"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

31 dezembro 2014


Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais. 
Somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos..."sem querer"”


(Sigmund Freud)


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Um vídeo para rever sempre...



Simples assim...


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Em 2015


Não esqueçamos nunca...


Seguindo nosso destino...


“Neste novo ano, sejamos como a água do rio, 
que acompanha a margem, 
contorna as pedras, 
espalha-se placidamente no vale 
e cai com ímpeto pelas cachoeiras...
sempre combativo sabendo que seu destino é o grande mar.”


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Sobre a felicidade...


“Não há uma estrada real para a felicidade, mas sim caminhos diferentes. 
Há quem seja feliz sem coisa nenhuma, enquanto outros são infelizes possuindo tudo.”


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Neste novo tempo que se inicia...


Para ser feliz,
próspero,
vencedor,
receber amores e dádivas,
bênçãos e distinções,
podes formular votos,
tecer esperanças,
alinhavar projetos,
enumerar decisões,
vestir cores certas,
brindar à sorte.

Porém,
se no coração,
o homem velho prossegue,
se o ontem ainda te governa,
se melhoras apenas te farão,
mais forte no que te é dispensável,
então prosseguirás,
ano após ano,
imerso no mesmo tempo,
estacionário,
por livre e espontânea vontade,
de um eterno ano velho,
passado.



André Luiz


(Instituto André Luiz, Psicografia Lori M.D dos Santos, 27.12.2003)


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Que venha um novo tempo!!!





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27 dezembro 2014

O rio e o Oceano


Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no Oceano ele treme
de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um Oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no Oceano.
E somente quando ele entra no Oceano é que o medo
desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no Oceano, mas tornar-se Oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é
renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem. 
Avance firme e torne-se Oceano.


(Osho)



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Anam Cara, o amigo da Alma




Anam Cara é uma expressão celta que significa "Amigo de minha alma" ou "amigo d´alma".

Há duas maneiras de interpretar o Anam Cara:


1. Neste plano fenomênico de manifestação densa, ele (ou ela) é o seu amigo querido, aquela pessoa com a qual você poderá contar em qualquer ocasião, mesmo quando todos tiverem voltado as suas costas para você.

E mais: é aquela pessoa com a qual você pode abrir o coração com confiança.

Quando você pensa nela, algo em seu coração brilha mais. Você sabe que ela existe e está no mesmo plano que você. Sabe que ela é valiosa e que, só de ver você, já sabe como seu coração está, pois ela lhe conhece profundamente, além das aparências.

Ela sabe sentir você em espírito.



2. Em outros planos mais sutis, ele é o Amparador, aquela consciência extrafísica que lhe ajuda invisivelmente.

Ele é aquele que lhe conhece há muitas vidas.

Sabe dos seus dramas e de seus acertos ao longo dos milênios. Pode até ter participado dos eventos anteriores junto com você, tanto na carne quanto além dela.

Porém, no momento ele está em outra condição vibracional. Mas não se esqueceu de você.

Muitas vezes, ele mergulha nos planos mais densos para lhe apoiar invisivelmente.

Você não percebe sua presença, mas ele vela secretamente pelo seu progresso.

Não é uma divindade, é apenas o seu amigo invisível, um Anam Cara extrafísico.


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O Anam Cara poderá ser o seu filho, parceiro, irmão, pai, mãe, parente, ou apenas um amigo que você reconheceu ao longo da vida.

Não importa. O laço real não está na carne nem no sangue, está na alma. Por isso, o Anam Cara independe de idade, raça ou condição.

Você o reconhecerá pelo brilho do olhar, sentirá o seu coração pulsando junto com o seu, sentirá muita saudade dele e reconhecerá a sua riqueza interior.

No entanto, muitas vezes o orgulho poderá bloquear tal percepção, e é possível que os seus olhos não o vejam e que seu coração não o reconheça mais.

Então, o coração não falará mais ao coração no silêncio de uma vibração silenciosa trocada no olhar da alma. 

Haverá apenas o olhar que percebe o convencional, e que se perde nele em meio à dor de tentar achar o Anam Cara onde ele não está.

Sentir alguém que é um Anam Cara em sua vida, seja ele o irmão, o amigo ou o parceiro, é sentir-se acompanhado na existência por uma alma brilhante. 

É viajar pelo plano denso e enganoso acompanhado de alguém que também vê algo além... 

É sentir-se ligado em alma, dentro do coração.

O Anam Cara é seu refúgio dentro da loucura em torno. É o porto em que a nave de seu coração gosta de aportar em meio à tempestade.

Pense numa canção que lhe fala ao coração. Ao ouvi-la, você se lembrará de muitas coisas. O Anam Cara é semelhante a essa música. Quando você se lembra dele, o coração viaja...

Ele pode ser seu amigo, amparador, irmão ou parceiro. Tanto faz. O que vale mesmo é que ele é uma riqueza que você achou no mundo.

O Anam Cara é isso: um amigo d´alma.

Nesse aspecto, o TODO é o amigo d´alma de todos os seres.

E como o TODO está em tudo, Ele também está nos amigos d´alma, desse e de outros planos.

Pode-se gostar de alguém em vários níveis: mental, emocional, energético ou sexual. Porém, a ligação do Anam Cara transcende esses níveis e chega ao espírito. 

Por isso, os celtas antigos reverenciavam o conceito de Anam Cara.

Para eles, tratava-se de uma riqueza sem paralelos.

E eles sabiam que as ligações que não são em espírito e verdade, são apenas manifestações temporárias e irrisórias ao sabor dos pensamentos, emoções e energias do momento.

Para eles, o real sempre foi o espírito eterno, não a bruma que dificulta a percepção.

Por isso, os poetas celtas cantavam:


"Oh, Anam Cara!
Muitos outros vieram,
Mas só sinto tua comunhão sagrada.
Só escuto a tua canção.
Ali está o sol, e mais tarde virá a lua.
Mas, só me importa a tua canção!"


* * *


O Anam Cara é isso: uma riqueza sem paralelos. Só o coração é que sabe. Só ele é que sente.
Certa vez, o mestre Babaji ensinou:

"Quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer."

O Anam Cara, seja ele ou ela, quem for, é um presente da vida ao coração.
Sua ligação não vem da Terra, mas do espírito!
Que as pessoas conscientes possam reconhecer o Anam Cara pelo coração.


Paz e Luz.


(Wagner Borges) 


Anam Cara – “Anam” é a palavra gaélica para alma; "Cara" é a palavra para amigo. Assim, Anam Cara significa “amigo da alma”.)








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Alguém para Amar


O mundo está cheio de queixas. 

De pessoas que se dizem solitárias. 

Que desejariam ser amadas. 

Que vivem em busca de alguém que as ame, que as compreenda.

O mundo está cheio de carências. 

Carências afetivas. Carências materiais.

Possivelmente, observando o panorama do mundo onde vivia foi que Madre Teresa de Calcutá, certo dia, escreveu:


“Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.

Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. Quando minha cruz parecer pesada, deixai-me compartilhar a cruz do outro.

Quando me achar pobre, colocai ao meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.

Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.

Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha. Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender.

Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.

Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.

Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.”


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Madre Teresa verdadeiramente conjugou o verbo amar na prática diária. Sua preocupação era em primeiro lugar com os outros.

Todos representavam para ela o próprio Cristo. Em cada corpo enfermo, desnutrido e abandonado, ela via Jesus crucificado em um novo madeiro.

Amou de tal forma que estendeu a sua obra pelo mundo inteiro, abraçando homens de todas as nações e credos religiosos.

Honrada com o Prêmio Nobel da Paz, prosseguiu humilde, servindo aos seus irmãos da romagem terrestre. Tudo o que lhe importava eram os seus pobres. 

E os seus pobres eram os pobres do mundo inteiro.

Amou sem fronteiras e sem limites. Serviu a Jesus em plenitude. E nunca se ouviu de seus lábios uma queixa de solidão, amargura, cansaço ou desânimo.

Sua vida foi sempre um cântico de fidelidade a Deus, por meio dos compromissos com as lições deixadas por Jesus.


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O Cristo precisa de almas dispostas e decididas que não meçam obstáculos para servi-lO. 

Almas que se lancem ao trabalho, por mais exaustivo que seja, porém sempre reconfortante e luminoso, desde que possa ser útil de verdade.

Almas que não esperem nada do beneficiado, por suas mãos socorrido, a não ser a sua felicidade, sob as luzes do amigo Jesus.

Almas cujo único desejo seja o de amar intensamente, sem aguardar um único gesto de gratidão.

Almas que tenham entendido o que desejou dizer Francisco de Assis: É melhor amar do que ser amado.



(Redação do Momento Espírita)



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Pai Nosso Espírita


Pai Nosso que estais nos céus, na terra, em todos os mundos espirituais, santificado e bendito seja sempre o vosso nome, mesmo quando a dor e a desilusão ferirem nosso coração, bendito sejas.

O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje Pai, dai-nos o pão que revigora as forças físicas, mas dai-nos também o pão para o espírito.

Perdoai as nossas dívidas, mas ensinai-nos antes a merecer o vosso perdão, perdoando aqueles que tripudiam sobre nossas dores, espezinham nossos corações e destroem nossas ilusões. 

Que possamos perdoá-los não com os lábios e sim com o coração.

Afastai do nosso caminho todo sentimento contrário a caridade.

Que este Pai Nosso seja dadivoso para todos aqueles que sofrem. Como espíritas encarnados ou desencarnados.

Que uma partícula deste Pai Nosso vá até os cárceres, onde alguns sofrem merecidamente, mas outros, pelo erro judiciário.

Que vá até os hospícios iluminando os cérebros conturbados que ali se encontrão. 

Que vá aos hospitais, onde muitos choram e sofrem sem o consolo da palavra amiga.

Que vá a todos aqueles que nesse momento transpõe o pórtico da vida terrena para a espiritual para tenham um guia e o vosso perdão.

Que esse Pai Nosso vá até os lupanares e erga estas pobres infelizes criaturas que para ali foram tangidas pela fome, dando-lhes apoio e fé.

Que vá até o seio da terra onde o mineiro está exposto a grande perigo, e que ele findo o dia possa voltar ao seio de sua família.

Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das nações para que evitem a guerra e cultivem a Paz.

Tende piedade dos órfãos e viúvas. 

Daqueles que até esta hora não tiveram uma pedaço de pão. 

Tende compaixão dos navegadores dos ares, dos que lutam com os vendavais no meio do mar bravio. 

Tende piedade da mulher que abre olhos do ser à vida.

Que a Paz e a Harmonia do Bem fiquem entre nós e estejam com todos.



Amém



(Autor desconhecido)



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O verdadeiro sucesso...


Tributo ao Tempo


Dizem que a vida é curta, mas não é verdade.
A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.
E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança tranqüila brincando de esconde-esconde.
Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando ‘NÃO’:
a viagem que não fizemos,
o presente que não demos,
a festa que não fomos,
o amor que não vivemos,
o perfume que não sentimos.

A vida é mais emocionante quando se é ator e não expectador,
quando se é piloto e não passageiro,
pássaro e não paisagem,
cavaleiro e não montaria.
E como ela é feita de instantes,
não pode nem deve ser medida em anos ou meses,
mas em minutos e segundos.
Esta mensagem é um tributo ao tempo.
Tanto aquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto aquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro.
Porque a vida é agora.
Não tenha medo do futuro,
apenas lute e se esforce ao máximo para que ele seja do jeito que você sempre desejou.
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.

(Dalai Lama)



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24 dezembro 2014

Feliz Natal a todos!!..


Que este seja um dia para deixar de lado a razão e deixar brotar apenas o sentimento.



23 dezembro 2014

A Nostalgia do Natal – Richard Simonetti


Um amigo dizia:

– Não sei por que o Natal traz-me indefinível nostalgia, relacionada com algo muito importante, esquecido no passado distante… Talvez uma ligação afetiva, um amor que se foi na voragem do tempo, uma situação mais feliz ou – quem sabe? – a própria pureza perdida.

Embora estejamos diante de um paradoxo, já que a gloriosa mensagem natalina deveria inspirar sempre alegrias e esperanças, muitas pessoas experimentam esse sentimento, associado a situações do passado próximo, na existência atual ou ao passado remoto, em existência anteriores.

Basicamente, amigo leitor, eu diria tratar-se da nostalgia por um ideal nunca realizado. 

O magnetismo divino que emana da manjedoura, nas comemorações do celeste nascimento, estabelece o confronto entre as propostas sublimes do Evangelho e a realidade de nossa vida. 

Do distanciamento entre o que somos e o que Jesus recomenda, sustenta-se a nostalgia.

O simples fato de se comemorar o Natal com festas ruidosas regadas a álcool, com sacrifício dos animais que o homenagearam junto à manjedoura, e o desperdício de dinheiro e saúde pelos excessos cometidos, em detrimento dos que não tem o que comer, demonstra quão longe estamos do Evangelho, dos valores de fraternidade e solidariedade preconizados e exemplificados por Jesus.

Curiosa situação essa, em que se festeja um aniversário esquecendo o aniversariante e, sobretudo, o significado de seu natalício.

Basta lembrar alguns dos ensinamentos do Mestre, que sistematicamente negligenciamos para perceber o porquê da nostalgia do Natal. 

Usando imagens claras e objetivas, retiradas do cotidiano, Jesus fala-nos com a simplicidade da sabedoria autêntica e a profundidade da verdade revelada.

Aos que criticam e condenam, demonstra, na inesquecível passagem da mulher adúltera, que ninguém pode atirar a primeira pedra, porque todos trazemos mazelas e imperfeições…

Aos que se perturbam com dificuldades do presente e temores do futuro, recomenda que procurem o Reino de Deus, cumprindo a sua justiça, com o empenho de levar a sério seus deveres para com o próximo, agindo com retidão de consciência, e tudo o mais lhes será dado por acréscimo.

Aos que se apegam aos bens materiais, recorda que não se pode servir a dois senhores, a Deus e às riquezas, e exemplifica com a história de um homem ambicioso que ergueu muitos celeiros e amealhou muitos bens, mas morreu em seguida, sem poder desfrutá-los, nada levando para o Além senão um comprometedor envolvimento com os enganos do Mundo…

Aos que usam de violência para fazer prevalecer seus interesses, esclarece que quem com ferro fere, com ferro será ferido…

Em todos os momentos, diante de qualquer dificuldade ou problema, temos no Evangelho o roteiro precioso, capaz de nos ajudar a definir a melhor atitude, o comportamento mais adequado, a iniciativa mais justa, sempre fazendo ao próximo o bem que desejamos para nós.

Consumimos rios de dinheiro a procura de conforto, prazer, entretenimento, buscando o melhor para nossa casa, nossa aparência, nossa saúde, e deixamos de lado o recurso supremo, que não custa absolutamente nada: as lições de Jesus.


Se o fizéssemos saberíamos que muitas vezes temos procurado a felicidade no lugar errado, à distância do que ensinou e exemplificou o Cristo, colhendo, invariavelmente, desilusões e tristezas que sustentam a nostalgia do Natal.


(Richard Simonetti)


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19 dezembro 2014

Para você...



Que o caminho venha ao teu encontro.
Que o vento sempre sopre às tuas costas e a chuva caia suave sobre teus campos. 
E até que voltemos a nos encontrar, que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.
Que vivas todo o tempo que quiseres e que sempre possas viver plenamente.
Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram, porém nunca te esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos, porém nunca te esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis.
Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram, porém nunca te esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.
Que o dia mais triste de teu futuro não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.
Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio, uma lua cheia em uma noite escura, e que o caminho sempre se abra à tua porta.
Que vivas cem anos, com um ano extra para arrepender-te.
Que o Senhor te guarde em sua mão, e não aperte muito seus dedos.
Que teus vizinhos te respeitem, os problemas te abandonem, os anjos te protejam, e o céu te acolha. 
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.
Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.
Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.
Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e cada noite tenhas muros contra o vento, um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo, risadas que consolem aqueles a quem amas, e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe.
Que vejas os filhos de teus filhos, que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.

Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.
Que Deus te conceda muitos anos de vida; com certeza Ele sabe que a terra não tem anjos suficientes e assim seja a cada ano, para sempre...


(Antiga Oração Celta)


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Pedro Mariano e Orquestra - Certas coisas


Não existiria som se não houvesse o silêncio
Não haveria luz se não fosse a escuridão
Eu te amo calado como quem ouve uma sinfonia
de silêncios e de luz

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As lágrimas de um Guardião Espiritual



"Só Deus é quem sabe os reais motivos das coisas, mas é muito triste ver tantos filhos espirituais caindo nas malhas das trevas.

Alguns, por orgulho; outros, por pura perfídia.

E também há aqueles que foram seduzidos pelas coisas do mundo – ou levados por amigos levianos para as praias da irresponsabilidade.

Essas lágrimas que você vê lavando o meu semblante, são por causa da ingratidão que tanto tenho visto bloquear a caminhada espiritual das pessoas. E são tantas...

E eu sei as consequências disso! Pois, eventualmente, diante da Luz espiritual - que dissolve todas as máscaras e verga o ego mais renitente -, elas regurgitarão extra-fisicamente toda má vontade e sentirão o aguilhão da dor rompendo a inércia que acalentaram em sua vida.

E aqueles que estão fazendo o mal em nome dos espíritos trevosos, ah, esses engolirão a própria magia danosa que soltaram no mundo. E que Deus tenha piedade deles!

Eu choro pelos filhos espirituais que abraçaram as trevas!

Em lugar da Luz redentora e do serviço construtivo, muitos preferiram acasalar-se com as entidades maléficas do Astral inferior. E o pior: acham-se o máximo.

E mexer com o porão do Umbral é altamente perigoso.

Eu choro pelos trabalhadores espirituais que sucumbiram à virose do ego negativo e se deixaram levar pelas marolas ilusórias dos agentes trevosos.

Eles eram da Luz – e prometeram muito antes de descerem às lides da carne...

Porém, na crosta do mundo, não fizeram jus ao que planejaram. E, pelo contrário, deitaram com as trevas – e, hoje, andam com os pés sujos da lama do Umbral.

Eu choro porque alguns deles se vestem de branco, e até parecem dignos externamente, mas, os seus corações são escuros como a hipocrisia que os devora internamente. E alguns se acham uma sumidade em suas áreas...

O meu choro não é de julgamento sobre o que eles fazem!

Eu choro pelo desperdício de potencial – e porque eles não eram assim antes.

E eu sei onde isso vai dar... Pois já vi muitos casos e sei das dores que o mundo não vê. 

E, muitas vezes, só às portas da morte é que alguns percebem o quanto de prejuízo espiritual levaram.

Eu sou apenas um humilde guardião espiritual, e o Alto é que me guia...

Mas, já vi muitas coisas nas lides espirituais e sei o quanto as pessoas gostam de se agarrar a ilusões – e o quanto elas são capazes de renegar a Luz.

O meu choro é de guardião, um choro honrado! E deixo que você veja minhas lágrimas como mais uma forma de alerta aos encarnados. Para que saibam que os guardiões também choram...

A nossa função é a proteção espiritual dos que trabalham pela Luz e, por isso, não julgamos o comportamento particular de ninguém. Mas, também é nossa função projetarmos no mundo os alertas que o Alto nos incumbiu. E, hoje, isso está sendo feito por meio dessas lágrimas que você está vendo.

Estou cumprindo minha tarefa. Agora, cumpra a sua e escreva, na Força do Espírito. E que o Alto nos abençoe.

E ai daqueles que fazem os seus guardiões extrafísicos chorarem!”


Então, após me dizer tudo isso, ele juntou suas mãos e saudou-me respeitosamente – e foi embora, silenciosamente.
E eu fiquei quietinho e comovido, refletindo e admirando a grandeza e a honra desses espíritos guardiões, que tanto seguram invisivelmente a barra da gente.
Ah, tem coisas que não têm preço! Uma delas é receber a visita extrafísica de um guardião desses. É uma honra mesmo!
Oxalá as suas lágrimas de alerta também sirvam para reflexões sadias de outros estudantes e trabalhadores espirituais, para que não “deem mole” em suas jornadas espirituais e humanas – e que, mesmo diante das pressões do mundo, fiquem firmes em seus valores conscienciais.
Sim, tomara que as lágrimas de um guardião espiritual sejam capazes de despertar outras pessoas de sua inércia consciencial.
E que, em seus corações, haja Luz, sempre.
Paz e Luz.

(Wagner Borges)





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Vá agora!



Uma das lições mais surpreendentes que os nossos mestres oferecem é que a vida não termina com o diagnóstico de uma doença terminal.

Ao contrário, é aí que ela começa mais plenamente.

Ao reconhecer a realidade concreta da morte, os doentes compreendem que ainda estão vivos, que têm que viver a vida no agora porque, assim como nós, só tem essa vida agora.

A principal lição que os que estão à beira da morte nos ensinam é viver cada dia o mais plenamente possível. (...)

Você não vai receber outra vida como esta.

Você nunca mais vai desempenhar este papel e experimentar esta vida como foi dada a você.

Você nunca mais vivenciará o mundo como no conjunto de circunstâncias desta vida, exatamente dessa maneira, com esses pais, esses filhos e esses familiares.

Você nunca terá novamente este grupo de amigos.

Você não experimentará a Terra com todas as maravilhas novamente neste período da História.

Não espere o momento em que desejará dar uma olhada no oceano, no céu, nas estrelas ou nas pessoas queridas.

Vá olhar agora.



( in “Os Segredos da Vida”, de Elisabeth Kübler-Ross)



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Solitário ou solidário? - Richard Simonetti



Natal é tempo de alegria. Paradoxalmente, é também tempo de tristeza para aqueles que vivem dramas pessoais, envolvendo dolorosas perdas.

O amor que acabou.

O filho que partiu.

O casamento que se desfez.

Pode não ser o que perderam, mas o que não ganharam:

O amor que não foi correspondido.

O filho que não veio.

O casamento que não se realizou.

E o Natal, que é sinônimo de congraçamento, de reuniões festivas, inspira nessas pessoas o desejo de se trancarem em si mesmas, isolando-se na cidadela de suas frustrações.

Não é bom para a alma. 

Essa solidão voluntária e amarga contraria nossa natureza gregária. 

Fomos programados para conviver. 

Os meios de comunicação de que dispomos, pela palavra, que nos distinguem dos demais seres da criação, foram outorgados para a vida social.

Nosso desenvolvimento intelectual, moral e espiritual, bem como o equilíbrio de nossas emoções, dependem desse referencial – a vida em sociedade. 

Isolar-se é caminho certo para o desajuste.

Para que isso jamais nos aconteça, imperioso lembrar um dos objetivos principais da vinda de Jesus ao Mundo:

Foi para acabar com a solidão humana, a partir do cultivo de um amor diferente, que não falha, que não nos frustra, que nos realiza como filhos de Deus e nos faz sempre felizes.

Não é a ligação com alguém, na experiência do amor romântico. 

Não é a ligação com alguns, na experiência do amor família. 

É a ligação com a Humanidade, na divina experiência do amor universal.

Foi esse amor que Jesus ensinou e exemplificou. 

Foi esse amor que evocou na célebre passagem evangélica: Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? Minha mãe e meus irmãos são aqueles que cumprem a vontade de Deus.

Não estava menosprezando os familiares. Apenas destacava que, além da família humana, devemos cuidar também da família universal, dedicando a existência ao empenho de servir, que é o amor em ação. 

Aqueles que servem, que se envolvem com o Bem, que ajudam o próximo, jamais são solitários.

Madre Tereza de Calcutá, a companheira dos párias e moribundos…

Irmã Dulce, a amiga dos enfermos…

Chico Xavier, que escancarou para nós as portas do mundo espiritual…

Eurípedes Barsanulfo, apóstolo do ensino, extraordinário médium de curas…

Léon Denis, o filósofo do Espiritismo…

Esses inesquecíveis benfeitores guardam algo em comum: não se casaram, não tiveram filhos e, sobretudo, nunca foram solitários! 

Estiveram sempre envolvidos com muita gente, com os beneficiários de sua solidariedade, encontrando a felicidade, a realização pessoal, na glória do servir.

Às vezes a vida impõe que fiquemos sozinhos, inibindo a possibilidade do amor romântico ou do amor família, como uma convocação para o amor maior. 

Felizes aqueles que a entendem e aceitam. 

Poderão morar sozinhos, mas nunca em solidão.

Jamais alguém será solitário, enquanto for solidário.



Richard Simonetti



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16 dezembro 2014

Em 2014...


Em 2014, fomos pessoas melhores, por mais incrível que isso possa parecer...
Ficamos indignados quando necessário, emocionados e perplexos.
O que acontece é que o Homem de Bem age em silêncio, já os demais não...
Por isso tenhamos fé e persistência.
Os tempos são outros.
A bondade e a gentileza estão muito mais presentes no nosso planeta azul do que podemos imaginar.

Assistam o vídeo:


Google - Year in Search 2014





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14 dezembro 2014

Dica de vídeo: "O despertar da vida espiritual"- (José Trigueirinho Netto)


José Trigueirinho Netto, Trigueirinho Netto ou simplesmente Trigueirinho, foi roteirista, diretor e produtor cinematográfico, e desde o início dos anos 80 atua como líder espiritual e filósofo espiritualista.

Procurando atender aos que aspiram a compreender mais profundamente o ensinamento espiritual nos tempos de hoje e aplicá-lo na vida diária, Trigueirinho compartilha suas experiências e reflexões.

Nesta palestra aborda como despertamos para a vida espiritual e a unimos à vida matéria.


O reconhecimento interior do que somos e do que viemos fazer neste planeta são chaves para vivermos conscientemente a transição planetária.


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13 dezembro 2014

O Aldeão – uma história de Natal


(Baseada em uma história de natal atribuída a León Tolstoi)


Um aldeão russo, muito devoto, constantemente pedia em suas orações que Jesus viesse visitá-lo em sua humilde choupana.

Na véspera do Natal sonhou que o Senhor iria aparecer-lhe. 

Teve tanta certeza da visita que, mal acordou, levantou-se imediatamente e começou a pôr a casa em ordem para receber o hóspede tão esperado.

Uma violenta tempestade de granizo e neve acontecia lá fora. E o aldeão continuava com os afazeres domésticos, cuidando também da sopa de repolho, que era o seu prato predileto.

De vez em quando ele observava a estrada, sempre à espera...

Decorrido algum tempo, o aldeão viu que alguém se aproximava caminhando com dificuldade em meio a borrasca de neve. Era um pobre vendedor ambulante, que conduzia às costas um fardo bastante pesado.

Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor. Levou-o para a choupana, pôs sua roupa a secar ao calor da lareira e repartiu com ele a sopa de repolho. Só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha forças para continuar a jornada.

Olhando de novo através da vidraça, avistou uma mulher na estrada coberta de neve. Foi buscá-la, e abrigou-a na choupana. Fez com que sentasse próximo à lareira, deu-lhe de comer, embrulhou-a em sua própria capa...

A noite começava a cair... Não a deixou partir enquanto não readquiriu forças suficientes para a caminhada. E nada de Jesus!

Já quase sem esperanças, o aldeão novamente foi até a janela e examinou a estrada coberta de neve. Distinguiu uma criança e percebeu que ela se encontrava perdida e quase congelada pelo frio...

Saiu mais uma vez, pegou a criança e levou-a para a cabana. Deu-lhe de comer, e não demorou muito para que a visse adormecida ao calor da lareira.

Cansado e desolado, o aldeão sentou-se e acabou por adormecer junto ao fogo. Mas, de repente, uma luz radiosa, que não provinha da lareira, iluminou tudo!

Diante do pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca! - Ah! Senhor! Esperei-O o dia todo e não aparecestes, lamentou-se o aldeão...

E Jesus lhe respondeu: "Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: o vendedor ambulante que socorrestes, aquecestes e deste de comer... era Eu! A pobre mulher, a quem deste a capa... era Eu! E essa criança que salvaste da tempestade, também era Eu..."

"O Bem que a cada um deles fizeste, a mim mesmo o fizeste!"

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“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era hóspede, e me recolhestes”. (Mateus, 25:35).

“Quantas vezes vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes”... (Mateus 25:40).