"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

29 setembro 2012

Dica de vídeo: "Enquanto o mundo dorme", de Diogo Marques




Documentário que investiga o cotidiano de uma cidade, antes do início de um novo dia.

Retrata um pouco da vida e o olhar das pessoas que trabalham de madrugada para renovar e manter os recursos da própria cidade.

O filme acompanha o relato de trabalhadores noturnos que dedicam suas vidas na manutenção da ordem na cidade, não importando o quanto são ou não reconhecidos.

Através de seus depoimentos e das dificuldades enfrentadas por cada um ao longo da noite, o documentário apresenta a vida e a luta dessas pessoas para manter a cidade funcionando enquanto o mundo dorme.

*  *  *


O menino e o cinema



Aquela gripe inesperada era tudo que ele não precisava. Justo nesse dia!

Ele estava ardendo em febre e mesmo assim implorava para sua mãe para ir ao cinema.

Afinal de contas, hoje era quinta feira e era o dia da continuação da sua série favorita. Se ele perdesse essa parte de hoje, ficaria sem entender a próxima parte.

Dona Rebecca não queria saber de argumentos, com aquela gripe e com esse "febrão" ele teria que ficar em casa e pronto. Ai dele se desobedecesse!.

Uma angústia passou pelos olhos do menino. Escondeu a cabeça sob as cobertas e chorou.

Chorou ao lembrar-se das dificuldades da vida, da pobreza em que viviam, e do filme que era exibido em séries todas às quintas-feiras lá no Cine Ok. 

A série era o "Vale dos desaparecidos" e era o único filme que ele e o irmão pagavam para ver, afinal aquele velho golpe de andar de costas quando o povo saia do cinema não funcionava no Cine Ok.

Chorando e com a febre subindo, o menino pensava em Deus e na sua justiça. 

Por quê ele tinha que ficar com febre justo hoje? Por quê na quinta-feira? Que injustiça era essa? Tantos dias diferentes para ficar doente, e justo hoje ele amanhece com essa febre que só veio para atrapalhar tudo...

Adormeceu com a febre que insistia em queimar. Acordou horas depois com os gritos dos amigos.

Ao abrir os olhos no quarto humilde, o garoto viu aquele monte de amiguinhos falando ao mesmo tempo. Ele não entendia nada, era muita gente , muitas palavras e nenhum entendimento. 

Só quando seu irmão pediu silêncio foi que ele soube que havia escapado da morte. O Cine Ok havia pegado fogo naquela tarde de quinta-feira e haviam muitas vítimas.

Por isso, quando você não entender o porquê de uma doença, daquele pneu furado pela manhã, o trem que não chega, o avião que não sai, o carro que você não consegue comprar, os pequenos acidentes que te atrasam em um compromisso, faça como o menino Senor Abravanel (ou Silvio Santos, como você quiser), que aos 12 anos descobriu que Deus cuidava dele e com certeza tinha uma missão muito maior do que aquele filme de quinta-feira á tarde.

Será que a sua febre não está te livrando de uma tragédia? Não é hora de agradecer?

Agradecendo por tudo que recebemos, nós não caímos no risco de sermos injustos, nem com Deus, nem com ninguém.

Reclame menos, agradeça mais e viva feliz!


(História real baseada na vida de Silvio Santos)


(Paulo Roberto Gaefke)


*  *  *

Ziraldo e a importância da leitura



Um texto de uma palestra do Ziraldo simplesmente perfeito.


*  *  *


LER é o nosso segundo código de sobrevivência .

O primeiro código são os cinco sentidos.

É através deles que o Homem se comunica com o mundo. Ainda que ele os tenha perfeitos, o fato de não saber LER – e escrever, é claro – faz do Homem um ser incompleto. Um quase deficiente físico se considerarmos que LER deveria ser um dos seus sentidos vitais.

O Homem deveria LER como quem vê, como quem ouve, como quem respira.

Ou mais: o Homem deveria LER com o mesmo prazer com que vê um por de sol, ouve uma canção ou enche de ar seus pulmões numa manhã de outono. Afinal, o prazer passa pelos sentidos. A escola do mundo inteiro, em toda a História, nunca percebeu isto.

Como se pode querer que uma criança estude proveitosamente quando ela não domina seu segundo código de compreensão do mundo?

A escola já deveria ter registrado – e aprendido – que não esquecemos nunca aquilo que aprendemos com prazer.

E como é que estudar pode ser uma coisa boa quando LER é uma tortura? E pergunto mais: pode-se, por exemplo, jogar basquete sem saber quicar a bola, entrar na bandeja ou não comete sobressalto?

É isto: LER e escrever são os fundamentos deste esporte chamado VIDA.

Qual a dúvida? LER é muito mais importante do que estudar.



Ziraldo (Palestra UNESP Araraquara, 1989)


*  *  *


28 setembro 2012



Alguns poucos vêem, sem nunca ninguém haver lhes mostrado, outros vêem quando alguém lhes mostra, a maioria não vê, mesmo quando mostrado.

(Leonardo da Vinci)                                                                                

26 setembro 2012

Somos todos especiais...



Somos o que realizamos.

Imprudentes, muitas vezes não damos valor ao que recebemos de graça para progredirmos espiritualmente.

Depois que o indivíduo mergulha num estado de perturbação profunda, não há como ele se reajustar, refazer por si próprio.

Um escravo não consegue libertar outro escravo. Só um liberto consegue libertar um escravo. Portanto, só um equilibrado pode ajudar um desequilibrado. É assim que Deus socorre Seus filhos, por meio de Seus próprios filhos.

Essa é a necessidade que temos de ajudar uns aos outros, pois nós próprios ainda não encontramos harmonia total de viver. 

Ao ajudar os mais necessitados, estamos esquecendo de nós mesmos, exercitando a unidade do ser humano e nos predispondo a receber o auxílio daqueles que estão melhores que nós.

Portanto, ajudar não é caridade e nem abnegação, é uma necessidade de bem viver.

Lembrei agora de um exemplo bem simples: Uma senhora, tendo uma casa no litoral, ficando tempo sem ir, sem usá-la, deixou-a em desordem e na sujeira. Querendo usufruí-la, arrumou três faxineiras para ajudar a torná-la habitável. Ela e as três senhoras trabalharam o dia todo limpando, arrumando-a e, no final do dia, a proprietária exclamou: "Está em ordem!"

Pelo uso indevido ou por falta de uso, por descaso e por muita imprudência, deixamos nosso espírito em desordem, desequilibrado, e teremos um dia de colocá-lo novamente em harmonia.

É um trabalho intenso de organização, de recuperação, em que sempre temos que contar com a ajuda alheia.

"Que faxina! Que grande faxina!" - Disse-nos nossa amiga, Deise, que tem no filho, Fábio, sua grande experiência. "É trabalho para uma vida toda!"

Sim, é verdade, Deise sabe disso, porque sua luta não é só para recuperar seu filho, mas outros tantos deficientes também. Ela nos ajudou emprestando livros e com pesquisas, colaborando conosco na realização deste livro.

E lhe somos muito gratos.

Não temendo o trabalho, Deise poderá dizer como muitos outros pais. Feito! Conseguimos! Como essa realização faz bem!

Todos esses fatos mencionados não haveria necessidade de acontecerem.

Vivemos hoje os resultados das nossas ações do ontem. Portanto, o homem é quem decide, por meio de suas atitudes de hoje, como será sua vida no futuro.

Se pararmos um pouco e olharmos com carinho e atenção para esta realidade, vamos excluir das nossas existências oitenta por cento de dores, angústias e conflitos, que são resultado da vida egoísta e maldosa que hoje estamos vivendo.

Deus não tem por princípio castigar seus filhos, pelo contrário

Ele tudo nos concede para que Sua manifestação no homem e fora dele, seja uma apoteose de plenitude.


(Espírito Antônio Carlos)


(Extraído do livro “Deficiente Mental - Por que fui um ?” - Espíritos Diversos / Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho / Cooperação do Espírito de Antônio Carlos. Editora PETIT. )


*  *  *

O universo que conspira a nosso favor



Quando se quer uma coisa, o universo inteiro conspira a favor.

Estamos acostumados a olhar esta frase apenas do ponto de vista positivo; nossos verdadeiros desejos sempre se transformam em realidade.

Entretanto, é preciso ficar atento para as trevas do subconsciente. 

Ali, escondidos debaixo de uma porção de boas intenções, estão desejos que não ousamos sequer confessar a nós mesmos: a vingança, as autopunições, a alegria macabra da tragédia pessoal.

O universo não julga: conspira a favor do que desejamos.

Olhemos com coragem as sombras de nossa alma – por mais doloroso que isto possa ser.

Iluminemos estas trevas com a luz do perdão, da misericórdia, e do respeito por nós mesmos.

O universo sempre conspira para realizar o que queremos; é preciso muito cuidado.


(Paulo Coelho)


*  *  *


Dica de vídeo: "Um minuto de silêncio" - Documentário de Neurilan Ribeiro




Excelente documentário, onde vemos a morte de uma forma diferente do convencional, através de quem trabalha e convive com ela todos os dias.

Uma série de depoimentos que nos comovem e nos inspiram.

Recomendadíssimo!

23 setembro 2012

Sobre a insônia...



É cada vez mais comum ouvirmos no consultório a seguinte frase :

- Doutor, me receita um remédio pra dormir!

Alguns ainda exigem a prescrição de determinados remédios, pois já experimentaram todos e sabem que no caso deles, alguns funcionam melhor.

Vivemos a época das pílulas milagrosas. Compramos milagres em cápsulas, diariamente e nosso limite é o Céu. Lutero teria de encarnar novamente para lançar uma contra reforma!

Deixemos que a ciência oficial trate da insônia, mas seria interessante abordar alguns aspectos do sono do ponto de vista espiritualista.

Allan Kardec, nos diz no Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a emancipação da alma, que o espírito nunca está inativo, e aproveita as horas de sono para manter relação direta com o plano espiritual, entrando em contato com espíritos encarnados e desencarnados, e visitando lugares bons ou ruins de acordo com sua evolução, de acordo com o que permite a sua própria energia.

Isso explica o motivo pelo qual podemos acordar completamente descansados e inspirados e outros dias acordamos mais cansados do que nos deitamos.

Não é incomum, durante os tratamentos no centro espírita, observarmos que algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir porque trazem a casa repleta de espíritos desencarnados que por algum motivo querem prejudicar aquela família, pois é da lei que colhamos hoje o que semeamos ontem.

Vemos também que uma das causas freqüentes de insônia é o despertar da mediunidade.

Durante o entorpecimento natural do sono, quando o espírito começa a se desprender do corpo físico como faz toda noite, esses médiuns novatos começam a ver o ambiente espiritual da casa.

Então com medo e receio do desconhecido, recusam-se a dormir, causando problemas enormes para a economia física, e no entanto, seria muito mais fácil estudar e entender o processo mediúnico, se libertando de receios infundados, baseados em crendices.

Se imaginarmos nossa noite de sono como uma viagem a ser empreendida, facilmente compreenderemos que alguns simplesmente sabotam seu próprio sono.

Qualquer viagem, por menor que seja, exige um preparo mínimo.

Verificamos o melhor caminho, a roupa que levamos, o dinheiro, o local onde ficaremos etc..., mas a maioria de nós não consegue nem fazer uma prece antes de dormir.

Para alguns não há antídoto melhor para insônia do que iniciar uma prece ou uma leitura edificante. É fatal ! É começar e cair no sono.

Deitamos na cama, nos preparando pra dormir, repletos de problemas, trazendo uma enormidade de situações mal resolvidas, e queremos que nossa noite seja tranqüila. Jesus nos diz que onde estiver nosso tesouro, aí se encontrará nosso coração.

Como esperar noites tranqüilas, acompanhadas pelo nosso anjo da guarda, nosso mentor espiritual, se passamos o dia de forma agitada, ansiosa, intranqüila? Com certeza nosso espírito estará junto daqueles e das coisas as quais voltamos nosso sentimento.

Deixemos de ser cristãos de templos, nos preocupando com Jesus somente quando estamos na nossa casa religiosa, e com certeza teremos noites tranqüilas, de sono reparador. Refletindo nisso, chegamos a conclusão que dormimos com nosso maior inimigo, nós mesmos.

Os livros de Divaldo Pereira Franco nos relatam inúmeros casos de trabalhadores do bem, encarnados, que aproveitam suas noites de sono na continuação dos trabalhos de ajuda espiritual iniciados durante o dia.

Quantos benefícios não colhem esses trabalhadores, aproveitando cada minuto para sua evolução.

Cada um encontra o que busca. O que passa o dia acumulando raiva, desentendimentos e stress, com certeza terá uma noite bem diferente daquele que tenta viver em paz consigo mesmo, exercendo sua religiosidade de forma segura.

Pensemos nisso.

Paz e luz a todos!




*  *  *

A dor



A dor pode ser comparada ao instrumental de um hábil escultor.

Com destreza e precisão técnica, ele toma de uma pedra dura como o mármore, por exemplo, e pacientemente a transforma em uma obra de arte, para encanto das criaturas.

A beleza da pedra só aparecerá aos golpes duros do cinzel, na monotonia das horas intermináveis de esforço e trabalho.

Assim como a pedra se submete à lapidação das formas para se tornar digna de admiração, somente os corações que permitem à dor esculpir sua intimidade, adquirem o fulgor das estrelas e o brilho sereno da lua.

(Autor desconhecido)

*  *  *

O frio que vem de dentro



Eram seis homens que ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve. 

Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.

Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.

Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura.

Então, raciocinou consigo mesmo: "Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro".

E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. 

Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas.

Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: "Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso? Nem pensar”.

O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina.

Seu pensamento era muito prático: "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou: "Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha".

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava. Estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos".

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. 

A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente, apagou.

No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. 

Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse:
- O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.

* * *

Não deixe que a friagem que vem de dentro o mate.
Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam.
Não permita que as brasas da esperança se apaguem nem que a fogueira do otimismo vire cinzas.
Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama da vida onde quer que você esteja.

(Equipe de Redação do Momento Espírita)

*  *  *

Como um pombo-correio



Levaram minh’alma para longe da Pátria querida — e soltaram-na em terra estranha...

E ela, qual pombo-correio, norteando-se, ergueu vôo, rumo à querência...

De sol a sol até ao cair na noite pressaga, voa a avezinha por espaços ignotos, cheia de saudades...

De quando em quando, exausta, abate o vôo e pousa no alto dum rochedo, numa cerca, ou cai no meio dum canteiro em flor...

E dizem então os homens, esses ingênuos, que minh’alma se esqueceu da pátria e se enamorou de terra estranha...

Dizem que a pobre avezinha deixou de ser o que era — para ser o que não era.

Não sabem eles, esses ingênuos, que não é por amor aos rochedos, às cercas ou às flores da terra que minh’alma desceu das alturas...

Retorne ao meu coração a energia normal do meu ser — e vereis, ó ingênuos, que não me sofrem aqui as saudades de minh’alma...

Expandirei nos mares azuis do espaço a potência das asas levíssimas — e adeus, rochedos, cercas e flores da terra!...

Quanto mais forte e normal é o meu ser — tanto mais cruciante me dilacera a saudade de Deus...

Quando me cerca universal abundância — mais do que nunca sinto a minha indigência...

Quando me enche a mais farta plenitude material — então me atormenta a mais faminta vacuidade espiritual...

Quando nada me falta das coisas tangíveis — mais do que nunca sofro a sede do intangível...

Quando a consciência do Eu atinge o zênite do seu poder — então a inteligência ilumina o nadir da minha inquietude metafísica...

Quanto mais forte e mais “ela mesma” é minh’alma — tanto menos prazer encontra em repousar em rochedos, cercas e canteiros...

Só em transes de fadiga e desânimo, quando ao pleni-Eu sucede um semi-Eu ou um pseudo-Eu — deixa meu espírito de voar em demanda da pátria longínqua...

Ergue-te, pois, aos espaços, pombo-correio de minh’alma!

Divina é a mensagem que tens de levar à humanidade!

A mensagem da verdade e da vida...

A mensagem da justiça e da paz...

A mensagem do amor e da graça...

O Aleluia da Páscoa e o hosana da infinita beatitude...


(in  “De Alma para Alma”,  de Huberto Rohden)

*  *  *

21 setembro 2012

A Terra está despertando, e você?



Esses são tempos muito importantes para a evolução espiritual na Terra.

Percebo que as pessoas estão despertando muito mais rápido que em qualquer outra época, decidindo-se às vezes em apenas uma tarde, a viver suas vidas de forma mais rica.

Há dez anos levaria meses para que alguém atravessasse tal processo.

Um período de despertar espiritual em massa é um tempo perigoso para simplesmente se sentar e aguardar pela iluminação.

Foram desencadeadas forças que são caóticas e, de muitas formas, perturbadoras, com erupções tanto ambientais quanto do inconsciente coletivo. Isto nos fornece uma pressão muito maior para evoluir, tanto em termos pessoais quanto como espécie, mais do que em qualquer época anterior.

Há uma razão para essa tendência mais sombria.

Ao evocar as forças da luz, também precisamos dominar o lado escuro, ou seremos possuídos por ele.

Isto não é uma competição entre o bem e o mal, onde apenas um dos lados ganha. A transformação profunda da Sombra, pessoalmente e como espécie, é uma questão urgente.

Sentir intensamente e aceitar totalmente o nosso lado instintivo é obrigatório, se vamos resgatar a paixão, a motivação e o poder para nos transformar e para agir significativamente no mundo.

Em nossa época as pessoas despertam mais rápido que em qualquer outra, mas a tendência a cair em ilusões tais como as notícias de televisão também é maior.

É importante sustentar uma visão positiva em todos os momentos possíveis, de forma que possamos agir como um ímã positivo que polariza mudanças criativas no mundo.

Uma pessoa ou família que não desperta espiritualmente está destinada a repetir ações ditadas por leis mecânicas de causa e efeito.

Como xamãs, podemos abraçar uma árvore e vivenciar, através dela, como ela oscila com o vento, no entanto, mantendo a sua força. Podemos sentir as ondas do mar e perceber como os ciclos da lua são necessários para a existência de vida. Podemos olhar e sentir as muitas espécies de animais, e perceber em nós todas as suas várias qualidades, experienciando a sua totalidade como sendo a nossa inteligência emocional profunda.

Podemos então aprender a sentir o poder de nosso Eu Superior fluindo através de nosso corpo até profundamente dentro da Terra, e o poder da própria Terra fluindo através do corpo e saindo de nossa cabeça para o Eu Superior, e então para o Universo.

Isto cria um campo que irá restaurar habilidades regenerativas e de cura profundas e previamente perdidas, fazendo emergir um novo estado em que se age com paixão e alegria no mundo, recebendo conhecimento e bênçãos de nossa própria natureza eterna.

Os próximos dez anos serão os mais cruciais de nossa história na determinação da qualidade de vida que será possível para a raça humana.

Eu espero que o seu investimento profundo em seu próprio despertar seja um fator contribuinte para um futuro positivo da Terra.


(Rowland Barkley - metafísico e xamã australiano, mundialmente reconhecido pelos seus rituais de cura.)




*  *  *

19 setembro 2012

A hierarquia que orienta a evolução da Humanidade



É opinião comum entre as pessoas que quem alcançou com êxito um certo degrau na escala social pode mandar nos outros e fazer com que os outros o sirvam: este é o conceito do Homem ainda egoísta, que faz de si mesmo o centro da vida e do bem-estar.

Mas este preconceito, que leva a crer que é possível desfrutar como privilégio a obra de quem está por baixo, é moralmente errado e atrasado, além de diametralmente oposto ao do espírito.

Jesus subverteu este conceito humano e egoísta. 

Quando surgiu entre seus discípulos a controvérsia de quem seria o maior, Ele lhes disse: Os reis dos povos os dominam, e os que tem poder sobre eles são adulados com o nome de benfeitores. O mesmo não aconteça entre vós; ao contrário, que o maior entre vós seja o menor e que o que conduz seja como servo. E, de fato, quem é maior: o que senta à mesa ou o que nos serve? Certamente o que está sentado. Entretanto Eu estou entre vós como o que o que serve. ( LUCAS 22:25-27).

Somos protegidos pela hierarquia que guia a evolução do mundo, que a tudo gerencia e, para cada um em particular, dá uma orientação de ajuda.

Isso acontece em todos os níveis de vida e ninguém é negligenciado. Nem mesmo a mais humilde entre as criaturas deve julgar-se inútil ou esquecida.

Somos protegidos pelo Senhor dos Mundos Infinitos, para o qual não existem divisões nem diferenças entre os homens, filhos todos do mesmo Pai. 

Os agrupamentos dos quais fazemos parte por afinidade de evolução, pelos laços cármicos, etc., não constituem divisão em relação aos outros, mas uma união necessária para fins de evolução.

A lei ativa, do átomo às galáxias, com igual senso de justiça e de amor, preside cada indivíduo.

Dante intuiu esta verdade, sintetizando-a nesta expressão: “O Amor move o Sol e os outros astros”

Em “A Vida de Pitágoras”, Jâmblico escreve: “ Pitágoras tinha nos seus ensinamentos o objetivo de estabelecer os meios de comunicação entre seus discípulos e os deuses, fosse no meio do sono, fosse em plena vigília.”

O. M. Aivanhov também aconselha: “ É muito importante ter um mestre ou estar ligado aos espíritos luminosos do mundo invisível. Ligando-nos a esses seres que tiveram mais experiencias, que resolveram grande numero de problemas, atraímos os conhecimentos que possuem, e conseguimos absorve-los e nos beneficiarmos deles. Vivemos, agimos e algo mais se acrescenta as nossas experiencias; e isso nos ajuda.”



(Extraído do livro “O PROTETOR INVISÍVEL”, de AMADEUS VOLDBEN - Editora PENSAMENTO)




Sobre o amor...



Alguém amou e, amando
encontrou-se.
Quantos não há, porém, que amam
para se perderem.
Que seria da razão e do bom senso,
se não houvesse a loucura?
Que seria do prazer dos sentidos,
se por trás dele estivesse a
morte?
Que seria do amor
sem o eterno e mortal antagonismo
dos sexos?
Amor não deve pedir,
nem tampouco exigir.
Ele haverá de ter a força
de chegar por si mesmo à certeza
e ao invés de atrair,
passa a ser atraído.

(Hermann Hesse)

*  *  *

18 setembro 2012

Coleção - Maurício Manieri





Acalma minha Alma



Acalma minha alma, Senhor, 
que se confrange em pesares,
ante os problemas mal resolvidos ou sem solução.

Acalma minha alma, Senhor,
quando a madrugada chega
e o sono não vem para o reclamado
repouso do corpo cansado da luta diária.

Acalma minha alma, Senhor,
e toma minha vida em Tuas mãos.
Conduza-me para que eu não me perca
nos caminhos tortuosos
do desespero e da angústia
que, insistentes,
batem à porta de meus pensamentos
e de meu coração.

Acalma minha alma, Senhor,
equilibra minhas energias
e fortalece meu espírito
e assim, somente assim,
com Teu amor alicerçando minha vida,
é que poderei vencer hoje e sempre.

Amém!


(Autor desconhecido)

*  *  *



Todos sabemos e conhecemos o Bem e o Mal e quais os caminhos que deveremos trilhar.

Todos temos uma voz interior que deve ser ouvida, como que um alto falante dentro da consciência, ligado por fios invisíveis ao microfone de Deus.

Se temos ouvidos para ouvir, é justo que façamos uma cirurgia moral em nós mesmos, em nosso comportamento, para que a luz desabroche em nossos corações hoje e eternamente.

(Do livro: Cirurgia Moral, item 30 – Autor: João Nunes Maia.)

*  *  *



A morte pertence a vida, como pertence o nascimento. O caminhar tanto está em levantar o pé quanto em pousá-lo.

(Rabindranath Tagore)

*  *  *

A Alma também adoece



Casas de saúde espalham-se em todas as direções com o objetivo de sanar as moléstias do corpo e não faltam enfermos que lhes ocupem as dependências.

Entretanto, as doenças da alma, não menos complexas, escapam aos exames habituais de laboratório e, por isso, ficam em nós, requisitando a medicação, aplicável apenas por nós mesmos.

Estimamos a imunização na patologia do corpo. Será ela menos importante nos achaques do espírito?

Surpreendemos determinada verruga e recorremos, de imediato, à cirurgia plástica, frustrando calamidades orgânicas de extensão imprevisível.

Reconhecendo uma tendência menos feliz em nós próprios é preciso ponderar igualmente que o capricho de hoje não extirpado será hábito vicioso amanhã e talvez criminalidade em futuro breve.

Esmeramo-nos por livrar-nos da neurastenia capaz de esgotar-nos as forças.

Tratemos também de nossa afeição temperamental para que a impulsividade não nos induza à ira fulminatória.

Tonificamos o coração, corrigindo a pressão arterial ou ampliando os recursos das coronárias a fim de melhorar o padrão de longevidade. Apuremos, de igual modo, o sentimento para que emoções desregradas não nos precipitem nos desvãos passionais em que se aniquilam tantas vidas preciosas.

Requintamo-nos, como é justo, em assistência dentária na proteção indispensável.

Empenhemo-nos de semelhante maneira, na triagem do verbo para que a nossa palavra não se faça azorrague de sombra.

Defendemos o aparelho ocular contra a catarata e o glaucoma. Purifiquemos igualmente o modo de ver.

Preservamos o engenho auditivo contra a surdez. No mesmo passo, eduquemos o ouvido para que aprendamos a escutar ajudando.

A Doutrina Espírita é instituto de redenção do ser para a vida triunfante. A morte não existe.

Somos criaturas eternas.

Se o corpo, em verdade, não prescinde de remédio, a alma também.


(André Luiz & Francisco C. Xavier)



13 setembro 2012

O degrau e a muralha




Amados,


Milhares são as entidades que operam por toda a crosta terrestre.

Somos, para os poucos que podem nos ver, orbes de Luz volitando apressados em cumprir as nobres Missões a nós designadas pelo Altíssimo.

Trabalhamos há milhares de anos para que o Planeta cumpra seus desígnios de se tornar um local de pura evolução, onde os males serão atenuados e a carne será menos densa.

E esta inevitável transformação pode ser entendida como um divisor de águas, um desafio a ser superado por todos que queiram viver neste novo mundo.

Devo dizer, entretanto, que este desafio representará obstáculo intransponível para grande parte da humanidade encarnada.

Assim, almas menos evoluídas, sem compaixão, desconhecedoras do Amor e da Caridade, estarão impedidas de reencarnar na Terra.

Trata-se de processo seletivo natural, que sempre guiou a evolução das espécies nos mundos deste Universo.

Simples degrau para uns, imponente muralha para outros. A cada um segundo suas obras, já foi dito há muito tempo.

E, não se enganem. O desafio está diante de vocês.

O Cristo de Peixes alertou a todos em sua última passagem pela Terra e desde aquele tempo diversas vezes vocês tiveram a oportunidade de aprimorar-se a cada retorno a vida física. O prazo para a maioria de vocês, portanto, está fixado na atual encarnação.

Cabe a cada um de vocês o trabalho de renovação íntima, para que não se deparem com a muralha, a separá-los de um mundo melhor, mais leve e mais feliz.

Eu Sou Michael.


(Psicografado por: Cleber P. Campos)




*  *  *


Rosa dos Ventos - Oswaldo Montenegro


Acalma-te



Seja qual for a perturbação reinante, acalma-te e espera, fazendo o melhor que possas.

Lembra-te de que o Senhor Supremo pede serenidade para exprimir-se com segurança.

A terra que te sustenta o lar é uma faixa de forças tranqüilas.

O fruto que te nutre representa um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa.

Cada dia que se levanta é convite de Deus para que lhe atendamos à Obra Divina, em nosso próprio favor.

Se te exasperas, não Lhe assimilas o plano.

Se te afeiçoas à gritaria, não Lhe percebes a voz.

Conserva-te, pois, confiante, embora a preço de sacrifício.

Decerto, encontrarás ainda hoje, corações envenenados que destilam irritação e desgosto, medo e fel.

Ainda mesmo que te firam e apedrejem, aquieta-te e abençoa-os com a tua paz.

Os desesperados tornarão à harmonia, os doentes voltarão à saúde, os loucos serão curados, os ingratos despertarão...

É da Lei do Senhor que a luz domine a treva, sem ruído, sem violência.

Recorda-te que toda dor, como toda nuvem, forma-se, ensombra-se e passa...

Se outros gritam e oprimem, espancam e amaldiçoam, acalma-te e espera...


(Emmanuel)

*  *  *

O caso do escravo



O Brasil é um país com forte presença de afro-descendentes.

As experiências envolvendo Espíritos que passaram por essa etnia são comuns em reuniões mediúnicas.

Não é raro também, infelizmente, dirigentes não permitirem a presença de antigos escravos, índios ou caboclos nas sessões, até mesmo quando se dá através de médiuns que passaram por experiências reencarnatórias no período da escravidão, trazendo consigo, por isso mesmo, antigos companheiros de jornada terrena ou as repercussões existenciais decorrentes do atrito multirracial no passado.

Não nos parece sensato desejar sessões nos moldes da França do século XIX, com forte presença branca e européia, num país como o Brasil, que tem sido ponto de convergência para a reencarnação de Espíritos de várias origens e níveis morais, culturais, intelectuais etc.

Na equipe que nos ofereceu as experiências aqui relatadas, tais entidades espirituais sempre foram recebidos com o mesmo carinho e em termos da mais absoluta igualdade, respeitando-se suas peculiaridades.

Nesses casos, cabe ao dirigente encarnado organizar o intercâmbio de modo a dar-lhe seguimento sem prejuízo do conteúdo, deixando as questões de forma em segundo plano de preocupações.

Num desses episódios, a comunicação iniciou-se com gemidos de dor, emitidos em tom baixo, como de alguém agonizando ou exausto.

Aos poucos, dentro do andamento natural do trabalho de atendimento, um médium vidente presente fez a descrição do que ocorria, apontando a presença de um negro que sentia e ainda vivia intensamente os momentos de dor e aflição que precederam sua morte num tronco onde fora deixado preso para morrer.

Lamentavelmente, mesmo decorrido mais de um século desde a abolição formal da escravidão no Brasil, sabe-se da existência de vastas regiões do país onde seres humanos ainda são tratados como animais.

Nessas regiões, a escravidão ainda não desapareceu e pessoas sofrem privações, inclusive de liberdade, e recebem tratamento como se ainda estivéssemos em pleno século XIX.

Era um caso de fixação mental num momento doloroso e traumatizante para o Espírito. Sem grandes conhecimentos da vida espiritual, prendeu-se mental e emocionalmente àquele momento.

O diálogo começou pela indagação de como se sentia, se ouvia bem, como via o ambiente em que se encontrava, sendo-lhe solicitado que descrevesse tudo enquanto recebia atendimento e era “solto da corrente”.

Com dificuldade, contou que tinha sido punido daquela forma. Como já era velho para o trabalho o patrão mandara acorrentá-lo e deixá-lo morrer para servir de exemplo para os demais. Dizia não saber exatamente o que acontecera depois de tanta fome e sede, afirmando que sofria muito.

Com muito tato ele foi sendo orientado no sentido de procurar ver com mais atenção o ambiente em que estava, de perceber que já não se encontrava nas correntes e que o local era outro. Aos poucos percebeu por si mesmo que já estava “morto” e perguntou algumas poucas coisas a mais sobre o que aconteceria agora, para onde iria e o que seria feito dele.

Como de hábito nesses casos, ele estava cercado de antigos companheiros de labuta, afora os Benfeitores que passou a perceber também, livrando-se gradualmente da fixação mental e alargando seu entendimento sobre a nova situação.

Como encontrava-se bastante debilitado, não falou muito e seu atendimento foi encurtado ao tempo mínimo necessário, sendo encaminhado logo em seguida para os enfermeiros espirituais que o conduziram para novo ambiente, adequado às suas necessidades e de acordo com sua condição no momento.

Foi mais uma experiência tocante pelo seu aspecto profundamente humano, e a demonstração clara das conseqüências de hábitos, como a dominação de uma raça sobre outra, e os resultados individuais e coletivos de tudo isso.

O Brasil foi um dos últimos países a extinguir oficialmente a escravidão negra e é bem possível que muitos problemas de ordem social e coletiva ainda existentes, sejam decorrentes de quase quatro séculos de exploração da força de trabalho de uma raça.


( Fonte: “CASOS E EXPERIÊNCIAS COM A MEDIUNIDADE” , de Paulo R. Santos)