"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

18 janeiro 2015

Meu pequeno paciente




Era um dia comum de trabalho.
Muito trabalho.
Não há trégua para quem trabalha em saúde pública...
Falta estrutura e pessoal técnico.
Sobrecarga de pacientes, a maioria impaciente com razão, e é engraçado que geralmente os mais graves são os mais serenos e os que mais reclamam são os que menos necessitam...
Todos são iguais perante Deus e os Homens, e o critério é dar prioridade aos que apresentam maior risco.
Eis que surge o pequeno F.
Cinco anos.
Com um caminhãozinho de plástico na mão, coisa rara entre os pequeninos hoje em dia. (Outro dia atendi um menininho de três anos com um inseparável tablet na mão e sua mãe dedicada ao celular dela, o tempo todo!)
Logo a mãe desabafa, preocupada com a alimentação dele... ”Tá magrinho, deve ter anemia!” “precisa de exames...”
E eis que logo de início, este pequenino falante e inteligente, um pontinho de luz, que nasceu num bairro pobre e violento onde eu trabalho, dispara qual metralhadora curiosa uma seqüência de perguntas e pensamentos que me encantaram com sua pureza, e demonstraram, entre outras coisas, sua preocupação com a violência, com a preservação da natureza e meio ambiente.

 “Doutora, não pode sujar o chão, mas tenho um amigo que faz isso...”, 
“ Um primo meu machucou o irmãozinho dele...que é bem pequenininho...isso não pode não é?...”,
“Você gosta de pic-nic? É bom ficar onde tem muitas flores...” ,
“Meu pai trabalha muito e não tem tempo pra conversar comigo...”,
“Gosto de comer jiló...”,
"Eu gosto muito das árvores, mas tem gente que derruba..."

E assim foram alguns dos inúmeros pensamentos daquele pequenino paciente.
A mãe me pedindo desculpas: ”Preciso achar o botão pra desligar esse menino!”
E eu encantada com aquela alma iluminada que estava ali na minha frente, que reencarnou com a missão de alavancar aquela família, carente material e espiritualmente, para a evolução.



*  *  *



17 janeiro 2015


De tudo ficaram três coisas
A certeza de que estamos começando.
A certeza de que é preciso continuar.
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda, um passo de dança.
Do medo, uma escada.
Do sonho, uma ponte.
Da procura, um encontro.

(Fernando Sabino)



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Dica de vídeo: "Diga sim à vida"


Lindinho.
Uma mensagem tão profunda, colocada de uma forma tão doce...
Merece ser visto.


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Há muitas moradas na casa de meu pai


Neste período de transição, espíritos inferiores serão redirecionados para outros planetas.

Uma rápida observação da sociedade global, nos dias de hoje, pode-nos deixar com amargas dúvidas sobre a veracidade de um progresso moral em nosso planeta.

A Era da Informação nos traz quase que exclusivamente, e em ritmo constante, as notas da podridão atual. 

Se é mesmo verdade que progredimos, por que a violência parece cada vez mais sádica, a corrupção (em todos os sentidos da palavra) mais presente, a intolerância mais radical? 

Por que a desigualdade cava, ainda, poços profundos entre as classes sociais e os indivíduos? 

Por que desaparecem os ideais comuns, dando lugar ao individualismo patológico?

O progresso, porém, é uma das leis naturais. Podemos não percebê-lo diretamente – e isso se dá mais por conta de nossa incapacidade de ver “o quadro todo” do que por uma ausência de progresso. Mas ele está lá.

Somente, o progresso não se dá de forma idealizada, ele não se comporta como um conceito e, por isso mesmo, não é tão facilmente reconhecível. 

Ele se comporta como um organismo que se cura contínua, mas lentamente – com pequenas recaídas que não comprometem o processo de cura.

De acordo com Santo Agostinho, se pudéssemos acompanhar todas as fases do mundo, perceberíamos sua evolução progressiva. 

Contudo, para nós, principalmente enquanto encarnados, essa evolução é praticamente imperceptível.

A sensação de estagnação (ou mesmo de regressão) que experimentamos atualmente se dá porque atravessamos um momento particularmente crítico da evolução do planeta, que sai de sua condição de mundo de provas e expiações para se tornar mundo de regeneração. 

Por essa razão, a humanidade parece estar mostrando sua pior face nas últimas décadas – é o momento de agonia antes da melhora definitiva, com uma concentração de espíritos inferiores que encontram suas últimas oportunidades de reencarnar na Terra. 

Caso não aproveitem essas últimas encarnações para evoluir de maneira significativa, esses espíritos serão redirecionados para outros planetas (as “outras moradas” às quais se referiu Jesus), para darem continuidade à sua caminhada evolutiva. 

Simultaneamente, levas de espíritos já um pouco mais evoluídos principiam a encarnar em nosso planeta.

É essa reconfiguração e o trânsito intenso de espíritos de graus bastantes diferentes de evolução que causam o “transtorno” que presenciamos hoje. 

Porém, trata-se de uma etapa imprescindível para o progresso moral da Terra.



(Ana Blume)







Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu te teria dito, pois vou para preparar-te o lugar.

(S. JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3)

*

A humanidade está chegando a um período muito perigoso e importantíssimo em seu desenvolvimento coletivo.

Vocês estão no ponto de emergir numa Comunidade Maior de vida inteligente.

Vocês encontrarão outras raças de seres que vêm ao seu mundo para proteger os interesses deles e descobrir quais oportunidades a eles são oferecidas.

Eles não são anjos ou seres angelicais. Não são entidades espirituais. São seres que vêm ao seu mundo para apropriar-se de seus recursos naturais, criar alianças e tirar proveito de um mundo emergente. Eles não são diabólicos. Eles não são santos. Neste sentido, eles se parecem muito com vocês. Simplesmente são levados por suas necessidades, suas associações, suas crenças e seus objetivos coletivos.







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Simples assim


Reflexão perante o momento do Planeta


É preciso que todos os dias, pelo menos por um minuto - quando a casa dorme, quando terminamos nossas atividades diárias e nosso coração se acalma - elevemos o nosso pensamento e pesemos o quanto contribuímos de fato para a paz de Espírito do planeta.

Porque a verdadeira guerra, os verdadeiros conflitos nascem dentro de nós, nascem quando somos grosseiros ou egoístas no dia a dia, impacientes com quem convivemos, ou deixamos de ter tolerância com os menos esclarecidos que nós, nasce quando deixamos de nos colocar no lugar do outro.

É difícil...eu sei bem...mas por isso cada um de nós está aqui, neste momento, para lembrar um ao outro sobre esta reflexão, do filho querido ao desconhecido que passa por mim.

Tolo é aquele que se acha inatingível.

Estamos todos conectados.

E o que afeta ao outro, mesmo distante, do outro lado deste planeta azul, afeta a mim e aos que eu amo.


16 janeiro 2015

Bridge Over Troubled Water - Josh Groban & Brian McKnight



Abençoados os corações flexíveis;
Pois nunca serão partidos. 
(Albert Camus)

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Música lindíssima.

Vejam a tradução, igualmente bela...



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Bridge Over Troubled Water (tradução):

Ponte Sobre Águas Turbulentas

Quando estiveres cansada
Sentindo-se pequena
Quando lágrimas estiverem nos teus olhos
Irei enxugá-las todas

Eu estou ao teu lado
Quando os tempos ficarem difíceis
E amigos não puderem ser encontrados
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me deitar
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu me estenderei

Quando tu estiveres arruinada
Quando estiveres na rua
Quando o anoitecer vier tão forte
Eu te confortarei

Eu me colocarei ao teu lado
Quando a escuridão chegar
E o sofrimento estiver pra todo lado
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me deitar
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu aliviarei a tua mente

Veleja, garota prateada*
Vá velejando
Chegou a sua hora de brilhar
Todos os teus sonhos estão a caminho

Veja como eles brilham
Se precisares de um amigo
Estarei navegando logo ao teu lado
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu aliviarei a tua mente
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu aliviarei a tua mente


*Sail on, Silver Girl = "continue navegando, garota prateada". Pode parecer estranho, mas foi uma homenagem a sua esposa, quando seus primeiros cabelos grisalhos começaram a surgir. Por isso "Silver Girl".




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Evolução


De muito longe venho, em surtos milenários;
Vivi na luz dos sóis, vaguei por mil esferas
e, preso ao turbilhão dos motos planetários,
fui lodo e fui cristal, no alvor de priscas eras.

Mil formas animei, nos reinos multifários:
fui planta no verdor de frescas primaveras
e, após desenvolver impulsos embrionários,
galguei novos degraus: fui fera dentre as feras.

Depois que em mim brilhou o facho da razão,
fui o íncola feroz das tribos primitivas
e como tal vivi, por vidas sucessivas.

E sempre na espiral da eterna evolução,
um dia alcançarei, em planos bem diversos,
a glória de ser luz, na Luz dos universos.

(R. C. Romanelli, in “O Primado do Espírito” - Editora Síntese)





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