"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

15 maio 2013

Espíritos sombrios - Diluindo as ondas cinzentas




 Ah, esses espíritos apegados que não vêem o tempo passar!

São fantasmas dos outros e também de si mesmos, pois têm medo do encontro consigo mesmos.

Vagam pelos ambientes, "encostados" na aura das pessoas e vivendo sensações por empréstimo.

Usam roupas antigas e gritam palavras perdidas na noite dos tempos.

São soturnos e lamentosos, presos a monoideísmos estranhos.

Arrastam "correntes emocionais" por onde passam. Formam um séqüito de seres atormentados e a doença espiritual que os aflige é a tristeza.

Acostumaram-se à melancolia quando encarnados, e agora, fora do "escafandro carnal", sofrem a inexorável repercussão energética do clima mental cinzento que acalentaram na Terra.

Não lhes falece, porém, a ajuda invisível dos benfeitores espirituais. Com paciência e grande carinho, eles inseminam energias renovadoras na mente desses espíritos infelizes, levando-os, gradativamente, a novos climas extrafísicos.


Por isso, é de grande importância a emanação de ondas mentais sadias por parte de espiritualistas encarnados, pois a irradiação de suas energias é "vivificadora" para esses espíritos sofredores, que vivem atrelados às imediações energéticas do próprio plano físico.

Que as pessoas lutem bravamente contra a doença da melancolia!

Muitas vezes, espíritos sofredores entram em lugares abandonados e casas em ruínas e se instalam ali - e, também, nas fábricas abandonadas e prédios obscuros.

Eles gostam de ambientes assim, sem claridade, porque sabem que outras pessoas não irão até lá. E por que eles ficam nesses locais?...

Porque eles sabem que ali poderão ficar nas sombras, recolhidos em si mesmos, da mesma forma que já o faziam quando encarnados, quando não enfrentavam os próprios problemas; quando se recolhiam com medo da luz do esclarecimento e fugiam para dentro de si mesmos, nas sombras de seu ego.

Desencarnados e de frente consigo mesmos, ainda tentam fugir, e se escondem em locais estranhos - como já faziam nos locais obscuros de sua própria mente, quando encarnados.


Eles ficam escondidos, com medo da Luz, com medo do encontro consigo mesmos, presos em campos psíquicos cheios de formas mentais estranhas, relativas ao passado, ao apego e ao pesar de tantas coisas não resolvidas e não encaradas, de frente.

E, por isso, sofrem nos lugares obscuros...

Em contrapartida, outros preferem lugares frequentados por multidões; locais onde o cheiro do álcool é abundante, locais com cheiro de fumo e, quiçá, locais com atmosfera de drogas. Eles fluem para ali porque esta também é uma forma de fugir de si mesmos, inalando o vapor que dopa os seus sentidos astrais, nas energias dos encarnados correspondentes aos seus próprios vícios.

Muitas vezes, encontramos estas entidades sofredoras nos lares das pessoas "aparentemente de bem", mas que brigam muito e não têm ambiente de harmonia.

Infelizmente, encontramos esses ambientes obscuros também nos lares, assim como os encontramos nas ruínas...


Porém, esses espíritos sofredores não suportam permanecer em ambientes pacíficos, luminosos e serenos, porque a quietude os força a ir para dentro. E, aí, encontram-se consigo mesmos - e é esse encontro que eles tentam evitar.

Naturalmente que os ambientes serenos, tranquilos e elevados espiritualmente estão protegidos da entrada de entidades sofredoras.

Por isso, a importância da irradiação de energias positivas no lar, a realização de preces, ou a concentração nos mantras benfeitores; a audição de músicas virtuosas e a emanação de pensamentos sadios e de harmonia no lar...

A importância de lembrar-se diariamente do próprio Espírito, da própria Luz; a importância de não se deixar engolfar pelo materialismo alienante e envolvente, e de não se deixar levar pelas emoções circunstanciais e por aquilo que a multidão fala ou pensa naquele momento...

A importância de ter um centro próprio de referência e consciência, um centro de vontade plena, que decida por si mesmo o próprio rumo da vida; a capacidade de ponderar e se disciplinar naturalmente nas coisas da Luz.

E, também, a noção correta da participação em reuniões virtuosas, que formam campos luminosos (egrégoras), que se propagam no Invisível e chegam aos lugares escuros e, gradativamente, vão expondo aquilo que está escondido.

Energias que fluem, por Amor... Que seguem por entre os diversos planos, limpando, lavando, iluminando, elevando, e abrindo portais espirituais que recolhem os sofredores, aqui mesmo, ou em outros lugares, sempre sob o comando do Alto, pela ação de seres de Luz que jamais aparecem e que sempre sustentam o trabalho de assistência espiritual.

E ninguém os vê, porque são consciências elevadíssimas e que operam em níveis altamente sutis.


Eles é que são os verdadeiros sustentadores de todos os trabalhos, sempre em nome do Alto, sempre em nome do "Poder Maior Que Gera a Vida" - o Amor que Gera o Amor, e faz a Vida acontecer...

Há entidades nas ruínas, nas multidões e nos lares, e tudo isso é sintonia...

Ponderem sobre isso e observem o clima de disputa que há nos próprios lares, onde, às vezes, estão reencarnados antigos desafetos do passado, como filhos e parceiros, sob o mesmo teto.

Observem o clima de competição entre casais e ponderem bem: o que isso atrai? E observem o medo, que, muitas vezes, leva as pessoas a deixarem de amar, ou de se abrirem para um grande amor, ou mesmo de deixarem passar a vida...

Tudo isso por medo do Amor, assim como, as entidades sofredoras têm medo da Luz - e também do Amor -, e, por isso, jamais se encontram.

E, como vocês mesmos sabem, os iniciados espirituais de todas as eras sempre trabalharam nas iniciações para se encontrarem com sua própria essência, por dentro, e, por conseguinte, o TODO, neles mesmos.

Por isso, não fujam do encontro real, aquele consigo mesmos...

Sigam apaziguando as emoções, por dentro, e abrindo os sentimentos reais, fazendo, então, com que eles dissolvam as camadas emocionais grosseiras, que bloqueiam o Amor, para dissolução do medo de amar e do medo da Luz.


E que, na jornada de cada um, a Luz esteja sempre presente, iluminando as trilhas dos corações.

Num planeta sofrido como este, de provas e expiações, quem já anda com um pouco de Luz em si mesmo, já consegue iluminar o caminho para os outros que estão nas ruínas - de fora e de dentro.

Os espíritos viciados em energias sujas, que se drogam em ambientes noturnos, densos, fazem isso porque a verdadeira droga é o vazio existencial deles mesmos. Isso os leva a consumir as energias dos viciados encarnados. E os outros que estão nos lares aproveitando o clima de brigas, também denotam a falta de espiritualidade que já existe dentro deles mesmos.

Então, o que nós temos? Uma humanidade sofrida - e uma humanidade extrafísica sofrida, atrelada espiritualmente -, ambas em ruínas, externas e internas. E a cura é a reconstrução da Luz, no físico e no extrafísico.

Ou seja, projetar Luz e construir um novo prédio, luminoso, consciente, sensato, coerente e benfeitor...

E isso está ao alcance de todas as pessoas que se dispõem a trabalhar, a estudar e a enfrentar a própria inércia, como deve ser; como iniciados na Luz, como estudantes espirituais corajosos, que enfrentam a si mesmos e, assim, enfrentam o medo do Amor e iluminam as ruínas de dentro; que constroem novos prédios e seguem em frente, na direção das cidades luminosas, que não existem apenas extra fisicamente, mas, também dentro dos corações.

E só o Alto é que sabe o que cada um tem dentro do próprio coração. Só o Alto é que sabe o valor de cada um, ninguém mais. E é a Luz a parceira de cada um.

Na noite escura da alma, um facho de Luz representa muito; nas ruínas, um toque de Amor representa muito e, juntos, vocês potencializam essa Luz, e os caravaneiros do Alto distribuem-na, somada com a Luz deles mesmos, que, por sua vez, é somada com aquilo que Deus dá e manda em apoio.

São esses benfeitores espirituais vão recolhendo os espíritos infelizes da jornada, levando-os para a devida regeneração... E vocês também têm parte nisso, pois são caravaneiros encarnados, que, mesmo sem saber de tudo, participam do trabalho do Alto.

E que isso seja assim, sempre...

Luz na senda!

Amor nos caminhos...


Os Iniciados


(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 05 de novembro de 2008.)


* * *


Amigo leitor, atente para o seguinte:

* Cada vez que alguém adoece de tristeza, espíritos sofredores são atraídos, por sintonia, para sua atmosfera psíquica, engendrando, então, os climas mentais cinzentos que carregam as mentes para os abismos sombrios da obsessão.
* O tempo passa e as coisas mudam! É melhor se conscientizar disso agora, do que sofrer por isso após a morte.
* Não arraste consigo as correntes da tristeza, pois há muitos espíritos sofredores agarrados a elas.
* Entenda isso literalmente: "Os espíritos soturnos se alimentam espiritualmente de pessoas soturnas!"

* * *

Sugestões oportunas para quem quer vencer as "energias cinzentas" com o brilho espiritual:
* Fortaleça sua "casa mental"; exorcize os maus pensamentos e aumente seu discernimento com a leitura de bons livros.
* Venere as coisas positivas; sua ação presente determina seu futuro.
* Aprenda o essencial: TUDO É LUZ!
* Não dê desculpas; você tem que brilhar!
* Dissolva a mágoa, pois ela é a mãe da maioria dos bloqueios energéticos.
* Eleve o pensamento aos seres de luz dos nove mundos celestiais, e comungue com eles o brilho que advém dos nobres objetivos do TAO.
* Manipule bem as energias benfeitoras.
* Não se apoquente: LUZ, LUZ, LUZ...
* Técnica de meditação bastante eficaz: de olhos fechados, saboreie lentamente uma xícara de chá de ervas, enquanto escuta uma música agradável inspiradora, que eleve a alma. Imagine que o chá e a música são energias enviadas pelo TAO à sua alma.


PAZ E LUZ!

Wagner Borges

(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual III" – Ed. Universalista – 1998).




*  *  *