"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

28 junho 2014

Dica de livro: "Adorável heroína", de Michael Hingson e Susy Flory


Nenhum alarme soou no 78o andar da Torre Norte do World Trade Center e ninguém sabia o que tinha acontecido às 8h46 do dia 11 de setembro de 2001 – uma manhã que teria sido de um dia normal de trabalho para milhares de pessoas.
Cego desde o nascimento, Michael também não via nada naquele dia, mas conseguia ouvir os sons de vidro estilhaçado, destroços caindo e pessoas aterrorizadas se reunindo em torno dele e de sua cão-guia.
No entanto, Roselle permaneceu calma ao seu lado.
Naquele momento, Michael escolheu confiar nos julgamentos de sua cachorra e não entrar em pânico. Eles eram uma equipe.
“Adorável heroína” possibilita ao leitor entrar no World Trade Center segundos após o ataque para vivenciar a experiência de um homem cego e de sua amada cão-guia na luta pela sobrevivência.


Editora Universo dos Livros.


* * *



Noites com sol - Flávio Venturini & Marina Machado


27 junho 2014


A vida tem sua própria sabedoria. Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. Quem tenta ajudar o broto a sair da semente o destrói.
Há certas coisas que têm que acontecer de dentro para fora.

(Rubem Alves)



* * *

Campo de Prisioneiros


Fomos separados de nossos pais.

Depois fomos separados de nossos irmãos.

Tiraram-nos tudo, até nossas roupas, e fomos jogados em celas imundas e frias.

Recebíamos uma minguada ração uma vez por dia, depois de catorze horas de trabalho no verão e de tantas horas quanto durasse a luz no inverno.

Eu era forte e saudável, por isso durei algum tempo naquele inferno.

Tempo suficiente para nutrir-me de ódio por meus opressores e de não compreender como alguns de meus compatriotas seguiam resignados diante de tanta barbárie.

Diariamente presenciava humilhações, tortura, dor e morte. Tudo sem o menor sentido.

Chegou minha vez. Desencarnei pele e osso, nem sombra daquele rapaz forte e saudável de antigamente.

Emergi no mundo espiritual transbordando em ódio e desejo de vingança. Persegui nossos algozes encarnados o quanto pude, buscando atormentá-los e enfraquecê-los.

Mas, apesar de estar livre do inferno do campo de prisioneiros, continuava prisioneiro de mim mesmo, da minha incompreensão.

Aos poucos o cansaço foi abatendo meu desejo de vingança, e comecei a ver em breves lapsos, gente do meu povo ajudando na desencarnação e elevação daqueles que tanto nos fizeram sofrer.

Não aceitava aquilo e ficava ainda mais confuso.

Num dia, numa abertura temporal mais duradoura (na realidade era minha lucidez espiritual aflorando...) pude assistir a um grupo de socorristas trabalhando no campo, ostentando ainda a estrela em suas vestes brancas.

Num ímpeto de fúria, agarrei o mais próximo pelo braço e, tentando remover a estrela da manga de seu casaco, bradei:
- Que está fazendo? Por que ajuda o nosso inimigo? Ao menos remove esta marca que nos impõe!

O rapaz interrompeu o que fazia e fitando-me com uma serenidade desconcertante, disse-me:
- Já não sofrestes o bastante para iluminar teu espírito? Por que queres causar ainda mais dor? Lembra-te de Jesus, que pagou o sofrimento a Ele infligido com Amor.
Aqui trabalhamos em nome d'Ele, resgatando aqueles que, com sinceridade, reconhecem seus erros e buscam uma chance de repará-los. Por que não segue conosco?

A aquela altura muitos de seus companheiros cercavam-me. Senti-me bem, como há muito tempo, mas simplesmente não podia trabalhar por quem tanto me fez sofrer. Fiquei por ali.

Em muitas outras oportunidades observei aquele bendito trabalho, e acabei convencendo-me que mais sofre quem faz sofrer, ao perceber que, para meu povo, desencarnar significava uma nova oportunidade, o merecido alívio, enquanto que para os nazistas era o início de seu martírio.

Reencontrando aquele irmão que tão rudemente abordei em oportunidade anterior, desculpei-me humildemente e pedi auxílio.

Curaram-me. Hoje trabalho na recuperação das almas que um dia julgaram-se capazes de repovoar a Terra com uma raça humana soberbamente chamada de "superior".

Aqui, todos nós aprendemos em gotas de paciência e amor, que ser superior é saber amar incondicionalmente ao próximo, como Jesus nos ama.

Um dia, queira Deus, todos nós, personagens daquela horrível tragédia do século XX, teremos aprendido a sermos verdadeiramente superiores, e poderemos então, ajoelhar-nos aos pés do Grande Mestre Jesus.

Que Deus abençoe a todos.



(Autor: Anônimo, Psicografado por: Cleber P. Campos)







* * *



Vim para dizer uma palavra e devo dizê-la agora. Mas se a morte me impedir, ela será dita pelo amanhã, porque o amanhã nunca deixa segredos no livro da Eternidade. 

Vim para viver na glória do Amor e na luz da Beleza, que são reflexos de Deus.

Estou aqui, vivendo, e não me podem extrair o usufruto da vida porque, através da minha palavra atuante, sobreviverei mesmo após a morte. Vim aqui para ser por todos e com todos, e o que faço hoje na minha solidão ecoará amanhã entre todos os homens.

O que digo hoje com apenas meu coração será dito amanhã por milhares de corações.


(Kahlil Gibran)



* * *

Voluntários Espirituais


Dolores Cannon é terapeuta de vidas passadas e hipnóloga, iniciou sua carreira nos anos 60 e é autora do livro “The Convoluted Universe”, que nos fala das três gerações de extraterrestres voluntários que aceitaram reencarnar na Terra para propiciar a transição planetária.

No vídeo abaixo há um interessante depoimento de Dolores Cannon, sobre as três ondas de extraterrestres reencarnados na Terra.

Recomendadíssimo.



* * *

Fontes:





* * *

24 junho 2014


As vezes, Deus acalma a tempestade.
As vezes, Ele acalma o marinheiro.
Outras, Ele nos ensina a nadar...

(Autor desconhecido)



* * *

Dica de vídeo: Banda holandesa e Banda Militar de Porto Alegre tocando juntas.


Dica do excelente blog Razões para Acreditar.
O ser humano é naturalmente cordial e cooperativo.
Vídeo que merece ser compartilhado...:)


Fonte:


* * *


Simples assim...


Campeonato de Maldades


Parem o Mundo que quero descer! – dizia um amigo, horrorizado com o panorama desolador da atualidade em que, aparentemente, gênios das trevas abriram uma caixa de iniquidades para torturar a nós outros, pobres mortais.

Filhos que matam pais; pais que agridem filhos; homens que se vestem de bombas para dizimar inocentes; traficantes que viciam incautos para ampliar a freguesia; políticos que atuam como aves de rapina sobre o erário; sequestradores que apavoram famílias para extorquir-lhes dinheiro; assaltantes que não vacilam em matar; promiscuidade sexual, promovendo a dissolução dos costumes e a disseminação de enfermidades; adultério banalizado, sugerindo normalidade; práticas abortivas amparadas por leis equivocadas.

Alguém dirá que ocorrências dessa natureza sempre existiram e que, com a população da Terra chegando aos sete bilhões de habitantes, tendem a ser muito mais numerosas. Nunca, porém, nessa proporção. É como se as pessoas estivessem disputando um campeonato de maldades.

Poderíamos justificar essa situação, atribuindo-a à reencarnação compulsória de Espíritos de evolução primária, vida instintiva, sem o senso moral a que se referia Kardec.

Não é bem isso, ou não é apenas isso, já que esses Espíritos não vieram para gerar confusão no Mundo. Estão aqui em empenho de aprendizado, que lhes permita superar suas limitações, como todos nós.

Considere-se, ainda, a reencarnação de Espíritos de razoável desenvolvimento intelectual, cujas maldades não podem ser atribuídas à incapacidade de distinguir o bem do mal.

Há algo mais, leitor amigo, que podemos constatar reportando-nos à preleção de Telésforo, no livro Os Mensageiros, de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier. Por economia de espaço, limito-me a transcrever apenas algumas de suas reveladoras observações:


A mente humana abre-se, cada vez mais, para o contato com as expressões invisíveis, dentro das quais funciona e se movimenta. Isto é uma fatalidade evolutiva.

A humanidade terrena aproxima-se, dia a dia, da esfera de vibrações dos invisíveis de condição inferior, que a rodeia em todos os sentidos. Mas, segundo reconhecemos, esmagadora percentagem de habitantes da Terra não se preparou para os atuais acontecimentos evolutivos.

vemos agora a criatura terrestre assoberbada de problemas graves, não só pelas deficiências de si própria, senão também pela espontânea aproximação psíquica com a esfera vibratória de milhões de desencarnados, que se agarram à Crosta planetária, sequiosos de renovar a existência que menosprezaram, sem maior consideração aos desígnios do Eterno.


Estamos cada vez mais ligados ao mundo espiritual e sensíveis à sua influência.

O problema é que não estamos preparados para lidar com esse desafio. Ainda estamos mais perto da animalidade do que da angelitude. Por isso sintonizarmos mais facilmente com as forças das sombras, assimilando sua influência.

Dá para entender por que há tanta confusão no Mundo hoje.

Mais do que nunca, impõe-se a recomendação de Jesus: orai e vigiai.

Vigiar nossos pensamentos, nossos impulsos e orar muito, com o fervor do cristão autêntico, que busca o equilíbrio necessário para enfrentar os desafios da atualidade, sem nos deixarmos envolver pelas pressões da espiritualidade inferior.

Em meio às ardências do deserto, o viajor busca o conforto do oásis, onde pode saciar a sede e descansar.

Em meio às perturbações da sociedade atual, há oásis abençoados de espiritualidade, que podemos buscar na atividade religiosa, no lar orientado pelo Evangelho e, em última instância, na intimidade de nossas almas, superando os enganos do mundo.

Se o reino de Deus que Jesus veio trazer está longe de ser instalado no Mundo, podemos instalá-lo em nosso próprio coração, com os valores de uma dedicação total ao Bem, eximindo-nos, por mera questão de sintonia vibratória, das influências nocivas que nos cercam, habilitando-nos ao equilíbrio e à paz, mesmo em meio às turbulências do mundo atual.



(Richard Simonetti)






* * *


22 junho 2014

Ser são em lugares insanos



Se um homem marcha com um passo diferente do dos seus companheiros, é porque ouve outro tambor.

(Henry Thoreau)


* * *







*  *  *



Um dia, depois de dominar os ventos, as ondas, as marés
e a gravidade, nós vamos aproveitar (...) as energias do amor
e, em seguida, pela segunda vez na história do mundo,
o homem terá descoberto o fogo.

(Pierre Teilhard De Chardin)



* * *

20 junho 2014

A decisão é nossa...


O que nós enfatizamos nesta história complexa irá determinar nossas vidas.
Se nós só vemos o pior, isto destrói nossa capacidade para fazer algo.
Se nós nos lembrarmos das épocas e lugares – e existem tantos – onde as pessoas agiram de maneira magnífica, isto nos dá energia para agir, e ao menos a possibilidade de mandar o mundo numa direção diferente.
E se agimos de qualquer maneira – ainda que pequena - não precisamos esperar por algum grande futuro utópico.
O futuro é uma infinita sucessão de presentes, e viver agora como nós acreditamos que seres humanos devem viver, desafiando tudo que de mal existe ao nosso redor, é em si uma maravilhosa vitória.

(Howard Zinn, in “Você não pode ser neutro num trem em movimento”)


*  *  *





Dica de documentário: “I am – você tem o poder de mudar o mundo”


Do diretor de "O Mentiroso", "O Professor Aloprado", "O Todo-Poderoso" e "Ace Ventura: Um Detetive Diferente", chega um poderoso e inspirador filme.

"I am" é a história de Tom Shadyac, um diretor de sucesso em Hollywood, que após um perigoso ferimento na cabeça experimenta uma jornada para tentar descobrir e responder duas questões bem básicas: "O que está errado no mundo?" e "Que podemos fazer sobre isso?"

Com uma equipe de quatro pessoas, Tom visita algumas das grandes mentes dos dias de hoje, incluindo escritores, poetas, professores líderes religiosos e cientistas (Howard Zinn, Lynn McTaggart, Desmond Tutu, Thom Harmann, Coleman Barks), buscando descobrir o fundamental problema endêmico que causa todos os outros problemas, refletindo simultaneamente em suas próprias escolhas de excesso, ambição e possível cura. 

E se a solução para os problemas do mundo estivesse bem na nossa frente o tempo todo?



 *  *  *





18 junho 2014

Pra ler todo dia: Caio Fernando Abreu


Caio Fernando Loureiro de Abreu (1948/1996) foi um jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro.

Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Caio Fernando Abreu, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, de medo, de morte e, principalmente, de angustiante solidão.

Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea".

* * *

Pra ler todo dia:























*  *  *



Dica de livro: "Memórias de Um Amigo Imaginário" - Matthew Dicks



Neste livro acompanhamos, com simplicidade e delicadeza, a história de Budo, o amigo imaginário de Max, uma criança especial.

O autor, Matthew Dicks, é escritor e professor primário, com artigos publicados no Hartford Courant. É também um premiado contador de histórias.

Alguns trechos do livro:

“Max não gosta de gente da mesma forma que as outras crianças gostam. Ele gosta das pessoas, mas bem de longe. Quanto mais afastado alguém ficar de Max, mais ele vai gostar dessa pessoa.”

“Nós dois não gostamos da Sra. Patterson, mas ultimamente ela e Max estão estranhamente próximos. Isso não é normal, muito menos para alguém como o meu amigo. Ele corre perigo, tenho certeza...”

“Só existo enquanto Max acreditar em mim. A mãe de Max e a minha amiga Graham dizem que é isso que faz de mim imaginário. Mas não é verdade.
Posso precisar da imaginação de Max para existir, mas tenho os meus pensamentos próprios, as minhas ideias e a minha vida exteriores a ele.
Estou ligado a Max da mesma maneira que um astronauta está ligado à sua nave por cabos e tubos. 
Se a nave explodir e o astronauta morrer, isso não significa que o astronauta fosse imaginário, mas apenas que foi cortado o sistema que lhe sustentava a vida.
Tanto para mim como para Max.”

*  *  *

Um livro para ler junto àqueles a quem amamos...

Recomendadíssimo.

Editora Planeta.


* * *



Azul - Gal Costa



15 junho 2014

Por tudo que fomos...


Ontem chorei.
Por tudo que fomos.
Por tudo o que não conseguimos ser.
Por tudo que se perdeu.
Por termos nos perdido.
Pelo que queríamos que fosse e não foi.
Pela renúncia.
Por valores não dados.
Por erros cometidos.
Acertos não comemorados.
Palavras dissipadas.
Versos brancos.
Chorei pela guerra cotidiana.
Pelas tentativas de sobrevivência.
Pelos apelos de paz não atendidos.
Pelo amor derramado.
Pelo amor ofendido e aprisionado.
Pelo amor perdido.
Pelo respeito empoeirado em cima da estante.
Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa.
Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados.
Pela culpa.
Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa.
Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia.
Chorei.


(Caio Fernando Abreu)


*  *  *


Um Deus sem nome...


Tudo o que vive é pulsação do sagrado.
As aves do céu, os lírios dos campos... até o mais insignificante grilo, no seu cricri rítmico, é uma música do Grande Mistério.
É preciso esquecer os nomes de Deus que as religiões inventaram, para encontrá-lo sem nome no assombro da vida.

(in “O melhor de Rubem Alves”)


* * *



Dica de vídeo: Cruzou por mim, veio ter comigo numa rua da baixa - Álvaro de Campos



Jô Soares interpreta este belíssimo poema de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa.

Poema musicado presente no álbum "A Música em Pessoa", lançado pela primeira vez em 1985, data em que se comemorou os cinqüenta anos de morte de Fernando Pessoa.

São 15 poemas, musicados por alguns dos principais compositores brasileiros: Antonio Carlos Jobim, Francis Hime, Edu Lobo, Milton Nascimento, Sueli Costa, Arrigo Barnabé, Dori Caymmi, entre outros.

"A Música em Pessoa" é um exemplo de casamento perfeito entre a poesia portuguesa e a canção brasileira.


* * *

Steve Jobs e a morte


Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. 
Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante.
Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder.
Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

(Steve Jobs)


*  *  *

 


Um grande livro



A humanidade, como um todo, forma um grande livro.
Quando um homem morre, um capítulo não é arrancado
e sim traduzido para um idioma melhor.
E cada capítulo deve assim ser traduzido.
Deus emprega vários tradutores.
Alguns trechos são traduzidos pela idade…
outros, pela doença…
alguns, pela guerra.
Mas a mão de Deus reúne todas as folhas soltas…
e as coloca naquela Biblioteca
em que os livros se abrem uns para os outros.

(John Donne)



*  *  *



11 junho 2014

Alma Gêmea


Vem de longe este amor, vem de terras longínquas, vem de épocas remotas. 

Tempo que já não nos pertence, pois por ele já passamos, deixando a nossa marca.

Quantas e quantas vezes, já não nos encontramos, cada vez em um papel. Nem sempre éramos amantes, nem sempre vivenciamos este amor infinito. 

Muitas vezes nos perdemos, não merecíamos estar juntos, individualmente precisávamos crescer.

Com o tempo ganhando merecimento, não nos encontrávamos na Terra, mas no infinito. Quando um retornava, o outro procurava, mesmo sem se lembrar. 

Era um vazio na alma, uma falta inexplicável, de alguém muito amado. Este sentimento, sempre nos unia, éramos como imãs.

Hoje te sei encarnada, na labuta da vida, tentando evoluir. 

Sei que te sentes só, que a alma às vezes explode, e o corpo parece pequeno. Mas fizemos um trato, um pequeno sacrifício, para que juntos alcançássemos, o mesmo degrau na evolução.

Você queria resgatar, acertar velhos débitos, o amor semear. Eu teria que me conter, pois meu resgate seria aqui, sem me intrometer amparando-a. Entender que o amor universal, é maior que qualquer um, e em prol dele, abrir mão de você.

Mas sossegue o coração, tua alma é irmã da minha, lutamos pelos mesmos ideais, o amor entre nós é especial, mas sem prevalecer o amor universal, nosso amor não existiria.

Vem de épocas remotas, demoramos a entender, amor paixão é egoísmo, que o amor só vale se for para ser distribuído, que o corpo nada vale, nem o desejo da carne, que este se manifesta, por necessidade do corpo, mas que não é sinal de amor, apenas de atração.

Para ser amor tem que ser fundamentado, tem que vir antes do desejo, geralmente começa por uma simpatia, depois um inexplicável sentimento de bem estar que aos poucos vai crescendo, mas jamais sufoca, pelo contrário, abre caminhos dá espaços, se é feliz ao ver o amado feliz, mesmo que este jamais possa nesta vida estar realmente ao nosso lado, o que muito acontece pois afinal na maioria das vezes cada um está numa escala de evolução, e às vezes só um reconhece o amor verdadeiro, o outro é levado por paixões ou sentimentos pequenos.

Sim, é difícil nesta terra almas gêmeas se encontrarem e unirem-se; normalmente as almas gêmeas muitas vezes se amparam nas encarnações por laços de amizade ou mais comumente de parentesco próximo, ou então como nós agora, um vai a Terra e o outro fica para amparar; e tu me perguntas, por que isto?

Eu te digo, irmã minha, por que esta Terra é escola, é aprendizado, e muitas vezes uma alma até alcançar o entendimento acaba fazendo por seu livre arbítrio opções erradas e cometendo sérios delitos, contraindo dívidas para com a humanidade, que devem ser resgatadas, e para isto na maioria das vezes torna-se necessário viver entre estes irmãos, para ajudá-los, para ser ajudada por eles, para criar-se um rol de convívio para o encarnado aonde ele possa resgatar suas dívidas para com a humanidade, e muitos resgates e missões compete só a um deles e não ao outro.

Afinal almas gêmeas ou não, cada espírito é um individuo único, capaz de interagir com seu livre arbítrio, com um programa próprio evolutivo a seguir, determinado pelo uso que fez deste mesmo livre arbítrio quando encarnado.

Nosso Mestre disse que a felicidade não pertence a este mundo, e é sem dúvida uma dentre todas as Grandes Verdades que Ele ensinou.

Contudo Ele sempre nos ampara, e sempre nos dá alívio e bênçãos para que possamos ter forças de completar a nossa tarefa terrena.

Com certeza o plantio que fazemos na Terra, será nossa colheita no mundo espiritual, e como o espírito é eterno, vale realmente a pena estes poucos anos que passamos na escola terrena.

Estou ao teu lado, estarei sempre, quando não em presença, estarei em pensamento, como você sempre o está comigo, mesmo que inconscientemente; siga o caminho, não desanime e lembre-se: o que realmente importa é o AMOR UNIVERSAL.


Na paz do Senhor Jesus eu me despeço.


*


Ditado por Alma Gêmea
(Psicografado por Luconi em 04-11-2010)







* * *



After all - Peter Cetera & Cher


Simples assim...