"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

27 dezembro 2014

Tributo ao Tempo


Dizem que a vida é curta, mas não é verdade.
A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.
E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança tranqüila brincando de esconde-esconde.
Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando ‘NÃO’:
a viagem que não fizemos,
o presente que não demos,
a festa que não fomos,
o amor que não vivemos,
o perfume que não sentimos.

A vida é mais emocionante quando se é ator e não expectador,
quando se é piloto e não passageiro,
pássaro e não paisagem,
cavaleiro e não montaria.
E como ela é feita de instantes,
não pode nem deve ser medida em anos ou meses,
mas em minutos e segundos.
Esta mensagem é um tributo ao tempo.
Tanto aquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto aquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro.
Porque a vida é agora.
Não tenha medo do futuro,
apenas lute e se esforce ao máximo para que ele seja do jeito que você sempre desejou.
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.

(Dalai Lama)



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24 dezembro 2014

23 dezembro 2014

A Nostalgia do Natal – Richard Simonetti


Um amigo dizia:

– Não sei por que o Natal traz-me indefinível nostalgia, relacionada com algo muito importante, esquecido no passado distante… Talvez uma ligação afetiva, um amor que se foi na voragem do tempo, uma situação mais feliz ou – quem sabe? – a própria pureza perdida.

Embora estejamos diante de um paradoxo, já que a gloriosa mensagem natalina deveria inspirar sempre alegrias e esperanças, muitas pessoas experimentam esse sentimento, associado a situações do passado próximo, na existência atual ou ao passado remoto, em existência anteriores.

Basicamente, amigo leitor, eu diria tratar-se da nostalgia por um ideal nunca realizado. 

O magnetismo divino que emana da manjedoura, nas comemorações do celeste nascimento, estabelece o confronto entre as propostas sublimes do Evangelho e a realidade de nossa vida. 

Do distanciamento entre o que somos e o que Jesus recomenda, sustenta-se a nostalgia.

O simples fato de se comemorar o Natal com festas ruidosas regadas a álcool, com sacrifício dos animais que o homenagearam junto à manjedoura, e o desperdício de dinheiro e saúde pelos excessos cometidos, em detrimento dos que não tem o que comer, demonstra quão longe estamos do Evangelho, dos valores de fraternidade e solidariedade preconizados e exemplificados por Jesus.

Curiosa situação essa, em que se festeja um aniversário esquecendo o aniversariante e, sobretudo, o significado de seu natalício.

Basta lembrar alguns dos ensinamentos do Mestre, que sistematicamente negligenciamos para perceber o porquê da nostalgia do Natal. 

Usando imagens claras e objetivas, retiradas do cotidiano, Jesus fala-nos com a simplicidade da sabedoria autêntica e a profundidade da verdade revelada.

Aos que criticam e condenam, demonstra, na inesquecível passagem da mulher adúltera, que ninguém pode atirar a primeira pedra, porque todos trazemos mazelas e imperfeições…

Aos que se perturbam com dificuldades do presente e temores do futuro, recomenda que procurem o Reino de Deus, cumprindo a sua justiça, com o empenho de levar a sério seus deveres para com o próximo, agindo com retidão de consciência, e tudo o mais lhes será dado por acréscimo.

Aos que se apegam aos bens materiais, recorda que não se pode servir a dois senhores, a Deus e às riquezas, e exemplifica com a história de um homem ambicioso que ergueu muitos celeiros e amealhou muitos bens, mas morreu em seguida, sem poder desfrutá-los, nada levando para o Além senão um comprometedor envolvimento com os enganos do Mundo…

Aos que usam de violência para fazer prevalecer seus interesses, esclarece que quem com ferro fere, com ferro será ferido…

Em todos os momentos, diante de qualquer dificuldade ou problema, temos no Evangelho o roteiro precioso, capaz de nos ajudar a definir a melhor atitude, o comportamento mais adequado, a iniciativa mais justa, sempre fazendo ao próximo o bem que desejamos para nós.

Consumimos rios de dinheiro a procura de conforto, prazer, entretenimento, buscando o melhor para nossa casa, nossa aparência, nossa saúde, e deixamos de lado o recurso supremo, que não custa absolutamente nada: as lições de Jesus.


Se o fizéssemos saberíamos que muitas vezes temos procurado a felicidade no lugar errado, à distância do que ensinou e exemplificou o Cristo, colhendo, invariavelmente, desilusões e tristezas que sustentam a nostalgia do Natal.


(Richard Simonetti)


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19 dezembro 2014

Para você...



Que o caminho venha ao teu encontro.
Que o vento sempre sopre às tuas costas e a chuva caia suave sobre teus campos. 
E até que voltemos a nos encontrar, que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.
Que vivas todo o tempo que quiseres e que sempre possas viver plenamente.
Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram, porém nunca te esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos, porém nunca te esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis.
Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram, porém nunca te esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.
Que o dia mais triste de teu futuro não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.
Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio, uma lua cheia em uma noite escura, e que o caminho sempre se abra à tua porta.
Que vivas cem anos, com um ano extra para arrepender-te.
Que o Senhor te guarde em sua mão, e não aperte muito seus dedos.
Que teus vizinhos te respeitem, os problemas te abandonem, os anjos te protejam, e o céu te acolha. 
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.
Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.
Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.
Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e cada noite tenhas muros contra o vento, um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo, risadas que consolem aqueles a quem amas, e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe.
Que vejas os filhos de teus filhos, que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.

Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.
Que Deus te conceda muitos anos de vida; com certeza Ele sabe que a terra não tem anjos suficientes e assim seja a cada ano, para sempre...


(Antiga Oração Celta)


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Pedro Mariano e Orquestra - Certas coisas


Não existiria som se não houvesse o silêncio
Não haveria luz se não fosse a escuridão
…
Eu te amo calado como quem ouve uma sinfonia
de silêncios e de luz

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As lágrimas de um Guardião Espiritual



"Só Deus é quem sabe os reais motivos das coisas, mas é muito triste ver tantos filhos espirituais caindo nas malhas das trevas.

Alguns, por orgulho; outros, por pura perfídia.

E também há aqueles que foram seduzidos pelas coisas do mundo – ou levados por amigos levianos para as praias da irresponsabilidade.

Essas lágrimas que você vê lavando o meu semblante, são por causa da ingratidão que tanto tenho visto bloquear a caminhada espiritual das pessoas. E são tantas...

E eu sei as consequências disso! Pois, eventualmente, diante da Luz espiritual - que dissolve todas as máscaras e verga o ego mais renitente -, elas regurgitarão extra-fisicamente toda má vontade e sentirão o aguilhão da dor rompendo a inércia que acalentaram em sua vida.

E aqueles que estão fazendo o mal em nome dos espíritos trevosos, ah, esses engolirão a própria magia danosa que soltaram no mundo. E que Deus tenha piedade deles!

Eu choro pelos filhos espirituais que abraçaram as trevas!

Em lugar da Luz redentora e do serviço construtivo, muitos preferiram acasalar-se com as entidades maléficas do Astral inferior. E o pior: acham-se o máximo.

E mexer com o porão do Umbral é altamente perigoso.

Eu choro pelos trabalhadores espirituais que sucumbiram à virose do ego negativo e se deixaram levar pelas marolas ilusórias dos agentes trevosos.

Eles eram da Luz – e prometeram muito antes de descerem às lides da carne...

Porém, na crosta do mundo, não fizeram jus ao que planejaram. E, pelo contrário, deitaram com as trevas – e, hoje, andam com os pés sujos da lama do Umbral.

Eu choro porque alguns deles se vestem de branco, e até parecem dignos externamente, mas, os seus corações são escuros como a hipocrisia que os devora internamente. E alguns se acham uma sumidade em suas áreas...

O meu choro não é de julgamento sobre o que eles fazem!

Eu choro pelo desperdício de potencial – e porque eles não eram assim antes.

E eu sei onde isso vai dar... Pois já vi muitos casos e sei das dores que o mundo não vê. 

E, muitas vezes, só às portas da morte é que alguns percebem o quanto de prejuízo espiritual levaram.

Eu sou apenas um humilde guardião espiritual, e o Alto é que me guia...

Mas, já vi muitas coisas nas lides espirituais e sei o quanto as pessoas gostam de se agarrar a ilusões – e o quanto elas são capazes de renegar a Luz.

O meu choro é de guardião, um choro honrado! E deixo que você veja minhas lágrimas como mais uma forma de alerta aos encarnados. Para que saibam que os guardiões também choram...

A nossa função é a proteção espiritual dos que trabalham pela Luz e, por isso, não julgamos o comportamento particular de ninguém. Mas, também é nossa função projetarmos no mundo os alertas que o Alto nos incumbiu. E, hoje, isso está sendo feito por meio dessas lágrimas que você está vendo.

Estou cumprindo minha tarefa. Agora, cumpra a sua e escreva, na Força do Espírito. E que o Alto nos abençoe.

E ai daqueles que fazem os seus guardiões extrafísicos chorarem!”


Então, após me dizer tudo isso, ele juntou suas mãos e saudou-me respeitosamente – e foi embora, silenciosamente.
E eu fiquei quietinho e comovido, refletindo e admirando a grandeza e a honra desses espíritos guardiões, que tanto seguram invisivelmente a barra da gente.
Ah, tem coisas que não têm preço! Uma delas é receber a visita extrafísica de um guardião desses. É uma honra mesmo!
Oxalá as suas lágrimas de alerta também sirvam para reflexões sadias de outros estudantes e trabalhadores espirituais, para que não “deem mole” em suas jornadas espirituais e humanas – e que, mesmo diante das pressões do mundo, fiquem firmes em seus valores conscienciais.
Sim, tomara que as lágrimas de um guardião espiritual sejam capazes de despertar outras pessoas de sua inércia consciencial.
E que, em seus corações, haja Luz, sempre.
Paz e Luz.

(Wagner Borges)





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Vá agora!



Uma das lições mais surpreendentes que os nossos mestres oferecem é que a vida não termina com o diagnóstico de uma doença terminal.

Ao contrário, é aí que ela começa mais plenamente.

Ao reconhecer a realidade concreta da morte, os doentes compreendem que ainda estão vivos, que têm que viver a vida no agora porque, assim como nós, só tem essa vida agora.

A principal lição que os que estão à beira da morte nos ensinam é viver cada dia o mais plenamente possível. (...)

Você não vai receber outra vida como esta.

Você nunca mais vai desempenhar este papel e experimentar esta vida como foi dada a você.

Você nunca mais vivenciará o mundo como no conjunto de circunstâncias desta vida, exatamente dessa maneira, com esses pais, esses filhos e esses familiares.

Você nunca terá novamente este grupo de amigos.

Você não experimentará a Terra com todas as maravilhas novamente neste período da História.

Não espere o momento em que desejará dar uma olhada no oceano, no céu, nas estrelas ou nas pessoas queridas.

Vá olhar agora.



( in “Os Segredos da Vida”, de Elisabeth Kübler-Ross)



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Solitário ou solidário? - Richard Simonetti



Natal é tempo de alegria. Paradoxalmente, é também tempo de tristeza para aqueles que vivem dramas pessoais, envolvendo dolorosas perdas.

O amor que acabou.

O filho que partiu.

O casamento que se desfez.

Pode não ser o que perderam, mas o que não ganharam:

O amor que não foi correspondido.

O filho que não veio.

O casamento que não se realizou.

E o Natal, que é sinônimo de congraçamento, de reuniões festivas, inspira nessas pessoas o desejo de se trancarem em si mesmas, isolando-se na cidadela de suas frustrações.

Não é bom para a alma. 

Essa solidão voluntária e amarga contraria nossa natureza gregária. 

Fomos programados para conviver. 

Os meios de comunicação de que dispomos, pela palavra, que nos distinguem dos demais seres da criação, foram outorgados para a vida social.

Nosso desenvolvimento intelectual, moral e espiritual, bem como o equilíbrio de nossas emoções, dependem desse referencial – a vida em sociedade. 

Isolar-se é caminho certo para o desajuste.

Para que isso jamais nos aconteça, imperioso lembrar um dos objetivos principais da vinda de Jesus ao Mundo:

Foi para acabar com a solidão humana, a partir do cultivo de um amor diferente, que não falha, que não nos frustra, que nos realiza como filhos de Deus e nos faz sempre felizes.

Não é a ligação com alguém, na experiência do amor romântico. 

Não é a ligação com alguns, na experiência do amor família. 

É a ligação com a Humanidade, na divina experiência do amor universal.

Foi esse amor que Jesus ensinou e exemplificou. 

Foi esse amor que evocou na célebre passagem evangélica: Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? Minha mãe e meus irmãos são aqueles que cumprem a vontade de Deus.

Não estava menosprezando os familiares. Apenas destacava que, além da família humana, devemos cuidar também da família universal, dedicando a existência ao empenho de servir, que é o amor em ação. 

Aqueles que servem, que se envolvem com o Bem, que ajudam o próximo, jamais são solitários.

Madre Tereza de Calcutá, a companheira dos párias e moribundos…

Irmã Dulce, a amiga dos enfermos…

Chico Xavier, que escancarou para nós as portas do mundo espiritual…

Eurípedes Barsanulfo, apóstolo do ensino, extraordinário médium de curas…

Léon Denis, o filósofo do Espiritismo…

Esses inesquecíveis benfeitores guardam algo em comum: não se casaram, não tiveram filhos e, sobretudo, nunca foram solitários! 

Estiveram sempre envolvidos com muita gente, com os beneficiários de sua solidariedade, encontrando a felicidade, a realização pessoal, na glória do servir.

Às vezes a vida impõe que fiquemos sozinhos, inibindo a possibilidade do amor romântico ou do amor família, como uma convocação para o amor maior. 

Felizes aqueles que a entendem e aceitam. 

Poderão morar sozinhos, mas nunca em solidão.

Jamais alguém será solitário, enquanto for solidário.



Richard Simonetti



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16 dezembro 2014

Em 2014...


Em 2014, fomos pessoas melhores, por mais incrível que isso possa parecer...
Ficamos indignados quando necessário, emocionados e perplexos.
O que acontece é que o Homem de Bem age em silêncio, já os demais não...
Por isso tenhamos fé e persistência.
Os tempos são outros.
A bondade e a gentileza estão muito mais presentes no nosso planeta azul do que podemos imaginar.

Assistam o vídeo:


Google - Year in Search 2014





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14 dezembro 2014

Dica de vídeo: "O despertar da vida espiritual"- (José Trigueirinho Netto)


José Trigueirinho Netto, Trigueirinho Netto ou simplesmente Trigueirinho, foi roteirista, diretor e produtor cinematográfico, e desde o início dos anos 80 atua como líder espiritual e filósofo espiritualista.

Procurando atender aos que aspiram a compreender mais profundamente o ensinamento espiritual nos tempos de hoje e aplicá-lo na vida diária, Trigueirinho compartilha suas experiências e reflexões.

Nesta palestra aborda como despertamos para a vida espiritual e a unimos à vida matéria.


O reconhecimento interior do que somos e do que viemos fazer neste planeta são chaves para vivermos conscientemente a transição planetária.


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