"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

18 abril 2014

Step Out - Jose Gonzalez


Da trilha sonora do belíssimo filme "A vida secreta de Walter Mitty", cuja mensagem continua a nos acompanhar após os créditos finais e nos faz refletir durante muito tempo...


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Constatação...


Pra ler todo dia...


Em paz...


Sexta-feira da Paixão



Lembremos, hoje é um dia para refletir sobre todo sofrimento pelo 

qual passou Jesus, esse Espirito Superior 

que esteve entre nós para alavancar a Humanidade de sua 

pequenez 

e foi de tal importância que simplesmente dividiu a História em 

antes e depois d'Ele.





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Tudo passa...


17 abril 2014

Gabriel García Marquez


O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão.

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A idade não é a realidade salva no mundo físico.
A essência de um ser humano resiste ao passar do tempo.
As nossas vidas são eternas, o que significa que os nossos espíritos continuam a ser tão jovens e vigorosos como quando éramos jovens.
Pensa no amor como um estado de graça...não é um meio para nada, mas sim o alfa e o omega.
Um fim em si mesmo.

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É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.
O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.



Gabriel García Marquez -  (1927 / 2014)



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Humildade


Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. 
É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o Céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe.

(Leonardo da Vinci)


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Se os tubarões fossem homens


Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?

Certamente, respondeu o Sr. K. 

Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. 

Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adotariam todas as medidas sanitárias adequadas. 

Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. 

Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. 

Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.

O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. 

Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. 

Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. 

Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. 

Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. 

Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.

Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. 

Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. 

Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. 

E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.

Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. 

Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.

Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. 

Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc.

Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.


(Bertold Brecht)



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Foi só um susto


"Escapei! Graças a Deus escapei!"

Foi o que passou pela minha cabeça quando cheguei à margem.

Cansado, meio zonzo ainda devido à queda e ao choque da pancada que o carro sofreu, fui me agarrando à pedras e arbustos para subir o barranco do rio e voltar à rodovia para pedir ajuda.

Quando finalmente cheguei lá em cima respirei fundo, buscando acalmar o vai-vém do peito para conseguir falar.

Voltei-me e vi o carro, que estava com metade da carroceria submersa no rio e que agora me parecia longe, lá embaixo.

Foi só um susto, pensei. Quem poderia imaginar que o estouro de um pneu me faria voar da ponte daquele jeito?

Novamente olhei para baixo e vi que muitas pessoas desciam o barranco, aproximando-se do carro. Na ponte, vários automóveis haviam parado para ver o que acontecia.

- Estou aqui! - gritei - Não há mais ninguém no carro!

Ignorando-me, os homens abriram a porta do carro e puxaram para fora outra pessoa. mas como, se eu estava sozinho? Quem era aquele cara?

- Morreu! - gritaram lá de baixo - Bateu a cabeça a cabeça e afogou-se.

Gelei. Aquele cara que retiraram do carro era eu.

Mas como, se estava são e salvo?

- Não estou morto, estou aqui! - berrava sem parar, quase em desespero. Sou jovem, não posso estar morto!

Mas, lá no fundo, eu senti que algo havia mudado. Sentia-me leve, estômago embrulhado. Podia ver e ouvir de forma estranhamente penetrante, como a ler os pensamentos ou mesmo antecipar as palavras daquelas pessoas.

Levaram meu corpo dali. Provavelmente iam enterrá-lo e não quis ir junto.

Senti medo. Estava confuso e não conseguia conter as lágrimas.

Pensava em minha mãe, meu pai, meus irmãos. Como dizer a eles que não foi minha culpa, que desta vez não estava correndo e que não havia abusado do álcool?

Por que nunca me disseram que morrer era assim? Quem poderia me ajudar?

Lembrei dos ensinamentos cristãos que recebera e finalmente pensei em Deus, pedindo auxílio.

- Reinaldo! - escutei uma voz de mulher me chamando.

Virei-me e vi, aproximando-se surgida não sei de onde, uma grande amiga falecida alguns anos.

Levantei-me e fiquei "duro", aguardando que se aproximasse, enquanto pensava: "ai meus Deus, morri mesmo!"

Márcia parou em minha frente e pude ver que estava ainda mais bela. Fitou-me com ternura e abraçou-me.

Senti uma imensa Paz e acabei adormecendo. Acordei numa enfermaria, onde fui tratado com muito carinho.

Recuperei-me do susto e compreendi o porque do regresso tão cedo.

Com a Graça de Deus, pude comunicar-me com meus familiares e tenho deles o apoio espiritual que necessito.

Trabalho hoje ao lado de Márcia, compondo uma equipe de socorro aos que desencarnam jovens como eu, na região oeste do Estado de São Paulo.

Trago esta mensagem aos jovens, para que todos saibam que a vida continua, embora mudanças nos sejam impostas em nome do nosso próprio crescimento e graças à vontade de Deus.

Boa noite a todos.



Reinaldo L. A.


(Psicografado por: Cleber P. Campos)






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