"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

30 junho 2013

Projeto "Untold Stories" - o que é isso?


Com o projeto Untold Stories, Ho Quang buscou retratar através da fotografia as aspirações de dez crianças pobres do Vietnã, que crescendo em meio a tantos problemas sonham em poder melhorar a vida de suas famílias.

Sonhos estes que vão desde ter uma barbearia, ser um arquiteto, um médico, uma pintora ou uma professora, até simplesmente poder ler e estudar...






"No meu país, já vi muitas crianças vendendo bilhetes de loteria, pedindo dinheiro, engraxando sapatos, recolhendo lixo diariamente. 
Todas essas histórias nós estamos vendo, contando mas não de fato agindo ou até mesmo conhecendo", diz Quang. 
"O motivo pelo qual escolhi fotografar crianças do meu país é porque eu também tinha um sonho. Eu morava em uma casa muito pequena com a minha família antes de nos mudarmos para outro lugar. Sonhar foi e sempre será parte da infância", completa.

Vale a pena ver mais em:



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Um pouco de Confúcio...


Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.

(Confúcio)

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Fé e fofoca


Um dos meus livros prediletos é "Os miseráveis", de Victor Hugo, do século XIX.

Creio que um dos trabalhos mais apaixonantes da minha vida foi traduzi-lo e adaptá-lo para jovens.

Uma das passagens mais marcantes, descrita em detalhes no original, fala do poder da fofoca. 

Fantine é mãe solteira e deixou sua filha, a menina Cosette, aos cuidados de um casal, a certa distância da cidade onde se fixou.

Trabalha como operária e envia quase tudo o que ganha para o sustento da menina. Só que não sabe ler e escrever. Recorre a um profissional para redigir suas cartas e ouvir as respostas. As colegas de trabalho desconfiam.

Para quem tantas cartas, afinal? Convencem o homem que as escreve não a revelar seu conteúdo – ele é discreto –, mas a fornecer o endereço para onde são enviadas. 

Uma delas, então, viaja às próprias custas para apurar a história. Volta com a satisfação de “saber de tudo”. Conta o que sabe para todas.

Estigmatizada numa época em que ser mãe solteira era uma desonra, Fantine briga com as outras. É demitida por moralismo. 

Acaba nas ruas como prostituta. Quem leu o livro, viu algum dos filmes ou versões teatrais inspirados na obra sabe que ela vende os dentes e cabelos para depois morrer tragicamente.

Onde começou toda a sua via-crúcis? Na curiosidade sobre a vida alheia.

A fofoca é a base da tese da “cura gay”: maléfica, preconceituosa, com o poder de destruir vidas

Acredito que a fofoca é maléfica. É fundamentada no preconceito. Tem o poder de destruir vidas.

Em sua primeira peça de teatro, em 1934, a escritora americana Lilian Hellman (1905-1984) aborda o tema. 

A peça, "The children’s hour", foi sucesso na Broadway e ganhou versão cinematográfica com as estrelas da época, Audrey Hepburn e Shirley MacLaine.

Aqui no Brasil, o filme ganhou o título de "Infâmia" (procurem, vale a pena ver.) 

Narra a história de duas mulheres, sócias fundadoras de uma escola infantil nos Estados Unidos. Uma aluna as acusa de ter uma relação homossexual. Não têm, de fato. Mas a avó da garota espalha a fofoca na comunidade.

Perdem os alunos, quebram financeiramente e, finalmente, uma delas se suicida. Histórias como essa são frequentes.

No mundo artístico, encontro jovens que deixaram a cidade distante onde viviam, porque não suportavam mais os falatórios.

Certa vez, em visita à pequena Bernardino de Campos, interior de São Paulo, onde nasci, conversei com um rapaz de cabelos pintados de verde, num estilo meio punk, cuja família se mudara para lá.

Fazia faculdade, mas queria voltar a São Paulo, onde trabalhava como motorista. Eu me espantei:

– Prefere o trânsito de São Paulo a terminar um curso universitário, ter uma carreira?
– Aqui, meu cabelo virou até notícia na rádio – respondeu ele.

Por que falo sobre tudo isso?

Sim, sei que a proposta de “cura gay”, do deputado Marco Feliciano, já foi muito comentada. 

Seria chover no molhado dizer quanto isso nos ridiculariza internacionalmente, já que a Organização Mundial da Saúde não classifica a homoafetividade como doença e, portanto, não se trata de algo a curar.

Mas quero olhar a questão por outro ângulo.

Todo esse movimento liderado por Feliciano, entre os evangélicos, e pela deputada Myrian Rios, como católica carismática, entre outros, não pode ser confundido com fé. É uma enorme curiosidade pela vida alheia.

Como fofoca transformada em questão política.

Convivo com esse tipo de comportamento não é de hoje.

Tenho uma tia que frequenta a igreja Assembleia de Deus. Nunca corta os cabelos, devido a uma interpretação do Velho Testamento, em que eles são descritos como “véu da mulher” – embora nada proíba Feliciano de depilar as sobrancelhas.

Adolescente, eu morava em Marília, interior de São Paulo. Uma jovem evangélica da Assembleia deixou de ser virgem. A fofoca se espalhou no templo. A moça foi expulsa publicamente da igreja.

Não é o primeiro preceito cristão acolher os pecadores?

Normatizar a vida dos fiéis é exercer poder sobre eles. Esse poder é exercido pela fofoca entre os membros da comunidade religiosa, que passam a controlar o comportamento uns dos outros.

Trazer esse tema, da igreja, para a política, é um acinte para a sociedade.

Quanto mais se fala em “cura gay”, mais cresce o preconceito. E o preconceito estimula a fofoca, o controle sobre o comportamento alheio.

É um risco para quem acredita nas liberdades individuais.

Inevitavelmente surgirão novas vítimas, como a Fantine de Victor Hugo.


(Walcyr Carrasco)





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Fazer um novo fim é indignar-se quando necessário...


Divulgando um texto realista, que infelizmente reflete o meu dia a dia...
Não basta apenas ter médicos, é preciso ter recursos diagnósticos, medicação adequada, hospitais de qualidade com leitos suficientes e unidades básicas de saúde estruturadas, com material adequado e equipe de apoio completa e capacitada...
O que já vi: uma escola e um hospital desativado serem demolidos  para dar lugar a supermercados...
É o Brasil.

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Boa leitura para preencher o domingo de Dilma


Alertado pelo repórter Elio Gaspari, o signatário do blog chegou a um texto escrito por Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso. 

Cirurgiã, ela dá expediente no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Rio de Janeiro.

Dilma Rousseff ganharia o domingo se reservasse alguns minutos para ler o texto da doutora. Por baixo, pode vacinar-se contra bobagens injetadas em pronunciamentos oficiais. Com sorte, pode melhorar o seu entendimento sobre o SUS.

Sob o título “O dia em que a presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros”, o texto de Juliana está disponível aqui. E vai reproduzido abaixo:

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Há alguns meses eu fiz um plantão em que chorei.

Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, ‘do trauma’, médica ‘chatinha’, preceptora ‘bruxa’, que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.

Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido.

Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando.

Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse “não é para mim, é para o meu pai, uma maca”. Como eu faria. Como você. Como nós.

Pensei ‘meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu… Nãoooo….. Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui’.

E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.

Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse ‘por que não me falou, levava no privado, Juliana!’ Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá.

Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.

Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: ‘e você confia?’.

‘Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim.’

Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.

Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.

Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.
Não tenho palavras para descrever o que penso da ‘Presidenta’ Dilma. (Uma figura que se proclama ‘a presidenta’ já não merece minha atenção).

Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.

A ouvi dizendo que escutou ‘o povo democrático brasileiro’. Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. ‘Qualidade’… Ela disse.

E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil….

Para melhorar a qualidade…?

Sra ‘presidenta’, eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.

Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.

O dia em que a Sra ‘presidenta’ abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.

Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.

Somos quase 400 mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não.

Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.

Hoje, eu chorei de novo.“


(Blog do Josias)





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29 junho 2013

Redação de uma menina sobre o Hino Nacional Brasileiro


Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino.

O título recomendado pela professora foi: "Dai pão a quem tem fome".

Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade.

E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.

Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.

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"Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:

O que houve, meu Brasil brasileiro? - perguntei-lhe.

E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:

Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...
Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores.
Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante.
Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. 

Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado.

Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes?

Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?

Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido."




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Dica de livro: A Casa dos Espíritos Sofredores, de José Caros Leal



A família Fonseca Teles conseguiu comprar a casa tão sonhada: ampla, com jardim na frente e horta nos fundos.

Só não sabia que ela não estava vazia, mesmo estando fechada.

Assim que a família mudou para a nova casa, Cristina e Ana Júlia começaram a testemunhar coisas “estranhas” que aconteciam nela. 

Porém, na opinião de Augusto, para todas essas coisas, havia uma única explicação: tudo não passava de fruto da imaginação das filhas.

Dona Rosa as confortava, mas ao final sempre concordava com o marido.

Imaginação ou não, o fato foi que, desde a mudança, os tais acontecimentos vinham tirando o sossego da família.

Por isso, naquela noite, Augusto resolveu que desvendaria o “mistério”, seja qual fosse. Mas desta vez ele não teve explicação nem para o que os próprios olhos viram.

Foi aí que, convencido por Dona Rosa, resolveu buscar ajuda.

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Editora  Novo Ser.


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Dica de filme: R.I.P.D.




Hollywood Lança Filme Policial Espírita

(por Tony D’Andrea)

Novo lançamento da Universal Pictures, "R.I.P.D." é um filme de ação que mescla temas espíritas e policiais. 

Em sua sinopse, depois de ser assassinado, o espírito do policial Nick Cruz (ator Ryan Reynolds) é recrutado pela R.I.P.D. (Rest In Peace Department), força policial desencarnada dedicada à proteção do mundo dos vivos contra espíritos malévolos que se recusam a passar para o além.

O policial veterano desencarnado Roy Pulsipher (ator Jeff Bridges) é outro personagem central, tira durão e irreverente com sotaque de vaqueiro e piadinhas sarcásticas que explica a criminalidade no mundo espiritual ao seu colega de trabalho e à platéia de espectadores.

Evidente mistura de Ghost e Men In Black, o filme é baseado em uma história em quadrinhos do mesmo nome.

Não espere nenhum ensinamento  espírita profundo ou filosófico. R.I.P.D. é pura diversão, usando fórmulas típicas de Hollywood com tom de comédia infantil para atrair uma maior audiência, assim amenizando a temática sobrenatural que poderia ter sido abordada em forma pesada ou adulta (terror, psico thriller, drama, etc).

A filmagem foi concluída em janeiro de 2012, mas problemas na pós-produção retardaram o lançamento de R.I.P.D. para julho de 2013.

Assista ao trailer legendado em português e divirta-se..



  
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Antes que você adormeça

 
Antes que você adormeça observe a página que você escreveu neste dia, repare se não esqueceu de registrar as pequenas alegrias, os sorrisos, os sinais de carinho, os gestos de amizade, as discretas ternuras que se escondem em singelos favores que nos fazem.

Observe também se fixou as flores que enfeitaram seu dia, mesmo aquelas que floresceram anônimas e solitárias à beira das calçadas, ou então se registrou a chuva, como uma teia de cristais pendurada nas árvores ou grudada nas vidraças.

Por certo, antes que você adormeça, lembrará da Lua que surgiu bem cedo, ansiosa por despertar rubores no horizonte.

Antes que você adormeça, enfeite a página deste dia com o brilho da sua presença, porque mesmo que não tenha lembrado ainda, você é a parte mais importante deste dia e do livro que você escreve a cada dia que passa, pois são seus gestos, seus sorrisos, suas lágrimas e as suas palavras que compõem com os seus sentimentos a história da sua vida.

Antes que você adormeça, prepare as tintas da esperança e pinte com capricho a luz de um novo dia.

O futuro sempre procura ler as páginas já escritas.


(Planetamais)




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Mudança dos ventos - Folia de 3




Salve Ivan Lins!

Maravilhoso em todas as vozes...

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28 junho 2013

Os Simpsons e as manifestações no Brasil


Em nota publicada pela Fox Channel, Matt Groening diz estar sensibilizado com a situação dos protestos no Brasil.

A onda de manifestações tem levado o Brasil ao noticiário internacional. Agora a ajuda virá da telinha da TV. 

Matt Groening, criador dos Simpsons, diz que está sensibilizado com tudo o que vem ocorrendo com os brasileiros.

Em nota publicada pela Fox Channel nessa terça (25), Groening anunciou que dará sua contribuição através de um episódio totalmente voltado para protestos.

Segundo o autor, os telespectadores captarão logo a mensagem. “É claro que, como é de costume, não faltarão muito humor e sarcasmo”, finalizou.

A estreia da nova temporada de Simpsons está prevista para setembro, nos Estados Unidos.




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27 junho 2013

Veja o apoio da Polícia Militar de Teófilo Otoni - Manifestações pelo Brasil


Em meio à tantas manifestações, a Polícia Militar de Teófilo Otoni dá um exemplo de cidadania e trato democrático.

Parabéns à PM de Teófilo Otoni - MG!

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26 junho 2013

A vida que perdemos...


A vida é feita disso...


Diálogo de Almas...


Um pouco de Lacan...


Afinal, o que é o amor?



Fonte: facebook

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Anjo e guerreira...




Quando nasci, um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
– dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável.  Eu sou.

(Adélia Prado)

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Plutão



Temos assistido nos últimos dias uma inimaginável -até poucos meses atrás-, onda de protestos varrer o país. 

De repente, é como se o inconsciente coletivo, tivesse sido sacudido por uma intensa maré de lucidez, que há tanto tempo muitos clamavam por ver despertar.

Impossível não associar tais acontecimentos à chamada ascensão, uma nova dimensão no padrão de consciência da humanidade, que teve início a partir do final de 2012.

As configurações planetárias também se relacionam com estas circunstâncias. 

A presença de Plutão em Capricórnio, de Saturno em Escorpião e de Urano em Áries, tem trazido para nossa vida a força de energias poderosas e inevitavelmente relacionadas a transformações, mudanças, revoluções.

Tais energias influenciam a humanidade, tanto no plano coletivo como no individual. 

Se você já obteve sua carta astrológica natal, veja em que áreas de sua vida estes planetas em trânsito se localizam, e poderá entender muitas das circunstâncias que a existência tem trazido a você.

Tsunamis emocionais, desestabilização financeira, insatisfação profunda com a vida profissional, reavaliação das escolhas afetivas, são alguns dos sintomas mais comuns que muitos têm sido obrigados a enfrentar.

Ao mesmo tempo em que traz à tona o que se esconde nas profundezas, sob falsas fachadas de honradez e responsabilidade, a energia de Plutão em Capricórnio exacerba a luta pela sobrevivência do sistema, através do recurso à repressão e à violência.

O anseio por segurança e estabilidade, típico de Capricórnio, se vê de repente sacudido pela força de Plutão, e por maior que seja a resistência a princípio, nada permanecerá como antes.

A casa onde temos Capricórnio no mapa é onde a rigidez e a resistência às mudanças mais se apresenta. Agora, no entanto, é lá que precisamos mudar profundamente, transcendendo nossas limitações, quebrando paradigmas e potencializando nossas realizações.

A questão é que uma renovação tão profunda não se faz da noite para o dia e, até que ela finalmente se consolide, a transição exigirá, inevitavelmente, uma fase em que a insegurança e a falta de estabilidade estarão presentes.

Persistência, determinação e, principalmente, uma fé inabalável em nosso poder, serão mais do que nunca necessários. Se conseguirmos nos manter firmemente conscientes de que este processo tem como objetivo único nosso crescimento interior, poderemos ao final descobrir em nós potenciais que nem sequer imaginávamos possuir.

(Elisabeth Cavalcante)

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As estações mudam.
Às vezes é inverno, às vezes é verão.
Se você permanecer sempre no mesmo clima, você se sentirá estagnado.
Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo. Chamo a isso de maturidade.
Você precisa gostar daquilo que já está presente. A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias" e nunca vivendo naquilo que "é" - aquilo que "é" o caso, e o "deveria" é apenas um sonho.
Tudo o que for o caso, é bom. Ame isso, goste disso e relaxe nisso. Quando algumas vezes vier a intensidade, ame-a. Quando ela for embora, despeça-se dela.
As coisas mudam...
A vida é um fluxo. Nada permanece o mesmo. Às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover.
Mas as duas coisas são boas, ambas são dádivas da existência. Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que acontece. Desfrute o que for. É isso que está acontecendo agora.
Amanhã poderá mudar, então desfrute aquilo. Depois de amanhã algo mais poderá acontecer. Desfrute-o. Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras.
Viva o momento.
Às vezes é quente, às vezes é muito frio, mas ambos são necessários;
De outro modo, a vida desapareceria.
Ela existe nas polaridades.

(Osho)




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Ricardo Boechat e o Brasil que acordou...



Repassando, vale a pena ouvir!

Essencial para entender o que vem acontecendo no Brasil.

Ouça o comentário de Ricardo Boechat no dia seguinte aos protestos que levaram 1 milhão às ruas:



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Fui abençoada com um coração meiguíssimo e em contrapartida com um pavio bem curto. 
Exatamente igual a um vidro: se me jogar no chão, eu quebro… mas se me pisar, te corto.

(Martha Medeiros)

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23 junho 2013

Dica de vídeo: "Estávamos aqui: testemunhas da AIDS"



O documentário "Estávamos aqui: testemunhas da Aids" mostra a história de pessoas que vivenciaram o surgimento da doença, como Guy e Eilleen.
Enquanto seus amigos e parceiros morriam, eles lutavam pelos direitos dos pacientes e também para descobrir como tratar uma doença desconhecida e fatal.

Título original: “We were here” (2011)  

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O erro


Quem é que nunca fez nada de errado?

Naturalmente, todos nós, algumas vezes na vida, cometemos erros, seja intencionalmente ou não.

O erro faz parte do aprendizado.

Por trás de todo erro está a ignorância, o orgulho, ou o egoísmo.

O ignorante erra por desconhecer, o orgulhoso por se julgar mais importante do que as demais pessoas e o egoísta por pensar somente em si.

O que caracteriza o erro não são os padrões sociais ou as diretrizes éticas estabelecidas, mas sim suas conseqüências sobre o indivíduo e a sociedade.

O que torna algum gesto desacertado são os seus efeitos malignos.

Erramos quando nossos atos ferem alguém. Quando invadimos o direito à felicidade do próximo. Quando destruímos, ao invés de construir.

Numa palavra, erramos sempre que geramos sofrimento para os outros ou para nós mesmos.

Por estar vinculado ao sofrimento, vemos que o erro não é um bom negócio.

Entretanto, se formos sábios, saberemos tirar frutos dele.

De uma forma muito especial, Deus sempre cuida para que, dos nossos equívocos, tiremos algo de bom.

Isto acontece por meio da Lei de Causa e Efeito, que faz com que todo o bem, como todo o mal realizado retorne ao seu realizador.

No campo dos sofrimentos isto se chama expiação.

Mas para tornar o processo menos penoso, podemos recorrer ao arrependimento e à reparação.

Arrepender-se é, portanto, o primeiro passo na correção de um desatino.

Existem pessoas que só se arrependem dos seus erros quando estão colhendo as conseqüências.

Quanto mais demoramos a nos arrepender, mais sofremos.

O arrependimento deve provocar um desejo de reparação, que consiste em fazer o bem a quem se havia feito mal.

Mas nem todas as faltas implicam em prejuízos diretos e efetivos.

Quer dizer, nem sempre teremos de expiar, ou sofrer.

Nesses casos, a reparação se opera fazendo-se o que deveria e foi negligenciado. Cumprindo deveres desprezados, missões não preenchidas.

Quem tem sido orgulhoso, buscará tornar-se humilde. 

O rude procurará ser amável. 

O ocioso passará a ser útil e o egoísta, caridoso.

Costuma-se dizer que errar é humano.

Nós poderíamos inverter o raciocínio dizendo que corrigir erros é que é humano, pois o homem não pode desprezar a sua fantástica capacidade de racionalização ao persistir em atitudes que somente o infelicitam.

Reconhece-se, então, o homem de bem pela capacidade com que ele substitui seus defeitos por virtudes superiores.


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Os efeitos dos nossos atos se estendem, muitas vezes, para além da existência atual.

Isso explica os sofrimentos atuais, cujas causas não se encontram no presente.

Várias vezes estamos recebendo hoje os efeitos de nossos atos de vidas passadas.

Nenhum Espírito atinge a perfeição, sem antes reparar os erros do seu caminho evolutivo.

Por isso, hoje é o dia de fazer o melhor!


Redação do Momento Espírita
Disponível no CD Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.

Em 11.01.2010.

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15 junho 2013

Aquilo que somos


Apenas por um tempo...


É bom retirar-se por um tempo
a fim de banhar-se nas águas dos pensamentos mais profundos – não para escapar da vida, 
mas para adquirir uma fé mais forte para viver, 
uma visão mais clara para agir 
e um impulso verdadeiro para tudo o que fizer.


(Maori Desmond Mojave)



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14 junho 2013

Eu me perdoo



Eu me perdoo por ter errado tantas vezes mesmo achando que acertava

Eu me perdoo por algumas vezes ter perdido a calma e a razão

Eu me perdoo por não notar que meus lábios sorriam menos

Eu me perdoo por ter calado meu coração por tantas vezes, quando ele queria gritar

Eu me perdoo por ter fingido não ouvir minhas sábias vozes interiores que me diziam o caminho certo a seguir

Eu me perdoo por ter amado tanto e não ter percebido que o brilho de seu olhar se perdeu em uma noite escura

Eu me perdoo por ter negado minhas vontades e valorizado as suas

Eu me perdoo por não ter visto que você sugava o melhor de mim e não oferecia nem um pouco ou quase nada de você.

Eu me perdoo por ter muitas vezes omitido minhas mais sinceras palavras

Eu me perdoo por ter acreditado em uma imagem que não passava de ilusão

Eu me perdoo por ter tido tanta esperança de que você confiasse em mim

Eu me perdoo por ter pensado muitas vezes que você valorizava a grande mulher que estava ao seu lado

Eu me perdoo por ter confiado na sua capacidade e vontade de ser alguém

Eu me perdoo por querer te fazer feliz

Eu me perdoo por ter amado seu universo inteiro e pensado que eu fazia parte dele

Eu me perdoo por ter pensado que você me respeitava e me amava

Eu me perdoo por ter demorado a perceber que nossos caminhos não eram os mesmos

Eu me perdoo por ter acreditado nos sonhos que me levaste a criar em minha alma

Eu me perdoo por ter te perdoado tantas vezes

Eu me perdoo, pois o ato de perdoar deixa minha alma leve e meu espírito em paz.


(Elzenir Apolinário)





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Simples assim...


Firework - Kate Perry


Vamos tomar um passe?



1. Esteja convicto de que realmente precisa tomar um passe.

2. Não use a sala somente por curiosidade

3. Visitando a sala por visitar, de maneira informal, deixará de usufruir de seus benefícios quando dela necessitar realmente.

4. Utilize a sala com gratidão e respeito, como faria num centro espírita material.

5. Aconselhamos a utilização da sala apenas uma vez por semana, salvo em caso de grande necessidade.

6. Em silêncio, evoque a proteção de Deus e de Jesus para o passe.

7. Desejando, após a evocação, rogue também o concurso de seu Anjo da Guarda ou dos Espíritos Superiores com os quais tenha maior afinidade.

8. Procure afastar de sua mente quaisquer pensamentos negativos.

9. Respire fundo, pausadamente, com calma e confiança.

10. Prepare-se para orar.




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Um pouco de Mário Quintana...


12 junho 2013

Vida...



A vida não se mede pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram o fôlego.

(George Carlin)


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