"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

13 maio 2011

Desobsessão pela música



A obsessão se expressa de várias maneiras.[...]

O obsessor costuma agir utilizando todos os recursos ao seu alcance, interfere na mente daquele que persegue com seu pensamento, buscando-o através de uma espécie de jugo ou possessão, dependendo da gravidade do caso em que estejam envolvidas as criaturas.

André Luiz, através do livro Dissertações Espíritas, psicografado por Antônio Fernandes Rodrigues, descreve que um determinado obsessor não demovia de seu desejo de vingança, apesar da  doutrinação promovida pelos instrutores espirituais.

Sabedores de que o perseguidor era fã de Beethoven, encaminharam-no, sem despertar suspeita, para uma casa onde se ouvia a “Pastoral”.

O obsessor, ao perceber aquela melodia tão admirável, esqueceu seus intentos, dissipando todo aquele rancor que lhe fustigava a mente. 

Os sons harmoniosos fizeram o importantíssimo trabalho de abrir as portas endurecidas de seu coração, proporcionando condições para que fosse abordado de forma mais feliz, aceitando a argumentação, envolvido emotivamente pela música.

Portanto, que também possamos escancarar portas e janelas de nossos corações para uma melhor compreensão sobre a importância da música, de melodias e harmonias que são tão pouco reconhecidas na grande maioria das casas espíritas como mais uma fonte de equilíbrio para nosso restabelecimento físico e espiritual, além de serem utilizadas pelos inúmeros compositores e intérpretes como mais um veículo de divulgação e esclarecimento da doutrina espírita.

Façamos a paz em nossos corações hoje e por toda a eternidade, através das mais belas melodias da vida.

(Celso Santos)

(Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 02)