"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

13 dezembro 2013

Confia


Aprenda a confiar no que está acontecendo.
Se há silêncio, deixa-o aumentar, algo surgirá. Se há tempestade, deixa-a rugir, se acalmará.

(Lao Tsé)


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12 dezembro 2013

Dica de livro: "Anjos à mesa" - de Debbie Macomber


Shirley, Goodness e Mercy sabem que o trabalho de um anjo é interminável - especialmente na véspera do Ano-novo.

Ao lado de seu novo aprendiz, o anjo Will, elas se preparam para entrar em ação na festa de um de ano da Times Square.

Quando Will identifica dois solitários no meio da multidão, ele decide que a meia-noite será o momento perfeito para dar aquele empurrãozinho divino de que eles precisam para acabar com a solidão.

Então, por "acidente", Lucie Ferrara e Aren Fairchild esbarram-se no meio da alegria da festa, mas, assim como se aproximam, acabam se perdendo: um encontro marcado que não acontece os afasta pelo resto da vida. Ou será que não?

Um ano depois, Lucie é a chef de um novo e aclamado restaurante, e Aren é um colunista de sucesso em um grande jornal de Nova York.

Durante todo o ano que passou, os dois não se esqueceram daquela noite.

Shirley, Goodness, Mercy e Will também não se esqueceram do casal...

Para uni-los novamente, os anjos vão usar uma receita antiga e certeira: amor verdadeiro mais uma segunda chance (e uma boa dose de confusão), para criar um inesquecível milagre de Natal.



Editora Novo Conceito.


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Eu sonhei que tu estavas tão linda - Pedro Mariano


Romantismo puro, na voz de Pedro Mariano...

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08 dezembro 2013

O menino que fui volta sempre em Dezembro


Não sei se dezembro mexe com vocês como mexe comigo. 

Provavelmente não. 

Amar dezembro como eu o amo, esperá-lo como eu o espero, senti-lo como eu o sinto, reconheço que parece coisa de criança. 

E é. 

Às vezes, o menino que eu fui há tanto tempo volta e assume a direção do homem maduro que eu já deveria ser. Em dezembro o menino sempre vem. Vem e altera minha vida.

Logo nos primeiros dias do mês, já acordo diferente. As notícias do rádio, da TV e do jornal são aquelas de sempre: doença, miséria, fome, tragédia, desgraça, destruição. Há quem mata por nada. Há gente humilhada, gente ofendida, gente espezinhada, gente ressentida. Pessoas que acham o otimismo um escárnio e consideram a felicidade só uma palavra longa, sem nenhum significado.

Gente que sofre em dezembro tanto quanto sofre todo mês, de janeiro a novembro. Eu sei. Mas em dezembro eu sempre acredito que nem tudo esta perdido, que alguma coisa pode mudar. Defeito? Acho que sim. Ingenuidade? Creio que é. E tenho certeza de que herdei os dois, o defeito e a ingenuidade, de minha mãe.

Quando chegava dezembro, minha mãe esquecia as mágoas, fingia não estar sentindo mais a sinusite que atormentava os seus dias e concentrava-se toda nos preparativos para o Natal.

O Natal, para ela, eram os presentes, a árvore, os enfeites, a ceia, as nozes, o doce de semente de papoula cuja receita, uma preciosidade, tinha atravessado o mar e chegado com a família ao Brasil.

O Natal era isso tudo e, mais importante, eram os filhos reunidos todos em volta da mesa, tentando esconder as lágrimas trazidas pela simples, mas comovente Noite Feliz.

Chorávamos todos, no Natal, e sabíamos muito bem por quê. 

Chorávamos porque pressentíamos que um dia nos faltaria até aquele raro momento de comunhão, aquele instante único no ano, fruto da tenacidade daquela mulher que, chorando mais do que todos nós, dava graças a Deus por ter conseguido de novo, pelo menos por uma noite, colar os estilhaços de sua família.

Ela procurava nos ensinar, Natal após Natal, que tínhamos nascido para viver juntos. E nós sabíamos que passados aqueles instantes mágicos, voltaríamos a nos estranhar, a nos maldizer, a nos afastar.

Sabíamos que, um dia, não pousariam mais sobre nós aqueles olhos azuis, que não nos reuniríamos mais sob o irresistível apelo daquela doce voz.

Minha mãe amava dezembro porque dezembro era o mês do Natal e porque acreditava que, na época do Natal, as pessoas se tornavam melhores e os milagres se tornavam possíveis.

De janeiro a novembro, pedir-lhe algo que não pudesse dar era deixá-la triste. Em dezembro, era deixá-la arrasada. Ela sempre achou, até o fim, que no mês do nascimento de Jesus, não se devia negar nada a ninguém.

Conhecendo essa fraqueza do seu coração, eu lhe pedi uma vez, num longínquo dezembro, que ela me trouxesse do centro, onde ia fazer as últimas compras para o Natal, um almanaque de histórias em quadrinhos. 

Foi pura maldade do menino que eu era. O almanaque era caro e eu não ignorava que o dinheiro para a ceia do dia 24, arrancado com tanto sacrifício do meu pai, estava bem mais curto do que em outros anos. Foi o que ela me disse. Insisti, bati o pé, chorei. Quando saiu, ela estava quase chorando também.

Algumas horas depois, quando ela voltou e começou a colocar os pacotes em cima da mesa, eu não lhe dei tempo nem de tomar água. Quis logo saber se havia comprado o que eu tinha pedido.

Suspirando, ela, do fundo de uma sacolinha, puxou o almanaque. Só então eu notei que suas mãos e seus braços estavam feridos. Baixando os olhos, vi também dois machucados enormes nos joelhos. Perguntei o que tinha acontecido e minha mãe me contou que, quando o bonde tomado por ela na Praça da árvore se pôs em movimento, meu almanaque havia deslizado do seu colo e caído na rua.

Prevendo que eu não ia acreditar naquilo, ela, desesperada, saltou do bonde e estatelou-se com os pacotes no chão. Por pouco não foi atropelada por um carro. O motorista, furioso, tinha xingado minha mãe de louca. Vendo-a desamassar cuidadosamente os pacotes, senti que o motorista não tinha errado ao xingá-la. Ela era louca, sim. Louca de amor pelos filhos, pela família, pelo Natal.

Desde esse remoto dia, toda vez que dezembro vem eu lamento não ter herdado um pouco mais dessa saudável loucura, um pouco mais dessa bendita ingenuidade de minha mãe.

Gostaria de sonhar, com a mesma intensidade com que ela sonhava, gostaria de acreditar, com a mesma intensidade com que ela acreditava, que em dezembro os milagres são possíveis, que em dezembro tudo pode mudar.

(Raul Drewnick)


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07 dezembro 2013

Saudade...

Não sei se foi a chuva, se foi o silêncio ou a solidão, mas hoje a saudade chegou mais cedo. 
O tempo todo em volta de mim querendo atenção...
Resisti o quanto pude, mas sem que eu percebesse ela me abraçou e virou lágrima...


Saudade é amar um passado que ainda não passou. É recusar um presente que nos machuca. É não ver o futuro que nos convida...

(Pablo Neruda)

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Quem quiser plantar saudade, trate de escaldar a semente. Plante no solo bem duro, onde o Sol seja mais quente. Pois se plantar no molhado, ela cresce e mata a gente.

(Maomé)



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Um pouco de Nelson Mandela...


Não existe caminho fácil para a liberdade.
Sabemos que nenhum de nós consegue, sozinho, alcançar o sucesso. Devemos, portanto, atuar juntos, como um povo unido, para a reconciliação nacional, para a construção da nação, para o nascimento de um novo mundo.
Que haja justiça para todos.
Que haja paz para todos.
Que haja trabalho, pão, água e sal para todos.
Que cada um de nós saiba que o seu corpo, a sua mente e a sua alma foram libertados para se realizarem. Nunca, nunca, nunca mais deixaremos esta bela terra voltar a experimentar a opressão de uns sobre outros.
Vamos deixar a liberdade reinar.

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A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.

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O bravo não é quem não sente medo, mas quem o vence.

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Não me julgue pelo meu sucesso. Me julgue por quantas vezes eu caí e consegui me levantar.

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Não há nada como regressar a um lugar que está igual para descobrir o quanto a gente mudou.

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Uma boa cabeça e um bom coração formam uma combinação formidável. Mas quando você adiciona a isso uma língua ou uma caneta alfabetizada, aí você tem algo realmente muito especial.
Você não encontrará nenhuma paixão se se conforma com uma vida que é inferior àquela que é capaz de viver.

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Depois de escalar uma grande montanha se descobre que existem muitas outras montanhas para escalar.

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A bondade do homem é uma chama que pode ser escondida, mas nunca extinta.

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Se você fala com um homem numa linguagem que ele compreende, o recado entra na cabeça dele. Se você fala com um homem em sua língua, o recado vai para o seu coração.

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Lidere de trás e deixe os outros acreditarem que eles estão à frente.

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Você não encontrará nenhuma paixão se se conforma com uma vida que é inferior àquela que é capaz de viver.

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Se você quer fazer as pazes com seu inimigo, você tem que trabalhar com seu inimigo. Assim, ele se torna seu parceiro.

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Ser livre não é apenas se livrar das correntes que lhe prendem, mas viver sendo capaz de respeitar e engrandecer a liberdade dos outros.

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Você não é amado porque você é bom, você é bom porque é amado.

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Eu sou o capitão da minha alma.

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Devemos promover a coragem onde há medo , promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero.

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Perdoem. Mas não esqueçam!

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Não há nada como regressar a um lugar que está igual para descobrir o quanto a gente mudou.

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Ninguém nasce odiando as pessoas por causa da cor de sua pele, ou por seu passado, ou por sua religião. As pessoas aprendem a odiar e, se elas podem aprender a odiar, elas também podem aprender a amar - já que amar é um sentimento que vem com mais naturalidade ao coração humano do que o seu oposto.


(Nelson Mandela)




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As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.

(Rubem Alves)


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Faísca Divina


A Faísca Divina, quando eclode na alma humana, num dos seus momentos de grande ternura ou sensibilidade espiritual, ateia o fogo renovador do espírito e transforma um "farrapo humano" num herói, ou um tirano num santo.
Não importam os séculos e os milênios que já vivemos na matéria em contacto com a animalidade, no sentido de desenvolvermos a nossa consciência e enriquecermos nossa memória sideral.
No momento oportuno de maturidade e progresso espiritual, o anjo que mora em nós assumirá definitivamente o comando do nosso ser.

(Ramatis)


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02 dezembro 2013

Carol of the Bells - Pentatonix


Maravilha!!...

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A criança que fui - José Saramago


Quero é recuperar, saber, reinventar a criança que eu fui.
Pode parecer uma coisa um pouco tonta: um senhor nesta idade estar a pensar na criança que foi.
Mas eu acho que o pai da pessoa que eu sou é essa criança que eu fui.
Há o pai biológico, e a mãe biológica, mas eu diria que o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui.

(in  José Saramago nas Suas Palavras)


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