamente ligados com o o nosso campo vibratório.

Quando estamos felizes, com pensamentos positivos e, principalmente orando, é como se houvesse um "sistema de guarda" no nosso perispírito contra as más influências, não atraímos energias pesadas e essas, por sua vez, estão ligadas a campos vibratórios baixíssimos, de Espíritos que ainda não acharam o caminho da luz.

Contrariamente, quando estamos com sensações e sentimentos negativos, nosso "sistemas de guarda" está desativado; na verdade, atraímos Espíritos que estejam compartilhando das mesmas sensações.  Desta forma, inundados destes sentimentos, não poderemos atrair Espíritos de Luz, pois nenhum deles é acometido por raiva, cansaço, inveja etc.

Tão importante quanto orar é acreditar no que nossos pensamentos e nossas bocas estão proferindo.

Lembro-me que quando eu era pequena aprendi a rezar o Pai Nosso e Ave Maria rapidamente, mas não me lembro quanto tempo levei para aprender a conversar com Deus, se é que sei fazer isso hoje.

Conversar com Deus requer um pouco de maturidade, o que não é a idade que dita, mas a vontade de sentar em determinada parte do dia e desabafar com algo maior e a fé em saber que você está sendo ouvido.

Muito provavelmente, quando você conversa com Deus, seu amigo espiritual (conhecido em algumas religiões com anjo da guarda) está te ouvindo com muito carinho e pronto a ajudar.

“O essencial não é orar muito, mas orar bem. (...)" LE, Q 660a

Se orarmos com fé, enforçando-nos ao máximo para ser o que pedimos em oração, com confiança e benfeitoria, conseguiremos. Como exemplo, não adianta nada pedirmos paz, se julgamos os nossos irmãos.

Vamos recorrer ao Livro dos Espíritos (LE):

660. A prece torna melhor o homem?

“Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.”

654. Tem Deus preferência pelos que O adoram desta ou daquela maneira?

“Deus prefere os que O adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que julgam honrá-Lo com cerimônias que os não tornam melhores para com os seus semelhantes.

Todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Ele atrai a Si todos os que lhe obedecem às leis, qualquer que seja a forma sob que as exprimam.

É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento.

Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e cioso, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo. Deus, que tudo vê, dirá: o que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz, do que o selvagem ignorante que vive no deserto.

E como tal será tratado no dia da justiça. Se um cego, ao passar, vos derriba, perdoá-lo-eis; se for um homem que enxerga perfeitamente bem, queixar-vos-eis e com razão.

Não pergunteis, pois, se alguma forma de adoração há que mais convenha, porque equivaleria a perguntardes se mais agrada a Deus ser adorado num idioma do que noutro. 

Ainda uma vez vos digo: até Ele não chegam os cânticos, senão quando passam pela porta do coração.”


Referência  KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Da Lei da Adoração. Adoração Exterior e A Prece. Federação Espírita Brasileira, ed. 76ª, parte 3ª, cap. II, pp. 317 e 318, 1995.




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