"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

30 abril 2012

Os animais são nossos irmãos



Os animais são os irmãos inferiores dos homens. 
Eles também, como nós, vem de longe, através de lutas incessantes e redentoras, e são, como nós, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade. 
Não é em vão que sofrem nas fainas benditas da dedicação e da renúncia, em favor do progresso dos homens.
(Emmanuel)

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Abaixo um excelente texto sobre este tema, que merece ser lido com atenção...

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Cremos desnecessário falarmos dos nutrientes provenientes da alimentação carnívora, pois que a natureza oferece uma alimentação de melhor qualidade, sem que seja necessário cometermos tantos abusos contra animais indefesos.

Alias, é bom mostrarmos algumas trechos do Livro "Missionários da Luz" ditado pôr André Luiz e psicografado pôr Chico Xavier, pois elas nos mostrarão um lado da história que talvez bem poucos tenham conhecimento...

Diz o instrutor Alexandre no capítulo IV, página 41, evocando a sua última existência física:

A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis .
Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos.
Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência.
O suíno comum era localizado pôr nós, em regime de ceva, e o pobre animal muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que os prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes.
Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a supostas vantagens de enriquecer os valores culinários.
Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mãe, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente.
Encarecíamos, com toda a responsabilidade da Ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos protéicos ao organismo, sem recorrer as indústria da morte.
Esquecíamos de que o aumento dos laticínios , para enriquecimento da alimentação, constitui elevada tarefa, porque tempos virão, para a humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado.

Adiante, à página 42 da mesma obra:

Os seres inferiores e necessitados do planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis.
Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, pôr confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão.

Na página 135, encontramos um quadro "Dantesco": diante do quadro estarrecedor do matadouro, onde se processava a matança dos bovinos, o autor descreve a turba de espíritos famintos que, em lastimáveis condições, se atiravam desesperados aos borbotões de sangue vivo, tentando obter o tónus vital que lhes favorecesse um contato mais nítido com o mundo físico.

Diz André Luiz, reproduzindo a palavra do mentor:

Estes infelizes irmãos que não nos podem ver, pela deplorável situação de embrutecimento e inferioridade, estão sugando as forças do plasma sangüíneo dos animais. São famintos que causam piedade.

A cena identifica mais uma das funestas realidades que se produzem devido a matança do animal, pois as almas ainda escravas das sensações inferiores que perambulam no espaço sem objetivos superiores, encontram nos lugares onde se derrama em profusão o sangue do animal os meios de que precisam para consolidar as perseguições e incentivar o desregramentos humano.

O autor em questão transcreve, em seguida, novo dialogo com o seu interlocutor desencarnado na página 136:

Por que tamanha sensação de pavor, meu amigo ?
Saia de si mesmo, quebre a concha da interpretação pessoal e venha para o campo largo da justificativa.
Não visitávamos nós ambos, na esfera da Crosta, os açougues mais diversos?
Lembro-me de que em meu antigo lar terrestre havia sempre grande contentamento familiar pela matança dos porcos. A carcaça de carne e gordura significava abundância da cozinha e conforto do estômago.
Com o mesmo direito, acercam-se os desencarnados, tão inferiores quanto já o fomos, dos animais mortos cujo sangue fumegante lhes oferece vigorosos elementos vitais.

Ficou demonstrado, nessa obra mediúnica, de confiança, que o vício da alimentação carnívora é sinal de inferioridade espiritual; a ingestão de vísceras cadavéricas e a conseqüente adesão ao progresso dos matadouros mantém a fonte que ainda sustenta a vitalidade dos obsessores e dos agentes das trevas sobre a humanidade terrestre.

O homem paga, diariamente, com a multiplicidade de doenças, incômodos e conseqüências funestas em seu lar , a incúria espiritual de ainda devorar os restos mortais do animal criado pôr Deus e destinado a fins úteis.

Sugerimos a leitura completa dessa obra que trata mais desse assunto e que não podemos transcrever aqui agora, além de outros assuntos interessantes...

Emmanuel, o mentor do médium Chico Xavier, em comunicação aludindo ao aparecimento e evolução do homem assim se manifesta:

"Os animais são os irmãos inferiores dos homens. Eles também, como nós, vem de longe, através de lutas incessantes e redentoras, e são, como nós, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade. Não é em vão que sofrem nas fainas benditas da dedicação e da renúncia, em favor do progresso dos homens"

Evidencia-se, portanto, através dessas declarações de espíritos credenciados no labor mediúnico espírita e de nossa confiança, que muito grave é a responsabilidade dos espíritas no tocante a alimentação carnívora.

De modo algum ser-nos-á tolerada pela Lei da Vida, da qual não podemos alegar desconhecimento, qualquer desculpa posterior, que nos suavize a culpa de trucidarmos o nosso irmão menor.

É a própria bibliografia espírita, que nos notifica de tais deveres e acentua a urgente necessidade do vegetarianismo. Já dissemos antes, que a humanidade superior não aprova o macabro banquete de vísceras cadavéricas.

Lembramo-nos o conceito sensato de Allan Kardec, de que " a natureza espiritual deve predominar sobre a natureza animal" . E disso podemos ter a comprovação através das próprias obras mediúnicas que afirmamos serem de confiança.

O conceito ao pé da letra, de que "a carne alimenta a carne" esta desmentido pelo fato de que o boi, o camelo, o cavalo e o elefante, como espécie vigorosas e duradouras, são avessos à carne e não se ressentem da falta das famosas proteínas provindas das vísceras animais.

Quanto a afirmativa de que "o homem deve alimentar-se conforme reclame a sua organização", não há dúvida alguma, pois enquanto a organização bestial de um Nero pedia fartura de carne fumegante, Jesus se contentava com um bolo de mel e um pouco de caldo de cereja.

Assim como não haveria nenhum proveito espiritual para Nero, se ele deixasse de comer carne, de modo algum Gandhi careceria mais do que um copo de leite de cabra, para sua alimentação...

Afirma o professor Radoux, o cientista de Lausanne:


"É um preconceito acreditar que a carne nutre a carne. O regime da carne e do sangue é, pelo contrário, nocivo à beleza das formas, ao viço da tez, à frescura da pele, ao aveludado e brilho dos cabelos.
Os comedores de carne são mais acessíveis que os vegetarianos às influências epidêmicas e contagiosas; os miasmas mórbidos e o vírus encontram um terreno maravilhosamente preparado para o seu desenvolvimento nos corpos saturados de humores e de substâncias mal elaboradas, nocivas ou já meio fermentadas e em decomposição".


Em síntese, a alimentação vegetariana é superior a qualquer regime carnívoro, uma vez que os hidratos de carbono predominam nos vegetais e constituem-se em uma ótima fonte de energia para o bom funcionamento dos músculos, principalmente com o uso de batatas e cereais, ou frutos doces, como a ameixa, uva, figo, pêra, cana-de-açúcar, caqui, melancia e passas...

A natureza é um apoio constante: o ferro para ser absorvido pelo organismo humano, necessita do apoio da vitamina C; o cálcio deve ter o apoio da vitamina D; para evoluirmos, necessitamos do apoio constante dos nossos irmão menores (as células) e vice e versa.

Façamos a nossa parte e peçamos a Jesus que nos oriente para alcançarmos o objetivo final...

(Oliver)