"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

22 outubro 2018


Era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião.

A ansiedade de voar era enorme.

Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem.

Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens,chegando ao céu azul.

Tudo era novidade e fantasia..

Cresci, me formei, e comecei a trabalhar.

No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante.

As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.

No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal.

O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse.

Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido.

As poltronas do corredor agora eram exigência .

Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem,comigo mesmo.

Por um desses maravilhosos 'acasos' do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível..

O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona.

Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque..

Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela.

Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar.

E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara.

Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga.

Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.

Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto.

E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer.

Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista..

Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e convívio pessoal?

Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela janela da nossa vida.

A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos.

Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece.

Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e 'ganhar tempo', pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar.

A aeronave da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante.

Não sabemos quanto tempo ainda nos resta.

Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe.

Afinal, 'a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos'.


(Alexandre Garcia)


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Sobre o Arrependimento


Sofremos muito convivendo com o sentimento de culpa sem entender, conforme nos falam os espíritos superiores, que no estágio em que nos encontramos nesta encarnação, se não fosse esse sentimento -  a culpa - não iríamos sair do lugar, pois é justamente o sentimento de culpa, de ter feito algo errado ou de não ter feito algo de bom, que nos empurra para o progresso e para a evolução, entendendo que os erros devem servir de ponto de partida para nosso futuro e não como prisão mental, moral ou espiritual.(...)

Não devemos conviver com a culpa e o arrependimento em auto-flagelação. 

Não precisamos sofrer e nos auto-punir.(...) 

Não importa se sofremos, se nos arrependemos e nos culpamos mais com o que deixamos de fazer ou com o que fizemos, o passado deve apenas servir como ponto de partida, vendo onde, como e porque agimos desta ou daquela maneira.


(Fragmentos do texto "Arrependimento" - de Gilberto L. Tomasi)



(Livro “Considerando o Arrependimento” do livro Leis Morais da Vida – Item 11 – Divaldo Pereira Franco/Espírito Joanna de Ângelis)





Fonte: http://doutrinaespiritananet.blogspot.com/2011/09/arrependimento.html?m=1





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Star Trek: Tema de abertura de Deep Space Nine




Na vida todos temos um segredo inconfessável, 
um arrependimento irreversível, 
um sonho inalcançável e um amor inesquecível.
(Diego Marchi)


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05 outubro 2018





Que as alegrias sejam mais fortes que os cansaços.
Que o sonho derrote o medo.
Que a beleza extrapole as trevas.
E o bem querer desate cada nó de dificuldade que nos aperte os
caminhos...
Que tudo seja tomado como lição.
E que a mais importante seja a fé...
Que lança luz sobre toda incompreensão.
Ungindo com poesia o início e o fim de cada dia.


(Gi Stadnicki)



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Trabalhadores da Luz



Os Trabalhadores da Luz vieram para a Terra com a missão de mudar a energia do planeta.

Eles estão aqui para derrubar as energias negativas e para promover a Luz e o Amor no mundo.

Ser um Trabalhador da Luz não é um destino fácil.

Num mundo que ainda não está pronto para esta energia, muitas vezes sentem-se incompreendidos e isolados.

Mas você não está sozinho.

Existem muitas pessoas no mundo agora que desejam trazer a Luz e o Amor ao mundo.

Vieram a este mundo com uma missão.

Infelizmente, quando entramos na Matriz da manifestação física, sofremos alguma amnésia.

Nós não podemos completamente recordar-nos sobre porque é que nós viemos e o que estamos destinados a fazer.

Mas o sentimento profundo de ter um propósito nesta vida permanece dentro de nós como uma semente, esperando pacientemente que seja regada e nutrida até desabrochar.


(Desc.)




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A música de cada um



Há no coração de cada um de nós, por essência, uma música que é somente nossa, inigualável, intransferível.

Por várias razões, conhecidas ou não, às vezes aprendemos desde muito cedo a diminuir, gradativamente, o seu volume e inventar ruídos que nada tem a ver com ela para nos relacionarmos conosco e com os outros.

Até que chega um tempo em que desaprendemos a entrar no nosso próprio coração para ouvi-la e, porque não passeamos mais nele, porque não a ouvimos mais, não é raro esquecermos completamente que ela existe.

Mas, como toda ignorância, toda indiferença, toda confusão, não são capazes de apagar a beleza original dessa partitura impressa na alma, ela continua tocando, ainda que de forma imperceptível.

Continua tocando, à espera do dia em que, de novo ou pela primeira vez, possamos aumentar o seu volume, trazê-la à tona, compartilhá-la.

Continua tocando, e alguns são capazes de escutá-la mesmo quando não conseguimos.

Todo encontro genuíno de amor é também o encontro de duas pessoas que conseguem ouvir a música uma da outra e sentir alegria e descanso com aquilo que ouvem.

Conseguem ouvir, não importa quantos ruídos tenham inventado pelo caminho para se proteger da dor afastando a vida.



(Ana Jácomo)


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Nos próximos dias mostrem a todos que vocês são luz, sejam sinceros, vibrem na mais alta frequência possível.

Não permitam que ninguém os tire desta vibração.

Perdoem a todos, e acima de tudo se perdoem.

Sejam luz onde estiverem.

Nosso Sistema precisa deste combustível.
    
Eu a todos perdoo, e peço perdão por meus atos falhos, é hora de esquecer as diferenças medíocres geradas no Planeta Água (Terra).

Não se deixem levar por vibrações de acontecimentos cotidianos, sejam eles quais forem.

Vivam estes dias da forma mais plena e sublime possível.

Viver assim gera combustível cósmico universal pois gera empatia amor positividade.

 Esqueçam as polaridades. Somos todos cósmicos e neste momento não temos diferenças.



(Desc.)


*  *  *





Viemos a esse planeta azul para aprender.
E isso inclui errar e corrigir esses erros.
Esse planeta é uma escola muitas vezes sem mestres. 
Vamos muitas vezes tateando através dos exemplos.
Por isso às vezes é tão difícil acertar.
Mas enxergar nossas falhas e estar de coração aberto, com humildade para consertar as coisas, é o mais importante.
Jogue fora a culpa, ela só nos atrapalha a evoluir!


*  *  *



13 setembro 2018



Estamos vivendo um momento desafiador no Brasil. 

Na verdade creio que a onda que está revolvendo nossas entranhas é global.

A sombra veio à tona. 

O escondido está sendo revelado, e isso não se refere apenas à situação político-econômico-social, mas a cada um de nós.

A forma como reagimos a esse momento revela também nossas sombras. 

Isso não é ruim. Só podemos limpar a sujeira que enxergamos.

Mas ouça. Enquanto nos ocupamos em apontar a escuridão lá fora, nos outros, na política, naqueles que atacamos por pensarem diferente de nós, deixamos de agir e transformar o que nos cabe.

Nós mesmos.

Pense que cada um de nós tem dons e habilidades que servem ao todo. 

Uns tem uma mente clara e ótimas ideias, outros são ágeis em encontrar soluções criativas. 

Uns sabem usar agulhas para curar, outros têm o dom da oratória. 

Uns amam estar em grupo e iniciar movimentos que se expandam, outros preferem ficar no jardim cuidando de uma única sementinha.

O momento requer que cada um de nós descubra seu dom e o coloque a serviço do todo.

Existe algo que só você tem a dar, entende?

Precisamos evitar a armadilha de sermos sugados por essa ilusão coletiva que diz que o nosso destino está nas mãos de alguém, que não nós próprios.

Enquanto ficamos aguilhoados pela revolta, reclamando, atacando uns aos outros, alimentando essa onda que causa angústia e medo, deixamos de fazer a única coisa que poderia ser verdadeiramente revolucionária.

Existir.

Ser a luz que somos.

Não importa a sombra que nos rodeie, estamos aqui para manifestar nossa luz. 

Uma única vela acesa rompe a escuridão.

Se você for alguém influente na política, seja luz. Se você for influente na educação, seja luz na educação. 

Se for dono de um quiosque na praia, coloque amor ao preparar os sanduiches.

Onde quer que esteja, faça o seu melhor.

Pare de desperdiçar sua energia julgando, polarizando, atacando. 

Isso não resolve. Apenas aprofunda esse véu de separatividade e cega a todos nós.

Essa é a última tentativa da sombra de nos afastar de nós mesmos.

Temos um poder imenso e tudo pode se transformar se formos sábios e corajosos para fazer a única coisa que nos cabe.

Não se deixe iludir pelo que vê à sua volta. 

Respire. 

Faça o seu melhor. 

Vibre a luz que você é.

E confie.

Estamos a caminho.


(Texto da psicóloga Patrícia Gebrim)




Casa de mãe depois que os filhos se vão



Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório.

Amanhece e anoitece prece.

Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.

Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. 

Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade...aliás, casa de mãe depois que os filhos se vão vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.

Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. 

Falta-lhe  o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez  de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o "isso tá bão, mãe".  

O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora falta cozinha cheia de desejos atendidos.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. 

É quarto demais, e gente de menos. 

É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. 

Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. 

Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você, um dia, lhe mostrou como manejar.

Aí fica a casa, e nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias - todas te olhando em estranha provocação.

Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe.  Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. 

É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. 

É área de serviço sem serviço.

Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.

Porque, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?

E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?


(Miryan Lucy Rezende)





Quem inventou a saudade?

Como se faz para tocar a alma?

Existem coisas que para mim precisam ter explicações, mas também se não tiverem vou continuar tentando entender.

Tenho um coração maior do que eu, maior que meus sonhos.

Parece que ele mesmo nem cabe em mim.

Nunca sei a altura de minha risada quando estou feliz nem o tamanho de meus sonhos.

E por falar em sonhos, sonhos pra mim é aquilo que vou realizar quando eu rabiscar meus desejos no papel e eles saírem correndo direto para meu coração.

E olha que tenho muitos sonhos que rabisco, leio, releio, prego na parede para eu olhar todos os dias e lembrar que ali estão os meus desejos mais secretos.




(Ita Portugal))

04 setembro 2018

Pra você mamãe, onde você estiver



Agora você é uma estrelinha no céu...

*

Não chores diante do meu túmulo 


Não chores diante do meu túmulo
Eu não estou lá
Eu não durmo
Eu sou os mil ventos que sopram
Eu sou o diamante que cintila na neve
Eu sou o sol nos grãos maduros
Eu sou a suave chuva de outono
E quando acordares no silêncio da manhã
Eu sou a prontidão inspiradora das aves tranquilas circulando em voo
Eu sou as estrelas que brilham suave na noite
Não chores diante do meu túmulo
Eu não estou lá  

(Mary Elizabeth Fry)




Joy Enriquez - How Can I Not Love You




Reencontro


  
Eu vim aqui me buscar.

E aqui parecia ser longe, muito longe do lugar onde eu estava, o medo costuma ver as distâncias com lente de aumento.

Vim aqui me buscar porque a insatisfação me perguntava incontáveis vezes o que eu iria fazer para transformá-la e chegou um momento em que eu não consegui mais lhe dizer simplesmente que eu não sabia.

Vim aqui me buscar porque cansei de fazer de conta que eu não tinha nenhuma responsabilidade com relação ao padrão repetitivo da maioria das circunstâncias difíceis que eu vivenciava.

Vim aqui me buscar porque a vida se tornou tediosa demais. Opaca demais. Cansativa demais. Encolhida.

Vim aqui me buscar porque, para onde quer que eu olhasse, eu não me encontrava.

Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e, embora persistisse em acreditar que ela reclamava de outras ausências, a verdade é que o tempo inteirinho ela falava da minha falta de mim.

Vim aqui me buscar porque percebi que estava muito distante e que a prioridade era eu me trazer de volta. Isso, se quisesse experimentar contentamento. Se quisesse criar espaço, depois de tanto aperto. Se quisesse sentir o conforto bom da leveza, depois de tanto peso suportado. Se quisesse crescer no amor.

Vim aqui me buscar, com medo e coragem.

Com toda a entrega que me era possível.
Com a humildade de quem descobre se conhecer menos do que supunha e com o claro propósito de se conhecer mais.

Vim aqui me buscar para varrer entulhos.

Passar a limpo alguns rascunhos. Resgatar o viço do olhar. Trocar de bem com a vida.

Rir com Deus, outra vez.

Vim aqui me buscar para não me contentar com a mesmice.

Para dizer minhas flores. Para não me surpreender ao me flagrar feliz.

Para ser parecida comigo. Para me sentir em casa de novo.

Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração.


(Ana Jácomo)





Eu rezei para a mudança, então eu mudei de ideia.
Orei por orientação e aprendi a confiar em mim.
Eu rezei para a felicidade e percebi que não sou o meu ego.
Eu rezei pela paz e aprendi a aceitar todos incondicionalmente.
Orei por riqueza e percebi que é a minha saúde.
Rezei por um milagre e percebi que sou o milagre.
Orei por uma alma gêmea e percebi que sou único.
Rezei para o amor e percebi que está sempre batendo, mas eu que tenho que permiti-lo entrar.

(Mitologia Celta)




06 agosto 2018

Os ventos de agosto



Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera!

Lembro-me bem.

Foi quando julho se foi, que um vento mais gelado, mais destemperado, que arrastava ainda folhas deixadas pelo outono, me disse algumas verdades.

Convenceu-me de que o céu começaria a apresentar metamorfoses avermelhadas. 

Que a poeira levantada por ele daria lições de que as coisas nem sempre ficam no mesmo lugar e que é preciso aceitar que a poeira só assenta depois que os redemoinhos se vão.

Foi quando julho se foi que a minha solidão me convidou para uma conversa. 

E me contou do tempo de esperas.

E me disse que o barulho das árvores tinha algo a dizer sobre aceitação. 

E eu fiquei pensando como elas, as árvores, aceitam as estações que, se as estremecem, também lhes florescem os galhos. 

Mas tudo a seu tempo. 

Foi em agosto que descobri que os cachorros loucos são, na verdade, os uivos que não lançamos ao vento. São nossos estremecimentos particulares que a nossa rigidez de certezas não nos permite encarar.

O mês de agosto tem muito a ensinar.

Porque agosto é mês jardineiro, é dentro dele, berço do inverno, que as sementes dormem. 

Aguardam seu tempo de brotar. 

Agosto é guardador da boa-nova, preparador de flores. 

Agosto é quando Deus deixa a natureza traduzir visivelmente o tempo das mutações.

Mude, diz agosto, em seu recado de sementes. 

Aceite, diz agosto, com seu jeito frio de vento que levanta poeira e a faz avermelhar o céu. 

Compartilhe, diz agosto. Agasalhos, sopas quentinhas, cafés com chocolate, abraços mais apertados – eles também aquecem a alma e aninham o corpo. 

Distribua mais afetos, que inverno é acolhimento, é tempo de preparar setembro. E, de setembro, todos sabemos o que esperar. 

Esperamos a arrebentação das cores, que com seus mais variados nomes vêm em forma de flores.

Vamos apreciar agosto, recebê-lo com o espanto feliz de quem não desafia ventos. Que ele desarrume e espalhe suas folhas e levante suas poeiras.

Aceite as esperas, mas coloque floreiras na janela.

Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera!


(de Miryan Lucy Rezende)




13 julho 2018

SEU AUTÊNTICO EU



Um lembrete gentil; você está exatamente onde precisa estar neste momento especial. 

Esta fase da mudança é sobre aprender a ser você mesmo sem medo.

Almas podem ser enviadas para mostrar-lhe, ou podem vir experiências que o encorajem a estabelecer limites e a mantê-los.

Embora alguns deles possam ser desafiadores, o Universo está sempre presente para orientá-lo e apoiá-lo.

Enquanto você se torna o seu eu mais autêntico, mudanças precisam ser feitas.

Não fuja delas, minha criança poderosa!

Acolha-as sabendo que você sempre estará melhor do que estava no dia anterior.


CRIADOR por Jennifer Farley

Tradução Vilma Capuano

Compartilhe mantendo os créditos.



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"Uma Reflexão Extraordinária", de Facundo Cabral - por Silvio Matos



"A felicidade não é um direto, mas um dever." 

Texto belíssimo na linda interpretação de Silvio Matos.

Emocione-se.



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12 julho 2018

Eclipse Solar hoje



Hoje 12 de julho, às 23hs:47m teremos um eclipse solar no signo de Câncer, exatamente na Casa 4, residência universal desse signo.  É um evento astrológico forte e importante que determinará o tom dos próximos 28 dias. Ali nasce uma Lua em conjunção com o Sol, recebendo uma oposição de Plutão e Saturno na Casa 10.

Existem outros aspectos nesse mapa, mas vamos falar apenas do principal para melhor compreensão.

As casas envolvidas regem desde nosso mundo interno, nossos sentimentos mais profundos, família, até os eventos políticos e sociais. 

Internamente, pode haver um sentimento de morte. 

Plutão tem uma dolorosa função de eliminação do que não nos serve mais, o que envenena ou impede a expansão da consciência e libertação, portanto, deixe morrer o que tem que morrer sem drama. 
Externamente, no mundo lá fora, é uma espécie de ápice da consciência de que o crime está no Poder, prepare-se!

Mais do que nunca, nas redes sociais você verá negatividade, rancor, ódio e desejo de vingança. 

Se sentir muita curiosidade pelo bizarro, é porque está se alimentando disso ao invés de estar captando energia cósmica limpa. 

Como essa energia cósmica é evanescente e delicada, a mente pode não se interessar em fazer o necessário silêncio para captar. 

A mente não gosta do silêncio, porque o silêncio traz o Aqui e o Agora.

E a mente só pode viver na crucificação do tempo, que é dor e sofrimento. 

Para entender melhor: o que chamaria mais a atenção, uma entidade incorporada dançando se manifestando em meio a batidas, ou um anjo emanando delicadeza e bondade? Provavelmente nem veremos o anjo.  

Essa é talvez uma das razões pelas quais a humanidade fez tanto questão do barulho.

A melhor maneira de lidar com Plutão é em sua mais alta expressão de consciência.

Plutão significa ir até a ponta da Via Láctea, dar as costas para o Sol e olhar para o universo infinito sabendo que teremos que ir, e teremos que ir sozinhos! 

Bater na porta do Criador (imagem simbólica) exige coragem. 

Sem coragem voltamos para trás, e ninguém quer reviver séculos, talvez milênios de sofrimentos e perdas. 

Só a confiança absoluta nos faz ir em frente, pode chamar de fé, se quiser.

NÃO ESQUEÇA!

O que quer que você emita, você está criando, e nesse trânsito que vai durar em torno de um mês, falou, criou.   

São aquelas coisas que falamos despreocupadamente, sem pensar, que criam a realidade e nesse período esse fenômeno está potencializado.

Evite reafirmar a crença de que seu país é um país horrível! 

Você não sabe se é horrível porque todo mundo fala, ou se todo mundo fala porque é horrível, mas a realidade é que a cada momento estamos criando isso de forma totalmente inconsciente.

Não se trata de ter pensamentos positivos, trata-se de não ter pensamentos!

Não julgue, apenas veja. Quando olhamos para algo que está na sombra, aquilo sai da sombra, pois o olhar é a luz da consciência que ilumina.

Lamentavelmente veremos mais e mais bizarrices. 

Olhe e siga em frente, agora com mais um conhecimento: sim, isso existe e não está no meu campo de realidade.

Você é um agente energético, então veja qual a sua contribuição para a frequência coletiva! Se está jogando negatividade, essa é a contribuição.

E cada um é responsável, principalmente com a presença de Saturno, a lei da causa e efeito é certeira. 

Não há necessidade de manter uma sintonia alta, apenas zerada! 

Essa é a vida, essa é a experiência e é isso alguns estão vivendo, ponto! Olhar e não se identificar, você é o Observador!

Tudo o que nasce em um determinado momento do tempo, leva as qualidades daquele momento. 

Por isso uma indicação saudável é atravessar a hora do evento em silêncio e meditação. O que você estará fazendo nascer, é isso. Se passar em surto é surto que vai chegar.

Não tente parar de pensar ou sentir. Deixe que venha o que tiver que vir sem se identificar. É só olhar que a coisa passa!

Plutão é um fenomenal agente de transformação, mas ele vai atuar exatamente no grau que sua consciência está! 

Nas oitavas mais baixas de consciência, ele rege a criminalidade, abusos de todos os tipos, perversão, corrupção entre outros.  

Em sua frequência mais alta, é saber que se queremos continuar nossa jornada e alçar níveis mais altos de expansão e liberdade teremos que desapegar!

Mesmo que não estejamos prontos, não temos esse livre arbítrio, portanto o Universo empurra. 

Então procure viver a coisa dentro de si, sem se identificar, para não ter que viver lá fora no mundo.


ALÉM DA PEQUENA FAMÍLIA

Tenha em conta que sua família é a humanidade! 

O Sol e a Lua na Casa 4 apontam para essa nossa família e para a Pátria que é nosso lar. 

Defender a pequena família enquanto nos lixamos para todas as outras, implica no retorno disso para nós e aqueles que amamos. 

É nessas esferas que as coisas vão aparecer para nós durante esse mês. 

Pessoas do Poder representam Plutão na Casa 10, assim como Saturno. 

O aspecto é de oposição, significando uma coisa contra a outra em mentes desintegradas. 

No entanto, a oposição é o único aspecto que permite uma integração. 

Se você estiver centrado, olhará do centro para ambos os lados.


CUIDADO!

Muito cuidado com as frases que emite despreocupadamente. É bem assim que criamos a realidade.


EVITE!

Sentimentos de indignação, rancor ou desejar o mal para aqueles que consideramos que merecem. 

Quando fazemos isso, nosso sistema imediatamente se enche de veneno, e na presença de Plutão pode trazer consequências extremamente desagradáveis ou definitivas.

Mantenham-se acordados😉😘✨💖





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03 julho 2018



(...) Afinal o que é essa tal de Serotonina?

Muita gente exagera na preocupação com a alimentação...
Ph da água...
Sem lactose...
Sem glúten...
Sem açucar...
Etc...

Entretanto, esquecem de se preocupar com as "emoções."

O Dr. Juan Hitzig estudou as características de alguns longevos saudáveis e concluiu que além das características biológicas, o denominador comum entre todos eles está em suas CONDUTAS E ATITUDES.

Cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto nos trilhões de células que formam um organismo, explica:

As condutas "S":
serenidade
silêncio
sabedoria
sabor
sexo
sono
sorriso
Promovem secreção de SEROTONINA.

Enquanto as condutas "R": ressentimento
raiva
rancor
repressão
resistências
Facilitam a secreção de CORTISOL, um hormônio "CORROSIVO" para as células, que acelera o envelhecimento.

As Condutas "S" geram atitudes "A" - ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação.

As Condutas "R" pelo contrário, geram atitudes "D" - depressão, desanimo, desespero,
desolação.

Aprendendo esse alfabeto emocional lograremos viver mais tempo e melhor, porque o "sangue ruim" (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e acelera o envelhecimento.

O bom humor, pelo contrário, é a chave para a longevidade saudável.

Agora que você já sabe TENHA UMA EXCELENTE VIDA!

PLENA DE SEROTONINA!

(E a amizade certamente aumenta essa produção...)


(Dr. Irineu Viegas)



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A cama dos pais




A cama dos pais tem um ímã e cá para mim (ninguém me convence do contrário) tem uma magia soporífera, um misterioso pó de amor impregnado nas almofadas, que faz com que os filhos adormeçam imediatamente e que o pior dos pesadelos, o mais trepidante terror noturno, fuja a sete pés.

Na cama dos pais, o último refúgio dos medos, a paz é absoluta e total.

Ali chegam, levados por pais extenuados e vencidos, ou pelo seu próprio pé, transpirados e assustados, passarinhos a voar de noite aos encontrões pelos corredores da casa, até chegarem ao lugar dos lugares.

Dois colos com lençóis macios e o cheiro dos progenitores. Caem que nem tordos a dormir, apaziguados.

Os pais fingem que se importam, na manhã seguinte: «Lá foste tu para a nossa cama! Quando é que aprendes a ultrapassar os medos e a dormir sozinho? Tens de crescer!», mas nem olham muito nos olhos dos filhos quando dizem estas coisas, com medo de que eles descubram que naquele breve regresso ao ninho, ao berço inicial, os pais se enchem de amor e ternura e também eles se confortam nas suas inquietações.

Um pescoço morno. Uma mãozinha gorducha no nosso cabelo. Um pé de regresso à costela da mãe. A respiração tranquila na fronha partilhada.

O desejo secreto de que o ninho fique assim para sempre. E que a manhã demore muito a chegar.

Que o misterioso pó de amor das almofadas preserve para sempre estas excursões noturnas de mimo que não são mais do que um inteligente prenúncio, de uma saudade imensa, dos melhores dias desta vida.



(Autor desconhecido)


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Ovelhas negras





As chamadas “ovelhas negras” da família são, na verdade, caçadores natos de caminhos de libertação para a árvore genealógica.

Os membros de uma árvore que não se adaptam às normas ou tradições do sistema familiar, aqueles que desde pequenos procuravam constantemente revolucionar as crenças, indo na contramão dos caminhos marcados pelas tradições familiares, aqueles criticados, julgados e mesmo rejeitados, esses, geralmente são os chamados a libertar a árvore de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras.

As “ovelhas negras”, as que não se adaptam, as que gritam rebeldia, cumprem um papel básico dentro de cada sistema familiar, elas reparam, apanham e criam o novo e desabrocham ramos na árvore genealógica.

Graças a estes membros, as nossas árvores renovam as suas raízes.

Sua rebeldia é terra fértil, sua loucura é água que nutre, sua teimosia é novo ar, sua paixão é fogo que volta a acender o coração dos ancestrais.

Incontáveis desejos reprimidos, sonhos não realizados, talentos frustrados de nossos ancestrais se manifestam na rebeldia dessas ovelhas negras procurando realizar-se.

A árvore genealógica, por inércia quererá continuar a manter o curso castrador e tóxico do seu tronco, o que faz a tarefa das nossas ovelhas um trabalho difícil e conflituoso.

No entanto, quem traria novas flores para a nossa árvore se não fosse por elas? Quem criaria novos ramos? Sem elas, os sonhos não realizados daqueles que sustentam a árvore gerações atrás, morreriam enterrados sob as suas próprias raízes.

Que ninguém te faça duvidar, cuida da tua ”raridade” como a flor mais preciosa da tua árvore.

Tu és o sonho de todos os teus antepassados.



(Bert Hellinge)



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