"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

22 setembro 2017


Evolução espiritual não significa chegar ao mais alto, 
mas sim chegar o mais perto. 
Mais perto de si mesmo.

(O Povo Azul)



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16 setembro 2017


Disse a anciã curandeira da alma:

Não doem as costas, doem as cargas. 
Não doem os olhos, dói a injustiça. 
Não dói a cabeça, doem os pensamentos. 
Não dói a garganta, dói o que não se expressa ou se exprime com raiva.
Não dói o estômago, dói o que a alma não digere. 
Não dói o fígado, dói a raiva contida. 
Não dói o coração, dói o amor. 
E é precisamente ele, o amor mesmo, 
quem contém o mais poderoso remédio. 


- Ada Luz -


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15 setembro 2017



Dizem que cada átomo do nosso corpo 
talvez já tenha sido parte de uma estrela que explodiu...
Talvez eu não esteja partindo. 
Talvez apenas esteja voltando para casa.


- Gattaca -



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Espiritualidade - Maitê Proença


Eu acredito em Deus. 

Acredito pra caramba!

Meus pais eram ateus convictos, do tipo que acha ingênuo quem crê no que a lógica não explica.

Mesmo assim aos 5 anos, por praticidade, me enfiaram numa escola de freiras onde vivi meus primeiros conflitos, digamos, existenciais.

Falava-se em pecado o tempo todo e eu passei a andar obcecada pelo chão tentando não matar formigas, já que matar era pecado e eu não podia imaginar nada tão mortífero quanto meu próprio pé, ou tão matável quando aquelas criaturas em quem até então eu só havia pensado para esmagá-las se me picassem.

Além disso o mundo ia fazer primeira comunhão e lá em casa ninguém falava no assunto.

Quando perguntei a minha mão se Deus existia, ela disse: "É igual papai-noel, existe pra quem acredita nele".

Ela sabia que eu já não acreditava.

Por fim, não deu certo a experiência com as freiras, me trocaram de escola e por uns bons anos fiquei livre daquelas questões.

Aí minha mãe morreu, meu pai pirou e eu fui parar num pensionato pra filhos de missionários americanos e luteranos.

Ali, rezava-se pra acordar, pra dormir, pra comer e pra louvar ao final de cada dia com cânticos espirituais.

As coisas eram certas ou muito erradas e não havia meio-termo.

O bom senso não servia pra nada e o que valia era a palavra de Deus segundo a interpretação que aquela gente fazia da Bíblia.

Bom, eu vinha de uma casa onde as pessoas filosofavam a vida e onde o pensamento era a maior diversão, então demorou um pouco pra eu conseguir aceitar o maniqueísmo que ditava as regras de minha nova moradia.

Mas o mar não estava pra peixe, e aquela gente religiosa tinha o coração puro e bom.

Eles tinham amor pra dar e eu uma cratera de carências pra preencher.

Nessa união justa, Deus entrou na minha vida pela primeira vez.

Entrou, claro, pela vala do amor e me encheu de conforto.

A cabeça viciada na lógica pensava: "Se eu nunca tivesse visto a cor azul não saberia imaginá-la, então se Deus não existisse, a imaginação do homem não o teria concebido."

Assim, li a Bíblia toda, o velho e o novo, e de resto sintonizei no amor divino e deixei rolar.

A primeira vez que me aconteceu uma experiência transcendental eu tinha 14 anos.

Estava deitada no chão, à toa, e sem mais nem menos meu espírito se descolou do meu corpo.

Não, eu não tinha fumado nada e também não estava em estado elevado de consciência, rezando ou coisa assim. 

Estava ali de bobeira mesmo, quando uma sensação de sublime leveza me arrebatou pra fora do corpo deitado, que meu outro ser, suspenso, passou a observar.

Eu ia subindo acompanhada por seres cuja forma eu não via, mas sentia, e o chão, o campo, o quarteirão, minha cidade foram se mostrando cada vez mais distantes e sem cor.

Tudo parecia preto e branco.

Então o mundo com meu corpo ali era cinza e sem graça, mas dentro do meu ser etéreo e cada vez mais distante havia uma festa de soberana harmonia.

Eu era dona de uma paz magnífica!

Não sei dizer por quanto tempo meu espírito ficou em êxtase, pode ter durado 30 minutos ou uma hora, mas guardo até hoje a sensação e acho que por causa dela não tenho medo da morte.

Naquela época fiquei uns três anos envolvida com coisas de Deus, e aí, não sei bem por que, larguei mão por um tempo.

Mas não totalmente.

Sempre viajei muito e em cada cultura buscava os locais e templos sagrados. Na maioria, independentemente da corrente religiosa, senti a presença de Deus.

Às vezes, quando era muito forte, passava horas tentando sintonizar a forma de louvor local, para então me abastecer de luz.

Aliás, Ele não liga, sabe, se a gente quer chamá-lo de Buda, Iemanjá, Maomé ou Jesus.

Ele não liga nem se a gente deixar de chamá-lo por um tempo.

Ele é dono do infinito e não tem pressa.

Mas então retomando, há 15 anos voltei a ter uma prática religiosa diária e pessoal, hoje devotada à face feminina de Deus, sendo Nossa Senhora o ponto alto de meu altar.

De lá pra cá os fenômenos foram muitos.

Não vou descrevê-los porque você vai achar que eu estou doidinha. 

Mas o fato é que na minha vida essas coisas acontecem.

Se não ocorrer o mesmo com você, amigo, não quer dizer que eu tenha um botão a menos, apenas que me abri para uma experiência a mais.

E tem mais uma coisa, que é o seguinte: eu acredito que o Senna, nosso ídolo, viu mesmo Deus naquela curva em Mônaco (*). Ele estava num estado especial de concentração e aconteceu. Não tinha por que se expor ao ridículo, dando a cara a bater para um bando de céticos, se não houvesse de fato visto o que viu. Você não viu, mas ele viu, oras.

Copérnico afirmou que a Terra era redonda e girava em torno do Sol.

Foi chamado de maluco, hoje sabemos que não era.

O Dhomini diz que ganhou o Big Brother porque estava com seu ponto firmado na oração de otimismo que recebeu de seu mestre.

Tereza D´Ávilla em êxtase levitava contra a própria vontade, tamanha a força de seu louvor, e na Índia, onde não se questiona o sagrado, essas coisas são corriqueiras.

Elas acontecem.

Acontecem na pausa.

Acontecem na hora do silêncio, entre uma respiração e outra.

Acontecem simplesmente.

Talvez estejam pra acontecer pra você.

Sshhhhh...


(Maitê Proença – atriz)


(Texto publicado na Revista Época, número 286 - 10 de novembro de 2003 – Ed. Globo)


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(*) Aírton Sena declarou numa entrevista para a revista Playboy (em 1990) que havia experimentado uma experiência fora do corpo no Japão, dentro do carro, momentos antes do início de uma prova. Nessa experiência rápida, ele narrou que viu Jesus. Daí em diante ele assumiu a condição ostensiva de cristão convicto.





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Michael Buble - Feeling Good


01 setembro 2017

O outro lado do Pai Nosso


Meu filho
que estás na Terra,
preocupado, solitário, desorientado.

Eu conheço perfeitamente teu nome,
e o pronuncio, santificando-o, porque te amo,
Não, não estás só, mas habitado por mim,
e juntos construiremos este Reino,
do qual tu és herdeiro.

Gosto que faças minha vontade,
porque minha vontade é que tu sejas feliz.

Conta sempre comigo e terás o pão para hoje.
Não te preocupes.
Só te peço que saibas compartilhá-lo com teus irmãos.

Sabes que em Cristo perdoei todas as tuas ofensas
antes mesmo que as cometesse,
e continuo a perdoar-te sempre que me pedes;
por isso te peço que faças o mesmo com os que te ofendem.

Para que nunca caias na tentação,
toma forte a minha mão e eu te livrarei do mal.

Te amo sempre.
Teu Pai.




(autor desconhecido)





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Apenas humano?



Quantas vezes você já ouviu a frase: "Você é apenas humano"... 

Quantas vezes você e outros minimizaram sua existência nessa frase? 

Quanto tempo você se colocou na mesma categoria com sete bilhões de outras vidas em seu plano terrestre?

Lembre-se, meu amado; você não é apenas humano. 

Você é o Amor Encarnado, você é um belo presente do Universo para o seu planeta, você é uma alma única, maravilhosa, valente e corajosa que escolheu "juntar-se à batalha" para mudar seu mundo e torná-lo um lugar melhor.

Você está distante de ser apenas humano. 

Você é tudo!


(por Jennifer Farley/tradução Vilma Capuano)





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27 agosto 2017

Why - Annie Lennox



Não conte os dias...viva-os.


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Os Trabalhadores da Luz – Quem são eles?


Os Trabalhadores da Luz são almas que possuem o forte desejo interior de difundir Luz (conhecimento, liberdade e amor) sobre a Terra.

Eles sentem isso como sua missão. São freqüentemente atraídos para a espiritualidade e para algum tipo de trabalho terapêutico.

Devido ao seu profundo sentimento de missão, os Trabalhadores da Luz sentem-se diferentes de outras pessoas.

Ao experimentarem diferentes tipos de obstáculos em seus caminhos, a vida os estimula a encontrar seu caminho próprio, único.

Os Trabalhadores da Luz quase sempre são indivíduos solitários que não se adaptam às estruturas sociais estabelecidas.

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A expressão “Trabalhador da Luz” pode provocar mal-entendidos, já que diferencia um grupo particular de almas, do resto.

Além disso, pode parecer sugerir que este grupo particular é de algum modo, superior aos outros, por exemplo, àqueles “não Trabalhadores da Luz”. 

Toda esta linha de pensamento está em desacordo com a própria natureza e objetivo do trabalho da Luz.

Permitam-nos expor brevemente o que há de errado nisso.

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Primeiro: pretensões de superioridade geralmente não são iluminadas. Elas bloqueiam seu crescimento em direção a uma consciência livre e amorosa.

Segundo: os Trabalhadores da Luz não são “melhores” nem “superiores” a ninguém. Eles simplesmente têm uma história diferente daquela dos que não pertencem a este grupo. 
Graças a esta história peculiar, que discutiremos mais adiante, eles têm certas características psicológicas que os distinguem como um grupo.

Terceiro: toda alma chega a ser um Trabalhador da Luz em determinada etapa do seu desenvolvimento. Portanto, a qualificação “Trabalhador da Luz” não está reservada para um número limitado de almas.

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A razão pela qual se utiliza o termo “Trabalhador da Luz” – apesar dos possíveis mal-entendidos – é porque ela traz associações e agita memórias dentro do peito para ajudar a recordar de sua verdadeira essência.

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Os Trabalhadores da Luz trazem consigo a habilidade de alcançar o despertar espiritual mais rapidamente que outras pessoas.

Eles carregam sementes internas para um rápido despertar espiritual.

Por causa disso, parecem estar numa via mais rápida que a maioria das pessoas, se assim escolhem.

Mais uma vez, isto não acontece porque os Trabalhadores da Luz sejam de algum modo almas “melhores” ou “superiores”. 

No entanto, eles são mais velhos que a maioria das almas encarnadas na Terra atualmente.

Esta idade “mais velha” deve ser entendida, de preferência, em termos de “experiência”, mais que de “tempo”.

Alcançaram um estágio particular de iluminação, antes de encarnarem na Terra e começarem sua missão.

Eles escolheram conscientemente envolver-se na “roda cármica da vida” e experimentar todas as formas de confusão e ilusão que fazem parte dela.

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Fizeram isto para compreender completamente “a experiência da Terra”.
Isto lhes permitirá cumprir sua missão. 
Só passando, eles mesmos, por todos os estágios de ignorância e ilusão, é que eles possuirão finalmente as ferramentas para ajudar os outros a alcançar um estado de verdadeira felicidade e iluminação.

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Mas, por que os Trabalhadores da Luz perseguem esta missão sincera de ajudar a humanidade, mesmo correndo o risco de se perderem, durante eras, na densidade e confusão da vida terrestre?

Eles presenciaram a véspera do nascimento da humanidade na Terra.
Eles fizeram parte da criação do homem. Foram co-criadores da humanidade.
Durante o processo de criação, eles fizeram escolhas e agiram de forma que mais tarde vieram a lhes causar um profundo arrependimento.
Vieram muitas vezes a Terra. São almas antigas, e embora muitas hoje sejam jovens, são dotados de muita sabedoria e decidiram retornar aqui e agora para reparar suas decisões anteriores e auxiliarem suas famílias espirituais e a humanidade em sua ascensão.

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As principais características psicológicas dos trabalhadores da luz são:

1 – Desde cedo em suas vidas, eles sentem que são diferentes. Quase sempre, sentem-se isolados dos outros, solitários e incompreendidos. Frequentemente tornam-se individualistas e têm que encontrar seus próprios caminhos na vida;

2 – Têm dificuldade para se sentir à vontade em empregos tradicionais e/ou em estruturas burocratas. Os Trabalhadores da Luz são naturalmente anti-autoritários, o que significa que resistem naturalmente às decisões ou valores baseados somente em poder ou hierarquia.
Este traço de antiautoritarismo está presente mesmo entre os que parecem tímidos e envergonhados. Ele está relacionado com a própria essência da missão deles aqui na Terra;

3 – Os Trabalhadores da Luz sentem-se atraídos para ajudar as pessoas, e muitos escolhem serem nesta vida terapeutas, professores, treinadores, etc. Podem ser psicólogos, curadores, professores, enfermeiros, coachees, etc.
Mesmo que a sua profissão não esteja diretamente relacionada com ajudar pessoas, sua intenção de contribuir para o bem-estar da humanidade está claramente presente. Sempre estarão envolvidos em promover o bem-estar coletivamente;

4 – Sua visão da vida é multicor em um sentido espiritualizado, de como todas as coisas estão relacionadas umas com as outras. Entende que tudo está em conexão. Consciente ou inconscientemente, eles levam dentro de si memórias de esferas de luz mais elevadas. Podem, ocasionalmente, sentir saudades dessas esferas de luz e sentir-se como um estranho na Terra;

5 – Honram e respeitam profundamente a vida, o que frequentemente se manifesta como afeição pelos animais e preocupação com o meio ambiente. A destruição de partes do reino animal ou vegetal na Terra pela ação do homem evoca neles profundo sentimento de perda e aflição;

6 – São bondosos, sensíveis e empáticos. Podem sentir-se incômodos ao se defrontarem com um comportamento agressivo e geralmente têm dificuldade para se defender.
Podem ser sonhadores, ingênuos ou profundamente idealistas, assim como insuficientemente “enraizados”, isto é, não ter os pés na terra.
Como eles têm facilidade para captar sentimentos e humores (negativos) das pessoas que os rodeiam, é importante que possam, regularmente, passar algum tempo a sós. Isto lhes permite distinguir entre seus próprios sentimentos e os das outras pessoas. Necessitam de momentos de solidão para recuperar a própria base e estar em contato com a mãe Terra.

7 – Viveram muitas vidas na Terra, nas quais estiveram profundamente envolvidos com a espiritualidade e/ou religião.
Estiveram presentes, em grande número, nas velhas ordens religiosas do seu passado, como monges, monjas, ermitães, psíquicos, bruxas, xamãs, sacerdotes, sacerdotisas, etc.
Foram os que construíram uma ponte entre o visível e o invisível, entre o contexto diário da vida terrestre e os reinos misteriosos de pós-vida, de Deus e dos espíritos do bem e do mal.
Por desempenharem este papel, muitas vezes eles foram renegados e perseguidos.
Muitos foram sentenciados à fogueira devido aos dons que possuíam.
Os traumas das perseguições deixaram profundas marcas na memória de suas almas.
Isso pode manifestar-se atualmente como medo de estar completamente enraizado, isto é, medo de estar realmente presente, porque vocês se lembram de terem sido brutalmente atacados por serem quem eram. Medo bloqueia as potencialidades, as habilidades e dons inatos.

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Um dos fatores que bloqueiam o caminho da iluminação para os Trabalhadores da Luz é o fato de terem uma pesada carga cármica, que pode levá-los a se extraviarem por bastante tempo.

Como afirmamos anteriormente, esta carga cármica está relacionada com decisões que eles tomaram com relação à humanidade em suas etapas iniciais.
Foram decisões essencialmente desrespeitosas para com a vida.

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Todos os Trabalhadores da Luz que vivem agora desejam corrigir alguns de seus erros passados e recuperar e cuidar do que foi destruído por causa disso.

Quando os Trabalhadores da Luz completarem seu caminho através da carga cármica, isto é, quando liberarem todo tipo de necessidade de poder, compreenderão que são essencialmente seres de luz.

Isso permitirá ajudar outras pessoas a acharem seu próprio caminho.

Mas primeiro eles mesmos têm que passar por esse processo, o que geralmente exige grande determinação e perseverança no nível interno.

Devido aos valores e julgamentos incutidos pela sociedade, os quais vão contra os impulsos naturais, muitos Trabalhadores da Luz se perderam, terminando em estados de desconfiança de si mesmos, autonegação e, inclusive, depressão e desesperança.

Isto porque eles não conseguem se adaptar à ordem estabelecida e concluem que deve haver algo de terrivelmente errado com eles.

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O que os Trabalhadores da Luz têm que fazer, neste ponto, é deixar de procurar valorização externa e realmente acreditar em si mesmo e verdadeiramente honrar suas inclinações naturais e seu conhecimento interior, e agir de acordo com sua vontade.

Acreditar na própria potencialidade é abrir as portas para uma vida com verdadeiro propósito e mais felicidade.



(Cynthia Miranda Martins)










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