"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

16 outubro 2012

A Oração - Rubem Alves



Hoje vou escrever sobre a arte de rezar.

Dirão que esse não é tópico que devesse ser tratado por um terapeuta. Rezas e orações são coisas de padres, pastores e gurus religiosos, a serem ensinadas em igrejas, mosteiros e terreiros. Acontece que eu sei que o que as pessoas desejam, ao procurar a terapia: é reaprender a esquecida arte de rezar.

Claro que elas não sabem disto.

Falam sobre outras coisas, dez mil coisas.

Não sabem que a alma deseja uma só coisa, cujo nome esquecemos. Como disse T. S. Eliot, temos conhecimento do movimento, mas não da tranqüilidade; conhecimento das palavras e ignorância da Palavra. Todo o nosso conhecimento nos leva para mais perto da nossa ignorância, e toda a nossa ignorância nos leva para mais perto da morte.

A terapia é a busca desse nome esquecido.

E quando ele é lembrado e é pronunciado com toda a paixão do corpo e da alma, a esse ato se dá o nome de poesia. A esse ato se pode dar também o nome de oração.

Por detrás da nossa tagarelice (falamos muito e escutamos pouco) está escondido o desejo de orar.

Muitas palavras são ditas porque ainda não encontramos a única palavra que importa.

Eu gostaria de demonstrar isso - e a demonstração começa com um passeio.

Para começar, abra bem os olhos! Veja como este mundo é luminoso e belo! Tão bonito que Nietzsche até mesmo lhe compôs um poema:


Olhei para este mundo - e era como se uma maçã redonda se oferecesse à minha mão, madura dourada maçã de pele de veludo fresco... Como se mãos delicadas me trouxessem um santuário, santuário aberto para o deleite de olhos tímidos e adorantes: assim este mundo hoje a mim se ofereceu...“


Tudo está bem. Tudo está em ordem. Nada impede o deleite dessa dádiva. Ninguém doente. Nenhuma privação econômica terrível. E há mesmo o gostar das pessoas com quem se vive, sem o que a vida teria um gosto amargo.

Mas isso não é tudo.

Além das necessidades vitais básicas a alma precisa de beleza.

E a beleza - o mundo a serve a mancheias. Está em todos os lugares, na lua, na rua, nas constelações, nas estações, no mar, no ar, nos rios, nas cachoeiras, na chuva, no cheiro das ervas, na luz que cintila na água crespa das lagoas, nos jardins, nos rostos, nas vozes, nos gestos.

Além da beleza estão os prazeres que moram nos olhos, nos ouvidos, no nariz, na boca, na pele.

Como no último dia da criação, temos de concordar com o Criador: olhando para o que tinha sido feito, viu que tudo era multo bom.

E, no entanto, sem que haja qualquer explicação para esse fato, tendo todas as coisas, a alma continua vazia.

Álvaro de Campos colocou este sentimento num poema:


Dá-me lírios, lírios, e rosas também. Crisântemos, dálias, violetas e os girassóis acima de todas as flores. Mas por mais rosas e lírios que me dês, eu nunca acharei que a vida é bastante, Faltar-me-á sempre qualquer coisa. Minha dor é inútil como uma gaiola numa terra onde não há aves. E minha dor é silenciosa e triste como a parte da praia onde o mar não chega.“


Como se uma nuvem cinzenta de tristeza-tédio cobrisse todas as coisas.

A vida pesa. Caminha-se com dificuldade. O corpo se arrasta.

As pessoas procuram a terapia alegando faltar um lírio aqui, uma rosa ali, um crisântemo acolá.

Buscam, nessas coisas, a única coisa que importa: a alegria.

Acontece que as fontes da alegria não são encontradas no mundo de fora.

É inútil que me sejam dadas todas as flores do mundo: as fontes da alegria se encontram no mundo de dentro.

O mundo de dentro: as pessoas religiosas lhe dão o nome de alma.

O que é a alma? Alma são as paisagens que existem dentro do nosso corpo.

Nosso corpo é urna fronteira entre as paisagens de fora e as paisagens de dentro. E elas são diferentes.

O homem tem dois olhos“, disse o místico medieval Angelus Silésius. “Com um ele vê as coisas que passam no tempo. Com o outro ele vê o que é eterno e divino.“

Em algum lugar escondido das paisagens da alma se encontram as fontes da alegria - perdidas.

Perdidas as fontes da alegria as paisagens da alma se apagam, o corpo fica como uma casa vazia. E quando a casa está vazia, vai-se a alegria. E as paisagens de fora ficam feias (a despeito de serem belas).

O mundo de fora é um mercado onde pássaros engaiolados são vendidos e comprados. As pessoas pensam que, se comprarem o pássaro certo, terão alegria. Mas pássaros engaiolados, por mais belos que sejam, não podem dar alegria.

Na alma não há gaiolas.

A alegria é um pássaro que só vem quando quer. Ela é livre. O máximo que podemos fazer é quebrar todas as gaiolas e cantar uma canção de amor, na esperança de que ela nos ouça.

Oração é o nome que se dá a esta canção para invocar a alegria.

Muitas orações são produtos da insensatez das pessoas. Acham que o universo estaria melhor se Deus ouvisse os seus conselhos.

Pedem que Deus lhes dê pássaros engaiolados, muitos pássaros. Nisso protestantes e católicos são iguais. Tagarelam. E nem se dão ao trabalho de ouvir. Não sabem que a oração é só um gemido.

Suspiro da criatura oprimida“: haverá definição mais bonita? São palavras de Marx. Suspiro: gemido sem palavras que espera ouvir a música divina, a música que, se ouvida, nos traria a alegria.

Gosto de ler orações. Orações e poemas são a mesma coisa: palavras que se pronunciam a partir do silêncio, pedindo que o silêncio nos fale.

A se acreditar em Ricardo Reis, é no silêncio que existe no intervalo das palavras que se ouve a voz de “um Ser qualquer, alheio a nós“, que nos fala. O nome do Ser? Não importa. Todos os nomes são metáforas para o Grande Mistério inominável que nos envolve.

Gosto de ler orações porque elas dizem as palavras que eu gostaria de ter dito mas não consegui.

As orações põem música no meu silêncio.


(Rubem Alves – in “Transparências da eternidade”, Editora Verus)


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11 outubro 2012

Dica de livro: "Em Missão de Socorro" - Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho



No livro “Em Missão de Socorro”, psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, somos apresentados a três novos espíritos especializados na busca e no resgate de irmãos ainda presos nas zonas inferiores e no Umbral, mas que já apresentam condições espirituais e emocionais de tentarem iniciar uma nova jornada nas Colônias de recuperação.

Guilherme, Leonor e José, estes abnegados mensageiros da paz, nos contam, com riqueza de detalhes e naturalidade, como sãos feitas estas verdadeiras operações de salvamento, que requerem planejamento, estratégia de ação, equipes treinadas e muito amor no coração.

As histórias desta obra mostram, efetivamente, o que acontece com aqueles que valorizam a matéria e cultuam sentimentos como a vingança, a raiva descabida, o egoísmo e o orgulho.

Mas revelam também que não basta não prejudicar ninguém: é preciso nos esforçarmos para fazer o bem ao nosso alcance.

Editora Lumen.


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Orações Celtas



I

Bendito seja o anseio que te trouxe aqui e que aviva a tua alma com assombro.
Que tenhas a coragem de acolher o teu anseio eterno.
Que aprecies a companhia crítica e criativa da pergunta "Quem sou eu?" e que ela ilumine o teu anseio.
Que uma secreta Providência Divina guie o teu pensamento e proteja o teu sentimento.
Que a tua mente habite a tua vida com a mesma certeza com que teu corpo se integra ao mundo.
Que a sensação de algo ausente amplie a tua vida.
Que a tua alma seja livre como as sempre renovadas ondas do mar.
Que vivas perto do assombro.
Que te integres ao amor com o arrebatamento da Dança.
Que saibas que estás sempre incluído no benévolo círculo de Deus.


II

Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho.
Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos que não buscam atenção.
Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro.


III

Que atendas ao teu anseio de ser livre.
Que as molduras da tua integração sejam suficientemente amplas para os sonhos da tua alma.
Que te levantes todos os dias com uma voz de bênção murmurando em teu coração que algo de bom te vai acontecer.
Que encontres uma harmonia entre a tua alma e a tua vida.
Que a mansão da tua alma nunca se torne um local assombrado.
Que reconheças o anseio eterno que vive no cerne do tempo.
Que haja benevolência no teu olhar quando contemplares o teu íntimo.
Que nunca coloques muros entre a luz e ti.
Que o teu anjo te liberte das prisões da culpa, medo, decepção e desespero.
Que permitas que a beleza espontânea do mundo invisível te recolha, cuide de ti e te inclua na integração.


IV

Que sejas abençoado nos Nomes Sagrados daqueles que suportam a nossa dor pela montanha da transfiguração acima.
Que conheças o suave abrigo e a graça restauradora quando fores chamado a resistir na morada da dor.
Que os pontos de escuridão no teu íntimo se voltem na direção da luz.
Que te seja concedida a sabedoria de evitar a falsa resistência e, quando o sofrimento bater à porta da tua vida, sejas capaz de lhe vislumbrar a dádiva oculta.
Que sejas capaz de enxergar os frutos do sofrimento.
Que a memória te abençoe e te abrigue com a arduamente obtida luz do esforço passado, que isso te dê confiança e segurança.
Que uma janela de luz sempre te surpreenda.
Que a graça da transfiguração te cure as feridas.
Que saibas que, embora a tempestade possa rugir, nem um fio do teu cabelo será magoado.


V

Que saibas que a ausência está repleta de terna presença e que nada jamais está perdido ou esquecido.
Que as ausências na tua vida estejam repletas de eco eterno.
Que sintas ao redor do secreto "Outro Lugar" que contém as presenças que deixaram a tua vida.
Que sejas forte na aceitação das tuas perdas. Que a dolorosa fonte de luto se transforme em uma fonte de ininterrupta presença.
Que a tua paixão se estenda àqueles de que nunca temos notícia e que tenhas a coragem de falar em nome de excluídos.
Que venhas a ser o afável e apaixonado sujeito da tua vida.
Que não desrespeites o teu mistério por meio de palavras insensíveis ou integração falsa.
Que sejas acolhido por Deus, em quem o amanhecer e o crepúsculo se unem, e que a tua integração habite os seus sonhos mais profundos no interior do abrigo da Grande Integração.


(Do livro "Ecos Eternos" de John O’Donohue -  Editora Rocco.)





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Amigo Desconhecido



Em certa altura da minha vida, lá em meados da década de 70, estava eu no guichê do Aeroporto de Nova Iorque, buscando embarcar para Detroit, onde teria uma reunião em dois dias.

Havia um grande movimento naquele dia e acabei comprando a última passagem. 

Notei, depois, que um rapaz mais ou menos da minha idade tentava, a todo custo, embarcar, argumentando que tinha urgência em ver a mãe, que estava agonizante.

Como tinha tempo para meu compromisso, aproximei-me e ofereci a ele o eu lugar. Ele aceitou, demonstrando imensa gratidão, e se foi, apressado, sem ao menos dizer seu nome.

Horas depois, num hotel, fui surpreendido com a infeliz notícia da queda do avião. O mundo pesou sobre mim e, a partir daquele momento, passei a carregar a culpa de ter mandando para a morte alguém que eu sequer conhecia.

Passou o tempo, casei-me, fiz família.

Chegou também a minha vez, embora fosse ainda jovem. Doença rara e gravíssima me levou ao túmulo rapidamente, me obrigando a deixar para trás esposa e filhos adolescentes.

A revolta foi grande e recusei-me a seguir em frente.

E, como grande parte dos espíritos renitentes, por mais que quisesse ficar em casa, invariavelmente ia parar nos umbrais. 

Fiquei muito tempo de lá para cá, desorientado e sofrendo muito em minha ignorância.

Até que um dia o sentimento de culpa pela morte daquele desconhecido me pegou de jeito e me vi andando a esmo por lugares estranhos. 

Ao longe vislumbrei destroços de um avião e aproximei-me, um frio percorrendo minha espinha.

Havia por lá muitos "sobreviventes", todos tão maltrapilhos e tão perdidos quanto eu. Por muito tempo procurei, em vão, a pessoa que morreu em meu lugar.

"Vejo que a sua hora também chegou", disse alguém às minhas costas.

Virei-me e deparei com o amigo desconhecido, que abriu largo e acolhedor sorriso.

"Vim buscar-te, para salvar-te com também me salvou. Desde aquele dia, fixaste em tua mente a idéia de ter me mandado para morte em teu lugar. Bobagem!
Na verdade, salvaste-me de graves e dolorosos dissabores, que me esperavam caso eu não passasse por aquele trágica transposição. Eras as opções que tinha para saldar minhas dívidas anteriores".

Meu amigo desconhecido disse-me também que cada um naquele avião tinha a sua razão de estar ali, e tinham o compromisso de partir daquela abrupta maneira, embora alguns, como pude ver, não tinham ainda consciência do fato e permaneciam alienados ao lado dos destroços da aeronave.

"Perderão a prova?" perguntei.

"Só depende deles. Deus não desampara ninguém" respondeu meu amigo, complementando: "Aqui estou e te convido para seguir comigo para lugares melhores, onde poderás aprender e recuperar-te."

Perguntei sobre sua mãe, que na época do acidente estava gravemente enferma, no que ele me respondeu:

"Ela estava presente no momento que o avião tocou o chão. Foi ela que me pegou pela mão e me conduziu para a nova vida. Ela havia deixado o corpo momentos antes e, espírito de elevada moral que era, teve forças para comparecer ao local junto ao grupo de socorro para ajudar-me e a muitos que ali estavam. Como vês, Deus é sempre por nós!"

Mesmo hoje, depois de tantos anos, se me perguntarem o nome desde amigo, eu ainda direi: "não sei...".


Jim Taylor


(Psicografado por: Cleber P. Campos)




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Dance with me - Orleans


10 outubro 2012

Tu e eu somos iguais



Minha alma instruiu-me e ensinou-me a nunca me ufanar por um elogio, nem me deprimir por uma censura.

Antes de minha alma falar, eu vivia na incerteza acerca do valor das minhas ações e precisava de alguém para me orientar.

Mas agora, aprendi que as árvores florescem na primavera e dão frutos no verão, sem almejar louvor algum, e desfolham-se no outono e desnudam-se no inverno sem temer os censores.

Minha alma instruiu-me e ensinou-me que não sou superior aos pigmeus nem inferior aos gigantes.

Antes de minha alma falar, eu costumava classificar os homens em duas categorias: os fracos que desprezava e de quem me apiedava - e os fortes que seguia ou contra os quais me rebelava.

Mas agora, sei que fui amassado com a mesma argila com que todos os homens foram amassados.

Minha essência é igual à sua essência.

Meus elementos são iguais aos seus.

Minhas aspirações e as suas aspirações convergem.

E nossos alvos convergem.

Quando pecam, eu também sou responsável. E quando agem meritoriamente, compartilho o seu mérito.

Quando andam, ando com eles, e quando param, eu também paro.

Minha alma instruiu-me e ensinou-me.

E tua alma te instruiu, meu irmão, e te ensinou.

Tu e eu somos iguais.

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Iguais na essência... Iguais nos meios e condições recebidos para progredir...

Não há ser que não esteja aqui na Terra para aprender.

Misturada na água da argila ainda úmida, o escultor derramou gotas de perfectibilidade, fazendo com que sua obra, embora já guardando beleza sem igual, pudesse ainda se aformosear infinitamente através das eras.

Não há ser que não esteja aqui para conviver.

Em nossos elementos fundamentais, o grande alquimista combinou a individualidade com a coletividade.

Misturou o eu com o nós, fazendo-nos dependentes uns dos outros para que nos amparássemos mutuamente, contudo, entregou-nos o controle pleno apenas de uma das partes: do eu.

Não há ser que não esteja aqui para amar.

Nas mãos cuidadosas do artesão estava o amor, em sua expressão mais alva e luminescente, transformando o barro elementar em peça sem forma e dimensões materiais. 

Fez-se o imponderável, o abstrato. 

E nada foi como antes...

* * *

Por mais que tenhamos aberto vales entre nós, através dos tempos; por mais que tenhamos nos apartado uns dos outros sob a égide de brasões, bandeiras, crenças e cores múltiplas, essencialmente, somos iguais.

Por mais tenhamos nos afastado uns dos outros, corroídos pelos preconceitos, pela dificuldade em conviver com o diferente, faz-se urgente entender que o diferente está apenas na casca.

Triste época! - Afirmou Einstein. - Mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

É chegado o tempo de aplicar as potências humanas que desvendaram as estruturas atômicas, no descobrir a alma em toda sua complexidade e beleza, e de encontrar em seu núcleo luzente as partículas comuns a todos nós: a perfectibilidade e o amor.


(Redação do Momento Espírita - com base em trecho da obra “Curiosidades e belezas”, de Gibran Khalil Gibran, ed. Acigi; e no cap. “Tu e eu somos iguais”, do livro “O que as águas não refletem”, de Andrey Cechelero, edição do próprio autor.)




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Incentivo à leitura infantil - Campanha Itaú Criança



O Itaú está com uma campanha cultural muito bacana!

Nessa campanha eles estão incentivando a leitura de livros pelos pais para seus filhos.

Se você tem filhos, sobrinhos ou gosta de crianças (e quem não gosta?) peça sua coleção inteiramente gratuita no site deles.


Ao final da página clique no link: “Peça aqui sua coleção” -  depois é só preencher com seu endereço e dados pessoais  para receber a coleção em até 20 dias, na sua casa.

Totalmente grátis!

Participei da primeira campanha e os livros chegaram direitinho, muito bem embalados, em minha residência.

Fica aqui a dica!

Clique  www.itau.com.br/itaucrianca  e confira.


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09/11/12
Registrando: recebi hoje meus livros infantis da Campanha Itaú Criança, enviados via correio. São eles: "Lino" - de André Neves, "Poesia na varanda" - de Sonia Junqueira e "O grande urso esfomeado" - de Don e Audrey Wood. 
Textos lindos e ricamente ilustrados! 
Parabéns ao Itaú pela Campanha! As crianças agradecem.


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07 outubro 2012

Saudade de Deus



Não sou filósofa, nem sequer estudiosa, sou só curiosa, mas sou platônica e portanto sou nostálgica.

Tenho saudade de Deus.

Existe uma idéia apaziguadora, talvez romântica, talvez mística que me explica anseios, intuições e empirismos: nos recordamos de Deus, por isso, naturalmente, nos voltamos para o Belo e Bem, num impulso atávico.

Queremos voltar para de onde saímos.

Para Platão, a alma imortal em sua vida pré terrena contemplou Deus, portanto ficou nela uma reminiscência, um conhecimento daquilo que existe desde sempre, uma afinidade originária.

Lembramos de Deus, sem saber, sem conhecer.

Lembramos de Deus porque de alguma forma estamos impregnados dele.

Não quero dar uma conotação religiosa pois o Deus do qual lembramos não mora em templos nem é filiado a religiões.

Lembramos de Deus sem rezar, sem intermediários, sem revelações.

Somos essencialmente bons.
Queremos a verdade.
Buscamos a harmonia.
Amamos.
Procuramos a felicidade.
Sonhamos com a imortalidade.

Vivemos em busca de um sentido maior para nossa existência talvez porque no fundo a gente se lembre de “uma estado ou forma de existência que deixamos de ter”.

Talvez porque um dia vislumbramos Deus e conhecemos a plenitude é que nos inclinamos na direção do Bem.

É como ter um fio condutor invisível que seguimos por intuição. É como ter uma canção cósmica que nos guia e identifica; uma memória fluida e atemporal impressa na pele da alma que nos lembra o que não sabemos que sabemos.

Pode ser um pensamento infantil, que não resista às mais básicas considerações da ciência e da teologia.
Não me importa.

Gosto de pensar que existe Deus no DNA da minha alma.

Que de todas as sensações, vivências e impressões a mais importante é a lembrança inata e indelével de tempos anteriores ao próprio Tempo.

Gosto de pensar que aqueles fugidios momentos de paz e felicidade absolutas que nos surpreendem gratuitamente, assim, do nada, acontecem porque por alguma fresta da percepção e da memória, nos lembramos do que sentimos quando contemplamos Deus.

Gosto da idéia de que podemos acionar ou acessar um conhecimento que temos desde sempre, como se soubéssemos, mesmo sem saber, o que procuramos.

Gosto de confiar no amor como método.

Gosto de acreditar que quando me sinto inundada de serenidade e harmonia, estou reavivando uma nostalgia de plenitude.

Nascemos com sede e fome desse contentamento.

Uma espécie de saudade de casa.

A Paz nos é familiar, desde sempre!
(Nós já a experimentamos...num tempo embrionário.)

Muita paz!

(Hilda Lucas)

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Dica de livro: “Só o Amor é Real - Uma história de almas gêmeas que voltam a se unir”, de Brian Weiss



Estou relendo este livro cuja história me tocou o coração há muito tempo atrás e cuja leitura recomendo àqueles que se interessam pelo tema Terapia de Vidas Passadas e Reencarnação e aos que ainda tem alguma dúvida sobre as Almas Afins ou Almas Gêmeas.

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Pedro e Elisabeth não  se conheciam e não tinham nada em comum, exceto o fato de serem ambos jovens e de sofrerem de ansiedade e depressão.

Começaram a fazer terapia com o Dr. Brian Weiss e esta circunstância, aparentemente casual, revelou-se um verdadeiro estratagema do destino.

Graças à sua mente aberta e à sua experiência com terapia por regressão, o Dr. Weiss intuiu desde logo que Pedro e Elisabeth estavam intimamente ligados um ao outro.

 Ambos descreviam, com uma nitidez espantosa, experiências das mesmas vidas passadas.

Seria possível que eles se tivessem amado ao longo de várias vidas e que estivessem agora separados?

"Só o Amor é Real" descreve o longo e, por vezes, doloroso processo da reunião destas almas gêmeas e a emocionante descoberta do amor que as uniu ao longo de séculos.

Mas revela também uma importante mensagem: que cada um de nós tem uma "alma gêmea", uma pessoa que nos acompanha ao longo das nossas vidas.

Para cada um de nós, existe uma pessoa especial.

Editora Sextante.


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Dica do Blog: Série “Saving Hope”, no canal GNT




A série médica "Saving Hope", mostra  um casal de médicos, Alex Reid (Erica Durance) e Charles Harris (Michael Shanks), que sofrem um acidente de carro, onde Charles acaba entrando em coma.

Enquanto isso, o espírito de Harris vagueia pelo hospital, preso entre dois mundos, tendo como companhia as almas daqueles que morrem no local, mas que já estão de partida para o outro lado.

A série mostra de forma humana os casos médicos que surgem no dia a dia do hospital e ao mesmo tempo a presença do espírito de Charles, tentando mostrar à sua noiva Alex que ainda  pode vê-la  e ouvi-la. 

Canal GNT, sábado as 21:00 hrs.

Recomendo, ok?


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