"Nós não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana"

(Teillard de Chardin)

03 maio 2011

Espíritos Batedores



Espíritos Batedores são aqueles que se comunicam por meio de pancadas ou ruídos semelhantes.

Para tanto, é necessário que haja por perto da manifestação algum médium de efeitos físicos, pois os espíritos só conseguem provocar ruídos, mover objetos ou tornarem-se visíveis aos encarnados quando estão de posse do fluido magnético chamado ectoplasma, doado de forma imperceptível por estes médiuns. Ele não precisa estar necessariamente no local exato em que ocorra o fenômeno, mas estará nas redondezas.

É importante definir o termo “Tiptologia”, que é a forma de comunicação obtida pela sucessão de pancadas ou batidas curtas, feitas em algum material rígido, usualmente madeira, produzindo ruídos.

Na história do Espiritismo, a Tiptologia foi o meio utilizado nas primeiras comunicações entre os mortos (espíritos desencarnados) e os vivos (espíritos encarnados), no episódio protagonizado pelas Irmãs Fox em Hydesville, nos Estados Unidos da América, em 31 de março de 1848.

Nesse episódio registrou-se a utilização da forma mais simples de Tiptologia, ou seja, uma combinação, entre as duas partes comunicantes, em que certa quantidade de pancadas significaria "Sim" e outra quantidade, "Não".

Logo, essa forma simples de comunicação evoluiu para uma forma mais elaborada, a chamada Tiptologia Alfabética, na qual a quantidade de pancadas significava uma determinada letra do alfabeto ou determinado algarismo, conforme combinação prévia entre as duas partes comunicantes.

No começo do Moderno Espiritualismo e do Espiritismo, comunicações importantes foram feitas por meio da Tiptologia.

Com o tempo, no entanto, devido à demora do processo, as comunicações passaram a ser feitas por outros meios até alcançar a psicografia ou psicofonia.

Nos dias de hoje, as ocorrências de fenômenos tiptológicos estão praticamente restritas àquelas em que um espírito desencarnado deseja se fazer notar aos encarnados presentes, geralmente para perturbá-los. É o caso dos Espíritos Batedores.

Um Espírito Superior, quando necessário, pode através dos chamados Espíritos Batedores, provocar ruídos variados, usando estes últimos para sinalizar sua presença e estabelecer uma comunicação; neste caso especifico, nunca para atormentar ou assustar um encarnado.

A respeito deste assunto, “O Livro dos Espíritos” nos diz o seguinte:

Estes Espíritos não formam, propriamente falando, uma classe distinta quanto às suas qualidades pessoais, e podem pertencer a todas as classes da terceira ordem.

Manifestam freqüentemente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como golpes, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar etc.

Parece que estão mais apegados à matéria do que os outros, sendo os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer pela sua ação sobre o ar, a água, o fogo, os corpos sólidos ou nas entranhas da terra.

Reconhece-se que esses fenômenos não são devidos a uma causa fortuita e física, quando têm um caráter intencional e inteligente.

Todos os Espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os Espíritos elevados os deixam, em geral, a cargo dos Espíritos subalternos, mais aptos para as coisas materiais que para as inteligentes.

Quando julgam que as manifestações desse gênero são úteis, servem-se desses espíritos como auxiliares.”