"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

19 janeiro 2014

O idiota



Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. 

Um pobre coitado, de pouca inteligencia, vivia de pequenos biscates e esmolas. 

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 réis e outra menor, de 2.000 réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. 

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. Eu sei - respondeu o tolo assim - Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda

Podemos tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. 

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. 

A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história? 

A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda. 

Mas a conclusão mais interessante é: a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não tem uma boa opinião a nosso respeito. 

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. 

O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente.


(autor desconhecido)


* * *