"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

31 agosto 2014


Guias Espirituais reencarnados


Os guias espirituais estão reencarnando.

Não na quantidade que imaginam os mais ousados; nem raramente, qual presumem os conservadores. Mas em proporção suficiente para promoverem uma aceleração considerável no progresso de todas as áreas da ação e do saber humanos, como se tem notado, nos últimos anos.

Alguns são almas verdadeiramente alcandoradas de Luz, grandes Mestres da Espiritualidade
Sublime, guias de guias que retornaram às baila das lides no mundo físico a fim de cumprirem grandes e complexíssimas missões.

Há, contudo, uma outra classe, mais numerosa, de pais e mães de coletividades menores, professores de agrupamentos, chefes de segmentos sociais, que têm descido aos proscênios carnais em maior percentual (em relação ao que se dava habitualmente nos últimos milênios), desde a última terça parte do século passado, embora esse movimento já houvesse começado, pouco antes, intensificando-se significativamente de lá para cá.

Muitos se desviam de seus propósitos, impressionados com os sacrifícios imensos que teriam que fazer, para se manterem fieis a seus princípios elevados, e, em maior ou menor grau, mancomunam-se com as conveniências do plano material de vida, prejudicando parcialmente os Desígnios Divinos a seu respeito.

Outros tantos, mais envolvidos com compromissos severos, são trazidos de volta à Pátria Espiritual, às pressas, bem antes do tempo programado para tanto, em função de créditos especiais que portam, de maneira que não enveredem por caminhos equivocados, para seu carreiro evolucional, e não prossigam em rotas de erro evitáveis e que os onerariam de débitos espirituais também dispensáveis.

Alguns, porém, persistem, heroicamente…

Valorosos mensageiros da fé e da Espiritualidade Maior, na dimensão física do planeta, ainda aturdida pelas sombras da incredulidade, da falta de esperança e de razões maiores para viver, seguem semeando otimismo e metas nobres de serviço e realização cultural, humanitária, artística, científica ou espiritual, por aglomerados humanos de portes diversos.

Encontrá-los-emos com certa dificuldade, porquanto não se querem fazer vistos, a despeito de suas atividades amiúde lhes flagrarem a natureza superior, para a média evolutiva da Terra.

São professores esquecidos, mas denodados combatentes do magistério digno.

Médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, líderes religiosos ou outros profissionais do atendimento e socorro à saúde, esclarecimento, conforto e bem-estar humanos, de uma forma geral, para dar uma idéia da variedade de suas ocupações, no domínio material de existência.

Os mais velhos na jornada evolutiva, inobstante não pactuarem com posturas retrógradas de martírio pessoal e pretensa superioridade moral sobre terceiros, e por mais que pugnem por viver de modo equilibrado e justo, seguem cansados… muito cansados!

Francamente, inúmeros deles só não são vencidos pela exaustão extrema, porque contam com assistência espiritual superior, que lhes não falta, em virtude da extensão de suas responsabilidades para com o bem comum.

Esses, mais comprometidos com seus companheiros e mestres desencarnados, com quem entretecem relacionamento mental (oculto ou ostensivo), costumam servir e sorrir, com constância e segurança, mas seus olhos traem o esforço agudo que lhes é exigido, na desincumbência das delegações de dever que lhes foram confiadas.

Via de regra, dormem muito pouco, trabalham imensamente (para compensarem as faltas de muitos, inclusive) e padecem uma carga de responsabilidades e de pressões psíquicas que um ser humano de evolução média no orbe terreno nem de longe teria condições de vislumbrar, quanto mais de corretamente dimensionar, muito menos de suportar…

Tais encargos esmagariam as psiques fracas de almas mais egoicas, que, voltadas para seu mundo de caprichos pessoais, não concebem existirem indivíduos com esse perfil de personalidade e de interesses nobres pelo bem coletivo, com pesadas quotas de sacrifício pessoal.

Para completar seu quadro inacreditável de desafios – como estão muito à frente dos valores de seu tempo, já que representam os princípios de um futuro mais feliz e justo, favorecendo o progresso das sociedades -, normalmente chocam, incomodam e sofrem a resistência natural dos setores reacionários das comunidades de que são partícipes, quase sempre sendo interpretados à conta de degenerados, arrogantes, desrespeitadores da moral vigente.

E, ironia das ironias, prosseguem, com frequência, vida afora, sob a suspeita descabida de quem lhes projeta as próprias inclinações de mau caráter ou mesmo tendências criminógenas.

Auxilie-os, caro amigo, prezada amiga, na trajetória de iniciativas e atividades imensuravelmente difíceis, com que abrem picadas para uma nova era de possibilidades ao gênero humano, em todos os âmbitos de realização e experiência, nas bravias e fechadas florestas das mentes e corações da Terra da atualidade.

Esteja certo de que, agindo assim, atrairá, em sua direção, a tutela dos mesmos Anjos que os amparam, pois que os Protetores dessas raras criaturas têm particular interesse em suavizar o fardo que Seus pupilos carregam, ajudando notadamente aqueles e aquelas que se candidatem a lhes propiciar os trabalhos inadiáveis de ordem coletiva e intemporal, desdobrados em Nome dessa Plêiade de Gênios Celestes, com o Poder da Vida, em todos os sentidos, em Suas mãos, conferido por Deus.



(Psicografia de Benjamin Teixeira de Aguiar, pelo Espírito Gustavo Henrique, em 10/nov/2013)







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Eu te amo além das vidas...


Espere um pouco, não desista agora.
Sei bem o que te apavora e visto daqui, de onde estou, tudo isso que divisas não parece ser tão grande assim...
Espere um pouco, sinta o vento tocar teu rosto, perceba a brisa acariciar-lhe os cabelos, escuta a voz que brota aos poucos dentro de você...
Eu tenho tanto para te dizer e você assim, tão presa, tão preso, dentro de você, parece não ouvir-me.
Espera só um instante...
Respira fundo, acalma teu coração e escuta !

Muitas vezes quando percebeste que teu grande sonho não poderia se realizar.
Quando teus amores eternos se esvaíram.
Ou mesmo, quando o familiar querido passou do teu plano de vida para o nosso.
Eu estava lá...
Eu te falei da grandeza de Deus.
Da proteção do pai para com todos os seres da criação.
Falei da importância da experiência para tua reforma íntima.
Calei-me ante tuas lágrimas...
Ouvi a eclosão de idéias perturbadoras que saltaram de tua mente, em pura controvérsia ao ambiente em silêncio aterrador.

Espere um pouco, minha filha, meu filho.
Gostaria de te dizer...
Que quando sorrias com teu filho, com tua filha.
Que na hora da bonança e comida farta, eu também estive contigo.
Me felicitei ao ver teu sorriso quase pueril ao ver os presentes de natal.
Esperei na sala, enquanto tu vivias teus momentos de amor e intimidade.
Eu vi os pulos de alegria nos dias de calor e música alta.
Eu via você deitar e te esperava, e quando te desprendias da vigilância do corpo físico, eu aproveitava para te explicar as razões da vida na terra e suas dificuldades...

Espere, respire, se acalme, ore a Jesus !
Não chegaste até aqui?
Mesmo sem saber como. Não estais aqui, agora?
Alguém te guiou mesmo sem saberes, alguém tentou com todos os esforços te conduzir para o caminho do bem e da reforma moral.
Eu nunca desisti de você.
Eu nunca te abandonei.

A dor e sofrimento que experimentas agora passará. Assim como passou tua alegria de alguns dias.
Respire, eleve seu pensamento para Jesus e sinta...
Sinta o vento que toca teu rosto.
Sou eu me fazendo mais próximo, buscando novos meios para te deixar mais segura, mais seguro. De te ajudar a aprender a caminhar com seus pés..

Eu nunca interferi em teu livre-arbítrio...
Como nunca desisti do meu, de tentar te fazer feliz. Divisando o mundo na sua real percepção.
Eu te amo! Além das relações fortuitas e interesseiras da terra.
Eu te amo além das vidas...

E estou aqui para te dizer.
Não desista de você. Converse com Jesus. Ouça meu pensamento dentro do seu e ouse buscar a fé que adormece em sua alma.
Espere um pouco, sinta o vento tocar teu rosto, perceba a brisa acariciar-lhe os cabelos, escuta a voz que brota aos poucos dentro de você...
Sou eu, teu espírito protetor. Te acompanhando e te incentivando para encontrarmos juntos, um caminho mais luminoso rumo aos píncaros angelicais.
Espere, respire, se acalme, ore a Jesus !


("Sinta o vento tocar teu rosto" - psicografia de Fernando Ben - Espírito: Fátima)








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VI Fórum Mundial de Ufologia (III UFOZ 2014)





VI Fórum Mundial de Ufologia (III UFOZ 2014) - 27 a 30 de novembro de 2014.

Além de ufólogos e cientistas renomados, haverá a participação do médium Robson Pinheiro, falando sobre: A Visão Espírita e a Presença Alienígena na Terra.

Assistam o trailer de divulgação acima para maiores informações.

Recomendadíssimo!



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30 agosto 2014

Companhias espirituais


Companhias espirituais – e os amigos – são escolhas nossas.

Afinidades nos aproximam.

Temos um corpo espiritual (Kardec o chamou de perispírito), semelhante ao corpo de carne. 

É com ele que nos movimentamos nos sonhos e quando desencarnamos. 

Daí, muitos Espíritos nem sabem que seus corpos já morreram, porque se vêem tais quais eram.

Sentir os Espíritos é próprio de qualquer pessoa. A mediunidade é da condição humana, independe da fé que professamos; e nos faculta essa percepção, que se dá de formas variadas.

Uns vêem, outros os ouvem ou sentem suas presenças. Essas sensações são agradáveis, ou não, segundo a natureza do Espírito que se apresenta. Onde formos nós os sentiremos, velada ou ostensivamente, conforme nossa mediunidade.

Há médiuns pelos quais os Espíritos se expressam oralmente (psicofonia), como se usassem um telefone. Outros recebem mensagens escritas (psicografia).

Eles não ditam palavras. Emitem pensamentos. Os médiuns vestem esses pensamentos com as palavras que conhecem, desta e de outras encarnações.

Há Espíritos em diversos graus evolutivos: ignorantes e sábios; bons e maus. Daí Jesus recomendar cautela no trato com eles:
"Meus bem-amados, não creiais em qualquer Espírito; experimentai se os Espíritos são de Deus (...)” - I Jo, 4:1.

Ligam-se a lugares ou a pessoas, por várias razões: simpatia, afinidade, antipatia, amor ou ódio; vícios e virtudes. Os materialistas não se afastam de ‘suas posses’; os enfermos queixam-se de suas dores, etc.

Há obsessão quando vingam males recebidos nesta ou em outras encarnações. (...)

A sós ou na multidão, elegemos companhias espirituais, com nossos objetivos, pensamentos e conduta; de forma inconsciente, involuntária, ou não, pela lei de afinidade.

Podemos mudá-las, se más, com a conduta reta no pensar, no agir e ao educar as emoções, sintonizando com Espíritos bons, esclarecidos.

Há campo vibratório à nossa volta, a formar nossa aura, e que os atraem ou repelem, segundo a natureza de nossos pensamentos, ações e sentimentos.

Origens das vibrações más: ambição desmedida, ansiedade, egoísmo, maledicência, brigas, agressões verbais ou mentais, palavrões e xingamentos; hipocrisia, medo, ódio, vingança, mágoas, cólera, desvarios do sexo e viciações de toda ordem. São portas abertas ao mal. Afetam nossa vida íntima. Mente enferma, corpo doente.

Boas vibrações nos harmonizam com as leis de Deus e nos embelezam a aura. Suas origens: prática da caridade por todos os meios; generosidade; desprendimento; sinceridade; perdão pleno; asseio verbal; higiene mental.

“O homem que pratica (...) o bem vive no seio de vibrações construtivas e santificantes da gratidão, da felicidade, da alegria”. André Luiz (Missionários da Luz, p. 24).


(Gebaldo José de Sousa)







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O último adeus - uma declaração de amor através da Arte




A escultura “O último adeus”, de Alfredo Oliani, está no túmulo da Família Cantarella, no Cemitério São Paulo.  (...)

Ao nos depararmos com o enorme casal de bronze representado em “O último adeus”, a primeira idéia que vem à mente é de um homem que perdeu a mulher amada.

É isso que vemos. Um homem jovem, vigoroso, nu (os detalhes perfeitos da musculatura impressionam) beijando uma mulher, também jovem, de olhos fechados, já morta.

Mas, na realidade, aconteceu o contrário.

A obra foi encomendada por Maria Cantarella, viúva de Antonino Cantarella, falecido em 1942.

Os papéis são invertidos. Parece-me que ela quis representar não só a imortalidade do amor e da paixão do casal, mas apresentar, principalmente, a quem vê o monumento, o homem de sua vida em todo seu vigor, pleno, vivo.

E ela, morta.

Talvez seja uma representação mais perfeita da saudade.

Quem fica é condenado a uma morte em vida.

“Ao Nino, meu esposo, meu guia e motivo eterno de minha saudade e de meu pranto” - são os dizeres na lápide ao lado.

Maria, dez anos mais jovem, só se juntaria ao amado quatro décadas depois.

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Sempre gosto de lembrar: cemitérios são museus.

Além das interpretações que a história – contrária ao que se vê – pode gerar, surgem outras dúvidas.

Infelizmente, a ação de vândalos contribui em muito para apagar os registros históricos mais visíveis.

Muitas vezes, o visitante comum sequer saberá quando o homenageado nasceu ou faleceu, já que os números ou placas com datas são arrancados.

No caso de “O último adeus”, isso me chamou bastante atenção.

Na sepultura, a data de morte de Nino aparecia da seguinte maneira: 23-*2-1*4* (onde os asteriscos representam os números arrancados).

Tudo que se poderia dizer é que havia morrido na antevéspera do Natal de algum ano na década de 1940. 

Mas há uma informação que confunde ainda mais. Na base do monumento, lê-se: A. OLIANI – S. PAULO 30-06-928. Como a estátua teria sido feita em 1928 (não há o “1” no entalhe) se foi encomendada após a morte de Nino, em 1942?

Um pouco mais de conhecimento histórico-biográfico e a confusão aumenta.

Em 1928, Alfredo Oliani tinha apenas 22 anos de idade e estava iniciando seus estudos. 

Obra criada em 1928, mas só executada em 1942 após a encomenda? Entalhe feito posteriormente com data errada?

A atenção a esses detalhes levam a novas visitas, às buscas nos arquivos dos cemitérios, ao estudo da vida e da obra dos artistas, à familiarização com seu estilo, ao reconhecimento de outras obras sem que se precise conferir a assinatura…

Histórias pessoais e História da Arte é o que encontramos em cemitérios. 

São cheios de vida e de vidas. 


(texto de Sandro Fortunato)






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Eu espero que o amor traga a metade imperfeita...
Não desejo a perfeição, mas a continuação...
Que não seja apenas luz, mas que também compartilhe a escuridão.
E nesta metade de nós, na mais perfeita imperfeição
Faça-nos o Inteiro!

(Rafael Vocalista) 



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Momentos felizes constroem lembranças...
Momentos difíceis constroem histórias.


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Primitivamente, a cabeça devia ser regida pelo coração; ela só deveria servir para engrandecê-lo.
Hoje a cabeça do homem reina sobre o seu coração, quando é ao coração que o cetro deveria pertencer; vale dizer que o amor é superior à ciência, dado que a ciência deveria ser apenas o archote do amor e que esse archote é inferior àquele que ele ilumina.

(Louis-Claude de Saint-Martin)



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24 agosto 2014

Pois é...




Se seus olhos não lhes mostram a realidade deste amanhã 
que já se encontra aqui,
eu lhes peço fé.

(Philippe de Lyon)



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Como agir ao ver um Espírito?



Ao abordar as manifestações visuais em ‘O Livro dos Médiuns’ (Capítulo VI), Allan Kardec questiona sobre as razões que levam os Espíritos a se manifestarem visivelmente.

Neste sentido, os Benfeitores da Codificação esclarecem que, de acordo com a natureza de tais Espíritos, seus objetivos podem ser bons ou maus.

No caso de alguns Espíritos, a finalidade é “amedrontar e muitas vezes vingar-se” (questão 6).

Já os Espíritos que vêm com boa intenção, o fazem para “consolar as pessoas que deles guardam saudades, provar-lhes que existem e estão perto delas, dar conselhos e, algumas vezes, pedir para si mesmos assistência” (questão 6-a).

Observando os fenômenos de clarividência e os relatos de aparições, Allan Kardec, no item 107 de ‘O Livro dos Médiuns’, complementa que “as aparições não trazem um fim muito determinado, mas pode dizer-se que, em geral, os Espíritos que assim aparecem são atraídos pela simpatia”.

Ou seja, em função de nossos sentimentos e pensamentos, atraímos Espíritos de natureza semelhante que, dada as condições para a produção do fenômeno, far-se-ão visíveis.

Mais além, orientam os Espíritos Superiores que, no caso de tais aparições, deve-se travar com os Espíritos uma conversação, “perguntando ao Espírito quem ele é, o que deseja e em que se lhe pode ser útil. Se se tratar de um Espírito infeliz e sofredor, a comiseração que se lhe testemunhar o aliviará. Se for um Espírito bondoso, pode acontecer que traga a intenção de dar bons conselhos” (questão 11).

E as respostas virão, seja por meio de sons articulados ou, na maioria das vezes, através da transmissão dos pensamentos.

Portanto, como nos diversos campos do relacionamento, a melhor forma de conhecer as intenções de alguém é perguntando.


(João Paulo de Fáveri)


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Mortes violentas - o que acontece com os Espíritos?


Ontem e hoje, conversando e/ou teclando com muitas pessoas via internet, algumas delas me questionaram sobre o que acontece com as pessoas que desencarnam com os seus corpos destroçados, como foi o caso do presidenciável Eduardo Campos e das demais pessoas que estavam no avião com ele. 

Como chegam ao mundo espiritual? Sentem, no outro lado da vida, as dores dos ferimentos e das rupturas do corpo físico? Sentem-se também destroçados?

Aprendemos com os Benfeitores Espirituais, que a morte do corpo físico, quase sempre, nem é notada pelo espírito, tamanha é a naturalidade da passagem de um plano para o outro.

Isso significa que muitos espíritos desencarnam e levam muito tempo para descobrir, perceberem que já deixaram o corpo material.

Aprendemos, também, com a doutrina espírita, que quando reencarnado, o espírito dispõe de dois corpos de manifestação: o corpo físico e o perispírito (corpo espiritual), sendo o segundo, o elo de ligação da alma e do corpo físico.

Isso significa que quando estamos em vigília, o espírito se vale do corpo físico e quando está desdobrado pelo sono ou quando desencarna, se vale do corpo espiritual para as suas manifestações e atividades.

Quando acontece da pessoa ir, aos poucos, perdendo a vitalidade para a vida física, ou seja, vai envelhecendo o corpo material, o espírito vai também desprendendo-se naturalmente desse corpo, até a sua total ruptura com ele. Assim sendo, muitas vezes, a morte poderá significar para o espírito a libertação de suas aflições da vida material.

Já quando o ser humano está em plena força física e desencarna, entra em um estado de perturbação, não entendendo o que está lhe acontecendo, vindo a ser ajudado pelos amigos espirituais e familiares que utilizam-se de hospitais ou casas transitórias para atender em suas primeiras necessidades. 

Geralmente os Benfeitores mantém o espírito em sono profundo pelo tempo que esse precisar, até que ele possa saber ou perceber a sua nova condição.

Em casos de morte violenta, onde o corpo físico se destroça por completo, como foi o caso dos ocupantes do avião acidentado em Santos, na questão de número 162 de O Livro dos Espíritos, os Benfeitores afirmam que, pelo fato, do homem, não raro, conservar a consciência de si mesmo durante alguns minutos até a vida orgânica se extinguir completamente, quase sempre, a apreensão da morte lhe faz perder a consciência antes do momento do suplício.

Ou seja, essa apreensão pode durar alguns minutos, segundos, e nada mais ser observado pelo espírito. 

Casos existem que, por merecimento, a pessoa entra em sono profundo antes mesmo da sua morte física e nada vê ou percebe dela. Só no Mundo Espiritual irá saber do ocorrido e observar que, apesar de ter sido da forma que foi, seu corpo espiritual está intacto, sem nenhum arranhão sequer.

Lembro-me de uma noite de psicografia na Casa da Prece em Uberaba, quando Chico Xavier começou a ler as mensagens que chegaram por seu intermédio, uma me tocou profundamente.

Tratava-se de um jovem ciclista de Santa Catarina, estudante de medicina, que numa manhã de sol, como de costume, saiu para pedalar e foi bruscamente atropelado por um caminhão.

Sua mãe imaginava que pelos destroços de seu corpo físico, ele sofria muito no Mundo Espiritual. Em sua carta ele afirmava e acalmava sua mãe dizendo apenas lembrar-se de sua apreensão quando observou a aproximação do caminhão e nada viu e sentiu do acidente.

Dizia:
      - Mãe acredite em mim, cheguei aqui sem nenhum arranhão sequer. Foi tudo muito rápido. Fui carinhosamente envolvido pela vovó que me levou para um abrigo confortador. Não sofra minha mãe querida, pois não sofri nada como a senhora imagina.

Os Benfeitores afirmam que a única morte que lesa o períspirito e faz o espírito sentir a dor daquilo que exterminou a vida do corpo físico, é a morte pelo suicídio.

Não é castigo, trata-se apenas do inicio do processo reeducativo que o espírito suicida precisará experimentar, para valorizar as suas existências corpóreas futuras, como instrumento de sua evolução.

Seja qual for o tipo de morte que uma pessoa tiver, a única coisa que o seu espírito precisará, é do conforto das preces e da aceitação daqueles que aqui ficaram.

A morte só existe para o corpo físico, porque o espírito é imortal.

Deus não tem nenhum dos seus filhos morto. Confiemos mais na nossa imortalidade, pois com ela tudo mudará em nós.


(Ismael Batista - Guaxupé/ MG)


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23 agosto 2014

Qual figura histórica você é?


De acordo com sua personalidade, com qual figura histórica você teria mais afinidade?
Um conquistador implacável da Antiguidade? O pai de uma Ciência? Ou talvez um artista que lança sua luz sobre aspectos da natureza humana?
Eu sou Homero. E você?
Faça  o teste em



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Leiam e meditem...


Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

- Qual é o seu nome?
- Chamo-me Nelson, Senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.

Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.

- Agora sim! - vamos começar .
- Para que servem as leis? perguntou o professor.

Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?

Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
Porém, seguíamos respondendo:

- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor .
- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal, porém respondam a esta pergunta:
"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"

Todos ficaram calados, ninguém respondia.

- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não! - responderam todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? 
Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? 
Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. 
Não voltem a ficar calados, nunca mais!
Vá buscar o Nelson - disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda - quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade. E dignidade não se negocia.



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(Imagem do post - Escultura de Adolf Gustav Vigeland. 
Parque Vigeland, Oslo, Noruega)






A felicidade não está em viver, mas em saber viver. 
Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive - porque a vida não mede o tempo, mas o emprego que dela fazemos.
(Autor desconhecido)



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Ser sincero não é dizer tudo o que se pensa, e sim acreditar em tudo que se diz.

(Autor desconhecido)



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22 agosto 2014

Dica de vídeo: "As cores das flores"




Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo nos mostra de que forma o pequeno menino, enxergando com o coração, realiza esta tarefa.


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Deus conhece nossas necessidades


Uma mulher vestida de forma simples e com um rosto sofrido, entrou em uma loja. 

Aproximou-se do dono e envergonhada perguntou se poderia levar alguns produtos e pagar depois. 

Com uma voz suave, ela explicou que seu marido estava muito doente e que não podia trabalhar, que tinham sete filhos e precisavam de alimentos.

O dono da loja, inflexível, pediu para que a mulher fosse embora. Porém, a mulher pensando em sua família continuou implorando: "Por favor senhor, eu pagarei assim que puder". O dono da loja negou dizendo que não poderia dar crédito para uma pessoa que ele não conhecia.

Perto da entrada da loja estava um cliente que escutou a conversa. O cliente se aproximou e disse ao dono que ele se responsabilizaria pelas compras da mulher, mas ele ignorou.

O dono da loja se virou para mulher e perguntou: "Você tem uma lista de compras?", ela respondeu "Sim senhor".

"Está bem, coloque sua lista na balança e o quanto pesar sua lista, eu vou lhe dar em alimentos", disse ele.

Ela hesitou por um momento e de cabeça baixa, pegou em sua carteira um pedaço de papel e escreveu sobre ele. 

Em seguida, com receio, a mulher colocou o papel na balança. Ao fazer isto a balança abaixou de uma vez, como se tivesse colocado uma pedra sobre ela. 

O dono da loja e o cliente olharam com espanto e admiração. O dono da loja começou a colocar alimentos do outro lado da balança, mas ela nem se mexia.

Ele continuou a colocar mais e mais alimentos, mas como a balança nunca se igualava, ele não aguentou e pegou o pedaço de papel para ver se havia algum truque.

O dono da loja olhou o papel e leu com espanto... não era uma lista de compras, era uma oração. Que dizia: "Querido Deus, o Senhor conhece minhas necessidades, deixo esta situação em suas mãos".

O dono da loja deu a mulher todos os alimentos que estavam na balança e ficou em silêncio enquanto a mulher saía da loja.



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A gente não desiste do que quer, a gente desiste do que dói.
(Autor desconhecido)



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20 agosto 2014

Quando o silêncio diz tudo... ...


Não importa o que aconteça...


...ninguém está sozinho.


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Carpe diem


Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desista.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca se detenha.

(Madre Teresa de Calcutá)



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Simples assim...


Um pouco de Lya Luft...



Pra repetir sempre...



19 agosto 2014

No more night - David Pelps



Que Deus leve, para bem longe de nós,
tudo aquilo que nos diminui,
tudo que nos atrasa,
tudo que pensamos ser bom e não é.
Que nos livre dos enganos e das ilusões,
que nos permita tomar decisões hoje,
que antes, os apegos vazios tornavam impossíveis.
Que alargue nossa visão...
que estreite nosso orgulho...
que nos molde à Sua Vontade.

Amém.

(Gi Stadnicki)



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Nunca diga "te amo" se não te interessa. Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem. Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração. Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti. 
A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo.


(Martha Medeiros)


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Faça o que for necessário para ser feliz. 
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.


(Martha Medeiros, in ‘Felicidade Realista’)


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Quando perder é ganhar...


Um dia um homem já de certa idade abordou um ônibus.
Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora.
A porta se fechou e o ônibus saiu, então ficou incapaz de recuperá-lo.
O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.

Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou,
- Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?

O homem prontamente respondeu,
- De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los. Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância à um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.

O homem mostrou ao jovem que não vale à pena agarrar-se a algo simplesmente por possui-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.

Perdemos coisas o tempo todo. A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.

Como o homem da história, nós temos que aprender a desprender. 

Alguma força decidiu que era hora daquele homem perder seu sapato. 

Talvez isto tenha acontecido para iniciar uma série de outros acontecimentos bem melhores para o homem do que aquele par de sapatos.
Talvez a procura por outro par de sapatos tenha levado o homem à um grande benfeitor.
Talvez uma nova e forte amizade com o rapaz no ônibus.
Talvez aquele rapaz precisasse presenciar aquele acontecimento para adotar uma ação semelhante.
Talvez a pessoa que encontrou os sapatos tenha, à partir daí, a única forma de proteger os pés.

Seja qual for a razão, não podemos evitar de perder coisas.
O homem sabia disto.
Um de seus sapatos tinha saído de seu alcance. O sapato restante não mais lhe ajudaria, mas seria um ótimo presente para uma pessoa desabrigada, precisando desesperadamente de proteção do chão.

Acumular posses não nos fazem melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.


(Autoria desconhecida)


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