"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

06 agosto 2019


Pois é...as vezes não somos nós que encontramos a emoção. 
Ela é que nos acha.
Por acaso.
Na forma de um vídeo e uma canção lindos...
Aos que perderam alguem especial. 
Aos pais distantes e tristes.
Aos filhos perdidos.
Não existe força maior que o AMOR.
Ele abre caminho onde é impossivel.
Ele une corações e almas desencontradas.
Ele cura feridas.
Que o véu que nos separa daqueles que foram antes de nós se desfaça.
Papai, onde o senhor e a mamãe estiverem...todos os meus dias são seus.

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01 junho 2019



Eu achava que nunca deixaria de doer.
Que havia machucado de tal modo que a dor nunca arredaria os pés dali.
Que aquele incômodo não passaria mais.
Eu estava enganada: passou. 
A memória me conta com frequência cada vez menor o que aconteceu. 
Lembranças de vez em quando vêm dizer que uma dor existiu bem ali, mas não dói mais.

(Cicatriz - Ana Jácomo)




A importancia de silenciar a mente


No Taoísmo, silenciar a mente é fundamental, porque segundo pesquisas, nós temos de 50 a 70 mil pensamentos por dia, classificados em 2 tipos de pensamentos: metade deles sobre o que você quer e a outra metade sobre lembranças.

Geralmente a lembrança é sobre algo que não nos fez bem e quando o pensamento é um desejo, este vai nos aprisionar ainda mais na Matrix.

Quando “paramos de pensar”, ou seja, silenciamos a mente, paramos de desejar novas prisões e paramos de lembrar coisas que nos incomodaram.

Isto nos dará um pouco de paz e refrigério.  

Os pensamentos produzem sentimentos, que por sua vez criam realidades, que atraem coisas que vão nos aprisionar mais ainda, deixando nossa vida ainda mais difícil.

Portanto quando silenciamos a mente, paramos de criar coisas desnecessárias, temos mais tempo para nos interiorizarmos e explorar aquilo que realmente está internalizado em nós e que nos trará paz, ou seja, sentimentos de benevolência, de caridade, de amor, respeito ao próximo e se auto conhecer.


(Flávio Valle) 



11 maio 2019

Colo de mãe


É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. 

Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é um erro de avaliação. 

Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. 

Não liga se viramos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos.

O mundo quer defender o seu, não o nosso.

O mundo quer que a gente torre nossa grana, que a gente compre um apartamento que vai nos deixar endividados, que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito. 

Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, nossos dentes, nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. 

O mundo quer que sejamos lindos, magros e vitoriosos para enfeitar a ele próprio, como se fossemos objetos de decoração do planeta. 

O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.

O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades. 

O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. 

O mundo não tem doçura, não tem paciência, não nos escuta. 

O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

Mãe é de outro mundo. 

É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo nos exige eficiência máxima, seleciona os mais bem dotados e cobra caro pelo seu tempo. 

Mãe é de graça.


(Martha Medeiros)


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Psicografia de uma mãe


“ACREDITAMOS QUE ELES NÃO SABERÃO O QUE FAZER SEM NÓS”

Hoje eu compreendo a necessidade que tinha de me afastar deles. 
Nós não queremos partir. 
Queremos continuar com tudo o que achamos que nos pertence. 
Ficar em nossos antigos lares, nas casas, com nossos parentes.

Acreditamos que eles não saberão o que fazer sem nós. 
Achamos que o sofrimento deles será demais, era eterno, mas não é assim. 
Eu não pude perceber que eu estava causando mal à eles por causa da minha influência. 
Eles sentiam o que eu sentia, o meu pesar, o meu ressentimento, o meu sofrimento. 
Eu estava bloqueando a energia doméstica, mas não poderia imaginar que é isso o que acontece.

Por isso, tem um trecho na Bíblia que diz que não devemos nos envolver, é por isso. Cada um deve buscar o seu lugar. Vivos no mundo dos vivos e mortos no seu mundo. 

Acho que mortos é forte demais, que horror! Eu não morri, mas vamos deixar assim, acho que deu para entender. 

A verdade é que eu me desesperei quando percebi que minha filha estava grávida e abandonada pelo pai da criança. 

Vou entrar em dois pontos fundamentais. Minha filha foi criticada por toda a sociedade por ter engravidado, afinal, ela não era casada, não tinha estrutura financeira e engravidou, mas ninguém nunca criticou o rapaz que fez o filho junto com ela.

Por que não? Por que ninguém costuma ensinar aos filhos homens que eles têm que respeitar as mulheres, as moças?
Ninguém fala para usar preservativo e tomar cuidado para não constituir a família que não se deseja?
Por que não ensina a respeitar os sentimentos das moças?
Ninguém ensina castidade para homem?

Eles têm que ter virilidade, mesmo que isso indique um bando de filhos, um com cada mulher. Um monte de crianças que devem sobreviver com um terço de um salário mínimo? Isso paga fraldas, comida e remédio?

Fiquei desesperada. 

E aí entro no segundo ponto fundamental de meu breve relato: o que seria dela sem um pai para seu filho e sem a mãe dela – eu? 

Fiquei desesperada e percebi que a vizinha me ouvia. 

Ela estava conversando com minha filha e quando eu pensei alto, ela me ouviu. 

Foi aí que tive a ideia de pedir algumas coisas para ela. 

Eu achei que ela fosse me atender rapidamente e prontamente ela tratou de se preocupar com a vida dela, nem mesmo se preocupou com a situação de Alice. 

Mas, eu não podia deixar minha filha passando necessidades, então, insisti. 

O senhor pode até falar que eu a estava obsidiando, mas para mim não era isso. Era uma mãe pedindo socorro para alguém. 

Eu tive que pegar pesado, influenciei em sonhos e comecei a mandar imagens mentais onde tudo o que ela observava girava em torno do mundo infantil e ligado às gestantes. 

Acho que o egoísmo cega os homens. 

Ela não é ruim. Tanto que, depois disso, ela ajudou de todas as formas e hoje pode ser considerada a salvadora da Alice. 

Minha filha arrumou emprego por intermédio dela e o bebê é muito lindo. 

Estou feliz que tenha dado tudo certo, espero que ela seja muito feliz. 

Sou agradecida pela oportunidade que tive de ser socorrida e também de estar com ela no momento do parto, eu estava tão preocupada. 

Sou feliz!

ISAURA
05/05/19

Cartas de Erasmo Gurgel - Nenhuma palavra se perderá no anonimato

Psicografia da médium Paula Alves pelo Espírito Erasmo Gurgel


(Erasmo Gurgel auxilia no mundo espiritual os espíritos em tratamento e que se expressam através das cartas.)


https://erasmogurgel.blogspot.com.br



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As mães nunca morrem




(...) Com o decorrer dos anos, a convivência mais harmoniosa com o luto e a domesticação da saudade, não ha um único dia sem bater ponto nos meus sentimentos, e passei a entender que as mães não morrem nunca. 

As mães jamais morrem. Pelo menos a minha mãe amada mãe. 

Ela é uma presença constante em todos os dias e noites da minha vida. 

Não há um segundo sequer em que eu não lembre de alguma frase dela...

Não há uma situação em que eu não imagine o que ela estaria fazendo se estivesse ali ao meu lado. 

Não há um dia do meu aniversário em que eu não acorde às 8h da manhã (isto é uma exceção já que sou dorminhoca) para esperar o telefonema de parabéns da minha mãe.

Ao fazer invenções de pratos na cozinha, é na minha mãe que penso e imagino a expressão de felicidade dela ao ver a filha mais avessa às panelas excursionando nos dotes culinários. 

Sempre que marco um café com alguma amiga no shopping que ela gostava de frequentar, costumo chegar uns minutinhos antes do agendando para ficar um pouco ali sozinha, e tenho a nítida impressão de que minha mãe dá uma espiada se estou abusando do açúcar para adoçar o líquido, como ela fazia. (...) 

Se tenho   qualquer indisposição de saúde, imediatamente penso no que a minha mãe receitaria para reduzir ou eliminar o problema. 

Quem sabe um chá, uma canja ou um banho quente e cama? 

Se brigo com alguém por motivos banais e que não deveriam motivar uma discussão, na mesma hora imagino a cara da minha mãe dizendo: 'filha, deixa de ser tão esquentada, tão explosiva e releva um pouco'. Às vezes, até sigo os seus conselhos e reverto a situação. (...)

E nos últimos anos, ao perceber que minha mãe está presente constantemente na minha rotina, que suas frases, conselhos, orientações, ensinamentos, educação e amor estão sempre no meu dia a dia e que seu coração continua pulsando e segue batendo na vida de cada filho e filha, encantei-me mais com um pensamento que encontrei nas redes sociais e cuja autoria é atribuída a Marcos Luedy. 

Ele diz: 'As mães nunca morrem, elas entardecem, tingem de nuvens os cabelos e viram pôr do sol'.

(Márcia Martin)



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Querida Mamãe



Mãe me perdoe ainda por alimentar lembranças de dor, por não distinguir que és um ser espiritual que carinhosamente se dispôs a trazer-me em teu ventre para que eu tivesse na Terra oportunidades de crescimento.

Perdoa-me por falar contigo de qualquer maneira, por não saber que temos um pacto de Amor, por ferir os teus sentimentos a partir das minhas próprias percepções.

Perdoa-me por cada minuto no qual pensei que tudo isto se tratava de ti e não de mim. Perdoa-me por nossa história juntas, por querer mudá-la, por não conseguir superar nossas diferenças. 

 Perdoa-me por eu não perceber o seu significado em minha vida,  quem realmente tu eras, porque através de ti só enxergava em mim  a minha criança magoada, pois  só sentia  dor dentro de mim.

Perdoa-me por querer sair da tua vida, perdoa-me por ter ido embora, perdoa-me por não querer voltar a ti, perdoa-me por não te honrar e não te amar o suficiente.

Me perdoo por minha capacidade latente para magoar, para ressentir, para prejudicar, para odiar, nada disto foi criado conscientemente, uma força interior, uma razão, uma memória, uma queixa, o  desejo e a minha necessidade de fugir da dor me Impulsionou.

Eu busco me perdoar completamente e o faço agora.

Sem dúvida alguma te agradeço por em um ato de amor consciente ou inconsciente me trouxeste à vida, a este mundo e ter feito o seu melhor para que eu que  pudesse conhecê-lo e viver da melhor forma.

Agradeço pelo convívio, pelas experiências juntas, pelas dores, pelas lágrimas, pelas risadas, pelas ausências, pelas feridas abertas, pelas palavras bonitas ...

Dou-te graças porque tu existes em algum lugar do meu ser e por me ouvir agora. Deus te abençoe. 

Sinto muito pelas memórias de dor que compartilho com você, te peço perdão por unir meu caminho ao seu para curar. 

Agradeço-te porque estás aqui para mim e eu te amo por ser quem és. Também te amo porque você está em minhas lembranças. 

Estas palavras surgem, nascem, brotam e florescem em meu ser, o amor me procura agora e me deparo com você, eu escolho estar em paz contigo, eu sou essa paz em ti e em mim. Eu sou paz.

Eu honro a minha vida e a tua como foi, como é. 

Eu faço uma reverência perante o teu ser de luz que é quem eu sou. "e assim é". 


Eu sinto muito,
Por favor, me perdoe,
Sou grato (a)
Eu te amo!


(Fonte desconhecida- Texto original em Espanhol Internet – Autor desconhecido)


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18 março 2019

Os Filhos do Quarto!




Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje nós os perdemos dentro do quarto!

Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los, mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.

Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.

Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.

Quanta imaturidade a nossa.

Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.

Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...

Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.

Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.

Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço a você um convite e, por favor aceite!

Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).

E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal !"


(Cassiana Tardivo - Psicopedagoga)


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