"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

31 dezembro 2010

Que venha o futuro


Que venha o futuro.

Determinação. Não para vencer ou para ocupar topos de listas, mas para concluir tarefas e planos. Livros inacabados, deveres a cumprir e pendências pessoais não são saudáveis.

Aproveitar, respeitar e zelar pelos relacionamentos e pelas amizades, sabendo não se apoiar nelas. Porque quando o fim chega (e ele é recorrente), vem a onda de choque inicial.

Depois disso, é preciso manter-se íntegro, completo, único. Pedaços que ficam pelo caminho perdem o formato e nunca se encaixam outra vez.

Moldar-se aos trejeitos alheios é deformar-se para a eternidade.

Felicidade depende de amizade, de satisfação, de família e de amor. Entretanto, somar estes atributos não gera uma equação que se iguala à felicidade.

Há, antes de tudo, a essência.

Alguns a chamam de amor próprio, eu digo que é instinto de sobrevivência. […]

(Pedro V.)

(http://cartoespostaisdaitalia.blogspot.com)

30 dezembro 2010

One voice - Barry Manilow


Apenas uma voz cantando na escuridão
Tudo que se precisa é uma voz
Cantando eles podem ouvir o que se passa na sua mente
E quando você olhar a sua volta você irá achar
Há mais que uma voz cantando na escuridão
Juntando-se com uma única voz
Cada nota e uma outra oitava
Mãos estão unidas e medos destrancados

Se ao menos uma voz começar sozinha
Nós precisamos apenas de uma voz enfrentando o desconhecido
Então aquela única voz nunca estaria sozinha
Precisa-se daquela única voz

Precisa-se daquela única voz

Apenas uma voz cantando na escuridão
Tudo que se precisa é de uma voz
Grite-a e deixe-a ressoar
Apenas uma voz
Precisa-se daquela única voz
E todos irão cantar.

(Tradução da música “One voice” - Barry Manilow)

26 dezembro 2010

Em 2011


“Senhor,
dai-me forças para mudar o que for possível,
coragem para enfrentar o que eu não posso mudar
e sabedoria para distinguir as duas coisas.”

08 dezembro 2010

O que te faz feliz?


O que te faz feliz? Um bom livro acompanhado de um copo de chocolate, aquele filme que você esperava estrear e realmente era tudo que você esperava, uma vitória de virada sobre o maior rival com um a menos aos 48 do segundo tempo, um beijo apaixonado debaixo de chuva, uma comida quando a fome aperta?

O que realmente te faz feliz? Tocar aquela música no rádio e lembrar que era justamente o que você precisava ouvir, ou uma mensagem de amor chegando no seu celular quando você já está deitado e não consegue dormir? Um muito obrigado sincero de um amigo? O sorriso de alguém por você, pra você e com você?


O que poderia te fazer feliz? Um cesta no último segundo dando o título pra aquele time? O olhar de um cachorrinho? Um show da sua banda preferida? Rir com amigos, rir dos amigos, rir para os amigos? Chorar de felicidade e depois sorrir? Chorar de amor e ela ou ele te beijar? Chorar de saudade e alguém te ligar? Chorar de dor e depois anestesiar? Escrever um poema e ser elogiado?

O que te faz feliz? Beber uma cerveja bem gelada? Acertar aquela tacada que parecia impossível? Conseguir aquele straight flush no river? Ganhar um jogo perdido no Ps3? Comer pipoca no escuro do cinema? Descobrir alguém que torce pro mesmo time que você, que gosta da mesma banda, que tem a mesma mania? Receber um bilhete entregue pelo garçom? Receber um sorriso de alguém de volta?


O que certamente te faz feliz? Acordar ao meio-dia e ter mil coisas legais pra fazer? Viajar pra conhecer e re-conhecer um milhão de lugares? O cheiro do mar e os pés na areia? O cheiro da chuva quando você pode sair? O poder de dirigir em alta velocidade? Ouvir sua mãe dizer que se orgulha de você? Ouvir alguém dizer que você está certo? Receber flores inesperadas ou surpreender com flores?

O que te faz feliz? Sacanear com os amigos? Contar todos os casos amorosos reais e imaginários? Sentir que alguém precisa de ti e você pode ajudar? Tirar 10 quando todos tiraram no máximo 9? Tirar 2 e não ligar?


O que te faz feliz? Michael Schumacher? Kobe Bryant? The Who? Foo Fighters? Pearl Jam? Roger Federer? Michael Phelps? Isinbayeva? Usain Bolt? Johnny Depp? Xuxa? Jim Carrey? Jennifer Connelly? Blake Lively? Kirsten Stewart? Shimbalaiê? E todo mundo que sabe o que faz e faz tão bem?

O que te faz feliz? Muitas coisas, coisa nenhuma…

Basta querer...


Compreendi que para ser feliz basta querer…
Aprendi que o tempo cura,
Que a mágoa passa,
Que a decepção não mata,
Que o hoje é reflexo de ontem…


Compreendi que podemos chorar sem derramar lágrimas,
Que os verdadeiros amigos permanecem,
Que a dor fortalece,
Que vencer engrandece…


Aprendi que sonhar não é fantasiar,
Que a beleza não está no que vemos e sim no que sentimos,
Que o valor está na conquista…


Compreendi que as palavras têm força,
Que fazer é melhor do que falar,
Que o olhar não mente,
Que viver é aprender com os erros…
Aprendi que tudo depende da vontade…
Que o melhor é ser nós mesmos…
Que o segredo da vida é VIVER!!!

(desconheço a autoria)

04 dezembro 2010

Grandes nomes que deram seu testemunho a favor da reencarnação


Benjamim Franklin , norte americano escreveu: “Quando vejo que nada é aniquilado nos trabalhos de Deus, e nem uma gota d’água é desperdiçada, não posso supor que haja o aniquilamento das almas ... Assim, vendo que existo no mundo, acredito que, sob uma forma ou outra, sempre existirei. E, com todos os inconvenientes que a vida humana tende a oferecer, não farei objeções a uma nova edição da minha, esperando, contudo, que a errata da última seja corrigida...”

Johann Wolfgang Von Goethe , poeta, dramaturgo e filósofo alemão, respondeu a alguém, por ocasião do funeral do poeta Wieland: “Estou certo de que estive aqui, como estou agora, mil vezes antes e espero retornar mil vezes ...”

Henri Ford , industrial norte americano, disse numa entrevista: “Adotei a Teoria da Reencarnação quando tinha vinte e seis anos...Quando descobri a reencarnação foi como se tivesse encontrado um plano universal... A descoberta da reencarnação tranqüilizou a minha mente. Se vai registrar essa conversa, escreve-a de forma a tranqüilizar a mente dos homens. Eu gostaria de comunicar a outros a calma que a visão de uma longa vida nos dá”.

Mahatma Gandhi , líder nacionalista hindu, afirmou: “Não posso pensar em inimizade permanente entre homem e homem, e, acreditando, como acredito, na teoria do renascimento, vivo na esperança de que, se não nesta existência, mas em alguma outra, poderei abrir os braços a toda a Humanidade, num amplexo amigo.”

Victor Hugo , poeta e romancista francês que viveu no Século XIX, falou da vida e da morte dizendo: "A cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais Brilhante. Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou. Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou. Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte. O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente".

Honoré de Balzac , romancista francês afirmou: "As virtudes que adquirimos, e que se desenvolvem em nós lentamente, são elos invisíveis que ligam cada uma das nossas existências às outras. Existências das quais apenas o espírito tem lembranças, porque a matéria não guarda memória de coisas espirituais. Somente o pensamento guarda as tradições de uma vida passada". “ Temos de viver novas existências, até chegar ao caminho onde a luz brilha. A morte é a estação desta viagem” (“Seraphitis-Seraphita”).

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão dizia: "Quando morremos, lançamos fora a nossa individualidade como roupagem usada, e nos regozijamos porque estamos para receber outra, nova e melhor".

Léon Tólstoi , romancista russo, poeta e reformador social, também falou da reencarnação com as seguintes palavras: "Já que vivemos através de milhares de sonhos em nossa vida presente, assim nossa vida presente é apenas uma das muitas milhares de vidas pelas quais passamos, vindos de outra vida, mais real, para a qual retornamos após a morte".

Pitágoras , filósofo e matemático grego, assim como Sócrates, Platão e outros tantos filósofos da Antigüidade (4000AC - 476DC), tinham a convicção plena da reencarnação dos espíritos.

Santo Agostinho : “Não teria eu vivido em outro corpo ou em outra parte qualquer,antes de entrar no ventre da minha mãe?” (“Confissões“, I, cap. VI).

Voltaire: “É tão surpreendente nascer duas vezes como uma; tudo é ressurreição na natureza” (“La Princesse de Babylone“).

Thomas Huxley: para ele a reencarnação servia como um "meio de construir uma justificação plausível das leis do cosmos para o homem".

George S. Patton: o general norte-americano acreditava na reencarnação. Ele considerava que fora o general cartaginês Aníbal Barca em uma de suas vidas anteriores.

Napoleão Bonaparte: outro militar que aceitava a reencarnação. Certa vez, ele disse a seus generais que acreditava ter sido o imperador Carlos Magno.

Jack London: escritor norte-americano afirmou: "Não comecei quando nasci nem quando fui concebido. Tenho crescido e me desenvolvido através de incalculáveis miríades de milênios. Todos os meus eus anteriores têm suas vozes, ecos, lembranças em mim."

Carl Jung: psicólogo suíço, teve a sensação de que era "um excerto a respeito do qual o texto que o antecedia e o que o sucedia estavam faltando", e declarou: "Eu também podia imaginar que poderia ter vivido em séculos anteriores e encontrado questões que não estava capacitado a responder; que havia nascido novamente porque não havia completado a tarefa que me fora dada."

(Fonte: www.terra.com.br/revistaplaneta )

02 dezembro 2010

Contratempos e a Espiritualidade


Quem é que nunca viveu contratempos? A coisa mais comum da vida da gente é o contratempo.

Existem contratempos de diversas índoles. Há contratempos tipicamente materiais, do cotidiano.

De repente, na hora de sair de casa, estoura um cano d'água, arrebenta um cano na cozinha, no banheiro e não se pode sair. Há que cancelar as coisas, tem -se que cuidar daquilo.

Toda a família dentro do carro, ligamos a ignição e o carro não pega. Contratempos.

Temos que chamar mecânico, temos que adiar a viagem ou temos que retardá-la. São os contratempos do cotidiano.

Às vezes, a dona de casa, na pressa de terminar o almoço, de atender as crianças, o marido ou a visita, esquece da panela que queima e lá se foi o almoço, lá se foi o jantar.

São pequenos contratempos diários capazes de irritar a pessoa, de angustiar as criaturas.

Preparamos na nossa casa uma festa, no quintal, no parque, na praia e desaba um temporal inesperado. Ninguém contava que fosse chover. Arrumamos tudo e temos que improvisar de maneira diferente.

De repente, pensávamos em fazer uma viagem, em sair no fim de semana e chega a família para passar o fim de semana conosco, chega a família para ficar alguns dias conosco. Chegam e vão-se. Os contratempos.

Mas, existem contratempos mais sérios. Estamos bem, de repente, descobrimos um aneurisma.

De repente, às vésperas da festa, do casamento, da viagem, uma gripe forte, com febre, nos atira na cama, a dengue ou uma doença virótica qualquer. Preparados para uma apresentação, um desarranjo intestinal. Contratempos.

Quantas outras vezes esses contratempos nos arrastam para situações mais complexas. Chegamos à estação rodoviária e o nosso ônibus, do qual tínhamos a passagem, acabou de sair. Nosso táxi atrasou, saímos mais tarde de casa... Contratempos.

Não sabemos a que horas vai haver outro ou vai haver outro bem mais tarde e, certamente, vou perder meu compromisso onde eu havia concertado.

Muitas vezes, chegamos no aeroporto e o avião já se foi ou não tem mais lugar, está lotado. A pessoa entra em pânico.

Entra em pânico porque tinha compromissos a tal hora, em tal lugar. Dependia daquele voo. Já se foi o compromisso.

Vamos aprendendo a conviver com contratempos. A coisa que não foi feita, a obra que não terminou, a visita que vai chegar, a condução que se estropiou, a dor física, o desarranjo, o molestamento de qualquer ordem...

Nós ficamos num estado de excitação, aquilo nos perturba, nos irritamos, por vezes, e não conseguimos ver o que é que está por trás desses contratempos.

Vivemos num mundo onde os contratempos fazem parte da rotina. É um mundo no qual dependemos de pessoas, que não fazem como a gente gosta, que não fazem como a gente quer. Contratempos.

Quando imaginamos que o nosso documento estará pronto, ainda está na mesa do diretor, ainda não foi assinado, o funcionário saiu de férias e nós ficamos em pânico.

Há tantos contratempos. Mas este é um mundo de provações e foi Jesus Cristo que disse: No mundo só tereis aflições.

Temos aflições de todos os níveis, desde a aflição da condução que não chega e está na hora de ir para o trabalho, de atender ao compromisso à aflição da condução que chega, mas está abarrotada, está lotada, não podemos ir.

A aflição do filho que não chega no horário que devia ter chegado da escola, do marido que não chegou e sabemos que ele chega sempre naquele horário, da esposa que não veio, que não chegou do trabalho, quando sabemos que...

Os contratempos.

É necessário ter a devida tranquilidade interior para que saibamos o que fazer quando nos advêm esses contratempos.

* * *

Perante todos os contratempos se faz necessária a nossa tranquilidade tanto quanto nos seja possível.

Vai ser através dessa tranquilidade que poderemos pensar na solução para resolver o problema. Depois do leite derramado, como se diz popularmente, não adianta lamentar.

Depois de estourado o cano d'água, depois de enguiçado o carro, temos que parar para consertá-los. Não há outra saída.

Depois de perdida a condução, temos que esperar a próxima. Não adianta nos atirar em desespero, temos que esperar a próxima.

Mas, no bojo de vários desses contratempos, temos encontrado a mão da Misericórdia Divina.

Nesses acidentes, desastres rodoviários, aéreos, os casos que chegam depois, da pessoa que perdeu o voo porque dormiu além da hora, porque o táxi atrasou, porque estava esperando por alguém e, depois, descobre que houve um acidente com esse veículo.

É natural pensar também que não será toda vez que nos atrasemos, que o atraso se deva ao acidente que vai acontecer.

Não. Muitas vezes é porque, de fato, a nossa preguicinha nos deixou na cama um pouco mais tempo, ficamos um pouco mais de tempo entretidos na conversa, na novela, no filme, no futebol.

Isso tudo nós podemos corrigir. São contratempos decorrentes de nossa falta de cuidado, de nosso excesso de lazer.

Mas há a mão da Providência impedindo que nos comprometamos de forma mais grave em determinadas situações, nas quais a gente não chega, para as quais a gente não contribui.

Temos que aprender a retirar dos contratempos a bênção Divina.

Aquela enfermidade que nos acometeu na última hora e não nos permitiu ir à festa, não sabemos o que poderia acontecer lá.

Como Deus jamais erra, Suas Leis não se equivocam, temos que admitir uma razão sempre plausível para que as coisas aconteçam.

Estamos cumprindo a nossa parte, compramos o bilhete, arrumamos a mala, as coisas, no caso das viagens e, na última hora, houve qualquer impedimento independente da nossa vontade. Confiemos na ação de Deus, algo nos deteve onde estamos.

Se estamos trabalhando, produzindo, buscando os caminhos do bem e algo nos ocorre inesperadamente e nos detém, nos segura, nos retém, vamos confiar na Providência Divina. Algo estava por trás e a gente não conseguia ver. O nosso olhar humano é ainda muito pobre para penetrar os desígnios do Senhor.

Os contratempos sempre advirão, sempre os teremos. Alguns provocados por nossa falta de cuidado, como o disse, mas haverá outros para os quais a gente não contribuiu, a gente terá feito tudo devidamente para cumprir e não conseguimos.

Em casos assim, tenhamos essa consciência de que a mão do Alto, a mão de Deus, através dos bons Espíritos, estavam por trás, guiando-nos para que pudéssemos ser retirados de situações complicadas, não servir de testemunhas em casos terríveis, não testemunharmos absurdos e nem sofrermos indevidamente.

É muitíssimo importante o exercício da paciência em todas as ocorrências da nossa vida, principalmente quando estamos diante das coisas inesperadas.

Todo e qualquer contratempo faz parte desse inesperado, coisas que a gente não esperava que acontecessem e aconteceram.

Pessoas da nossa família que estavam bem e, de repente, recebemos a notícia de que enfartaram, de que sofreram um AVC, de que foram acidentadas, de que desencarnaram.

Mas, até ontem eu falei com Fulano. Até ontem estive com Beltrano. As ocorrências inesperadas fazem parte da nossa trajetória humana.

O exercício da paz interior para não nos exasperarmos. Bastará que nos perguntemos: Se eu perder a paz, se eu me desarmonizar, resolverei? Se eu gritar, se eu deblaterar, resolverei?

A resposta certamente será não. Se essas atitudes extremadas não nos ajudarão a resolver os contratempos, melhor será sofrê-los com decência, confiando que todas as coisas que ocorram em nossa trajetória, que não foram motivadas por nossa incúria, por nossas mãos, é porque tinham um sentido na pauta de nossa vida.

Agradeçamos a Deus, seja qual for o problema, nos entreguemos em Suas mãos e esperemos que o tempo nos mostre a razão de todos os nossos contratempos.
(Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 173, apresentado por Raul Teixeira)

30 novembro 2010

Sobre princesas e cavaleiros


Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.

Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.

Pensamos, às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.

É um prazer estar enganado.

Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura... não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.

Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.

Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos,
para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.

A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Feche os olhos e siga sua intuição.
(Richard Bach)

21 novembro 2010

Descobrindo o passado


Muitas pessoas afirmam desejar conhecer suas encarnações anteriores.
Uma boa parte delas espera ter animado importantes personalidades históricas.
Reis e santos, poetas e intelectuais, sumidades as mais diversas não faltam no imaginário dos candidatos à recordação.

Entretanto, é preciso lembrar que a Lei do progresso vigora em toda a sua plenitude.
Ela impede o retrocesso moral e intelectual.
As condições sociais podem variar significativamente ao longo dos séculos.
É possível passar-se da extrema riqueza à mais abjeta pobreza, de uma encarnação a outra.

Esse movimento pendular presta-se a viabilizar a realização da Justiça Divina.
Mediante ele, o poderoso que elaborou leis iníquas para o povo posteriormente a elas se submete.
Quem lesou o patrimônio público terá oportunidade de se ressentir da falta de educação e segurança públicas eficientes.
O mau patrão poderá experimentar a condição de empregado oprimido.

Essa oscilação nas condições materiais também auxilia o despertar da sensibilidade.
O homem que olha insensível a dor alheia candidata-se a experimentá-la.
Nem toda dor é uma expiação.
O sofrimento é corolário da imperfeição.
Todo vício, toda insensibilidade, toda rudeza atrai a dor como um remédio necessário.

Somente a perfeição moral e intelectual libera a criatura de experiências dolorosas.
A partir de certo nível de desenvolvimento, o Espírito desvincula-se das experiências materiais.
Sem necessidade de vivências terrenas, a elas retorna por espírito de amor e serviço.
Cumprindo missões, dá exemplo de genuína elevação moral e intelectual.

Mas o relevante é que a evolução conquistada jamais é perdida.
Nenhuma alma generosa de repente se torna mesquinha.
O homem intelectualmente superior não perde suas habilidades intelectuais.
Por certo, quem utilizou mal a inteligência pode renascer na condição de idiota.
Ou viver em condições difíceis que não lhe possibilitem adquirir cultura.

Contudo, ordinariamente a alma expressa o seu potencial.
Assim, a criatura pode ter certeza de que se encontra no ápice de sua evolução.
Ninguém jamais foi tão bondoso e inteligente como é hoje.
Esse raciocínio auxilia a perder ilusões quanto ao próprio passado espiritual.
Quem atualmente detesta estudar certamente nunca foi um intelectual.
O homem egoísta ou fútil de hoje pode ter como certo jamais ter sido um santo, na acepção da palavra.

Raras pessoas têm recordações precisas do que viveram nos séculos precedentes.
Entretanto, se a recordação detalhada não é possível, nem por isso é inviável ter uma noção do que se viveu.
Para ter uma idéia do que se fez, basta analisar as tendências atuais.
E pensar que ocorreu uma melhora, ao longo do tempo.

As suas idéias inatas revelam o seu nível evolutivo e o caminho que você trilhou.
Para se conhecer, preste atenção nos impulsos mais naturais de seu coração.
Caso seu agir e seu sentir instintivos tenham algo de egoísta, insensível ou vulgar, convém refletir sobre isso.
Enquanto não burilar o seu íntimo, você permanecerá tendo experiências dolorosas.

Então, é de seu interesse mais direto modificar o próprio comportamento e livrar-se de velhas fissuras morais.
Afinal, mais importante do que saber o que você já viveu, é garantir que o seu futuro seja pleno de felicidade e bem-estar.

Viva bem o presente.

19 novembro 2010

Dica de série: TAPS - GHOST HUNTERS


Adoro assistir  esta série!

O programa mostra a investigação completa sobre casos sem explicação, relacionados possivelmente à paranormalidade.

Utilizam aparelhos que registram EVP's, imagens térmicas de possíveis aparições, variações eletromagnéticas e variações de temperatura sem explicação (os chamados “pontos frios”).


(maleta com alguns aparelhos utilizados durante as investigações)


Em cada episódio, Jason, Grant e sua equipe investigam um novo caso, onde podemos acompanhar passo a passo até a sua conclusão.

Muito interessante!

A equipe é liderada por Jason e Grant , encanadores de dia, caçadores de fantasmas à noite.
Jason Hawes e Grant Wilson trabalham para a Roto-Rooter, na Nova Inglaterra.
São também os fundadores da TAPS - Sociedade Paranormal do Atlântico, uma equipe de pesquisa paranormal que investiga assombrações e outros acontecimentos estranhos.

No Brasil, há um grupo de pesquisas paranormais em São Paulo, filiado ao TAPS - Ghost Hunters, o Paranormal Praxis - realizam um trabalho nos mesmos moldes, de forma séria e competente.

Vale a pena conferir.

17 novembro 2010

Dou-te a minha alma inteira


Dizes que brevemente serás a metade de minha alma.
A metade? Brevemente? Não: já agora és, não a metade, mas toda. Dou-te a minha alma inteira, deixe-me apenas uma pequena parte para que eu possa existir por algum tempo e adorar-te.
(Graciliano Ramos - in Cartas de amor a Heloísa - )

Alma Gêmea - Richard Bach


Uma alma gêmea é alguém cujas fechaduras coincidem com nossas chaves e cujas chaves coincidem com nossas fechaduras. 
Quando nos sentimos seguros a ponto de abrir as fechaduras, surge o nosso eu mais verdadeiro e podemos ser completa e honradamente quem somos. 
Cada um descobre a melhor parte do outro.
(Richard Bach)

Todo Sentimento - Zé Luiz Mazziotti

Uma das mais lindas declarações de amor...

15 novembro 2010

Charles Chaplin


As duas personalidades que eu mais desejaria recriar em um filme seriam Napoleão e Jesus Cristo... 
Não representaria Napoleão como um general poderoso, mas como um ser fraco, taciturno, quase melancólico, e sempre importunado pelos membros de sua família. 
Quanto ao Cristo, gostaria também de modificá-lo no espírito das massas. 
Acho que a personagem mais forte, mais dinâmica e mais importante que já existiu, acabou por ser terrivelmente deformada pela tradição.
Mostrá-lo-ia, então, acolhido em delírio por homens, mulheres, e crianças. As pessoas iriam ao seu encontro para sentir seu magnetismo. 
Não mais seria um homem piedoso, triste e distanciado; um solitário que acabou por ser o maior incompreendido de todos os tempos.
(Charles Chaplin)

14 novembro 2010

Por favor - Leila Pinheiro

A Energia dos Sons


Mesmo que os mais céticos não concordem, é impossível não sentir que a música é uma terapia que está ligada à espiritualidade, de alguma forma, desde os tempos mais remotos da humanidade.

Tanto a música quanto a espiritualidade agem por vibrações, onde cada indivíduo vai captar da forma que melhor convém para si. O som é um dos fenômenos da natureza mais intimamente ligado às pessoas.

Recebemos o som desde nossos primeiros instantes de vida. Com o tempo, a percepção sonora tende a se expandir. 


Mas algumas pessoas, ao contrário, perdem esta sensibilidade do ouvir, do escutar, com o passar do tempo. Ouvem, mas não escutam. Estamos tão cercados de sons por todos os lados que ocorre o mascaramento do som, ou seja, ouvimos o que está à nossa volta, inevitavelmente, mas só escutamos aquilo o que nos chama atenção e / ou aquilo que nos convêm.

Expandir e aperfeiçoar nossa percepção audível requer treinamento, atenção e sensibilidade.

É difícil encontrar alguém que não goste de ouvir os sons, seja os da própria natureza, seja aqueles produzidos pelo homem. 



Qualquer pessoa sente de onde "vem" um som, seja uma nota musical, uma explosão, a voz humana ou um simples ruído (conceito de paisagem sonora) e isso inclui pessoas com deficiência ou dificuldade audível ou até mesmo na falta total de audição. Essa percepção deve-se a uma característica fundamental do som, que é sua origem, sua essência: vibrações.

O som é uma mensagem que tem cor, tem textura, tem cheiro. Através da vibração, de um timbre, sabemos se a música é áspera, macia, calma, branca, azul, multicolor e assim por diante.


Vibração é o som percebido sob a forma de uma sensação, muitas vezes inaudível.

Nosso corpo vibra, nossas células vibram, somos constituídos por átomos, que por sua natureza estão sempre vibrando, dançando, circulando, assim como a dança dos elétrons, a dança cósmica do universo.

Tudo flui, tudo muda, tudo está em constante movimento. Cria-se, renova-se. Não nos banhamos no mesmo rio duas vezes. Diferentes sons vibram em diferentes partes do corpo e afetam os nossos vários chacras.


Existem diferentes tons e sons para ressonar com os chacras. Estudantes em fonoaudiologia e do próprio som e suas características, comprovam esta existência e a ligação entre o som e o estado psicológico, e até mesmo biológico, em cada ser. 

Sons de água também nos levam a relembrar o útero materno e nos dão uma sensação de conforto e relaxamento, até mesmo sensualidade, pois a água está relacionada a todo o fluir da vida. 


Com a música, que transcende a matéria, algumas partes do corpo liberam tensões e emoções; outras se abrem e absorvem os sons. Eles são como alimento para a alma.

A música já foi comprovada cientificamente como fonte de cura mental, corporal e espiritual, estendendo-se para vários pontos do mundo, onde é conhecida como "musicoterapia".


Em "O Espiritismo na Arte", de Léon Denis, podemos perceber o elo existente entre a música e a mediunidade:  "Os grandes músicos terrestres podem, como os outros artistas, receber a inspiração, seja do espaço, seja como resultante de trabalhos anteriores. Trata-se exatamente do mesmo fenômeno que se produz com os outros artistas".

Fontes:

Carl Jung e o Espiritismo


Carl Jung , psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, foi um indivíduo fantástico, que se interessou pelos aspectos emocionais das doenças mentais numa época em que muito pouco se conhecia a respeito.

Os doentes mentais eram mais estudados por neurologistas do que psiquiatras e eram praticamente excluídos da Medicina. Jung foi um dos que começaram a dar atenção maior ao estudo de fenômenos que aconteciam com pacientes mentais.

Parceiro de Sigmund Freud no estudo do inconsciente, Jung seguiu caminhos diferentes do colega, o que os levou a romperem em 1912. 


Freud colocava a energia psíquica como sendo de teor absolutamente sexual. Para ele, todas as alterações que aconteciam na doença mental tinham representatividade libidinosa.

Jung entendia que a energia sexual era extremamente importante, mas que outras formas de energias permeavam as doenças mentais.

Percorreu um caminho diferente de Freud. Foi criado por uma mãe espírita e era médium. Escreveu um livro, Memórias, Sonhos e Reflexões, em que encontramos toda fenomenologia mediúnica vivenciada por ele: clariaudiência, clarividência, fenômenos de incorporação, experiências de quase-morte.

Sua tese de doutorado foi feita às custas de estudos realizados durante oito anos com uma sobrinha médium, que freqüentava sessões mediúnicas. Infelizmente, ele fez o estudo única e exclusivamente do ponto de vista psicológico e nunca se colocou frontalmente a favor do espírito ou Espiritismo.

Toda a fenomenologia é encontrada em cartas escritas a amigos. Ele diz, claramente, que o espírito poderia explicar muito melhor situações que o inconsciente não explica. Mas em suas obras formais você não vê essa postura.


Nas “Obras Completas” de Jung encontramos referências à espiritualidade com muita freqüência. Em cartas escritas a amigos e colaboradores igualmente Jung muitas vezes coloca sua posição com relação à espiritualidade e aos espíritos.

Jung sempre fez questão de descrever o que encontrava em suas vivências e em suas experiências. Ele freqüentou reuniões mediúnicas durante muitos anos e por diversos motivos. Encontramos, sim, referências a situações espirituais e mediúnicas em sua obra. Em Memórias, Sonhos e Reflexões verificamos detalhadamente situações espirituais e mediúnicas vividas por ele mesmo. No entanto, a Psicologia Analítica como um todo não contempla o espírito.

Há uma carta que ele escreve a um psicanalista alemão na qual afirma que esteve discutindo um caso com outro psicanalista em que crê que somente o inconsciente não explicaria o caso. Afirma concordar que precisaria colocar a presença do espírito naquele caso. Mas essa carta não foi publicada. 


Falar de Espiritismo naquela época era difícil até para Kardec. Havia o risco de se passar por louco, ridículo. Ele até fez isso mais adiante, nos seus 70 anos, em muitas conversas e cartas, quando ditou sua biografia. Jung fala dos aspectos espirituais e sobre quanto isso foi importante na Psicologia Analítica.

Memórias, Sonhos e Reflexões, a vida dele, foi escrito quando tinha 80 anos. Ele morreu dois anos depois. No final de sua vida, Jung teve coragem de colocar a espiritualidade como uma coisa importante no desenvolvimento da Psicologia.

Revelou todas as experiências mediúnicas que teve. Saía no jardim da casa em que morava e conversava com uma entidade com freqüência. Esse fato originou a obra Sete Sermões aos Mortos, que é um livro mediúnico. As evidências do mundo espiritual na vida de Jung são fantásticas.


Os espíritas entendem que os complexos são formados na presente encarnação, no entanto existe a possibilidade de armazenarmos complexos de existências passadas. Em obsessão vemos muito isso. Às vezes são complexos de culpa desenvolvidos em existências passadas e é por isso que o obsessor tem acesso ao nosso consciente. Por que esse complexo realmente existe. Não basta ir apenas a uma sessão espírita para afastar o obsessor. É preciso entrar em contato com o inconsciente, buscar a origem dos complexos e, aí sim, resolver.

A busca de um profissional sempre vai ajudar na elucidação e compreensão dos diversos complexos. Se o profissional trabalha junto da religiosidade ou da espiritualidade, tanto melhor.


O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, em geral denominadas de “imagens primordiais”. O homem herda tais imagens do passado ancestral, passado que inclui todos os antecessores humanos, bem como os antecessores pré-humanos ou animais.

Essas imagens étnicas não são herdadas no sentido de uma pessoa lembrar-se delas conscientemente, ou de ter visões como as dos antepassados. São predisposições ou potencialidades no experimentar e no responder ao mundo tal como os antepassados.

Consideremos, por exemplo, o medo que temos das serpentes ou do escuro. Não nos foi preciso aprender esses medos através de experiências com serpentes ou com a escuridão. Herdamos as predisposições de temer as serpentes e a escuridão porque nossos ancestrais experimentaram tais medos ao longo de um sem-número de gerações. Esses medos nos ficaram gravados no cérebro. Será que nós, os espíritas, não podemos ver no inconsciente coletivo o aspecto reencarnatório?

(Fonte: Dr. Marco Antônio Palmieri, AME-SP – entrevista à Folha Espírita, janeiro 2008)

Relembrando a Origem do Espiritismo


A grande maioria acredita que o espiritismo surgiu a partir de Alan Kardec.

Entretanto, Kardec apenas procurou de forma lógica e racional entender eventos tidos como sobrenatural ou sem explicação sensata.

A verdade é que as manifestações dos espíritos ocorrem entre os homens em todos os tempos da história. Na própria Bíblia, é onde existem um dos maiores números de relatos espíritas que podem ser elucidados e explicados sobre o ponto de vista da ciência espírita.

O Espiritismo não é uma descoberta moderna. Os fatos e os princípios, sob os quais ele repousa, se perdem na noite dos tempos, pois seus traços se acham nas crenças dos povos, em todas as religiões, na maior parte dos escritores sacros e profanos. Apenas os fatos foram freqüentemente interpretados conforme as idéias supersticiosas da ignorância da época.


O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.

Na idade média a figura de Joana D’Arc, foi para a fogueira por não querer renegar as vozes espirituais, que a motivaram a libertar a França.

Daquele tempo até os tempos atuais as manifestações espirituais ocorrem no seio de qualquer classe ou religião, mas dependendo do local são consideradas “obras do diabo”, fruto da imaginação ou loucura.


O que há de moderno é a explicação lógica dos fatos, o conhecimento mais completo da natureza dos Espíritos, de sua missão e de seu modo de agir; a revelação do nosso estado futuro e, enfim, a constituição dele num corpo científico e doutrinário e suas múltiplas aplicações.

Os antigos conheciam o princípio; os modernos conhecem as minúcias.

Na Antigüidade o estudo desses fenômenos era privilégio de certas classes, que só o revelavam aos iniciados nesses mistérios; na Idade Média os que com ele se ocupavam ostensivamente eram tidos como feiticeiros e queimados vivos.

O Espiritismo, naturalmente, existia antes do famoso Mistério de Hydesville que é, sem dúvida, um acontecimento-marco da evolução das pesquisas psíquicas no mundo. Muitas vezes, apresenta-se combatido e deturpado.

O caso Hydesville resume-se no seguinte: um espírito cujo corpo estava enterrado dentro de uma casa comunica-se através de pancadas, pedindo para encontrarem o seu corpo, sob uma parede e enterra-lo. Essa experiência curiosa despertou um grande interesse nacional e internacional pela comunicação com os espíritos.


Em 1854 Alan Kardec conheceu as mesas girantes e ao participar das reuniões procurou respostas lógicas e começou a questionar aqueles que se comunicavam e descobriu que estes não passavam de espíritos de pessoas que anteriormente teriam vivido. Surge em 18 de Abril de 1957, o primeiro livro da Doutrina Espírita, o Livro dos Espíritos com 1019 perguntas feitas aos espíritos.

Vários cientistas tentaram então desacreditar o Espiritismo. Mas eis que surgem opiniões bem diferentes.

Willian Crookes, sábio inglês e pesquisador de grande acuidade, realizou durante os anos de 1870 a 1873, experiências, que se tornaram clássicas, com a médium extraordinária que foi Florence Cook , esta materializou durante três anos o espírito Katie King.

Frederico Zollner, notável físico alemão, utilizou-se, em 1877, de outro grande médium do passado, Henry Slade e, agindo como verdadeiro homem de ciência, que era, conseguiu extraordinários fenômenos de materialização, de transporte, de levitação e de escrita direta.

Willian Crawford é outro nome da Ciência, professor do Instituto Técnico e da Universidade de Belfast, que a história das pesquisas psíquicas apontará, um dia, como dos seus mais destacados e competentes cultores. A levitação de objetos foi estudada por ele com extremos cuidados.

Outros nomes se seguem, como Alexandre Aksakof, Myers,Oliver Lodge, Ernesto Bozzano,Willian Barrett.,etc.

O físico inglês Oliver Lodge em 22.11.1916, em um discurso assegura “ Mas, a conclusão é que a sobrevivência está cientificamente provada por meio da investigação cientifica.”

Crookes, afirma em 1917, ”É uma verdade incontestável que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro”.


Mas após todos estes dados, o leitor pode estar pensando: Porque então existe a discussão a respeito da sobrevivência até os dias atuais?

O filósofo José Ingenieros, já revelou o porque da situação atual desta questão em uma frase: “Onde todos andam de rastros, ninguém se atreve andar em pé”.

(Fonte: – www.ensinoespirita.blogspot.com - Francisco Amado)

Psiquiatria e Espiritismo


O conflito entre Psiquiatria e Espiritismo tomou vulto entre nós, em virtude do crescimento do movimento espírita. O preconceito religioso influi muito na questão, estimulando o preconceito científico. Mas as últimas conquistas das Ciências abriram uma perspectiva de trégua.

Coube a um famoso psiquiatra norte americano, Ian Stevenson, dar novo impulso às pesquisas sobre a reencarnação. Na URSS o psiquiatra Wladimir Raikov, da Universidade de Moscou, reconheceu o fenômeno de lembranças de vidas anteriores e iniciou pesquisas a respeito, partindo do pressuposto de sugestões telepáticas. Hoje há grande número de psiquiatras espíritas, o que estabelece o diálogo entre os campos opostos.

Muitos enigmas da Psiquiatria se tornaram mais facilmente equacionáveis para uma solução. Entre eles, talvez o mais complexo, que é o da Esquizofrenia. Certos casos de amnésia, em que os pacientes substituem a memória atual por outra referente a uma possível vida anterior, lançaram nova luz sobre o intrincado problema.

A divisão da mente, a diluição da memória, o afastamento da realidade parecem denunciar uma espécie de nostalgia psíquica que determina a inadaptação do espírito à realidade atual. Teríamos dessa forma um caso típico de auto-obsessão nas modalidades variáveis da Esquizofrenia.

Os casos se agravam com a participação de entidades obsessoras geralmente atraídas pelo estado dos pacientes. Eles se encontravam em estado de ambivalência e são forçados a optar pelo passado ante a pressão obsessiva. Este é mais um fato favorável à prática da desobsessão.

Psiquiatria e Espiritismo podem ajudar-se mutuamente, ao que parece em futuro bem próximo. Não há portanto razão para condenações psiquiátricas atuais dos processos espíritas de cura dos casos de obsessão.

(Fonte: www.espirito.org.br )

13 novembro 2010

Os Dragões e a Espiritualidade



São espíritos extremamente inteligentes e conhecedores de todos os meandros psicológicos dos homens a quem dominam a milenios. 

Vieram de outros orbes, reencarnados em tempos longínquos, na Atlântida e Lemúria. 

Sua estranha ética não pode ser avaliada mediante os valores das religiões da Terra, pois sua história é anterior à história das civilizações terrestres. Tentam impedir o progresso da humanidade a qualquer preço, pois sabem que estão fadados a um novo degredo para mundos ainda inferiores. 

Suas maquinações ocupam-se mais do campo geopolítico e estratégico em âmbito internacional; interessam-se, sobretudo, pelas idéias e instituições de referência mundial, ao invés de enfocar pessoas ou instituições religiosas. 

Procuram impedir tudo e todos que contribuem para o avanço da moral, do progresso e do bem. 

Não se manifestam nas reuniões mediúnicas atualmente realizadas nos movimentos espiritualistas, pois ainda os irmãos encarnados não estão preparados para enfrentar espiritualmente e tecnicamente esses seres de mais baixa vibração e mais alta periculosidade.

Podemos dizer que todos os sentimentos negativados demonstrados pelos homens tem sua origem neste agrupamento.

Vem de longe um plano das Trevas em manter o poder total sobre a população. São diversos os grupos subversivos que, com intenções de longo prazo, desenvolvem seus planos de controle social e intelectual.

Os Dragões, por outro lado, dispõem de uma energia mental ainda desconhecida pelos humanos encarnados. Com essa energia, somada a vontade e disciplina férreas, colocam-se ao abrigo dessas radiações, emitidas pelos elementos pressurizados e altamente radioativos desta região, no interior da Terra. 

Embora exista grande esforço por parte dos Dragões, não podem evitar a deformação gradual de seu perispírito, devido preponderante, mas não exclusivamente, ao adiamento milenar do processo reencarnatório.


Diretrizes desse comando oculto:

- Dirigir os seres e deter o poder sobre as informações, podendo assim controlar a opinião pública de forma a direcionar a vida de cada cidadão.

- Semear confusão nos mais variados grupos organizados (culturais, cientificos, sociais, religiosos...) de modo a garantir que não exista união entre as diferentes culturas e nem dentro das famílias;

- Criação de literaturas e instruções de incentivo à obscenidade e aspectos degradantes dentro da mídia, para manter as pessoas conectadas a baixos instintos, sem condições de elevar seus padrões vibracionais;

- Fermentar a inveja, ódio, diferenças sociais e culturais, privações, fome e propagação de epidemias;

- Dominar e ditar as novas regras da evolução, controlar as diretrizes sociais e morais.

- Minar a energia daqueles que pregam a fé raciocinada.

- Sustentar a inimizade e o medo entre as diferentes raças, por meio de guerras

Está sendo dada uma ultima oportunidade a esta coletividade para se adequar ao planeta ou deixá-lo.

Fontes:
1. www.forumespirita.net 
2. livro "Legião" - Robson Pinheiro
3. livro "Os Dragões" - Wanderley Oliveira

08 novembro 2010

Gratidão


A gratidão desbloqueia a abundância da vida.
Ela torna o que temos em suficiente, e mais.
Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade.
Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo.
A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã.
(Melody Beattie)

07 novembro 2010

O Médium



(Texto postado originalmente na lista do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB)

"Olá pessoal!

Que a Luz e a Paz estejam iluminando nossos caminhos!

Hoje, quarta de manhã, eu estava no banho na minha suíte, eram umas 12 horas.

Fui dominado por um influxo de idéias contundentes e enérgicas, em bloco, e foi difícil me conter. Tive que me enxugar correndo e meio mal (sorte que não estava tão frio hoje), e mesmo nu e rapidamente assentei-me ao chão de qualquer forma (sorte que era carpete) e comecei a escrever compulsivamente e em alta velocidade, sem sequer um pestanejar e saiu este texto abaixo.

Entendo que é uma advertência altamente enérgica também para mim que sou médium e escritor assumido e estou desenvolvendo vários trabalhos, e diante de meus erros, recalcitrâncias e omissões, os amigos extrafísicos veicularam a mesma por meu intermédio e solicitaram a sua divulgação em todos os meios onde eu fosse razoavelmente conhecido, como aqui.

O amparador chegou (e não sei quem é, embora desconfie, mas não importa) e falou: “ESCREVA!”

Então eu escrevi, e ao fim ele pensou: “DIVULGUE, MAS É PARA VOCÊ TAMBÉM, e foi embora na dura, sem nem um tchau.

Passo o texto, passo a energia, passo o sentimento e passo a idéia assumindo a co-responsabilidade também. Peço que divulguem onde acharem que for conveniente.

Paz e Luz e força no coração."


* * *

O Médium

“O médium é o Office boy da espiritualidade, e existem muitos deles. Uns trabalham nas empresas de luz e trazem as respectivas mensagens luminosas. Outros trabalham nas empresas da escuridão e também respectivamente com objetivos materiais nefastos.

O médium consciente sabe que é médium, é mais lúcido, reconhece e admite a presença dos amigos espirituais e se assume médium, mesmo perante a crítica dos fundamentalistas "espumantes" que são capazes de morder a própria língua para ofender e denegrir aqueles que não comungam com as suas idéias estreitas.

O médium é a última milha do telefone sem fio interdimensional. O que antes fez como brincadeira de criança, hoje faz como responsabilidade de adulto.

O médium não é evoluído e nem melhor, aliás, muito pelo contrário, a mediunidade na maioria das vezes é apenas uma oportunidade cármica (dharma) de resgatar os erros do passado, que pode se manifestar como fardo, como bênção, ou como ambos, dependendo da situação e de diversas variáveis conscienciais intervenientes.

Cada médium tem um trabalho, uma tarefa ou obrigação consciencial que lhe foi gentilmente cedido pelo Alto face a seu arrependimento e vontade de mudar, mas muitos "perecem" no meio do caminho e se atolam na repetição de erros do passado. Outros tantos se estagnam e efetuam pequena fração de suas tarefas, que antes tanto se entusiasmaram por fazer, acreditando que seria fácil.

A mediunidade não é brincadeira, é tarefa séria e de alta responsabilidade, que independe de hora, idade, local, doutrina, religião, intelectualidade ou situação financeira.

Cada médium programou para si, adstrito à orientação de seus mentores, o que seria melhor para si dentro do contexto evolutivo.

Mediunidade não é tarefa para os fracos e covardes, mas para os abnegados e persistentes. O Alto necessita de cada alma que se dispõe a retornar ao bem e a assumir sua tarefa de mini-peça cósmica consciente frente ao Universo regido pelas leis de Deus.

A mediunidade é uma associação de vontade com talento, mais a oportunidade somada com a responsabilidade, mais a renúncia, a fim de ajudar muitos outros, para, no fim, estar ajudando mais a si próprio.

O médium vaidoso só o é porque não é lúcido e não se lembra, ou melhor, não deseja se lembrar dos erros do passado e hoje lhe custa admitir que sua mediunidade-trabalho-tarefa-obrigação foi implorada por ele ao Alto no período intermissivo (período entre vidas, no plano astral).

Ser médium não é bonito e nem traz vantagem, mas é obrigação por opção voluntária endossada pelo Alto, a fim de auto-burilar a conduta íntima, quitar carma no atacado, e superar um novo degrau nesta íngreme escalada evolutiva da vida.

Deus não joga dados, e a vida não é brincadeira, muito menos o trabalho e a mediunidade. O amor é um direito de todas as criaturas, e nos parece que não temos outra opção senão ter coragem de enfrentá-lo.

Dá trabalho?

Sim! Mas ser feliz é um trabalho que compensa.

Não existe fuga para você, seja médium ou não.

O médium pulou de pára-quedas no meio da guerra, admitiu a auto-luta em princípio, e pôs a cara a tapa na reencarnação a que se propôs, e no meio do caminho não há como desistir. É como uma represa que ruiu, nada segura a força das águas e nada segura o fluxo de energias conscienciais na vida dos seres.

Aos médiuns nós sugerimos: abandonem as brincadeiras irresponsáveis e assumam seus serviços, pois nós precisamos de vocês. Percam a vergonha de assumir sua mediunidade, tanto na frente dos ignorantes tridimensionais, como aos invejosos espiritualistas, ou aos parapsiquistas
multidimensionais e confiem em si mesmos.

Auto-estima para o médium é fundamental, mas sem vaidade. Não respondam às críticas maldosas, elas merecem ser desprezadas, e a melhor resposta é o resultado de seu trabalho, que só irá obter trabalhando.

Mãos à obra, pois a espiritualidade não dorme!"


(Recebido espiritualmente por Dalton Roque – Curitiba, 04 de setembro de 2002.)