"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

30 janeiro 2014

Viajando com as Grandes Almas na serenidade


Há Almas boas, tranqüilas e magnânimas, que, como a primavera, fazem bem a todos. 

Em silêncio, elas ajudam a todos, na grande travessia dos oceanos das existências seriadas. Fazem isso apenas por sua pura bondade. 

Não esperam reconhecimento nem aspiram recompensas cármicas ou celestes. 

São anonimamente serenas, serenamente anônimas...

Ajudam a todos, incondicionalmente, secretamente...

Trabalham interdimensionalmente por obra e graça do AMOR QUE GERA A VIDA!

São bem poucos os que percebem sua ação sutil entre os homens. 

Mas, são muitos os que estão bloqueados pelo egoísmo.

Contudo, são principalmente esses que precisam mais de sua ajuda incondicional.

Essas Almas magnânimas jamais julgam alguém. Pois, quando o amor comanda o coração, formam-se cascatas de bênçãos projetadas invisivelmente pelos espaços... E o amor não julga, só ama!

Ah, essas Grandes Almas Serenas, que não aparecem nas enciclopédias do mundo, nem apresentam biografias cheias de feitos, e muito menos medalhas brilhando no peito. Não, o brilho delas é bem outro.

É o brilho do amor que ama sem nome!

É o brilho do coração realizado na paz.

É o brilho do olhar silencioso que atravessa os diversos planos e dimensões e abençoa os pequeninos e esquecidos do mundo.

É o mesmo brilho que ergue as almas caídas nos limbos astrais.

Ah, essas Grandes Almas, que não ostentam nome ou grau, mas que velam por todos os seres... 

Basta apenas um pensamento delas chegar em nossas consciências, para que tudo melhore.

Então, mesmo que as próprias palavras não façam justiça ao grande amor que sentimos, escrevemos.

E agradecemos a essas grandes Almas Magnânimas e Serenas.


(Wagner Borges)


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Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=3896


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Peces de luz - Zé Luiz Mazziotti



A vida não é uma vela fugaz. 
É uma esplêndida tocha que quero fazer arder tão brilhantemente como seja possível antes de entregá-la a gerações futuras.

(pensamento chinês)

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As dores de Jó



Não entendo porque temos de maneira geral uma natureza tão negativa, independentemente da nossa personalidade.

Se para alguns tudo é sempre bonito, tudo é bom e se o sol desaparece ele vai voltar o que quer que aconteça, para outros, os dias se seguem, uns depois dos outros, apenas com horas repetidas e cenas que se sucedem, numa monotonia muda e dolorida.

E para todo mundo, as infelicidades pesam cem vezes mais que os momentos de alegriam que arrebataram nosso coração.

A dor é pesada e a felicidade é leve.

As lágrimas de tristeza apagam mais rápido o que de bom aconteceu e raros são os que têm a força e coragem de dizer: "perdi, mas tive" "choro hoje mas ontem dei gargalhadas" ou "a vida vale a pena mesmo se sigo tropeçando."

Não creio! Não posso acreditar em 24 horas por dia e 365 dias por ano de dor infinita, sem que em algum momento uma alegria tenha tocado nosso coração, nem que seja de leve. 

Deve existir, como todo mundo de exceções, uma infelicidade assim grande e duradoura, mas prefiro acreditar que seja realmente uma exceção e não uma fatalidade.

Conheço alguém que colheu todas as mágoas e dores possíveis reunidas em um só ano, como não acreditamos que seja possível. 

Mas ainda assim não se pode dizer que a vida seja uma sucessão de coisas ruins sem dia, sem raio de sol, sem primavera e sem as estrelas que nos olham do alto.

Quem planta dores colhe dez vezes mais as mágoas espalhadas pela vida, que seja hoje, que seja amanhã. 

Isso é o reflexo natural das coisas que se faz aqui e ali. 

Mas duro mesmo é ver colher lágrimas, quem com lágrimas semeia o bem e o bom. 

Duro é ver a injustiça para os que partem cedo demais, sofrem cedo demais, que não escolheram, mas tiveram suas cabeças apontadas. 

Insuportável!...

Portanto, a vida não escolhe e nos curvamos. 

Nos apegamos desesperadamente a uma esperança futura que encontramos quando olhamos para a Cruz e compreendemos que Aquele que viveu a maior injustiça foi perseguido, cravado e coroado de espinhos.

Todos os dias do ano não são ruins ao todo. 

Jó teve, perdeu, chorou e foi recompensado pela paciência e perseverança.

Há um amanhã que nos aguarda e acolhe a todo aquele que não se desespera. 

Há e haverá um amanhã a todo aquele que crer. 

Este verá e viverá.



(Letícia Thompson)



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(A Fênix - símbolo da esperança e da continuidade da vida após a morte)


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29 janeiro 2014

Dica de livro: "Cuida de mim", de Daniela Sacerdoti


A vida de Eilidh Lawson está passando por uma séria crise. 

Após anos de tratamentos fracassados para engravidar, da traição de seu marido e de lidar com sua família egoísta, Eilidh entra em uma depressão profunda e fica sem chão.

Desesperada e sem forças, ela busca amparo e conforto em uma pequena vila ao Norte da Escócia, onde reencontra pessoas queridas e uma vida que havia ficado para trás.

Quando tudo parece perdido, Eilidh redescobre o amor pelo ser humano e por si própria e, então, coisas estranhas e forças sobrenaturais começam a aparecer.

Com a ajuda de uma alma amiga, alguém que se foi, mas que mesmo assim quer ajudá-la a lutar contra os egos e os medos, Eilidh encontra seu verdadeiro amor.

Editora Magnitudde.

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A seguir um pequeno trecho do livro. 
Boa leitura!...



O dia mais estranho e mais maravilhoso da minha vida, o dia que mudou minha percepção sobre a vida e a morte, começou como qualquer outro. Acordei no mundo que sempre conheci e fui dormir envolta em um mistério.

Durante toda a vida nos mantemos ocupados, tentando ignorar o fato de que a escuridão, um dia muito em breve, vai chegar para nos pegar. A finitude, como ela é, não cabe em nossa vida, pois é assustadora demais, imponente.

Precisamos diminuir seu tamanho, percebendo todos os milhões de pequenas coisas diárias que definem as fronteiras de nossa realidade — usando os cinco sentidos do modo como devem ser utilizados para tocar e ver as coisas, coisas reais e presentes, parte desse lado da existência, o lado dos seres vivos.

Conferimos ao mistério um rosto humano; damos forma a algo disforme.

Inventamos rituais para definir as passagens, para transformar a vida e a morte em cerimônias, tornando-as mundanas e de alguma maneira mais fáceis de controlar, de compreender. Quando nasce um bebê, não nos debruçamos no motivo pelo qual aquela pequena alma está aqui, onde esteve antes, o que sabe… A nova mãe volta de sua excursão ao desconhecido, guiando o bebê da
escuridão à luz, e ambos são limpos, vestidos e preparados para parecerem como se nunca estivessem ido além… como se ela não tivesse ido ao subterrâneo, na escuridão, onde a vida e a morte se tocam e se misturam.

E, quando alguém morre, a família, com misericórdia, ocupa sua mente com todas as pequenas coisas desoladoras que precisamos fazer quando tudo termina — as flores, a comida, o que precisa ser guardado, o que precisa ser doado —, enquanto as lágrimas caem nos objetos deixados para trás: um par de chinelos, uma caneca, um roupão. Confortamo-nos, agarrando-nos em um braço
sólido, segurando em uma mão calorosa em que o sangue flui forte; sentimos o sangue sob a pele e ele grita tão alto, tão claro, que afasta a morte.

Como poderíamos, mesmo por um segundo, encarar o que realmente aconteceu — alguém estava lá e de repente não está mais, partiu para sempre, partiu em uma não existência — sem cair de joelhos e gritar de terror, pensando que isso um dia vai acontecer conosco, que vamos fechar os olhos e nunca mais abri-los? Como podemos ser corajosos no que diz respeito a contemplar a escuridão profunda e sem sentido que nos espera e ainda assim continuar vivendo?

"Se" a escuridão é o que nos espera.

Agora eu sei que não é.

O dia que começou como qualquer outro foi o dia em que todos os adereços supérfluos foram retirados da minha frente e pude olhar diretamente para o mistério. Vi uma pessoa que pensei que tivesse partido, e ela estava lá, parada na minha frente. Vi uma alma sem corpo e ela sorriu.

Talvez eu seja ingênua, talvez tenha diante de mim um monte de provas, a ciência e pensamentos dizendo que estou errada, mas acredito no que minha avó me contou anos atrás — o amor nunca morre, o que nos espera é o amor que sentimos quando estávamos vivos. Além do medo e da dor, o amor está lá para nos amparar quando caímos.

Foi isso que aprendi em uma noite de primavera nos bosques, e desde então não tenho mais medo.


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27 janeiro 2014

Todo o sentimento - Oswaldo Montenegro


Aos corações repletos de amor...

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Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele.

(Victor Hugo)

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Sou sujeito simples. 
Sujeito composto por tudo que é mundo, 
E amiúde me confundo com o que quero fazer, e dizer. 
Guardo detalhes, rostos, lugares 
Gestos selvagens visto por imagens da porta entreaberta de alguns. 
Verbos conjugados, corpos ilhados 
instintos distintos em labirintos noturnos. 
Talvez a "tal" vez não seja nossa 
Mas a vida tem mania de espelho 
Devolve simetricamente o que a gente insiste em não querer ver. 
Somos sujeitos a tudo, presentes passado em retratos de um jeito abstrato de ser, e viver. 
Que o amanhã leve as dores, traga sabores, que o céu tenha cores, 
que seja doce o amor, por favor.

(Adrielle Reis)


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Portas entreabertas...


Não deixe portas entreabertas. 
Escancare-as ou bata-as de vez. 
Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semi ventos, meias verdades e muita insensatez. 

(Cecília Meireles)

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25 janeiro 2014

Dica de vídeo: "Traz Outro Amigo Também", de Frederico Cabral


Dá para encontrar um amigo imaginário que se perdeu há anos?
É a pergunta que fazemos ao assistir ao curta-metragem "Traz Outro Amigo Também" .
Na produção de Frederico Cabral, um homem contrata um detetive para procurar seu amigo de infância que está desaparecido há mais de cinquenta anos. O detetive aceita essa missão e conta com seu sobrinho para ajudá-lo.
Singelo e emocionante.

Assista a seguir:



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Mudei. 
Mudei muito.
Às vezes sinto a minha falta.
Mas outras vezes acho que foi um alívio.

(Caio Fernando Abreu)



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Buscamos no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silencio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe.

( Rubem Alves)


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A pedagogia dos anos 80


Eu te conserto nem que seja na pancada.”

Se esta frase em alguma oportunidade de sua infância foi dirigida a você, parabéns! Você teve pais que se importavam com o seu futuro.

Contrário ao que a mídia contemporânea pretende nos fazer crer, a criação dos filhos nos anos 70/80 não era sinônimo de violência e sim de um “amor maior que o mundo”. Aquele que nos preenche e sempre traz à tona lições aprendidas no passado.

Veto à palmada” defendem os parlamentares. “Eu chamo o Conselho Tutelar”, ameaçam as crianças. “O Estatuto de Criança e do Adolescente não permite que eu seja punido”, bradam os adolescentes.

Que futuro é esse? - pergunto eu. Não se pretende aqui defender o espancamento de qualquer infante.

Na realidade o que se questiona é onde foi parar a autoridade dos pais em pleno século XXI?

Importantes valores aprendidos no seio familiar algumas décadas atrás parecem estar simplesmente sendo substituídos pela completa ausência de limites.

Com frases como “se você e seu irmão pretendem se matar, podem rachar fora que acabei de encerar a casa” nos chamavam atenção desde a infância para a necessidade de respeitarmos o trabalho do próximo e a valorizar o resultado de nossos esforços no futuro.

McDonald’s e Bob’s que nada. Era arroz, feijão, verdura e, quando o dinheiro dava, um pedaço de carne. Sanduíche só uma vez por mês e precisava merecer.

Refrigerante? Apenas aos domingos, quando a família se reunia para almoçar. E se reclamasse da disciplina da alimentação saudável, a resposta era simples: “Fecha a boca e come tudo. Não vai levantar enquanto não terminar”.

Parece crueldade? Ninguém ficou doente ou traumatizado por causa disso. Na realidade aprendemos a nos alimentar corretamente e colocar no prato apenas a quantidade que vamos consumir.

Fugindo à regra da alimentação saudável, esta semana dei uma passada em tradicional lanchonete da rua São Benedito para comer uma “coxinha de frango com catupiry”. Uma verdadeira delícia perturbada por uma criança que dava birra, gritava, esperneava e chorava sem parar porque queria um refrigerante gelado e a mãe dizia que ela não podia por causa da garganta.

A mãe se deu por vencida e entregou o guaraná gelado para o filho mal educado, reforçando assim a quem pertence o comando nas relações familiares.

Outrora, bastava um olhar. Se não desse resultado, logo se ouvia: “Continua chorando que vou te dar um bom motivo pra chorar. Quando chegarmos em casa acertamos as contas”. Nesse momento a paz era imediatamente restabelecida.

Ir à missa era outra prática comum. Todos os domingos precisávamos acordar cedo para agradecer a Deus pelas bênçãos da semana que findou e pedir proteção para a semana que se iniciava.

Aliás, a fé era algo que se aprendia a cada nova “arte” que “inocentemente” praticávamos: “É melhor você já ir rezando pra essa mancha do seu uniforme sair”. Os minutos ou horas que se seguiam pareciam nos remeter ao cinema. Ficávamos todos “a espera de um milagre”.

E por falar em bênção, esta palavra não se limitava aos atos de fé. Constituía também um gesto de respeito para com os mais velhos. Avós, pais, tios. Esse era o cumprimento de uma criança ou adolescente, mas se estendia aos adultos, uma prática de “etiqueta” indispensável ao bom convívio familiar: “Vai tomar bênção da sua avó ou piso no seu pescoço”.

O respeito das crianças alcançava inclusive a conversa dos adultos. Nada de interrupções. Em caso de um pequeno deslize bastava um olhar do pai ou da mãe que o “recado” estava dado.

A hierarquia doméstica também era regra clara. Quantos pedidos nós tivemos recusados e o questionamento da motivação pela negativa era respondido simplesmente com: “Porque eu disse que não pode. Ponto final”.

Aprendíamos assim a não questionar o tempo todos as ações que nossos pais praticavam, afinal o objetivo era apenas um: o nosso bem-estar.

É claro que como todo “rebelde sem causa” tínhamos nossos momentos de frustração que por vezes resultava em uma má resposta aos nossos genitores. 

A hierarquia não era ameaçada por esses pequenos gestos de “insurreição”: “Me responde de novo e eu te arrebento os dentes”. Sempre preferi preservar o meu sorriso. Jamais me arriscaria a ficar “banguelo”!!!

Visitar um parente ou amigo da família era sempre uma “situação de risco”. A preparação começava pelo menos uma semana antes.

Era preciso cuidado com as roupas, calçado, cabelo, unhas, mas principalmente com o comportamento.

A orientação prévia era extensa e incluía o veto a aceitar qualquer bebida e alimento sem antes ser autorizado pelos pais. E, ainda, “nada de pegar fogo com o filho dos outros senão te parto ao meio”.

Era aquilo que no “Kardecismo” se chama disciplina.

Vez por outra acabávamos tomando uma boa surra, é verdade. Mas nada que nos deixasse traumatizados ou depressivos. Ao contrário, a advertência valia por toda uma vida. Bom motivo para uma “tunda” era, por exemplo, aparecer em casa com algum “objeto novo”.

A mãe queria sempre saber a origem e isso incluía uma visita ao local/pessoa de onde teria saído o mesmo. Caso a “transação” não fosse “lícita”, como trocar uma lapiseira por uma caneta sem autorização dos pais, “o chinelo comia”.

Aprendemos assim a ter respeito pelo patrimônio alheio.

Desculpem-me aqueles que acreditam ser esta uma pedagogia ultrapassada, equivocada e sem valor.

É claro que existem novas técnicas, que também são bem-vindas. Mas é fato que as coisas mudaram e foi para pior.

Os pais mostram-se impotentes diante de crianças e adolescentes cada vez mais agressivos e sem limites. Os infantes falam alto, não respeitam ninguém e sentem desprezo pelas regras e convenções sociais.

Se um futuro melhor é aquele em que crianças são ensinadas e incentivadas a um processo de erotização precoce; usam roupas, maquiagens e praticam danças inadequadas para a idade; aos dez anos já se tornam mães e tudo o que fazem é considerado “bonitinho” e “normal” pelos pais, graças a Deus nasci no momento certo: integro talvez a última geração educada não pela palmada, mas pelo amor incondicional dos pais, que mesmo com todo o rigor empregado em nossa formação deixaram-nos um legado de carinho, boas lembranças e condições de sobreviver em um mundo que se torna a cada dia mais inóspito.


(François Ramos)





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22 janeiro 2014

Sem saudades - Zélia Duncan e Francis Hime


Poema de Quirino


O homem é um grão na imensidão da Terra.
E não erra quem diz que a Terra inteira
é um grão de poeira no Universo.
E que o meu verso é nada,
comparado a tais grandezas.
Mas digo, com certeza:
meu verso, comparado à vida,
tem alto valor, pois há de ficar
quando minha vida se for.
Então me respondam, por favor,
qual o valor mais alto?
O Universo, a Terra, a vida ou o verso?
É verdade que o homem é um grão
na imensidão da Terra.
Mas é um grão que guarda em si
a vida, o amor e o verso.
Então se dá o reverso:
o grão de pó ganha a grandeza,
e nós ganhamos a certeza
que a poesia indica:
as eras do Universo passam...
E o homem que ama fica!...


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20 janeiro 2014


O que revela a nossa força não é sermos imbatíveis, incansáveis, invulneráveis.
É a coragem de avançar, ainda que com medo.
É a vontade de viver, mesmo que já tenhamos morrido um pouco ou muito, aqui e ali, pelo caminho.
É a intenção de não desistirmos de nós mesmos, por maior que às vezes seja a tentação.
São os gestos de gentileza e ternura que somente os fortes conseguem ter.

(Ana Jácomo)



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19 janeiro 2014

O que eu penso do Rolezinho?


Rolezinho?...só se for do bem: arrecadando mantimentos para instituições carentes, doando sangue, visitando asilos e orfanatos e em mutirões contra dengue. 
É isso aí.


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O idiota



Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. 

Um pobre coitado, de pouca inteligencia, vivia de pequenos biscates e esmolas. 

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 réis e outra menor, de 2.000 réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. 

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. Eu sei - respondeu o tolo assim - Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda

Podemos tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. 

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. 

A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história? 

A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda. 

Mas a conclusão mais interessante é: a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não tem uma boa opinião a nosso respeito. 

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. 

O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente.


(autor desconhecido)


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17 janeiro 2014

Eu também sou...


Sobre a mansidão...


Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.

Mansidão é a coragem absoluta, que nada força, com a qual a grande vitória deve ser alcançada.

A coragem segundo a natureza é um impulso que fere e é dilacerante e destruidora. Mas a coragem nascida da ordem espiritual de Jesus Cristo é o resultado de um novo equilíbrio da vontade.

O manso não deseja um imediato sucesso resplandecente porque sabe que tal brilho desaparecerá depressa.

O manso não se desencoraja quando o resultado permanece distante, pois ele vê detrás de tudo o objetivo brilhando como um sol que nunca se põe. Por isso, enquanto segue seu caminho e busca sua meta, ele continua com coragem silenciosa e indissolúvel, sem dar atenção aos resultados iniciais.

Ele não dá atenção nem aos rumores bons nem aos maus, aos que possam pensar dele e de seu trabalho. (...)

Quando o sombrio inimigo clássico ataca os seu campo de trabalho, transformando sua obra em uma caricatura ou semeando joio entre o puro trigo, ele não ataca o sombrio inimigo, nem se deixa deter, porém redobra suas energias, negando o mal e suas sugestões.

Ante a desarmonia da natureza, ele coloca a harmonia do divino país da luz.


(O mistérios das bem-aventuranças - Jan van Rijckenborgh)









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Várias moradas na casa do Pai


Disse Jesus: "Na casa de meu Pai há muitas moradas".

Como querer que num Universo Infinito somente o nosso pequeno planeta seja o responsável pela vida de toda a humanidade?

Seria muito simplório, ingênuo mesmo, acreditar que Deus, Onipotente, teria criado infinitos planetas somente para nosso deleite.

Acordemos amados! É hora de pensarmos mais racionalmente.

Imaginemos uma escola em que todos os alunos ficassem confinados numa única sala, tendo à sua disposição, várias outras salas, maiores e mais arejadas?

Então por que vocês acham que nosso Criador, confinaria toda a sua criação nesse pobre planeta?

Mas dirão alguns: somente o planeta Terra nos dá condições de existência - e respondo eu: mas quem disse que temos que ter somente essa estrutura corporal? Se fosse assim, como entender a situação dos peixes? não vivem num mundo à parte? com corpos adequados para viver na água? e os pássaros, não tem eles também, corpos adequados para conseguirem voar? Pois então, por que não pensar que em cada mundo podemos ter corpos adequados a viver neles?

Por que essa visão tão limitada?

Pensemos meus amigos.

Raciocinemos e veremos se não há lógica em pensar que Deus nada faz de inútil.

(Visão Espírita/Alan Kardec)

Fonte: 



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Pra ler todo dia...


Não esquecer nunca...


13 janeiro 2014

Dica de vídeo: Baba Yetu


"Baba Yetu" – tema do game Civilization IV - é a única música da trilha sonora de um videogame a ter sido indicada e a ter ganho um prêmio Grammy, pela categoria "Melhor Arranjo Musical acompanhado de Vozes".

Foi também utilizada na cerimônia de abertura do World Games of 2009, em Kaohsiung, Taiwan.

Música composta por Christopher Tin.

Importante: a letra é o Pai Nosso traduzido para o Swahili.

Baba yetu, Yesu uliye
Mbinguni yetu, Yesu amina!
Baba yetu Yesu uliye
Fu jina lako litukuzwe.
Utupe leo chakula chetu
Tunachohitaji utusamehe
Makosa yetu, hey!
Kama nasi tunavyowasamehe
Waliotukosea usitutie
Katika majaribu, lakini
Utuokoe, na yule, milelea e milele!
Ufalme wako ufike utakalo
Lifanyike duniani kama mbinguni. (Amina)


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Filho, onde está você?...




E seu filho, filha, ou outra pessoa que você ama, simplesmente não voltasse para casa?
Fosse na padaria, ou no supermercado, até a esquina...e nunca mais fosse visto?
Ou aquele velho pensamento “Comigo não acontece!...Só acontece com os outros....” está passando pela sua cabeça neste momento?
Pois devemos conhecer e divulgar o trabalho de uma das importantes instituições, que lutam diariamente na busca de seus desaparecidos: Mães da Sé
Rezar e evoluir espiritualmente também é isso: agir quando se tem chance, sem esmorecer, com os poucos recursos de que dispomos perante a dor...

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Mães da Sé


Fundada em 31 de março de 1996, a Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD) nasceu da iniciativa de duas mães de crianças desaparecidas, Ivanise Esperidião da Silva e Vera Lúcia Gonçalves.

Elas quiseram criar em São Paulo uma entidade que atuasse em busca de soluções para um problema que atinge milhares de famílias no país, mas que nem sempre chega ao conhecimento da maioria da população: o desaparecimento de crianças.

Ivanise e Vera, que hoje ocupam cargos de presidente e vice-presidente da ABCD, respectivamente, conheceram-se em janeiro de 1996 quando estavam num grupo de mães de crianças desaparecidas de São Paulo, que foi convidado a participar das gravações da novela “Explode Coração”.


Para quem não se lembra, a novela, de autoria de Glória Perez, levou para o horário nobre da TV Globo o drama de familiares de pessoas desaparecidas, dando origem a uma campanha nacional que resultou na localização de 113 pessoas desaparecidas, entre crianças, adolescentes e adultos.

Durante as gravações de Explode Coração, no Rio de Janeiro, Ivanise e Vera tiveram a oportunidade de conhecer dois grupos que atuavam na elucidação de casos de desaparecimento de pessoas em outras regiões do país, as Mães da Cinelândia (RJ) e o Movimento Nacional em Defesa das Crianças Desaparecidas (PR).

Estimuladas pelo trabalho desenvolvido por esses grupos, decidiram, então, criar em São Paulo uma organização semelhante.


Pouco meses depois de criada, a ABCD começou a ganhar visibilidade na mídia e o apoio de algumas empresas que, impulsionadas pela novela, passaram a apoiar a causa da associação.

Paralelamente, a ABCD iniciou um movimento de mães que se tornou permanente.

Sempre aos segundos domingos de cada mês, na Praça da Sé, no centro de São Paulo, um grupo delas leva em próprio punho cartazes com fotos de seus filhos desaparecidos na esperança de que alguém que esteja de passagem pela região possa ajudá-las com notícias sobre o paradeiro de seus entes queridos.


Foi por conta desses encontros, que não deixam de ser um protesto silencioso diante da ineficiência do Estado em solucionar o problema do desaparecimento de pessoas, que a entidade passou a ser conhecida pelo nome de Mães da Sé (numa alusão às Mães da Praça de Maio, na Argentina).

Com a articulação de Ivanise e Vera, a associação aos poucos começou a contar com o apoio de voluntários.

No início do ano 2000, por exemplo, conseguiu estruturar dois núcleos importantes: coordenadoria jurídica e a divisão de apoio psicológico, passando a oferecer serviços nestas áreas para seus associados.



Expansão

A ABCD, que surgiu para atender a uma demanda restrita a crianças desaparecidas em São Paulo, ampliou seu foco de atuação ao longo de sua existência. Atualmente, atende a demanda de familiares e amigos de pessoas desaparecidas em todo o país, independentemente da faixa etária.

Em pouco mais de 7 anos de existência, a ABCD já cadastrou mais de 5.000 casos de pessoas desaparecidas em todo o Brasil. Desse montante, cerca de 15%, ou 762 casos, foram solucionados.

"Tínhamos um sonho que era o de criar uma entidade que tivesse o reconhecimento do poder público e de toda a sociedade civil. Graças ao nosso trabalho, estamos transformando esse sonho em realidade e, de certa forma, amenizando a dor que sentimos em nossos corações", conclui Ivanise.

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Divulgue.

Conheça mais em http://www.maesdase.org.br/


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10 janeiro 2014

The bridge of San Luis Rey


Uma verdadeira poesia musical.

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Tonto foi meu coração 
Na ilusão de não sermos sós,
Mas carreguei sobre os ombros
Os amores de todos nós.
A saudade jorrou em torrentes
E o meu corpo não pode contê-la:
Éramos tantos na ânsia de luz
Que eu virei uma estrela.

(in Enluarada – Fátima Guedes)




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Amor não resiste a tudo, não. Amor é jardim. Amor enche de erva daninha. Amizade também, todas as formas de amor.

(Caio Fernando Abreu)


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09 janeiro 2014


Só o riso, o amor e o prazer merecem revanche. O resto, é mais que perda de tempo… é perda de vida.

(Chico Xavier)



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Quem manda é sempre o coração...


Porque a vida segue. 
Mas o que foi bonito fica com toda a força.
Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. 
Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.

(Caio Fernando Abreu)



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Dois exemplos de campanhas publicitárias inteligentes que merecem ser vistos.

Ninguém deve pagar por seus erros.



Pequenos gestos fazem grande diferença.


06 janeiro 2014

Dica de livro: Conversando com os Reptilianos, de Chico Penteado


Neste livro, através de depoimentos pessoais, o professor, escritor e pesquisador de ufologia, Chico Penteado, nos fala com uma linguagem simples e de fácil entendimento, sobre Ufologia, Espiritualidade e Reencarnação, temas que caminham juntos e merecem sempre nossa atenção e estudo.


Sinopse:

Autobiografia ufológica de Chico Penteado ,suas experiencias e contatos com extraterrestres.
Relatos de seu encontro com seres de aparência reptiliana e outros relatos.
Neste livro, os extraterrestres que haviam abduzido o autor lhe contaram que ele era a reencarnação de Kraakar, um reptiliano, condenado ao exílio em nosso planeta, por crimes cometidos contra a Confederação Planetária.
Através de relatos claros e diretos, o autor, membro ativo de um dos mais sérios grupos de estudiosos de ufologia, partilha seus contatos e experiências com seres intergaláticos, obtidos em décadas de árduo trabalho de campo e pesquisa, no interior do Estado de São Paulo.


Editora: BARAUNA



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Depoimento


Quantos assassinei? Quantas vidas interrompi?

Pelas minhas mãos, nenhuma. Sob minhas ordens, talvez alguns milhões.

Falta-me ar. Mal posso respirar desde que aqui cheguei.

Sim, sim, sou um monstro. Ouço isto minuto após minuto, dia após dia. Sou culpado, sinto-me culpado.

Em vida acreditei piamente estar fazendo um favor à humanidade, melhorando a raça humana no planeta, livrando-a de seres inferiores.

Deixei-me levar por idéias, que hoje reconheço insanas. Idéias de um lunático a quem não posso culpar porque afinal eu as aceitei e as segui.

No início, promoções, uma bela carreira, uma vida de luxo e glória. 

Com a queda do Reich, a fuga, os anos de exílio longe da pátria, em meio de gente tão inferior e desprezível que eu mal podia aceitá-los como seres humanos.

Localizado e capturado por aqueles que eu tanto odiava, fui julgado e condenado à forca.

Desencarnei com a corda apertando meu pescoço, sob os olhares de centenas de judeus, pensando que iria para a Glória.

Ao abrir os olhos do espírito, vi que as centenas de encarnados estavam acompanhados de milhares de desencarnados, de horrendo aspecto.

Com o mesmo ódio em que os tratei em vida fui tratado.

Arrastado aos umbrais sofri todo tipo de tortura e humilhação.

Desde meu enforcamento em 1962, fui prisioneiro do ódio e do rancor daqueles que mandei executar, destruindo seus lares, suas famílias e suas vidas.

Nunca tive Deus no coração. Isto nunca fez parte da minha cultura.

Mesmo assim, o sofrimento atroz me fez, mesmo que num lampejo, renegar meu passado e pensar Nele.

Resgataram-me. Tiraram-me da catacumba fria e sombria onde sobrevivia aos maus tratos de meus algozes.

Fui levado a um posto de socorro, onde tratam-me com dignidade e bondade.

Tempos depois vim a compreender que o posto de socorro localiza-se sobre o espaço de Israel, e que praticamente todos que ali humildemente servem foram judeus quando encarnados.

É desconcertante ser tão bem tratado pelo povo a quem tanto ódio nutri durante minha última existência.

Fazem apenas alguns meses que fui socorrido, e começo a entender a extensão de meus erros.

Fui informado que talvez não me seja permitido reencarnar na Terra e que terei que buscar o aprendizado redentor num mundo mais denso e atrasado. Tudo, porém, dependerá de meus progressos.

Tenho ainda uma aparência horrível, mãos deformadas, olhos esbugalhados resultantes do enforcamento, dores no pescoço, falta de ar.

Pesadelos ainda me perseguem.

Peço diariamente perdão a Deus e aos que feri.

Infelizmente e por meu merecimento, muitos ainda não me perdoaram. Mas eles haverão de fazê-lo, assim como Deus já o fez.

Esperarei este dia com humildade e paciência.


Adolf Eichmann*


(psicografado por Cleber P. Campos)


* Adolf Otto Eichmann foi um político da Alemanha Nazista e tenente-coronel da SS. Foi responsabilizado pela logística de extermínio de milhões de pessoas no final da Segunda Guerra Mundial.




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