"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

26 julho 2015

Declaro-me vivo!




Declaro-me vivo.
Saboreio cada momento.
Antigamente preocupava- me quando os outros falavam mal de mim. Então fazia o que os outros queriam. E a minha consciência me censurava.
Entretanto apesar do meu esforço para ser educado, alguém sempre me difamava.
Como agradeço a essas pessoas que me ensinaram que a vida é apenas um cenário.
Desse momento em diante atrevo-me a ser como eu sou.
A árvore anciã ensinou- me que somos todos iguais.
Sou guerreiro: minha espada é o amor, o meu escudo é o humor.
O meu espaço é a coerência. O meu texto é a liberdade.
É possível que tenhamos de ser apenas humanos.
Sem amor nada tem sentindo. Sem amor estamos perdidos, sem amor corremos o risco de correr de costas para a luz.
Por essa razão é muito importante que apenas o amor inspire nossas ações.
Anseio que descubras a mensagem por detrás das palavras: não sou um sábio, sou apenas um ser apaixonado pela vida.
A melhor forma de despertar é deixar de questionar se nossas ações incomodam aqueles que dormem ao nosso lado.
A chegada não importa. O caminho e a meta são a mesma coisa.
Não precisamos correr para algum lugar. Apenas dar cada passo com plena consciência.
Quando somos maiores que aquilo que fazemos nada pode nos desequilibrar.
Porém quando permitimos que as coisas sejam maiores que nós, o nosso desequilíbrio está garantido.
É possível que sejamos apenas água fluindo: o caminho terá que ser feito por nós.
Porém não permita que o leito escravize o rio ou então ao invés de um caminho terá um cárcere. Amo minha loucura que me vacina contra a estupidez.
Amo meu amor que me imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e atrofiando corações.
As pessoas estão tão acostumadas com a infelicidade, que a sensação de felicidade lhes parece estranha.
As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontânea as incomoda e o amor lhe inspira desconfiança. Peço-lhes perdão: mas declaro-me vivo!!


Texto de Luis (Chamalu) Espinosa, índio Quechua.




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