"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

08 agosto 2014

A experiência humana


Na qualidade de seres espirituais, escolhemos voltar à Terra num determinado momento para crescer através de todas as experiências que nos impulsionarão, junto com a raça humana, para evoluir.

Quando decidimos voltar a este planeta na qualidade de seres humanos, escolhemos assumir nossas responsabilidades na vida.

A condição humana é repleta de contradições e ambigüidades. O segredo que vem escapando à humanidade é lembrar de nossa natureza divina.

Todo o poder de que precisamos está dentro de nós.

Se não nos damos conta de que somos seres espirituais, continuamos negando a verdade. Assim, nos tornamos vítimas das circunstâncias, em vez de agentes criadores do nosso destino.

Quando entramos nessa dimensão humana limitada, fica um pouco difícil determinar com clareza nossa identidade. A maioria de nós olha para fora de si procurando respostas. Nossa tendência é buscar nos outros a confirmação de nosso próprio valor.

Mas quem é capaz de nos conhecer melhor do que nós mesmos? Todas as respostas que procuramos estão em nosso coração.

Quando assumimos a forma humana, fechamos a cortina sobre as lembranças de nossas vidas passadas para podermos recomeçar com a consciência limpa. 

Esse é um momento de graça que nos é dado por Deus. Porque se tivéssemos consciência de nossas vidas passadas, perderíamos um valioso tempo pensando obsessivamente sobre o que fizemos de certo ou de errado em outras vidas, em vez de viver plenamente a atual e evoluir como seres espirituais.

A cada nova vida, estamos livres para escolher a realidade que queremos experimentar.

Antes de reencarnar, escolhemos as pessoas e as situações que servem para acelerar o crescimento de nossa alma. Só o mundo material é capaz de nos oferecer tamanha oportunidade de aprender as lições de que precisamos e de nos dar retorno imediato a respeito de nossas ações, erros e realizações. (…)

Já constatei repetidas vezes em meu trabalho que o maior arrependimento de grande parte dos espíritos é não ter acreditado em si mesmos quando estavam na Terra.

Eles gostariam que alguém lhes tivesse dito que eram almas imensas vivendo experiências humanas limitadas.

Se estivessem conscientes desse poder durante sua vida terrena, talvez tivessem confiado mais em si mesmos e vivido de um modo diferente.

Na condição de espírito passando por uma experiência humana, você pode escolher não meramente existir e se deixar levar pelos acontecimentos, mas assumir um papel consciente e responsável na vida e nas suas inúmeras escolhas.

Deixar de ser objeto passivo para se tornar agente da própria história.


(James Van Praagh, in “Espíritos entre nós”)



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