"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

30 novembro 2010

Sobre princesas e cavaleiros


Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.

Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.

Pensamos, às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.

É um prazer estar enganado.

Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura... não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.

Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.

Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos,
para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.

A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Feche os olhos e siga sua intuição.
(Richard Bach)

21 novembro 2010

Descobrindo o passado


Muitas pessoas afirmam desejar conhecer suas encarnações anteriores.
Uma boa parte delas espera ter animado importantes personalidades históricas.
Reis e santos, poetas e intelectuais, sumidades as mais diversas não faltam no imaginário dos candidatos à recordação.

Entretanto, é preciso lembrar que a Lei do progresso vigora em toda a sua plenitude.
Ela impede o retrocesso moral e intelectual.
As condições sociais podem variar significativamente ao longo dos séculos.
É possível passar-se da extrema riqueza à mais abjeta pobreza, de uma encarnação a outra.

Esse movimento pendular presta-se a viabilizar a realização da Justiça Divina.
Mediante ele, o poderoso que elaborou leis iníquas para o povo posteriormente a elas se submete.
Quem lesou o patrimônio público terá oportunidade de se ressentir da falta de educação e segurança públicas eficientes.
O mau patrão poderá experimentar a condição de empregado oprimido.

Essa oscilação nas condições materiais também auxilia o despertar da sensibilidade.
O homem que olha insensível a dor alheia candidata-se a experimentá-la.
Nem toda dor é uma expiação.
O sofrimento é corolário da imperfeição.
Todo vício, toda insensibilidade, toda rudeza atrai a dor como um remédio necessário.

Somente a perfeição moral e intelectual libera a criatura de experiências dolorosas.
A partir de certo nível de desenvolvimento, o Espírito desvincula-se das experiências materiais.
Sem necessidade de vivências terrenas, a elas retorna por espírito de amor e serviço.
Cumprindo missões, dá exemplo de genuína elevação moral e intelectual.

Mas o relevante é que a evolução conquistada jamais é perdida.
Nenhuma alma generosa de repente se torna mesquinha.
O homem intelectualmente superior não perde suas habilidades intelectuais.
Por certo, quem utilizou mal a inteligência pode renascer na condição de idiota.
Ou viver em condições difíceis que não lhe possibilitem adquirir cultura.

Contudo, ordinariamente a alma expressa o seu potencial.
Assim, a criatura pode ter certeza de que se encontra no ápice de sua evolução.
Ninguém jamais foi tão bondoso e inteligente como é hoje.
Esse raciocínio auxilia a perder ilusões quanto ao próprio passado espiritual.
Quem atualmente detesta estudar certamente nunca foi um intelectual.
O homem egoísta ou fútil de hoje pode ter como certo jamais ter sido um santo, na acepção da palavra.

Raras pessoas têm recordações precisas do que viveram nos séculos precedentes.
Entretanto, se a recordação detalhada não é possível, nem por isso é inviável ter uma noção do que se viveu.
Para ter uma idéia do que se fez, basta analisar as tendências atuais.
E pensar que ocorreu uma melhora, ao longo do tempo.

As suas idéias inatas revelam o seu nível evolutivo e o caminho que você trilhou.
Para se conhecer, preste atenção nos impulsos mais naturais de seu coração.
Caso seu agir e seu sentir instintivos tenham algo de egoísta, insensível ou vulgar, convém refletir sobre isso.
Enquanto não burilar o seu íntimo, você permanecerá tendo experiências dolorosas.

Então, é de seu interesse mais direto modificar o próprio comportamento e livrar-se de velhas fissuras morais.
Afinal, mais importante do que saber o que você já viveu, é garantir que o seu futuro seja pleno de felicidade e bem-estar.

Viva bem o presente.

19 novembro 2010

Dica de série: TAPS - GHOST HUNTERS


Adoro assistir  esta série!

O programa mostra a investigação completa sobre casos sem explicação, relacionados possivelmente à paranormalidade.

Utilizam aparelhos que registram EVP's, imagens térmicas de possíveis aparições, variações eletromagnéticas e variações de temperatura sem explicação (os chamados “pontos frios”).


(maleta com alguns aparelhos utilizados durante as investigações)


Em cada episódio, Jason, Grant e sua equipe investigam um novo caso, onde podemos acompanhar passo a passo até a sua conclusão.

Muito interessante!

A equipe é liderada por Jason e Grant , encanadores de dia, caçadores de fantasmas à noite.
Jason Hawes e Grant Wilson trabalham para a Roto-Rooter, na Nova Inglaterra.
São também os fundadores da TAPS - Sociedade Paranormal do Atlântico, uma equipe de pesquisa paranormal que investiga assombrações e outros acontecimentos estranhos.

No Brasil, há um grupo de pesquisas paranormais em São Paulo, filiado ao TAPS - Ghost Hunters, o Paranormal Praxis - realizam um trabalho nos mesmos moldes, de forma séria e competente.

Vale a pena conferir.

17 novembro 2010

Dou-te a minha alma inteira


Dizes que brevemente serás a metade de minha alma.
A metade? Brevemente? Não: já agora és, não a metade, mas toda. Dou-te a minha alma inteira, deixe-me apenas uma pequena parte para que eu possa existir por algum tempo e adorar-te.
(Graciliano Ramos - in Cartas de amor a Heloísa - )

Alma Gêmea - Richard Bach


Uma alma gêmea é alguém cujas fechaduras coincidem com nossas chaves e cujas chaves coincidem com nossas fechaduras. 
Quando nos sentimos seguros a ponto de abrir as fechaduras, surge o nosso eu mais verdadeiro e podemos ser completa e honradamente quem somos. 
Cada um descobre a melhor parte do outro.
(Richard Bach)

Todo Sentimento - Zé Luiz Mazziotti

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Uma das mais lindas declarações de amor...

15 novembro 2010

Charles Chaplin


As duas personalidades que eu mais desejaria recriar em um filme seriam Napoleão e Jesus Cristo... 
Não representaria Napoleão como um general poderoso, mas como um ser fraco, taciturno, quase melancólico, e sempre importunado pelos membros de sua família. 
Quanto ao Cristo, gostaria também de modificá-lo no espírito das massas. 
Acho que a personagem mais forte, mais dinâmica e mais importante que já existiu, acabou por ser terrivelmente deformada pela tradição.
Mostrá-lo-ia, então, acolhido em delírio por homens, mulheres, e crianças. As pessoas iriam ao seu encontro para sentir seu magnetismo. 
Não mais seria um homem piedoso, triste e distanciado; um solitário que acabou por ser o maior incompreendido de todos os tempos.
(Charles Chaplin)

14 novembro 2010

Por favor - Leila Pinheiro

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A Energia dos Sons


Mesmo que os mais céticos não concordem, é impossível não sentir que a música é uma terapia que está ligada à espiritualidade, de alguma forma, desde os tempos mais remotos da humanidade.

Tanto a música quanto a espiritualidade agem por vibrações, onde cada indivíduo vai captar da forma que melhor convém para si. O som é um dos fenômenos da natureza mais intimamente ligado às pessoas.

Recebemos o som desde nossos primeiros instantes de vida. Com o tempo, a percepção sonora tende a se expandir. 


Mas algumas pessoas, ao contrário, perdem esta sensibilidade do ouvir, do escutar, com o passar do tempo. Ouvem, mas não escutam. Estamos tão cercados de sons por todos os lados que ocorre o mascaramento do som, ou seja, ouvimos o que está à nossa volta, inevitavelmente, mas só escutamos aquilo o que nos chama atenção e / ou aquilo que nos convêm.

Expandir e aperfeiçoar nossa percepção audível requer treinamento, atenção e sensibilidade.

É difícil encontrar alguém que não goste de ouvir os sons, seja os da própria natureza, seja aqueles produzidos pelo homem. 



Qualquer pessoa sente de onde "vem" um som, seja uma nota musical, uma explosão, a voz humana ou um simples ruído (conceito de paisagem sonora) e isso inclui pessoas com deficiência ou dificuldade audível ou até mesmo na falta total de audição. Essa percepção deve-se a uma característica fundamental do som, que é sua origem, sua essência: vibrações.

O som é uma mensagem que tem cor, tem textura, tem cheiro. Através da vibração, de um timbre, sabemos se a música é áspera, macia, calma, branca, azul, multicolor e assim por diante.


Vibração é o som percebido sob a forma de uma sensação, muitas vezes inaudível.

Nosso corpo vibra, nossas células vibram, somos constituídos por átomos, que por sua natureza estão sempre vibrando, dançando, circulando, assim como a dança dos elétrons, a dança cósmica do universo.

Tudo flui, tudo muda, tudo está em constante movimento. Cria-se, renova-se. Não nos banhamos no mesmo rio duas vezes. Diferentes sons vibram em diferentes partes do corpo e afetam os nossos vários chacras.


Existem diferentes tons e sons para ressonar com os chacras. Estudantes em fonoaudiologia e do próprio som e suas características, comprovam esta existência e a ligação entre o som e o estado psicológico, e até mesmo biológico, em cada ser. 

Sons de água também nos levam a relembrar o útero materno e nos dão uma sensação de conforto e relaxamento, até mesmo sensualidade, pois a água está relacionada a todo o fluir da vida. 


Com a música, que transcende a matéria, algumas partes do corpo liberam tensões e emoções; outras se abrem e absorvem os sons. Eles são como alimento para a alma.

A música já foi comprovada cientificamente como fonte de cura mental, corporal e espiritual, estendendo-se para vários pontos do mundo, onde é conhecida como "musicoterapia".


Em "O Espiritismo na Arte", de Léon Denis, podemos perceber o elo existente entre a música e a mediunidade:  "Os grandes músicos terrestres podem, como os outros artistas, receber a inspiração, seja do espaço, seja como resultante de trabalhos anteriores. Trata-se exatamente do mesmo fenômeno que se produz com os outros artistas".

Fontes:

Carl Jung e o Espiritismo


Carl Jung , psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, foi um indivíduo fantástico, que se interessou pelos aspectos emocionais das doenças mentais numa época em que muito pouco se conhecia a respeito.

Os doentes mentais eram mais estudados por neurologistas do que psiquiatras e eram praticamente excluídos da Medicina. Jung foi um dos que começaram a dar atenção maior ao estudo de fenômenos que aconteciam com pacientes mentais.

Parceiro de Sigmund Freud no estudo do inconsciente, Jung seguiu caminhos diferentes do colega, o que os levou a romperem em 1912. 


Freud colocava a energia psíquica como sendo de teor absolutamente sexual. Para ele, todas as alterações que aconteciam na doença mental tinham representatividade libidinosa.

Jung entendia que a energia sexual era extremamente importante, mas que outras formas de energias permeavam as doenças mentais.

Percorreu um caminho diferente de Freud. Foi criado por uma mãe espírita e era médium. Escreveu um livro, Memórias, Sonhos e Reflexões, em que encontramos toda fenomenologia mediúnica vivenciada por ele: clariaudiência, clarividência, fenômenos de incorporação, experiências de quase-morte.

Sua tese de doutorado foi feita às custas de estudos realizados durante oito anos com uma sobrinha médium, que freqüentava sessões mediúnicas. Infelizmente, ele fez o estudo única e exclusivamente do ponto de vista psicológico e nunca se colocou frontalmente a favor do espírito ou Espiritismo.

Toda a fenomenologia é encontrada em cartas escritas a amigos. Ele diz, claramente, que o espírito poderia explicar muito melhor situações que o inconsciente não explica. Mas em suas obras formais você não vê essa postura.


Nas “Obras Completas” de Jung encontramos referências à espiritualidade com muita freqüência. Em cartas escritas a amigos e colaboradores igualmente Jung muitas vezes coloca sua posição com relação à espiritualidade e aos espíritos.

Jung sempre fez questão de descrever o que encontrava em suas vivências e em suas experiências. Ele freqüentou reuniões mediúnicas durante muitos anos e por diversos motivos. Encontramos, sim, referências a situações espirituais e mediúnicas em sua obra. Em Memórias, Sonhos e Reflexões verificamos detalhadamente situações espirituais e mediúnicas vividas por ele mesmo. No entanto, a Psicologia Analítica como um todo não contempla o espírito.

Há uma carta que ele escreve a um psicanalista alemão na qual afirma que esteve discutindo um caso com outro psicanalista em que crê que somente o inconsciente não explicaria o caso. Afirma concordar que precisaria colocar a presença do espírito naquele caso. Mas essa carta não foi publicada. 


Falar de Espiritismo naquela época era difícil até para Kardec. Havia o risco de se passar por louco, ridículo. Ele até fez isso mais adiante, nos seus 70 anos, em muitas conversas e cartas, quando ditou sua biografia. Jung fala dos aspectos espirituais e sobre quanto isso foi importante na Psicologia Analítica.

Memórias, Sonhos e Reflexões, a vida dele, foi escrito quando tinha 80 anos. Ele morreu dois anos depois. No final de sua vida, Jung teve coragem de colocar a espiritualidade como uma coisa importante no desenvolvimento da Psicologia.

Revelou todas as experiências mediúnicas que teve. Saía no jardim da casa em que morava e conversava com uma entidade com freqüência. Esse fato originou a obra Sete Sermões aos Mortos, que é um livro mediúnico. As evidências do mundo espiritual na vida de Jung são fantásticas.


Os espíritas entendem que os complexos são formados na presente encarnação, no entanto existe a possibilidade de armazenarmos complexos de existências passadas. Em obsessão vemos muito isso. Às vezes são complexos de culpa desenvolvidos em existências passadas e é por isso que o obsessor tem acesso ao nosso consciente. Por que esse complexo realmente existe. Não basta ir apenas a uma sessão espírita para afastar o obsessor. É preciso entrar em contato com o inconsciente, buscar a origem dos complexos e, aí sim, resolver.

A busca de um profissional sempre vai ajudar na elucidação e compreensão dos diversos complexos. Se o profissional trabalha junto da religiosidade ou da espiritualidade, tanto melhor.


O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, em geral denominadas de “imagens primordiais”. O homem herda tais imagens do passado ancestral, passado que inclui todos os antecessores humanos, bem como os antecessores pré-humanos ou animais.

Essas imagens étnicas não são herdadas no sentido de uma pessoa lembrar-se delas conscientemente, ou de ter visões como as dos antepassados. São predisposições ou potencialidades no experimentar e no responder ao mundo tal como os antepassados.

Consideremos, por exemplo, o medo que temos das serpentes ou do escuro. Não nos foi preciso aprender esses medos através de experiências com serpentes ou com a escuridão. Herdamos as predisposições de temer as serpentes e a escuridão porque nossos ancestrais experimentaram tais medos ao longo de um sem-número de gerações. Esses medos nos ficaram gravados no cérebro. Será que nós, os espíritas, não podemos ver no inconsciente coletivo o aspecto reencarnatório?

(Fonte: Dr. Marco Antônio Palmieri, AME-SP – entrevista à Folha Espírita, janeiro 2008)

Relembrando a Origem do Espiritismo


A grande maioria acredita que o espiritismo surgiu a partir de Alan Kardec.

Entretanto, Kardec apenas procurou de forma lógica e racional entender eventos tidos como sobrenatural ou sem explicação sensata.

A verdade é que as manifestações dos espíritos ocorrem entre os homens em todos os tempos da história. Na própria Bíblia, é onde existem um dos maiores números de relatos espíritas que podem ser elucidados e explicados sobre o ponto de vista da ciência espírita.

O Espiritismo não é uma descoberta moderna. Os fatos e os princípios, sob os quais ele repousa, se perdem na noite dos tempos, pois seus traços se acham nas crenças dos povos, em todas as religiões, na maior parte dos escritores sacros e profanos. Apenas os fatos foram freqüentemente interpretados conforme as idéias supersticiosas da ignorância da época.


O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.

Na idade média a figura de Joana D’Arc, foi para a fogueira por não querer renegar as vozes espirituais, que a motivaram a libertar a França.

Daquele tempo até os tempos atuais as manifestações espirituais ocorrem no seio de qualquer classe ou religião, mas dependendo do local são consideradas “obras do diabo”, fruto da imaginação ou loucura.


O que há de moderno é a explicação lógica dos fatos, o conhecimento mais completo da natureza dos Espíritos, de sua missão e de seu modo de agir; a revelação do nosso estado futuro e, enfim, a constituição dele num corpo científico e doutrinário e suas múltiplas aplicações.

Os antigos conheciam o princípio; os modernos conhecem as minúcias.

Na Antigüidade o estudo desses fenômenos era privilégio de certas classes, que só o revelavam aos iniciados nesses mistérios; na Idade Média os que com ele se ocupavam ostensivamente eram tidos como feiticeiros e queimados vivos.

O Espiritismo, naturalmente, existia antes do famoso Mistério de Hydesville que é, sem dúvida, um acontecimento-marco da evolução das pesquisas psíquicas no mundo. Muitas vezes, apresenta-se combatido e deturpado.

O caso Hydesville resume-se no seguinte: um espírito cujo corpo estava enterrado dentro de uma casa comunica-se através de pancadas, pedindo para encontrarem o seu corpo, sob uma parede e enterra-lo. Essa experiência curiosa despertou um grande interesse nacional e internacional pela comunicação com os espíritos.


Em 1854 Alan Kardec conheceu as mesas girantes e ao participar das reuniões procurou respostas lógicas e começou a questionar aqueles que se comunicavam e descobriu que estes não passavam de espíritos de pessoas que anteriormente teriam vivido. Surge em 18 de Abril de 1957, o primeiro livro da Doutrina Espírita, o Livro dos Espíritos com 1019 perguntas feitas aos espíritos.

Vários cientistas tentaram então desacreditar o Espiritismo. Mas eis que surgem opiniões bem diferentes.

Willian Crookes, sábio inglês e pesquisador de grande acuidade, realizou durante os anos de 1870 a 1873, experiências, que se tornaram clássicas, com a médium extraordinária que foi Florence Cook , esta materializou durante três anos o espírito Katie King.

Frederico Zollner, notável físico alemão, utilizou-se, em 1877, de outro grande médium do passado, Henry Slade e, agindo como verdadeiro homem de ciência, que era, conseguiu extraordinários fenômenos de materialização, de transporte, de levitação e de escrita direta.

Willian Crawford é outro nome da Ciência, professor do Instituto Técnico e da Universidade de Belfast, que a história das pesquisas psíquicas apontará, um dia, como dos seus mais destacados e competentes cultores. A levitação de objetos foi estudada por ele com extremos cuidados.

Outros nomes se seguem, como Alexandre Aksakof, Myers,Oliver Lodge, Ernesto Bozzano,Willian Barrett.,etc.

O físico inglês Oliver Lodge em 22.11.1916, em um discurso assegura “ Mas, a conclusão é que a sobrevivência está cientificamente provada por meio da investigação cientifica.”

Crookes, afirma em 1917, ”É uma verdade incontestável que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro”.


Mas após todos estes dados, o leitor pode estar pensando: Porque então existe a discussão a respeito da sobrevivência até os dias atuais?

O filósofo José Ingenieros, já revelou o porque da situação atual desta questão em uma frase: “Onde todos andam de rastros, ninguém se atreve andar em pé”.

(Fonte: – www.ensinoespirita.blogspot.com - Francisco Amado)

Psiquiatria e Espiritismo


O conflito entre Psiquiatria e Espiritismo tomou vulto entre nós, em virtude do crescimento do movimento espírita. O preconceito religioso influi muito na questão, estimulando o preconceito científico. Mas as últimas conquistas das Ciências abriram uma perspectiva de trégua.

Coube a um famoso psiquiatra norte americano, Ian Stevenson, dar novo impulso às pesquisas sobre a reencarnação. Na URSS o psiquiatra Wladimir Raikov, da Universidade de Moscou, reconheceu o fenômeno de lembranças de vidas anteriores e iniciou pesquisas a respeito, partindo do pressuposto de sugestões telepáticas. Hoje há grande número de psiquiatras espíritas, o que estabelece o diálogo entre os campos opostos.

Muitos enigmas da Psiquiatria se tornaram mais facilmente equacionáveis para uma solução. Entre eles, talvez o mais complexo, que é o da Esquizofrenia. Certos casos de amnésia, em que os pacientes substituem a memória atual por outra referente a uma possível vida anterior, lançaram nova luz sobre o intrincado problema.

A divisão da mente, a diluição da memória, o afastamento da realidade parecem denunciar uma espécie de nostalgia psíquica que determina a inadaptação do espírito à realidade atual. Teríamos dessa forma um caso típico de auto-obsessão nas modalidades variáveis da Esquizofrenia.

Os casos se agravam com a participação de entidades obsessoras geralmente atraídas pelo estado dos pacientes. Eles se encontravam em estado de ambivalência e são forçados a optar pelo passado ante a pressão obsessiva. Este é mais um fato favorável à prática da desobsessão.

Psiquiatria e Espiritismo podem ajudar-se mutuamente, ao que parece em futuro bem próximo. Não há portanto razão para condenações psiquiátricas atuais dos processos espíritas de cura dos casos de obsessão.

(Fonte: www.espirito.org.br )

13 novembro 2010

Os Dragões e a Espiritualidade



São espíritos extremamente inteligentes e conhecedores de todos os meandros psicológicos dos homens a quem dominam a milenios. 

Vieram de outros orbes, reencarnados em tempos longínquos, na Atlântida e Lemúria. 

Sua estranha ética não pode ser avaliada mediante os valores das religiões da Terra, pois sua história é anterior à história das civilizações terrestres. Tentam impedir o progresso da humanidade a qualquer preço, pois sabem que estão fadados a um novo degredo para mundos ainda inferiores. 

Suas maquinações ocupam-se mais do campo geopolítico e estratégico em âmbito internacional; interessam-se, sobretudo, pelas idéias e instituições de referência mundial, ao invés de enfocar pessoas ou instituições religiosas. 

Procuram impedir tudo e todos que contribuem para o avanço da moral, do progresso e do bem. 

Não se manifestam nas reuniões mediúnicas atualmente realizadas nos movimentos espiritualistas, pois ainda os irmãos encarnados não estão preparados para enfrentar espiritualmente e tecnicamente esses seres de mais baixa vibração e mais alta periculosidade.

Podemos dizer que todos os sentimentos negativados demonstrados pelos homens tem sua origem neste agrupamento.

Vem de longe um plano das Trevas em manter o poder total sobre a população. São diversos os grupos subversivos que, com intenções de longo prazo, desenvolvem seus planos de controle social e intelectual.

Os Dragões, por outro lado, dispõem de uma energia mental ainda desconhecida pelos humanos encarnados. Com essa energia, somada a vontade e disciplina férreas, colocam-se ao abrigo dessas radiações, emitidas pelos elementos pressurizados e altamente radioativos desta região, no interior da Terra. 

Embora exista grande esforço por parte dos Dragões, não podem evitar a deformação gradual de seu perispírito, devido preponderante, mas não exclusivamente, ao adiamento milenar do processo reencarnatório.


Diretrizes desse comando oculto:

- Dirigir os seres e deter o poder sobre as informações, podendo assim controlar a opinião pública de forma a direcionar a vida de cada cidadão.

- Semear confusão nos mais variados grupos organizados (culturais, cientificos, sociais, religiosos...) de modo a garantir que não exista união entre as diferentes culturas e nem dentro das famílias;

- Criação de literaturas e instruções de incentivo à obscenidade e aspectos degradantes dentro da mídia, para manter as pessoas conectadas a baixos instintos, sem condições de elevar seus padrões vibracionais;

- Fermentar a inveja, ódio, diferenças sociais e culturais, privações, fome e propagação de epidemias;

- Dominar e ditar as novas regras da evolução, controlar as diretrizes sociais e morais.

- Minar a energia daqueles que pregam a fé raciocinada.

- Sustentar a inimizade e o medo entre as diferentes raças, por meio de guerras

Está sendo dada uma ultima oportunidade a esta coletividade para se adequar ao planeta ou deixá-lo.

Fontes:
1. www.forumespirita.net 
2. livro "Legião" - Robson Pinheiro
3. livro "Os Dragões" - Wanderley Oliveira

08 novembro 2010

Gratidão


A gratidão desbloqueia a abundância da vida.
Ela torna o que temos em suficiente, e mais.
Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade.
Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo.
A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã.
(Melody Beattie)

07 novembro 2010

O Médium



(Texto postado originalmente na lista do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB)

"Olá pessoal!

Que a Luz e a Paz estejam iluminando nossos caminhos!

Hoje, quarta de manhã, eu estava no banho na minha suíte, eram umas 12 horas.

Fui dominado por um influxo de idéias contundentes e enérgicas, em bloco, e foi difícil me conter. Tive que me enxugar correndo e meio mal (sorte que não estava tão frio hoje), e mesmo nu e rapidamente assentei-me ao chão de qualquer forma (sorte que era carpete) e comecei a escrever compulsivamente e em alta velocidade, sem sequer um pestanejar e saiu este texto abaixo.

Entendo que é uma advertência altamente enérgica também para mim que sou médium e escritor assumido e estou desenvolvendo vários trabalhos, e diante de meus erros, recalcitrâncias e omissões, os amigos extrafísicos veicularam a mesma por meu intermédio e solicitaram a sua divulgação em todos os meios onde eu fosse razoavelmente conhecido, como aqui.

O amparador chegou (e não sei quem é, embora desconfie, mas não importa) e falou: “ESCREVA!”

Então eu escrevi, e ao fim ele pensou: “DIVULGUE, MAS É PARA VOCÊ TAMBÉM, e foi embora na dura, sem nem um tchau.

Passo o texto, passo a energia, passo o sentimento e passo a idéia assumindo a co-responsabilidade também. Peço que divulguem onde acharem que for conveniente.

Paz e Luz e força no coração."


* * *

O Médium

“O médium é o Office boy da espiritualidade, e existem muitos deles. Uns trabalham nas empresas de luz e trazem as respectivas mensagens luminosas. Outros trabalham nas empresas da escuridão e também respectivamente com objetivos materiais nefastos.

O médium consciente sabe que é médium, é mais lúcido, reconhece e admite a presença dos amigos espirituais e se assume médium, mesmo perante a crítica dos fundamentalistas "espumantes" que são capazes de morder a própria língua para ofender e denegrir aqueles que não comungam com as suas idéias estreitas.

O médium é a última milha do telefone sem fio interdimensional. O que antes fez como brincadeira de criança, hoje faz como responsabilidade de adulto.

O médium não é evoluído e nem melhor, aliás, muito pelo contrário, a mediunidade na maioria das vezes é apenas uma oportunidade cármica (dharma) de resgatar os erros do passado, que pode se manifestar como fardo, como bênção, ou como ambos, dependendo da situação e de diversas variáveis conscienciais intervenientes.

Cada médium tem um trabalho, uma tarefa ou obrigação consciencial que lhe foi gentilmente cedido pelo Alto face a seu arrependimento e vontade de mudar, mas muitos "perecem" no meio do caminho e se atolam na repetição de erros do passado. Outros tantos se estagnam e efetuam pequena fração de suas tarefas, que antes tanto se entusiasmaram por fazer, acreditando que seria fácil.

A mediunidade não é brincadeira, é tarefa séria e de alta responsabilidade, que independe de hora, idade, local, doutrina, religião, intelectualidade ou situação financeira.

Cada médium programou para si, adstrito à orientação de seus mentores, o que seria melhor para si dentro do contexto evolutivo.

Mediunidade não é tarefa para os fracos e covardes, mas para os abnegados e persistentes. O Alto necessita de cada alma que se dispõe a retornar ao bem e a assumir sua tarefa de mini-peça cósmica consciente frente ao Universo regido pelas leis de Deus.

A mediunidade é uma associação de vontade com talento, mais a oportunidade somada com a responsabilidade, mais a renúncia, a fim de ajudar muitos outros, para, no fim, estar ajudando mais a si próprio.

O médium vaidoso só o é porque não é lúcido e não se lembra, ou melhor, não deseja se lembrar dos erros do passado e hoje lhe custa admitir que sua mediunidade-trabalho-tarefa-obrigação foi implorada por ele ao Alto no período intermissivo (período entre vidas, no plano astral).

Ser médium não é bonito e nem traz vantagem, mas é obrigação por opção voluntária endossada pelo Alto, a fim de auto-burilar a conduta íntima, quitar carma no atacado, e superar um novo degrau nesta íngreme escalada evolutiva da vida.

Deus não joga dados, e a vida não é brincadeira, muito menos o trabalho e a mediunidade. O amor é um direito de todas as criaturas, e nos parece que não temos outra opção senão ter coragem de enfrentá-lo.

Dá trabalho?

Sim! Mas ser feliz é um trabalho que compensa.

Não existe fuga para você, seja médium ou não.

O médium pulou de pára-quedas no meio da guerra, admitiu a auto-luta em princípio, e pôs a cara a tapa na reencarnação a que se propôs, e no meio do caminho não há como desistir. É como uma represa que ruiu, nada segura a força das águas e nada segura o fluxo de energias conscienciais na vida dos seres.

Aos médiuns nós sugerimos: abandonem as brincadeiras irresponsáveis e assumam seus serviços, pois nós precisamos de vocês. Percam a vergonha de assumir sua mediunidade, tanto na frente dos ignorantes tridimensionais, como aos invejosos espiritualistas, ou aos parapsiquistas
multidimensionais e confiem em si mesmos.

Auto-estima para o médium é fundamental, mas sem vaidade. Não respondam às críticas maldosas, elas merecem ser desprezadas, e a melhor resposta é o resultado de seu trabalho, que só irá obter trabalhando.

Mãos à obra, pois a espiritualidade não dorme!"


(Recebido espiritualmente por Dalton Roque – Curitiba, 04 de setembro de 2002.)

06 novembro 2010

Haverá um tempo


Haverá um tempo em que tudo será bom.
Haverá um tempo onde tudo será Luz.
Onde as pessoas serão sempre amáveis...
Onde todos cantarão o mesmo tom.
Em que bendirão a chuva e o vento,
Porque abrigo não há de faltar.
Os sonhos serão realizáveis...
A dor, apenas antigo tormento.
Haverá vida brilhante..
Haverá paz sublime.
As bocas estarão sempre em festa...
Enfeitadas com um
sorriso contagiante.
Os olhos só enxergarão o que for cor...
E tudo será belo.
Como a essência de uma flor.
Das lágrimas, só serão derramadas
As que forem de alegria e felicidade.
Sem fome e sem sede no corpo e na alma.
Eu sei e confio que há de chegar esse dia...
Onde haverá unidade...
Onde o amor invadirá.
Então, Deus sorrindo dirá:

Eis enfim a Humanidade...

(Autor Desconhecido)

Inteligencia e humor de Chico Xavier


Um médico legista, pensando que poderia abalar a crença de Chico Xavier, disse-lhe que durante muitos anos, fazendo necropsias e dissecando cadáveres a bisturi, nunca havia encontrado a alma, matéria-prima das religiões, e principalmente do Espiritismo, que o médium professava. Chico Xavier, com a sua habitual tranquilidade, respondeu–lhe perguntando: "Doutor, como é que o senhor queria encontrar o pássaro depois que ele fugiu da gaiola?".

Dica de livro - "Casas que Matam" - Roger de Lafforest


Você já pensou que sua própria casa pode ser uma armadilha mortal? 

Radiações telúricas, influências de materiais de construção, memórias das paredes... No entanto, precauções e remédios estão ao alcance do homem para neutralizar estas forças inquietantes.

Alguns trechos do livro:

"Dentre os animais, o homem é o mais vulnerável; não tem cara­paça, nem couro, nem sequer pêlo que recubra sua pele. É um ser mais nu que uma lombriga e mais frágil que uma larva.[...]

[...] Estou convencido - concluiu o médico - de que a verdadeira proteção do adormecido é uma coberta mais simbólica que real; assim sendo, um simples tecido pode ter a mesma eficácia que uma campânula de chumbo. O importante é ter a cabeça coberta. Trata-se, em definitivo, de uma espécie de obrigação ritual, de um mistério de adequação. Explico: o mais adequado para a segurança do homem que dorme é uma casa; assim, a representação de um teto, mesmo que apenas simbólica, puramente mágica, basta para garantir a proteção do adormecido, para deter o feixe de forças assaltantes, para impedir a agressão do invisível."

Livro interessantíssimo! Indico a leitura.

05 novembro 2010

A Cegueira da Razão do Fim do Século - Suely Caldas Schubert


Este é o título da entrevista feita com o escritor português José Saramago, quando esteve em Belo Horizonte para proferir palestra, no dia 21 de novembro de 1997, e está relacionado com o tema central do seu livro "Ensaio sobre a cegueira".

A entrevista, publicada no jornal Hoje em Dia (20/11/97), aborda inicialmente o tema do livro, que segundo o autor, "é uma parábola que questiona se nós não somos detentos de uma razão cega, de uma razão que não é guardiã da vida, mas que pelo contrário, muitas vezes é usada em seu potencial destruidor."

Não li o livro em questão, mas pelos depoimentos do ilustre escritor, considerado pela crítica como o maior escritor vivo da língua portuguesa, o assunto é fascinante, embora a abordagem (segundo pude apreender) se restrinja aos aspectos políticos, sociais e culturais.



A intenção de Saramago, conforme afirma o repórter Márcio Serenei que assina a matéria, é anunciar "uma Idade das trevas às avessas, onde uma hipertrofia do iluminismo levaria o mundo ao caos"; cabendo ainda neste contexto, críticas ao desenvolvimento das ciências e das novas tecnologias utilizadas, muitas vezes, para a destruição. Saramago enfatiza que "os novos meios tecnológicos, em si, não são bons nem ruins. Boas e ruins são as formas como as pessoas se utilizam deles."

Pelo que foi possível deduzir da entrevista, a questão religiosa ou não é abordada no livro, ou não Ihe foi dada ênfase bastante para ser citada naquele momento.

Mas, com os elementos que acabamos de mencionar uma conclusão surge, espontânea e natural, como sempre ocorre quando se faz - à luz do Espiritismo - uma análise crítica de nossa época, com todas as suas características boas ou más, úteis ou nocivas: a de que a cegueira maior, mais profunda e prejudicial é a da fé. Não é difícil observar que, exatamente em decorrência desta surgem todos os males que a Humanidade enfrenta.


A fé cega é a cegueira da razão em nível mais profundo.

Mas, por que o escritor diz que a razão está cega? O que ele está pretendendo denunciar?

Cremos que no Espiritismo estão as respostas.

Se olharmos a trajetória da fé e da razão, na história da Humanidade, encontramos a permanente questão de que ambas são antagônicas.
A fé, como manifestação religiosa, sempre primou pela irracionalidade, predomínio do pensamento mágico, no qual se mesclam componentes místicos, imaginários e experiências transcendentais, num amálgama em que, geralmente, são tecidos os fatos, que se tornam depois, a base de várias religiões.

Sobre esses fatos, bastante duvidosos e inconsistentes, a fé foi sendo estruturada, freqüentemente ilógica, sem questionamento, mas que atendia, em princípio, às necessidades da época.
Em contrapartida, a razão, bruxuleante, consegue firmar-se, à medida em que o homem avança intelectualmente.
Este progresso é de tal ordem que culmina com uma verdadeira revolução das idéias nos séculos 18 e 19, quando se proclama que a razão e a fé são Incompatíveis.
Nessa altura a fé está mesmo completamente cega.


Da fé ilógica e cega resultam afirmações terríveis que norteiam o pensamento e a conduta da imensa maioria de seres humanos, tais como:

- Deus é cruel e vingativo; tem todas as paixões humanas; seus critérios de justiça são variados e incoerentes e, quase sempre injustos;

- Satanás é mais poderoso do que Deus, que o criou, pois se rebelou contra o próprio Criador, fundou o inferno onde reina e consegue que ali sejam mantidos seres humanos, em número incalculável, condenados sem remissão, sem que Deus tenha poder para retirá-los.
Ou o que é pior: Deus, muitas vezes, envia seus filhos para lá, deixando-os ao encargo de Satanás, seu principal oponente, por toda a eternidade;

- Deus criou Adão, depois a Eva, como subproduto dele; só que ela era esperta, curiosa e desobediente e fez o que não devia. Deus ficou com raiva e puniu o casal e todos os seus descendentes - ou seja, a Humanidade inteira;

- Deus, frequentemente de mau humor, provocou o dilúvio. Como gostava mais de Noé do que do resto de seus filhos, ensinou-lhe como fazer para salvar-se e a todas as espécies animais;

- O maligno continua reinando. Só alcançam a salvação - diz a palavra de Deus - aqueles que aceitarem esta ou aquela religião, e cada uma delas advoga para si a posse da verdade; o restante da Humanidade arderá no Inferno;

- Para salvar a pobre Humanidade veio Jesus, filho de Deus, mas que é o próprio Deus, num mistério que associa também o Espírito Santo.

A lista é longa, muito longa. E terríveis são os princípios religiosos que buscam manter o homem na ignorância, na ilusão, manipulando-o ao sabor dos interesses dos líderes religiosos.



A razão, por seu lado, responde à fé cega com a descrença, o ceticismo e o materialismo. Criam-se paradigmas científicos em absoluta oposição a tudo o que a fé exalta.

Há dois séculos o paradigma científico que impera é o mecanicista, que desconhece Deus, não admite a sua existência e proclama que tudo é matéria no Universo. O abismo entre a razão e a fé parece ser intransponível.

A razão, até hoje detentora das luzes da verdade, do conhecimento, conforme ressaltam os seus defensores, por incrível pareça, também começa a enxergar menos.

E, agora, torna-se igualmente cega. Vê-se, assim, um estranho paradoxo: a razão destituída de razão.

O objetivo de Saramago é evidenciar que, apesar de todas as luzes que a razão acendeu, ainda assim, a Humanidade prossegue tateando nas sombras.

O que nos leva a deduzir que estas luzes clareiam apenas externamente, isto é, as coisas da vida material, pois que o interior do ser humano elas não chegaram a iluminar. Por isso o escritor diz ser esta "uma idade das trevas às avessas" - em plena luz as trevas ainda predominam.


É importante que o escritor português proclame esse estado de coisas, mesmo que não tenha se referido explicitamente à fé e sim à falta de uma ética moralizadora, pois talvez consiga abrir os olhos de alguém.

Em O Livro dos Espíritos, terceira parte, cap. VIII, a partir da questão 779 até a 802, Allan Kardec trata da marcha do progresso, tendo os Espíritos Superiores informado que o progresso intelectual se efetua sempre e antecede ao progresso moral. Esse é exatamente o panorama geral da Humanidade, é o momento que atravessamos.

Léon Denis, com muita propriedade, afirma que "saber é o supremo bem e tolos os males provêm da ignorância".

O ser humano, em sua grande maioria, ainda permanece mergulhado no desconhecimento das questões espirituais. Ainda não se deu conta daquela que é fundamental para sua própria existência, ou seja, que é um espírito, provisoriamente habitando um corpo físico, nessa breve viagem que é a vida terrena.

O saber a que Denis refere-se, não é somente o advindo do intelecto, mas sim, o que abarca todos os aspectos do ser integral, pleno.
(fonte: www.forumespirita.net)

Lost in Love - Air Suplly - versão acústica

video
Saudades...

Precisão


O que me tranquiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.
(Clarice Lispector)

Dica de filme - "A Vida e Morte de Charlie St. Cloud"


Sinopse: Sem conseguir aceitar a morte do irmão mais novo, Charlie (Zac Efron) mantém um relacionamento com o espírito de seu irmão, mas a história se complica quando ele precisa escolher entre manter esses encontros ou envolver-se com um novo amor. Elenco: Zac Efron, Amanda Crew, Donal Logue, Charlie Tahan, Kim Basinger e Ray Liotta

Frase


"As pessoas só fazem a você, aquilo que você permite."

02 novembro 2010

O Olhar


O olhar é muito mais do que função fisiológica. 
É uma linguagem forte. É um universo carregado de sentido. É condensação do mistério do homem. Relata o destino de muita gente. Provoca alterações decisivas na vida.

Mesmo o olhar indiferente suscita reações contraditórias. O olhar é, em grande parte, a morada do homem. O universo do olhar é vasto e misterioso. 

Olhar habitação que acolhe o próximo que passava desabrigado. 
Olhar rejeição que distancia o gesto de diálogo. 
Olhar atração que cativa e envolve o semelhante. 
Olhar envenenado que espalha ameaça.

Olhar inocente que semeia simplicidade pela face da terra. 
Olhar malicioso que planta a semente da maldade no corpo dos homens. 
Olhar indiscreto que revela as intimidades humanas. 
Olhar sigiloso que arquiva quadros dolorosos e cenas humilhantes. 

Olhar atento que não desperdiça o menor sinal de boa vontade.
Olhar displicente que esquece a presença do outro. 
Olhar compreensivo que apaga os rastos dos erros. 
Olhar intolerante que espreita o deslize da fraqueza.

Olhar generoso de Cristo que abraça toda Jerusalém. 
Olhar mesquinho do fariseu que cata e filtra migalhas.
Olhar pastoral de Cristo que recupera Pedro hesitante. 
Olhar encolerizado que fulmina o parceiro. 

Olhar apelo que suplica compaixão e ajuda. 
Olhar intransigência que cobra a última gota de sofrimento. 
Olhar amor que unifica os que se querem. 
Olhar ódio que esfaqueia os que se detestam.

Olhar história que vive a evolução das construções, o fluxo das gerações, o movimento dos estilos. 
Olhar documentação que registra as clareiras dos horizontes, a floração dos campos, o sangue dos acidentes, o desesperado precipitando-se do edifício, o último aceno de quem está se afogando.
Olhar de ansiedade que fica na estrada acompanhando aquele que parte. 
Olhar de esperança que não sai da estrada, aguardando a volta do filho pródigo. 

Olhar do recém-nascido que anuncia a chegada de uma existência. 
Olhar do agonizante que procura perpetuar sua presença entre os que ficam. 
Olhar evangélico que anuncia o reino de Deus. 
Olhar céptico que recusa os sinais da esperança.

Olhar consciente que ativa a reflexão humana. 
Olhar coisificado que manipula os homens como objetos. 
Olhar libertador que retira o irmão do cativeiro moral. 
Olhar argentário que industrializa até os sentimentos humanos.

Olhar decidido que busca a realização pessoal.
Olhar evasivo que evita o encontro com a realidade. 
Olhar pacifico que reconcilia as vidas separadas. 
Olhar reticente que fragmenta a confiança.

Olhar de perdão que põe de pé a quem estava caído.
Olhar de rancor que jura vingança impiedosa. 
Olhar feroz do perseguidor, do tirano, do opressor. 
Olhar encolhido, amedrontado do perseguido. 

Mas, que grandeza nesse olhar acuado! A última resistência do homem esmagado se refugia no olhar oprimido.

Diz Levinas que o arbitrário enxerga a sua vergonha nos olhos de sua vítima. Por isso, o agressor procura destruir, eliminar o oprimido. Pois não suporta o olhar que o acusa, que o julga, que o condena.

Mas, o olhar que a arbitrariedade apaga na vida do oprimido, reacende-se na consciência do tirano como verme roedor. 

O olhar é também linguagem de Deus.

(Fonte: livro "Estradeiro" de Juvenal Arduini)