"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

17 janeiro 2015

Há muitas moradas na casa de meu pai


Neste período de transição, espíritos inferiores serão redirecionados para outros planetas.

Uma rápida observação da sociedade global, nos dias de hoje, pode-nos deixar com amargas dúvidas sobre a veracidade de um progresso moral em nosso planeta.

A Era da Informação nos traz quase que exclusivamente, e em ritmo constante, as notas da podridão atual. 

Se é mesmo verdade que progredimos, por que a violência parece cada vez mais sádica, a corrupção (em todos os sentidos da palavra) mais presente, a intolerância mais radical? 

Por que a desigualdade cava, ainda, poços profundos entre as classes sociais e os indivíduos? 

Por que desaparecem os ideais comuns, dando lugar ao individualismo patológico?

O progresso, porém, é uma das leis naturais. Podemos não percebê-lo diretamente – e isso se dá mais por conta de nossa incapacidade de ver “o quadro todo” do que por uma ausência de progresso. Mas ele está lá.

Somente, o progresso não se dá de forma idealizada, ele não se comporta como um conceito e, por isso mesmo, não é tão facilmente reconhecível. 

Ele se comporta como um organismo que se cura contínua, mas lentamente – com pequenas recaídas que não comprometem o processo de cura.

De acordo com Santo Agostinho, se pudéssemos acompanhar todas as fases do mundo, perceberíamos sua evolução progressiva. 

Contudo, para nós, principalmente enquanto encarnados, essa evolução é praticamente imperceptível.

A sensação de estagnação (ou mesmo de regressão) que experimentamos atualmente se dá porque atravessamos um momento particularmente crítico da evolução do planeta, que sai de sua condição de mundo de provas e expiações para se tornar mundo de regeneração. 

Por essa razão, a humanidade parece estar mostrando sua pior face nas últimas décadas – é o momento de agonia antes da melhora definitiva, com uma concentração de espíritos inferiores que encontram suas últimas oportunidades de reencarnar na Terra. 

Caso não aproveitem essas últimas encarnações para evoluir de maneira significativa, esses espíritos serão redirecionados para outros planetas (as “outras moradas” às quais se referiu Jesus), para darem continuidade à sua caminhada evolutiva. 

Simultaneamente, levas de espíritos já um pouco mais evoluídos principiam a encarnar em nosso planeta.

É essa reconfiguração e o trânsito intenso de espíritos de graus bastantes diferentes de evolução que causam o “transtorno” que presenciamos hoje. 

Porém, trata-se de uma etapa imprescindível para o progresso moral da Terra.



(Ana Blume)