"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

05 julho 2014

Para cuidadores de pessoas singulares


Não é fácil aceitar as diferenças.

O olhar do filho nos desnuda e a impotência é o que mais incomoda.

Não saber lidar com a própria criação.

Não suportar mais a dor dele que vira nossa e nada poder fazer. A dor de saber que ele é parte da gente e a gente parte dele. Um todo dor compartilhada.

Imagens que se formam e que marcam vontades de estancar o movimento pendular: o ir e vir sempre na instabilidade das doenças mentais crônicas.

O fluxo dos pensamentos mágicos, o movimento apavorante frente à vida, o choro excessivo sem haver motivo, a vontade de morrer.

O medo de sentir de novo a mesma dor é igual ao real sentir? O medo de ser, o medo de sofrer, o medo de viver. E o viver? O que é isto? Qual o verdadeiro sentido? Como iluminar encruzilhadas se os caminhos que bifurcam são escuros. Todos. Bastaria uma vela para romper a escuridão? Uma pedrinha brilhante a marcar caminho? Ou a coragem e a fé a mudar rota.

Mas qual a rota?





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